Grã Bretanha

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Seg 3 Ago 2015 - 21:19

O pensamento de Jhaeson estava confuso enquanto tentava se lembrar de mais detalhes sobre seu sonho,  mais tudo que conseguiu foi se frustrar, desistindo de permanecer na cama, Se levantou é foi ao banheiro tomou um banho, o dia já estava quase nascendo, se trocou e saiu para o ar gélido da pensão.

Enquanto caminhava analisava o lugar conhecendo as redondezas, Jhaeson aprendeu da pior forma como era ser surpreendido por não está preparado, algumas lojas começavam a abrir lentamente, logo a mulher Lobisomem ligaria para ele. Tudo que ele precisava fazer era se preocupar com a tarefa que fora incumbido de fazer mais isso se tornava cada dia mais difícil.

Enquanto isso Lucian tentava se controlar para não ir até o quarto de Rhiannon colocar tudo em pratos limpos, mais ele sabia que as palavras de Jhaeson eram verdadeiras, ele tinha muitas coisas a perder ao se deixar levar por aqueles sentimentos, seu futuro já estava decidido o que precisava fazer era mostrar seu valor mais isso não seria tarefa fácil, ser forte o bastante para conseguir atender as expectativas de seu pai era um desafio, talvez grande demais.

Lucian havia acordado cedo como de costume, se arrumou é fez sua corrida matinal para aquecer o corpo e deixar seus sentidos alertas, mais um sentimento estranho lhe apertava o peito, como se algo não se encaixasse mais o que poderia está causando isso... Ele desconhecia a razão mais aprendeu a não ignorar seus instintos.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Seg 3 Ago 2015 - 21:23

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Não demorou para eu que retornasse ao hotel que havia me hospedado. Ignorei o “boa noite” da sorridente recepcionista, adentrando o elevador. Estava na hora de eu me esconder na minha toca, aguardar o sol desaparecer para que novamente me entregasse à noite. O preço da eternidade era se entregar a escuridão, e eu fui forçada a me adaptar a isto.

A porta de aço se abre, e em passos lentos parei de frente para a porta, colocando o cartão magnético, destrancando a fechadura. Provavelmente descansaria e no dia seguinte solicitaria para informações para algumas das pessoas que fiz questão de hipnotizar. Ter escravos trabalhando para mim era delicioso, ainda mais quando batiam na minha porta cortando os pulsos e oferecendo o seu sangue. Gostava da sensação de poder sobre os seres humanos, adorava domá-los e em seguida descarta-los.

Fechei a porta atrás de mim, encostando-me na mesma cruzando lentamente os braços rente ao busto. A face sem nenhuma reação, mesmo sentindo um certo nojo do cheiro que estava em meu quarto. Notei sua presença assim que pisei no saguão do hotel, e não faria questão de fixar território.

— O que fazes aqui?

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Seg 3 Ago 2015 - 21:33

Jhaeson havia chegado a Grã Bretanha seguindo uma pessoa, ela talvez possuísse a informação que ele precisava para virar o jogo para os lobos, mais isso se jogasse da forma correta, seguindo até um hotel, distante da cidade, mas possuindo um certo luxo, observou a redondeza o sol nasceria em alguns minutos, seria o momento perfeito para uma visita.

Subindo até o terceiro andar através de uma antiga arvore Jhaeson adentrou pela janela, ele sabia de quem era aquele quarto, tudo que precisava fazer era esperar logo chegaria o momento do encontro, se sentou em uma das poltronas e aguardou, se serviu de uma dose de licor.

Um som metálico indicava que havia chegado quem ele aguardava, entrando lentamente e fechando a porta em seguida, sem nenhuma surpresa pareceu saber que havia alguém ali, encostou na parede cruzando os braços tranquilamente, seu olhar era afiado quando perguntou:― O que fazes aqui?

A forma antiga da de falar apenas revelava o quão antiga ela era, mais isso não intimidava Jhaeson, ele sorriu colocou o copo na mesinha do lado da cama e se levantou imponente.

— Você deve saber que venho te seguindo a algum tempo, deixei que meu cheiro fosse o suficiente pra você me perceber propositalmente, mais isso não parece nenhuma surpresa não é mesmo... Sabe que poderia matá-la não e mesmo?

A voz de Jhaeson era grave seus olhos estavam frios, assim como mortais, mais sua voz era suave, o que aconteceria deste encontro? Lucian logo teria que enfrentar suas batalhas mais difíceis, e Jhaeson precisaria garantir que ele teria uma chance de sucesso.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Seg 3 Ago 2015 - 21:45

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E como esperado, as peças estavam se movendo. Chegar a Grã-Bretanha fora o primeiro passo, depois eu fiz questão de liberar uma porcentagem da minha áurea para qualquer ser sobrenatural por perto a percebesse, e fora isso que aconteceu. Senti seu cheiro no meu encalço esperando a ocasião perfeita para agir.

Fizera muito tempo desde a última vez que encontrei com aquela espécie, e as lembranças não eram nada boas para ambas as partes. Isso sempre acontecia quando dois rivais naturais se encontravam: morte e destruição.

Fitei-o nos olhos, sem desviar, apenas o encarando de uma forma impassível. Ao finalizar suas palavras de forma objetiva, sem um pingo de educação – aquela era a marca registrada de qualquer “cachorro”. Desencostei da parede, aproximando em passos lentos e elegantes até o homem ficando em poucos centímetros do mesmo. Meus braços permaneciam cruzados e meu olhar altivo.

—  Se quisesses realmente me matar, já teria o feito. — Cada palavra proferida estava em um tom calmo e um sorriso cínico brincava em meus lábios carnudos.

Vire-me em direção da poltrona, sentando-me e cruzando as pernas em seu processo. Ficar em quatro paredes com um lobisomem não era algo que apreciava. Seu cheiro impregnava facilmente, o que me deixava descontente. Iria aguentar por alguns segundos, já que pelo visto ele queria alguma coisa.

— Fico surpresa que sua espécie ainda está caminhando pela terra. — Repousei a mão sobre meu queixo. — Mas, voltando ao que interessa. O que queres de mim? Não veio aqui só para me ameaçar, não é mesmo?

