Grã Bretanha

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Qui 24 Set 2015 - 18:45

Lucian esperou as palavras da mãe de Rhiannon, seu olhar parecia de alguém que analisava muito a frente aquilo que estava diante seus olhos, Lucian por outro lado não era assim, sempre impulsivo agia muitas vezes com o seu coração o que colocava ele sempre em apuros, mesmo quando se tornou um alfa esta característica ainda o perseguia mesmo que tentasse conter tal ação.

Em seguida ouviu as palavras de Dlyla, ela revelou que possuía algumas suspeitas de quem iriam enfrentar e que não eram ataques aleatórios, mais ações de um vampiro em especifico, e estas palavras despertaram o interesse de lucian. O tom de sua voz era serio como se ela conhecia muito bem o que estava Falando.

― Você Esta falando de um Original não é mesmo? Eu sei um pouco sobre isso, afinal minha vinda aqui em parte está ligada justamente a isso, apenas não pensei que os caminhos de Rhiannon poderiam está mais entrelaçado nisso do que eu esperava.

Assim que terminou a mulher apenas continuou, dizendo que iria procura-lo, pois pretendia partir com os primeiros raios do dia, o que fazia total sentindo já que sua maior ameaça tinha este grande ponto como fraqueza, o olhar dela o penetrava, mas ele não recuava não poderia fazer isso, como se pudesse ver seu pensamento ela disse que caso ele quisesse partir sozinho ele tinha total liberdade, seus olhos se arregalaram momentaneamente ao perceber que era exatamente isso que estava querendo fazer.

Mais ele sabia que como mãe ela não sentaria e observaria tudo de fora, sem saber se sua filha sairia viva dessa ou não, ou pior que sua vida estava na mão de outra pessoa que não fosse ela, Lucian sabia disso ela, se aproximou e colocou a mão na maçaneta perto de onde ela estava impedindo a passagem dela, sentiu uma vez mais seu aroma, sem sair de seu lugar ela disse:

― Já que está aqui, fique no quarto de Rhiannon, talvez descubra alguma coisa que possa ajudar, tenho um palpite de onde eles estão, sei que não conseguirei impedi-la caso queira ir, você é uma tocada assim como a Rhiannon, posso sentir isso no ar, mas isso não será o bastante, irei me recolher agora, antes dos primeiros raios do sol tocarem o céu partiremos.

Falou se colocando para fora do quarto, deixando Dlyla com a mão ainda na maçaneta. Um mal pressentimento apertou seu coração como se um alerta silencioso o alertasse de que algo estava por vim.

Lucian Daiki
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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Aiko Kölsh Leistkows em Sab 3 Out 2015 - 19:43


I cry when angels deserve to die

A leve brisa noturna acariciava a pele alva da vampira. A antiga deixara para trás o luxuoso confinamento para movimentar-se nas ruas iluminadas pelo crepúsculo da noite. Sabia muito bem onde seus passos elegantes a levavam, e, após aproximar-se do destino, sobre o paralelepípedo da calçada, pousou as mãos bem cuidadas sob o bolso do sobretudo vermelho.

As orbes pousaram sobre a bar de quinta com a arquitetura antiga, diferenciando-a dos demais estabelecimentos modernos localizados por toda a Grã-Bretanha. Alguns bêbados saiam aos tropeços pelos fundos, outros sentavam sobre seu próprio vomito deixando escapar entre os lábios palavras desconexas.

Encurvando os lábios desgostosa com aquela visão patética da vida medíocre daqueles mortais. Tempos atrás riria do comportamento débil de alguns humanos, mas agora o único resquício de humor sobre aqueles pequenos seres se evaporara.

Em passos elegantes atravessou a rua aproximando-se na porta do estabelecimento, que por sua vez, fora aberta por um homem alto de cabelos escuros. O leve cruzar de olhares para que o cavaleiro se torna-se sua marionete e segui-la para dentro do recinto. A princípio o mau cheiro de nicotina misturada com álcool misturava-se no ar, deixando Aiko ainda mais enojada. Porém, sacrifícios eram necessários, e, andar entre a imundice era um deles.

Ora, senta aqui no meu colo… ― O homem disse ao se aproximar da morena, que por sua vez, ignorou completamente a existência dele. ― Eu disse para você vir aqui sua vaga.. ― Antes de completar suas palavras de baixo calão, o homem que a acompanhava deu-lhe um soco certeiro no queixo, fazendo-o cair sobre uma das mesas, quebrando-a e levando sobre o chão; os homens levantaram-se irritadiços por terem desperdiçado sua cerveja (que no momento empapava as roupas do moribundo).

Limitou-se a gastar seu precioso tempo com aqueles imprestáveis. precisava encontrar seu informante, e, não demorou muito para localizá-lo. Sentado com duas prostitutas em seu encalço, um cigarro brincava nos lábios do homem, que, embora tivesse um físico dotado de força, suas feições eram envelhecidas por conta do contínuo uso de drogas. Outro imprestável.

Anya, como esperado de você. ― Retirando o cigarro da boca, o sorriso malicioso escapava de sua boca imunda.

A morena aproximou-se lentamente sem sequer mudar a feição impassível que cobria sua face bela. As íris claras fitaram as duas garotas, para que enfim, pousasse sobre o informante. O mesmo notara a deixa, fazendo sinal para as garotas deixarem-nos. Assim que as mulheres se afastaram, Steven bateu a palma da mão suavemente no banco ao seu lado. A contra partida, a antiga arrastou a cadeira de rente a ele, sentando-se.