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sab 8 Ago 2015 - 18:49

As palavras de Jhaeson pareciam causar medo na mulher, como todos os vampiros ela era atraente, sedutora assim como elegante, se aproximou dele ficando a poucos centímetros de sua face, se pronunciou com uma voz melodiosa, o que falara era verdade se a quisesse morta já o teria feito, mas o que ele desejava dela era mais importante.

após alguns segundos se direcionou a poltrona que  Jhaeson estava sentado e se colocou a sentar se ajeitando de forma a revelar suas longas e belas pernas, o sorriso ainda estampava sua face, seguiu com suas palavras. A resposta veio imediata e firme.

— Minha espécie sempre existirá enquanto a sua não for extinta, não se iluda é acredite que os lobos estão acabados vampira… Você pode ter uma bela surpresa. — Falou Jhaeson se virando para ela.

O cheiro adocicado dela preenchia aquele ambiente fazendo o nariz de Jhaeson arder, mas mantendo a postura não revelou seu incomodo, se aproximou da vampira e sentou na cama.

— O que quero de você, “Aiko” e bastante simples, venho seguindo seu rastro a muito tempo, sua presença imortal não é a única pelas redondezas, vi que você fugiu do hotel Royal Crescent, depois não retornou mais… O que a fez vim para o lado oposto de lá? — As palavras era confiantes, Jhaeson estava arriscando muito mais não era hora de ser prudente mais apenas inconsequente.

A pesquisa que levantara sobre a vampira fora útil, ele sabia com quem estava lidando, mas será que ela sabia com que tipo de pessoa ela estava se confrontando, qualquer que fosse a resposta Jhaeson já estava convicto do que fazer.

— Sugiro que não me enrole, se não percebeu o sol está quase nascendo e neste período que vocês ficam mais vulneráveis, posso facilmente acabar com você se assim o quiser, suas opções estão escassas.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Sab 8 Ago 2015 - 19:00

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— Minha espécie sempre existirá enquanto a sua não for extinta, não se iluda e acredite que os lobos estão acabados vampira… Você pode ter uma bela surpresa .— Sinceramente, minha opinião era contrária da dele. Sempre haverá guerra, sempre haverá mortes, e sabia muito bem que algum plano estava sendo arquitetado para que definitivamente aquela raça fosse extinta. Porém, não estava com vontade de discuti-las com um simples lobo.

Observei-o sentar-se na cama, não gostei daquilo. Nota mental: trocar de quarto. Era impossível descansar quando alguém sabe onde você dorme e ainda mais quanto seu cheiro estava sobre o lençol.

Então, ele finalmente fora ao ponto. Queria saber o que acontecera no Royal Crescent. Não fiquei surpresa e sim intrigada. O que um lobo estaria perdendo seu precioso tempo tentando descobrir o que acontecera naquela noite? Resolvi guardar essas coisas para mim, sem deixar nenhuma pista em minha face impassível. Era o tipo de pessoa que tinha vários pensamentos, mas que conseguia muito bem atuar na artimanha de não demonstrar um resquício de interesse ou sentimento. Alguns vampiros se entregam a intensidade das coisas, outros apenas os renegam.

— Uau, pelo jeito fizera a lição de casa, lobinho. –— O sarcasmo imperava em minha voz, para mim aquilo tudo era um tipo de jogo, que em modéstia parte, eu sempre ganhava.

Retirei a mão sobre meu queixo repousando sobre minha coxa em um ato automático, encarando aqueles olhos que deveriam me deixar com medo, mas não deixavam. Tinha centenas de anos de experiências das quais me orgulhava e me torturava, e uma coisa que o poder da imortalidade me deu era não temer nada.

— E por que eu daria qualquer informação para você? Se veio até aqui para isso, sinto lhe dizer, mas não irá obter nada.

Então, como sempre, a ameaça. Sorri com os lábios selados, descruzando as pernas e levantando-me vagarosamente, sem pressa. Virei-me de costas para ele, levando a mão direita até o zíper e o desci, deixando minha coluna nua.

— E eu sugiro que se retire. Estou cansada e entediada de mais para ouvir suas ameaças. Acho que não me conheces tão bem quanto aparenta. Refaça sua lição de casa sobre a mim, e quando realmente aprender, saberá o que fazer. — Dito isso, deixei com que o vestido caísse até meus pés e caminhei até o banheiro.

Não apreciei aquela conversar. Honestamente, invadir meu quarto e encher de ameaças era o que mais detestava e geralmente fazia questão de dificultar o trabalho alheio. Esperava realmente que ele desaparecesse e assim me daria o que tanto quero.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sab 8 Ago 2015 - 19:06

A vampira não parecia se assustar com nada, afinal o que temeria um ser imortal, mesmo diante de seu inimigo natural. O sarcasmo era carregado em sua voz, o que quer que ela achava que era aquilo para ela não parecia importar ou fazer diferença.

Os olhos de  Jhaeson apenas a observava enquanto os olhos dela se fixavam nos seus, em sua mente lembranças de antigas historias surgiam ao recitar o nome da vampira em sua mente, lembranças que ouvira do bando.

Saiu de seus devaneios assim que ela o questionou o que ganharia em passar a informação, ela parecia saber alguma coisa mais não estaria disposta a oferecer de bom grado, então alguma ação teria que se fazer necessária, seus lábios se alargaram ainda mais diante do silencio de Jhaeson se levantando passou por ele dando-lhe as costas com uma leveza surreal alcançou o zíper de seu vestido, com um leve puxar deixou o mesmo escorrer sobre seus pés.

Os olhos de Jhaeson não recuaram, em seguida ela falou para que ele se retirasse, talvez achasse que suas ameaças eram furadas, ele precisaria mostrar que havia outras formas de ameaça além torturar ou matar, ela disse que ele não a conhecia e que deveria refazer a lição, mais o que ela não sabia é que ele sabia mais do que esperava sobre a vampira. Caminhando ate o banheiro, ainda sentado Jhaeson falou:

― Espere!  Aiko Kölsh Leistkows. — Pronunciar o nome completo fora um desafio.

O nome veio como um flash ao lembrar do ocorrido em um povoado, onde uma família fora morta sobre o pretexto de magia negra, eram uma família nobre e isso casou um reboliço nas regiões próximas, de toda a família apenas uma filha escapara, a mesma criança que retornou anos depois para obter sua vingança.

Sozinha ela matou todos daquele povoado, homens, mulheres, idosos e crianças sem restrição todos foram mortos, apenas uma criança escapara a mesma que contou a população do vilarejo próximo mais que não acreditaram apenas um homem acreditou e este era um lobisomem...

A pista que ele estava esperando era este, ele estava seguindo um vampiro que estava causando caos por vários lugares criando distração por algum motivo enquanto realizava algum plano sombrio...

—  Eu conheço sua história... Como sua família foi julgada é morta por serem acusados de praticarem magia negra. Você sabe como este boato ocorreu? Ou como você se transformou em vampira? — Falou Jhaeson mesclando verdade e hipóteses para despertar uma parte esquecida na mente da vampira... Pois se ela foi transformada com tais sentimentos em seu interior isso não iria desaparecer ao saber que ainda havia mais coisas por trás.

— Talvez as informações que procuro seja parte de sua história, a pergunta que fica no ar é, você vai querer descobrir quem e o seu verdadeiro inimigo ou acreditará que o povoado que massacrou eram aqueles que deveriam punir?

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Seg 17 Ago 2015 - 22:56

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Atravessei o batente do banheiro vislumbrando a banheira que estava preparada com água quente aromatizada com espumas. Pensaria se poderia recompensar minha serva pelo trabalho eficiente, mas não antes, de claro, dispensar o lobisomem que ainda estava no apartamento. Erguei a perna direita, tocando levemente a ponta dos dedos sobre a água aprovando sua temperatura. Por fim, afundei um pé e depois o outro, deitando sobre a banheira branca de olhos fechados com o a cabeça apoiada em uma toalha.

Escutei os passos do homem vindo em minha direção, e então, o meu nome fora proferido em seus lábios. Apenas franzi o cenho desgostosa. Fazia tempo que não o usava e muito menos escutava meu sobrenome, na realidade, preferia não pensar naquele nome na época que era humana, já que tecnicamente aquela humana estava morta.

Infelizmente aquele lobo parecia determinado, desviando de ameaças e falando sobre meu passado. Não sabia quem era meu criador e não tinha interesse em agradecê-lo pela transformação, ou até mesmo por fincar minhas unhas bem-feitas em seu pescoço e dilacerá-lo.

— Parabéns, nota 10 pelo seu estudo minucioso sobre o meu passado. — Abri as pálpebras preguiçosamente, fitando-o sentado.

Mas aquilo não era o fim. Ele continuou, e por um momento, percebi que ele estava tentando de alguma forma atrair a minha atenção para tudo que poderia acontecer, não deixando, é claro, de tentar reviver o ódio que eu possuía por todos aqueles que destruíram a minha vida. Ódio este que eu ainda tinha, ódio este que revivia a cada segundo a cada momento.

— Está muito determinado a ponto de utilizar a minha vingança para que eu possa te ajudar. — Parei por um momento, analisando-o. — Não preciso ser manipulada para passar informações, eu preciso de garantias, criança. — Dobrei a perna direita, passando a mão delicadamente na minha pele. — Marque um encontro com seu Alpha, e sentaremos em uma mesa para negociação. Sem isto não passarei nenhuma informação que seja do seu interesse.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Seg 17 Ago 2015 - 23:05

Parando no batente da porta entre aberta, esperou por alguma resposta da vampira, existia um proverbio antigo que dizia: “ O inimigo do meu inimigo é meu amigo”, para Jhaeson em troca de vencer um mal maior, mesmo que para isso tivesse que trabalhar com vampiros era um risco que ele estaria disposto a pagar.

Após alguns segundos o som de água preenchia os ouvidos do lobisomem, assim como o vapor que dominava o lugar, um aroma de rosas podia se sentir, era como se ela estivesse relaxando sem se preocupar com um inimigo natural a poucos metros dali.

A voz da vampira soou surpresa é ao mesmo tempo distraída, parabenizou Jhaeson por saber seu passado, mas a verdade era que tudo havia sido apenas coincidência; ou talvez não? A voz assumiu um tom mais sério, tocar no ponto da vingança foi um sucesso, mas não completamente, ela conhecia bem o truque de usar as ferramentas que se tem.

Ela queria garantias é ganhos, algo que Jhaeson não poderia oferecer, sua própria vida estava em risco enquanto a água escorria ao se mover na banheira ela disse que queria um encontro com o alpha,  para uma vampira estava bem informada, mas Lucian não poderia se envolver nisso, não ainda, não com seu coração em dúvida.

— Você terá que resolver comigo... Mais lhe digo a garantia que busca não existe, como alguém que já viveu nada seria suficiente a você, mais posso propor paz, mesmo que seja uma paz parcial de seu passado, o que quero é o mesmo que você. Vou me retirar mais voltaremos a nos cruzar, é espero que esteja mais cooperativa.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Ter 18 Ago 2015 - 23:33

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No fundo, eu sabia que teria um momento que cada ser imortal ou até mesmo mortal teria de escolher um lado, ou, caso não se decidissem ficariam entre o fogo cruzado. Se os lobos estavam tão exaltados a ponto de pedir ajuda ao seu inimigo natural, com certeza, nada de bom poderia vim disso. Pensando nisso, talvez, eu pudesse ajudar, mas isso estava fora de cogitação no momento. Se nada tinha a ganhar, por que daria o meu auxílio de graça? Mesmo que não tivesse nada a perder, pois já havia perdido tudo, tinha minhas vontades e meu próprio plano.

Ouvindo o jovem lobo, ele estava um pouco receoso… Provavelmente porque toquei no seu calcanhar de Aquiles o“Alpha”, sinceramente, o líder que deveria procurar seus aliados e não um simples capacho como aquele que estava em meu quarto. Precisava movimentar uma peça em meu tabuleiro, e o cachorrinho não estava me ajudando muito.

— Quando o Alpha decidir sair da sua pequena toca, talvez eu possa fazer um trato com vocês.  — Fitei-o nos olhos, enquanto observava ele olhar para mim. — Não posso confiar na palavra de um simples subalterno que nem ao menos tem a educação de se apresentar.  — Apontei para a saída com voz calma. — Quando voltarmos a nos encontrar, talvez possa ser tarde demais.  — Deixei um ar de mistério na última frase, observando se afastar até perdê-lo de vista.

Pela primeira vez naquele dia pude finalmente fechar os olhos e relaxar na banheira. Se passaram alguns minutos quando atravessei o batente da porta colocando o roupão sob meu corpo caminhando até a minha cama e jogando-me na mesma.

O sol estava onipotente sobre o céu, o que significa que precisaria descansar até que a noite tome seu lugar de direito. Quando finalmente a escuridão reinar, será a hora de dar a largada. Aquele seria o palco de uma chuva de sangue… Eu podia pressentir.
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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Ter 18 Ago 2015 - 23:42

As últimas  palavras da vampira foram afiadas, ela questionava o poder do seu Alpha, mas o que ela não sabia era que aquela negociação não era um trato com o atual Alpha mais seu predecessor, sobre ele ser apenas um “subalterno” poderia ser verdade aos olhos de todos, mas Jhaeson fora criado quase como irmão de Lucian, o que lhe dava grande autonomia e força diante dos demais, assim como tinha a chance de auxiliar o Alpha como seu braço direito.

Suas últimas palavras foram incisivas, questionando se haveria uma outra oportunidade, mas o que ela não sabia era que aceitando ou não ela já era uma peça no tabuleiro, colocada para semear confusão é duvida, com as palavras de Jhaeson já seria suficiente para ela fazer alguns movimentos e estes movimentos ditariam o ritmo daquela dança mortal.

Dando as costas Jhaeson não falou mais nada caminhou lentamente para fora do quarto fechando a porta, e seguindo para a rua, o sol estava começando a despontar no horizonte, mesmo entre as nuvens é o vendo frio que soprava naquela cidade, o lobisomem não sentiu nenhum arrepio ao ser chicoteado pelo vento.

Caminhou pela cidade que se movimentava juntamente com o amanhecer, tantas pessoas, tantos aromas e cheiros, aquilo deveria ser um terror para um olfato tão apurado, mais os lobisomens não eram fracos a este ponto um lobo treinado é experiente conseguia filtrar os cheiros e ativar seu olfato quando desejasse, a não ser que alguns cheiros muito estranhos chamasse sua atenção.

Foi o que aconteceu enquanto passava por alguns dos estabelecimentos, sabendo que evitar os instintos nunca era o melhor caminho resolveu segui-los, se aproximou do local, era um bar... Estava em péssimo estado, adentrou é observou as pessoas rapidamente, todos pareciam comuns, exceto por um.

Ele trajava roupas surradas, até sujas, seu odor para humanos poderia cheirar mal, mas mesmo aquele cheiro não era capaz de mascarar sua verdadeira essência, se direcionando para o balcão pediu uma dose de whisky, o homem bebericava e comia como um esfomeado.


“— Essa cidade está ficando realmente movimentada, a todo momento uma coisa nova acontece.” — Pensou Jhaeson enquanto tomava sua bebida.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Qua 19 Ago 2015 - 22:39

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Escuridão. Gritos. Suplicas. Caminhando por um lugar fechado que eu não conseguia identificar, meus pés estavam molhados e sentia nitidamente uma pequena correnteza passar por eles. Será que era algum tipo de gruta? Um túnel talvez...

— Aaaaaaaaaaah! — Novamente aquele grito, parei o ritmo dos meus passos, olhando ao redor até achar uma brecha iluminada fracamente por uma coloração avermelhada. Segui aquela luz até ela me iluminar por completo... Arregalei os olhos assim que pude vislumbrar o terror por trás daquele túnel. Perante a minha frente, o fogo cobria um corpo carbonizado, e várias pessoas observavam aquele pequeno espetáculo. A direita, duas pessoas jogadas no chão, os corpos frágeis ensanguentados e não muito longe dali um corpo pendurado com a corda em volta do pescoço do homem que jazia morto. Aquela era a minha família.

Ajoelhei-me no chão de terra, atordoada, tentando recuperar a minha sanidade. Aos poucos os soluços escaparam de meus lábios, uma lágrima solitária escorreu de minhas orbes caminhando por todo meu rosto. Mas, logo aquela lágrima fora seguida por várias outras.

Abruptamente ergui meu corpo, recuperando o ar, me escondi na cabeceira da cama, notando que estava no quarto do hotel e não mais naquele vilarejo. O que fora aquilo?

Uma lembrança de que ainda estava viva? Ou somente para lembrar que aquilo ainda não havia acabado? Eles viriam atrás de mim? Coloquei ambas as mãos sobre o rosto, estava delirando... — Pesadelos? — Conhecia muito bem aquela voz.

— Não te ensinaram que é feio entrar sem ao menos bater na porta?

Revirei os olhos, retornando a tranquilidade. — Trouxe o que pedi?

— Olá, tudo bem com você? Ah eu estou excelente, obrigado por perguntar.  — Ele aproximou-se, notando que a minha expressão não era nada amigável.

— Ok, Anya, entendi, sem piadinhas. Trouxe, aqui está o pacote, mas não é somente isso.  — Erick colocou o pacote sobre a cama, não pude deixar de franzir o cenho.

— Aparentemente, a coisa está ficando séria, a ponto de um dos chefes aparecerem.  —Droga. Se um dos grandes queria inspecionar pessoalmente, provavelmente aquela pequena guerra era séria, muito séria.

— Sabe muito bem que se eles te encontrarem...

Suspirei pesadamente. — Eu sei...

O homem cruzou os braços. — E só para completar, acho que você deveria encontrar uma certa cartomante.

Não pude deixar de soltar uma risada. — Não preciso que prevejam meu futuro, isso é ridículo.  

O rosto dele relaxou e um sorriso malicioso abriu-se em seus lábios.  — E quem disse que seria para prever seu futuro?

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Qua 19 Ago 2015 - 22:49

Enquanto bebida sua dose, Jhaeson observou o rapaz, ele sabia muito bem quem era, ou melhor o que era, mas ele não parecia uma ameaça pelo menos não por enquanto, sua presença parecia não ter sido suficiente para que ele tomasse nenhuma atitude, pagou sua bebida e saiu, enquanto caminhava viu uma barbearia.

Passou a mão pelos cabelos e pela barba e pensou que estava na hora de mudar o visual, havia um tempo que não o fazia isso, adentrou no estabelecimento, ele estava quase vazio não era tão cedo assim, já era por volta de umas nove e pouco, havia dois clientes, mais duas cadeiras estavam fazia.

— Alguém pode me atender? — Falou Jhaeson.

Um senhor idoso sorriu para ele e ofereceu a cadeira para ele sentar, colocou o avental para proteger sua roupa, o senhor deveria ter seus quase setenta anos, usava um óculo de aro largo, seus cabelos eram completamente brancos assim como seu bigode.

— Poderia cortar o meu cabelo por favor... A barba passe a máquina, mais deixe meio cerrada gosto de ter barba faça apenas o contorno dando melhor forma para ela.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Qui 20 Ago 2015 - 18:39

Em outro lugar não muito distante dali, Lucian estava retornando a pensão após uma caminhada mais demorada do que de costume, afinal se perdeu por alguns momentos, enquanto pensava na Rhiannon ao entrar na pensão a proprietária o chamou.

Ele se aproximou dela, estava meio suado de seus exercícios mais sorriu para a senhora que retribuiu com um aceno é um bom dia. Ela informou que Rhiannon havia ligado e pediram para dar-lhe um recado, as palavras dela não faziam sentido. Contara a Lucian que ela precisou fazer uma viagem de última hora é que um amigo chamado Durval á havia levado para um passeio em sua casa de campo.

Apenas este nome já fez a cor do seu rosto sumir, o sorriso desapareceu enquanto a senhora continuava a falar, informou que a tal casa não era muito longe da cidade, talvez próxima floresta ao norte da cidade, na estrada principal. Informou que ela parecia meio nervosa é que na última parte disse que o nome do amigo de Durval era Noah estava querendo busca-lo também para conhecer a casa de campo, disse que era para ele se preparar para não ser pego de surpresa.

Assim terminou com a mensagem, Lucian teve que se controlar para não sair dali correndo, balançou a cabeça agradecendo e subiu para o quarto. Batendo a porta já do lado de dentro, se deixou cair no chão frustrado levando a mão a cabeça.

― Mais que droga!

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Dlyla Hefaidd em Qui 20 Ago 2015 - 18:54

As noites na Grã -Bretanha poderiam ser muito frias e perigosas, ainda mais para uma mulher, mas estes avisos não se aplicavam a uma em particular, com um manto sobre seu corpo caminhava pelas ruas ocultando sua face, sua mala arrastava pelo chão enquanto passava pelas suas com se não pesassem nada, alguns homens olhavam para ela, mas seu olhar se focava apenas no seu destino.

Sua meta era apenas uma, sabia muito bem aonde ir e como chegar mesmo que já houvesse se passado muitos anos desde sua última vinda para aquele país. Ao chegar à pensão, retirou o capuz de seu manto revelando a bela mulher que era de longos cabelos escuros mesmo para sua idade, era uma fugitiva que não ousaria se expor além do necessário nos domínios não sagrados das terras de sua origem o Egito, por isso analisou as proximidades antes de entrar.

Se fosse por sua vontade jamais gostaria de ter que vigiar sua filha, afinal não desejava o mesmo destino a ela, transferir tudo aquilo que lhe foi passado, incluindo seus medos. Sabia das provações que sua prole passaria mesmo sem esta bagagem.

Dentro da pensão tirou um pedaço de papel do bolso, confirmou se aquele era realmente o lugar que buscava, viu uma senhora no balcão da recepção, aproximou-se dela, seus olhos perceberam um homem caminhar para o andar de cima ele possuía alguma coisa de familiar para ela, mas se voltou para o balcão.

― Boa noite, a senhora poderia me dar uma informação? ― Sorriu ao terminar sua frase com as suas palavras houvesse algum encanto.

A mulher no balcão pareceu ficar hipnotizada, seus olhos não estavam mais vivos, mas apenas distantes, ela balançou a cabeça afirmativamente, olhou mais uma vez para o pedaço de papel e se voltou para a mulher.

― Me chamo Dlylah Heifadd, e gostaria de saber se tem uma garota chamada Rhiannon hospedada aqui.

Enquanto esperava a resposta, deixou sua mente vagar no homem que acabara de subir, ele chamara sua atenção não como um homem que atrai uma mulher, mais algo diferente algo que a experiência de Dlyla aprendera com o passar do tempo, que coincidências não eram meros acaso.

A mulher então respondeu à pergunta.

― Sim tem uma garota hospedada com este nome, mas ela não se encontra no momento, há dois dias ela não aparece aqui, ligou apenas para dizer que estava na casa de um conhecido chamado Durval a levou para passear na casa de campo dele, que ficava longe da cidade, pediu que eu passasse este recado a um dos hospedes.

Dlyla achou aquilo muito estranho, ergueu uma sobrancelha pensativa, conhecia sua filha o bastante para saber que aquilo era muito estranho.

― Como se chama este hospede que ela pediu para transmitir o recado.

― Ele se chama Lucian Daiki é está no quarto 12.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Qui 20 Ago 2015 - 22:44

Enquanto seguia para seu quarto viu pelo canto de olho uma pessoa entrar na pensão, mas ele não se importava com quem fosse, do lado de dentro se deixou cair escorado na porta se lamentando por não ter impedido Rhiannon, ainda mais  da forma como ela saiu chateada com ele.

Com sua cabeça encostada na porta de madeira sentiu um cheiro estranho, fechou os olhos é se concentrou aquele  cheiro o intrigava, ele já o havia sentido antes, era parecido com o da Rhiannon mais possuía alguma coisa diferente, mais forte, mais antigo.

Lucian se levantou é encarou a porta, se suas suspeitas estavam certas é se aquela não fosse a Rhiannon, só poderia ser uma pessoa, espirou fundo.

“― Não posso acreditar... Se ela veio até aqui é porque a coisa realmente é séria. Preciso salvar a Rhia!”

Ficou encarando a porta, enquanto passos se escutava sobre as escadas, fazendo a madeira ranger com o peso de cada pisada.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Dlyla Hefaidd em Qui 20 Ago 2015 - 22:51

Quando menos pessoas soubessem do perigo que Rhiannon corria melhor seria, com esse pensamento em mente, Dlyla se contentou com o que a mulher havia lhe dito, se a sua filha pediu para que seu recado fosse dado para aquele homem é porque alguma confiança havia ali, sua filha não se envolveria facilmente a esse ponto.

Depois de se hospedar na pensão Dlyla pegou a chave do seu quarto e subiu as escadas, dirigiu-se para seus aposentos que ironicamente localizava-se ao lado do quarto do homem chamado Lucian, destrancou a porta e deixou sua mala no quarto, tirando também suas roupas de frio, e as jogando sobre a cama ficando apenas com a longa saia vermelha e uma blusa de alça fina preta, o que pretendia fazer exigia liberdade dos movimentos para não ser descoberta.

Ao sair do quarto, Dlyla se dirigiu a escada, mas sua intenção era ver se a senhora que a atendera encontrava-se lá, avistou a mesma distraída com algum livro, andando silenciosamente foi em direção ao quarto da filha, mas antes de alcança-lo, parou em frente ao quarto com o número 12 na porta, bateu nela e disse suavemente:

― Siga-me – Depois foi até a porta de Rhiannon não esperou para ver se o homem a seguiria, conversariam depois se fosse necessário, pois antes precisava ter certeza do paradeiro da sua filha, saber se suas suspeitas estavam realmente certas.

Agachando-se em frente à porta, Dlyla pegou dois grampos de cabelo e colocou na fechadura, depois de poucos segundos mexendo-os a porta destravou, ela levantou-se e entrou no quarto deixando a porta encostada permitindo uma fresta de luz do corredor invadir o quarto de sua filha.

Ao entrar deparou-se com uma bagunça fora do normal, roupas, livros e objetos espalhados, balançou a cabeça sorrindo.

― Velhos hábitos nunca mudam.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Qui 20 Ago 2015 - 22:58

O cheiro ficou mais forte, os passos continuavam, ouviu uma porta se abrir, algumas coisas caírem com um baque oco no piso de madeira, os passos se seguiram novamente, pararam a sua porta, se podia ver a sombra por debaixo da porta.

Um silêncio se manteve no ar tornando, o ato de respirar um risco incalculável, olhando fixamente para sombra a baixo de sua porta Lucian não se moveu, o cheiro o fazia se lembrar de Rhia, enquanto uma frustração consumia seu interior.

Uma voz se pronunciou sem detalhes apenas poucas letras formando uma frase curta, “Siga-me”, foi tudo que fora dito enquanto seus passos voltaram a ser ouvidos fazendo a madeira ranger ruidosamente, mas isso apenas aos ouvidos de um lupino, ouviu movimentos uma porta se abrir, um pouco mais distante.

Respirando fundo abriu a porta, pegou o exato momento que a mulher entrara no quarto de Rhia, e ouviu ela falar baixo, mais o suficiente para que ele escutasse “― Velhos hábitos nunca mudam”. Caminhou até a porta do quarto é encarou suas costas enquanto escorava o ombro no batente da porta.

― O que está fazendo aqui? Sabe que é perigoso.

Foi tudo que ele disse com uma voz desprovida de emoção.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Dlyla Hefaidd em Sex 21 Ago 2015 - 18:45

Aquele ambiente bagunçado era iluminado apenas pelas luzes dos postes que viam da rua, assim como a luz opaca do corredor que adentrava pela porta aberta, parecia que uma energia opressora protegia aquele local, isso não a surpreendeu, o que ela estava presenciando era um reflexo de como se encontrava sua filha por dentro, perdida, bagunçada, sem esperanças, mesmo com a iluminação bruxuleante.

Dlyla viu o reflexo de algo sobre a cama desarrumada, caminhou até ela, era um celular, pegou-o, enquanto mexia no aparelho escutou uma voz, o que a assustou, pois não ouvira nenhum barulho que denunciasse a presença de mais uma pessoa no quarto, tirando os olhos da tela brilhante, a cigana avistou o rapaz alto é forte e para a sua surpresa, ela conhecia aquele rosto. 
 
―Você é aquele que salvou a Rhiannon a cinco anos atrás, não é mesmo? – Perguntou antes de respondê-lo com um discreto sorriso nos lábios. 

– Todos os lugares são perigosos para mim. ― Em seguida soltou um suspiro de frustração.

– Procuro minha filha, ela provavelmente deve estar em maus lençóis.
 
Dlyla voltou a olhar o celular, apertou a mandíbula quando leu a última mensagem, enviada a dois dias atrás, Rhiannon confirmava um encontro em um local não muito distante dali, infelizmente ela conhecia esse lugar, era onde a maioria dos vampiros iam, por ser discreto e comum, ali encontravam-se refeições em potencial para esses seres da noite. 
 
Isso reforçava as suspeitas sobre onde e com quem sua filha poderia estar, a dona da pensão dissera um nome e esse nome ela com certeza jamais iria esquecer.
 
Dlyla tinha muitas perguntas, mas optou pela que a mais preocupava. 
 
― Você sabe qual é a relação da Rhiannon e esse tal de Durval? – Perguntou ao Lucian, encarando o seriamente.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Sex 21 Ago 2015 - 21:02


A mãe de Rhiannon havia reconhecido Lucian mesmo que ele tenha mudado desde aquele ocorrido, parado na porta, enquanto sua sombra projetava formas sombrias dentro do quarto, escutava a voz da mulher, ela tinha traços fortes ao mesmo tempo que parecia com Rhiannon, ela era completamente diferente.

Lucian sentiu uma estranha energia em volta dela, não podia ver mais sentia como se fosse algo palpável, após ouvir cada palavra foi a vez de Lucian responder, ele ainda esperava o regresso de Jhaeson, precisava ser rápido se quisesse fazer algo antes que ele tentasse lhe impedir.

― Sim, fui eu que salvei sua filha daquele vampiro, acredito que tenha sido a senhora a colocar uma barreira nesta lembrança dela, já que ela parece não se lembrar muito do ocorrido. Sei bem o quanto os lugares são perigosos para você me espanta mesmo sabendo disso ainda se arrisca desta forma.

O sorriso dela desapareceu após o suspiro, o lobisomem não desviou os olhos e continuou firme enquanto seu maxilar firmava de frustração e os nós dos seus dedos estralavam ao lembrar de Durval e do recado que recebera de Rhiannon.

― Sua filha está em grande perigo, a relação dela com Durval não é importante, pois ele está morto, mas parece que ele não era o único na cidade, sabe do que estou falando, me refiro a vampiros, você deve saber o que sou não e mesmo? Sugiro que volte para casa eu irei trazer sua filha de volta a qualquer custo.

Disse enquanto uma gota de sangue escorria de seu punho, ao fecha-lo, suas garras cresceram inconscientemente, perfurando sua carne sem que ele notasse.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Dlyla Hefaidd em Sab 22 Ago 2015 - 15:29

Dlyla observou o rapaz a sua frente por mais alguns segundos, ele lhe fizera uma proposta tentadora, porém perigosa, sem as informações corretas e um plano os acontecimentos poderiam ser desastrosos. 
 
Lucian lhe era familiar de várias formas, ele fazia se lembrar daqueles que a salvaram a muitos anos atrás quando se encontrava em uma condição semelhante com de Rhiannon e por este motivo não duvidava de sua capacidade ou vontade.
 
― Não consigo expressar em palavras o meu arrependimento por não ter tomado uma atitude mais firme quando Rhiannon sofreu seu primeiro ataque, ela estava confusa, até então ela não sabia sobre vampiros ou lobisomens, decidi não pressiona-la, com isso o tempo foi passando e ela não tocou mais no assunto, acredito que a mesma optou por esquecer o acontecido, é o que ela faz quando se encontra em perigo ou com medo, tenta ignorar.
 
Pensativa, a mulher se dirigiu até uma cômoda no quarto, com o objetivo de encontrar algo que pudesse ajudar, entre tantos ingredientes, algo poderia ajudar, começou a tocar nas ervas, entre elas encontrou algumas ampolas, eram pequenas, abriu o frasco e o aproximou do nariz, ao sentir um aroma familiar sorriu, era uma das misturas que Rhiannon utilizava para neutralizar suas dores e reações aos vampiros, colocou dois fracos no bolso de sua saia, depois voltou-se para Lucian caminhando até ele, olhou em seus olhos decidida que naquele momento qualquer ajuda seria muito bem vinda.
 
— Não deixarei você fazer nenhuma bobagem, se você quer mesmo salvar Rhiannon há coisas que você precisa saber. — O seu tom de voz era tranquilo e ao mesmo tempo poderoso, ela sorriu de forma genuína para aquele jovem diante seus olhos. 
 
Dlyla sabia o que Lucian era, um arrepio subiu por sua nuca trazendo mal agouro, levando-a se questionar se eles poderia de fato salvar sua filha sem que ninguém perecesse neste processo.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Sab 19 Set 2015 - 12:51

A noite se tornava cada vez mais fria de acordo com que as horas iam passando, Lucian ouviu as palavras daquela mulher, ele não acreditava completamente em tudo que ela dizia, ele sabia que havia algo há mais escondido por trás de tudo aquilo.

Os olhos afiados dele acompanhavam cada movimento dela, dentro do quarto de Rhiannon, ela tocava vários objetos, ervas e frascos, cada toque em alguma planta, revelava um cheiro diferente ao olfato apurado de um lobisomem, ele sabia exatamente o que era cada coisa, um sorriso discreto brotou nos lábios dela enquanto sentia o cheiro de um frasco, pegou alguns frascos e os guardou.

Sem demora se virou para Lucian, que ainda se encontrava na porta do quarto,  caminhou em sua direção, ela emanava poder, sabedoria é uma beleza extremamente exótica é mortal, a poucos centímetros  dele,  olhou em seus olhos, ele podia sentir seu perfume, assim como o batimento de seu coração, seus olhos pareciam estuda-lo, como se ponderasse algumas escolhas.

Por fim falou, deixando claro que não deixaria Lucian fazer nenhuma bobagem, é que tinha coisas que ele precisava saber, mas nada que ela falasse o faria mudar de ideia em salva-la.

― Independente do que me diga eu irei resgatá-la, eu não sou uma criança muito menos idiota para colocar ela em perigo, por isso não se preocupe, se tem algo que precise me dizer pode falar, mas apenas se for necessário, se não prefiro que Rhia me conte quando achar que realmente preciso saber.

Naquele momento nada mais importava nem mesmo o seu dever, ou a briga que tiveram, mesmo o mal estar que parecia pesar no ar entre eles após seus últimos momentos juntos, para Lucian apenas ela estar bem era o bastante importante.

Aguardou que a mãe de Rhiannon falasse o que precisava, após isso apenas agiria da forma que ele achasse necessário para salvar Rhiannon.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Mischa Krovopuskov em Dom 20 Set 2015 - 19:37

O vento gélido da tarde nublada da Grã Bretanha irrompeu pela janela da caminhonete desgastando o cigarro de Mischa. Podia sentir-se conectada com a ilha de tal forma que sentia o leve aroma das regiões montanhosas acariciar-lhe a nuca. Havia algum tempo que não sentia energias tão pesadas, os mistérios que guardavam aquelas terras eram muito mais complexos do que se ouvia falar e conforme se aproximava do seu destino ficava ainda mais difícil ignorar o pressentimento de perigo. 

Uma carta repousava no banco do carona cujo remetente assinava Dlyla Hefaidd. Tratava-se de uma antiga amiga do passado que contribuíra de forma essencial para seus conhecimentos sobre o misticismo e claro, apenas alguém como ela seria capaz de contata-la de forma segura e subliminar. A carta trazia um pedido de ajuda " Sempre preocupada com a família" pensou Mischa ao olhar de relance para o objeto " Você não muda nunca, não é mesmo Dlyla". 

Mas esse não era o único motivo que lhe despertara interesse no submundo dos seres da noite, existia algo mais, algo como um presságio de que algum acontecimento grande estava por vir. Era hora de sair das sombras, todo o tempo dedicado ao aprimoramento da sua capacidade física e intelectual finalmente entraria em prática. Mischa aumentou os gritos de Bon Scott intimando-a para Highway to Hell, era bom estar na ativa novamente. Apertou fundo o acelerador e voou para o seu novo destino enquanto a noite caia a sua frente. 

"Que o jogo continue..."

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Dlyla Hefaidd em Seg 21 Set 2015 - 1:44

A mente da cigana vagueava entre as palavras de Lucian e o ambiente bagunçado, precisava confirmar se não esquecera algo relevante antes de sair do quarto. 

Quando o jovem terminou de falar, Dlyla já havia concluído sua busca. Ela se limitou apenas a olhá-lo com divertimento. Ele de fato estava determinado, mas não era da índole dela se prender a assuntos pessoais em situações de risco, não havia o que dizer sobre Rhiannon. 

Dlyla tinha certeza que a mensagem transmitida pela senhora da pensão era erronia e que Lucian ignorava um fato importante, Durval. Quando se está inserida em um mundo recheado de dons naturais aquilo que está oculto se torna o principal elemento de um destino. E ali tinha muitas coisas sem explicações, como por que Rhiannon iria ao encontro de um vampiro quando havia sido atacada anteriormente, principalmente sendo ela uma pessoa prudente? E aquele que a sequestrou possuía alguma ligação com Durval? 

Com essas questões em mente, definiu seus próximos passos. 

– O que preciso informar é que se minhas suspeitas estiverem certas, os seres que iremos enfrentar não são apenas simples vampiros egocêntricos, mas um que possui como maior ponto forte a inteligência. Imprudência e sentimentalismo excessivo não nos ajudarão.  

E pela primeira vez Dlyla ficou séria, não tinha tempo a perder e preferia que os jogos de poder fossem encerrados naquele momento, ela sabia qual era o seu lugar e não subestimava nem a menor das moscas.

– Antes do amanhecer irei procurá-lo novamente, pretendo partir após os primeiros raios solares, pois é o horário mais seguro e ganharemos tempo. – Encarando o com serenidade e depositando nas palavras a confiança que possuía em relação à capacidade de Lucian, concluiu – Mas caso saiba onde ela estar e queira partir sozinho tem total liberdade. – seu tom de voz era seguro e tranquilo.

Colocando a mão na maçaneta a mulher aguardou amistosamente que o rapaz lhe cedesse à passagem.  

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Mischa Krovopuskov em Qui 24 Set 2015 - 0:19

A escuridão já ganhava as ruas quando a caminhonete negra estacionou ao lado do meio-fio. A moça de cabelos longos emergiu da escuridão evidenciando olhos perturbadoramente azuis, caminhou até o bar em passos leves, um ar digno de uma bailarina de Bolshoi . Mesmo escancarando uma figura excêntrica ela tinha a habilidade de não chamar atenção, ninguém a encarava fixamente e quando insistiam logo eram instigados a desviar o olhar. A moça sentou em um banco no bar e pediu uma cerveja, arrancou a tampa com o auxílio do isqueiro e demorou-se ao degustar uma boa dose.

― Quanta sede! ― Observou o garçom que esboçava um meio sorriso canalha. Era um daqueles homens de meia idade que pareciam ter nascido com o guardanapo pendurado no ombro. Mischa encarou-o enquanto bebia mais uma dose. ― O que uma mulher como você procura em um bar como este?

― Ficar longe de encrencas. ― Respondeu rispidamente

― Hmmm... Isso quer dizer que temos uma encrenqueira esta noite?

― Apenas se não melhorar o nível do flerte.

O homem sorriu. Parecia mais cansado do que de fato interessado na moça a sua frente. Provavelmente tratava-se de um daqueles tipos impulsivos por cantadas, era de se esperar que a o flerte fosse um dos poucos bônus de se trabalhar em um bar noturno, talvez fosse uma boa distração para passar a noite...

― Deve ser algo com o bar.  ― Disse agora com menos charme. ― Ontem mesmo uma encrenqueira quase causou uma briga entre dois homens por aqui. Devia ser namorado ou algo do tipo. Ela era bonita pena que tinha mau gosto, um dos caras era bem estranho até usava uma lente de contato vermelha.

― Lentes vermelhas?

― Sim, os olhos eram vermelhos e a pele muito branca. Deve ser alguma dessas esquisitices da moda.

“― Vampiros... Sempre fazendo bagunça.”


― E você ouviu sobre o que eles conversavam ou para onde iam?

― Como é que eu vou saber? Não sou de ficar cuidando da vida dos outros...

Mischa sorriu, lhe agradava quando conseguia extrair o lado descortês das pessoas. Retirou do bolso uma nota de £50 e depositou no balcão.

― Fique com o troco.  ― Disse e em seguida lançou ao garçom uma piscadela provocativa.

― Mas você acabou de... ― O Homem protestou algo que não se completou aos ouvidos da jovem e em fração se segundos já havia abandonado o bar para a noite fria e sem estrelas.

Algo lhe dizia que estava chegando perto de encontrar Dlyla, seu poder sensitivo nunca falhava. Resolveu dirigir um pouco mais até que chegou a uma área um pouco mais afastada da cidade, parecia um bairro abandonado, a maioria das casas estavam em ruínas, algumas prestes a desabar de vez.

Manteve-se atenta a todos os detalhes até que se deparou com um enorme arranhão encravado na estrutura exterior de uma das casas. Parou a caminhonete e desceu para examinar a cena. Seus dedos pálidos deslizaram sobre a cicatriz no concreto, ela fechou os olhos e respirou profundamente. Com certeza eram marcas de garras de lobisomem.
Todo o lugar era obscuro, um cenário perfeito para um acerto de contas sobrenatural.  Caminhou ainda um pouco sobre a cidadela atenta a qualquer outro detalhe, resolveu voltar para o carro antes que o frio comprometesse sua saúde.

“― Parece que os cachorrinhos fizeram a festa.”

Acendeu um cigarro para aliviar o frio e dirigiu pela idade até as últimas horas da noite. Estacionou na frente de um hotel, mas decidiu não entrar e descansar dentro do carro. Sentia a energia de Dlyla cada vez mais próxima, detestava ter que usar qualquer tipo de feitiçaria a menos que se tratasse de uma situação extrema, mas sabia que no raiar do dia, de qualquer forma, teria que encontrá-la.

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Re: Grã Bretanha

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