Steven, notícias de Lisboa? ― A pergunta em código fizera a face maliciosa se desfazer. A seriedade era nítida em seus olhos cor de âmbar.

Nenhuma. Sinto muito, Anya, mas as minhas garotas partiram. ― Steven debruçou-se sobre a mesa, pegando o copo quase vazio de vodka, levando aos lábios e sugando o resquício. ― Não tive notícias delas desde então. ― A última frase fora o suficiente para que uma das sobrancelhas bem desenhadas de Aiko se arqueassem. O homem sabia que aquilo não era bom, nada bom. ― Hey, Anya, prometo que logo arrumo essa situação… só mais uma semana.

Essas são as notícias? Perdera completamente os pontos, Steven. ― O sorriso traiçoeiro brincou nos lábios cor de vinho. ― Eu detesto que me desapontem.

Anya… ― Não teve tempo suficiente para formular uma frase concreta, pois um estalo dos ossos de seu pescoço se romperam fizera que sua cabeça tombasse sem vida sob a madeira. Atrás do homem, com as mãos estendidas, estava seu novo brinquedo.

Como esperado a manipulação sobre as pessoas presas no efeito da sua hipnose chegava a perfeição. Uma expressão diferente e ele entendera sua ordem sem nem ao menos precisar sujar as mãos. Entretanto, uma presença atrás de si se fez presente. Erick pousava as  mãos delicadamente sobre os ombros de Aiko.

Não precisava fazer isso. ― A voz de Erick a fizera crispar os lábios.

Limpe tudo aqui. ― Levantou-se a tempo de ouvir o grito de pavor da garçonete ao notar seu chefe morto chamando a atenção de todo o estabelecimento. Suspirou pesadamente, retirando a mão direta do sobretudo e lançando-a contra o pescoço da mulher em uma pegada forte. Levou os lábios ao seu pescoço, mordendo seu pele sem cerimonia, sugando o liquido rubro que transbordava, fazendo uma linha tênue até seu ombro. Usufruiu do alimento até o último resquício de líquido, jogando o corpo sem vida no chão.

Assim que abriu as pálpebras, Erick se livrava de um coração que retirara do peito de um dos bêbados. Não demorou para uma pilha de corpos ficarem estirados por todo o estabelecimento. ― Sabe que isso chamara atenção, não é mesmo? ― Perguntou o subordinado enquanto limpava as mãos ensaguentadas na rouba de um dos mortos.

E esse é meu objetivo, Erick. ― Passou a língua em volta dos lábios, limpando sua boca com um sorriso de canto. Aproximou-se de sua marionete, entregando-lhe uma faca. Se mate, ordenou mentalmente, fazendo as orbes do rapaz de dilatarem.

Aproximou-se da porta ao mesmo tempo que o homem passavam a lamina afiada na própria garganta. Logo o sol onipotente tomaria conta das ruas. Sabendo disso, voltava para o hotel, após o banquete da noite.

✘✘✘

Entregou-se ao banho, deixando a água com uma coloração escarlate ao esfregar a sua pele alva. Utilizara sua velocidade para chegar a tempo de desfrutar o último dia naquele hotel e explorar ela mesma o que sobrou do lugar que anteriormente abandonara para deslumbrar o espetáculo entre os espectadores. Deixaria Erick com as pendenças na Grã-Bretanha para informá-la sobre os movimentos dos grandes a respeito do episódio da fatídica noite.



In my self righteous suicide

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Mischa Krovopuskov em Seg 5 Out 2015 - 3:51

Era uma noite fria de agosto de 1936 na extinta União Soviética. Na sala escura vários homens fardados assumiam uma postura rija um ao lado do outro. Ela não queria estar ali, as botinhas sapateavam no chão enlameado ecoando por todo o lugar fedorento. Roedores não estariam melhor alojados naquele lugar.
 
A meia luz um homem de cabeça baixa prostrava-se em uma cadeira enferrujada, estava muito suado e sujo, não parecia estar morto, mas certamente não estava dormindo. O eco dos passos da garotinha anunciou-se em seus ouvidos, ele ergueu a cabeça lentamente até encontrar os olhos da menina. Era um rosto exausto, deteriorado e gravemente ferido. As botinhas da moça mergulharam em uma poça de líquido vermelho que escorria das mais variadas partes do corpo daquele homem, as botinhas recuaram dois passos para trás, o homem fechou os olhos carregado de um sentimento que não parecia exatamente dor, mas revolta.
Ela apertou a mão do garoto que lhe acompanhava, era um pouco mais velho mas não aparentava ter mais de treze anos. As lágrimas transbordavam de seus olhos, nunca havia visto uma cena tão cruel. O lugar exalava um odor misto de medo e morte. Ela podia sentir o horror ganhar forma dentro de seus sentimentos.
 
 - Não chore menina tola! - Ordenou o homem de farda aparatosa, usava um bigode grande e tinha de qualquer ângulo uma expressão feia e amarga. - Observe e aprenda!
 
 A menina enterrou o rosto nos ombros no menino ao seu lado. Puxou seu casaco para enxugar as lágrimas. Suas mãos tremiam e quase não aguentava ficar de pé
 
 - Eu não quero ficar aqui irmão. Por favor, me tire daqui! - Implorou a garotinha ao pé do ouvido do rapaz.
 
- Acalme-se Mischa, eu estou aqui. Não vou permitir que nada lhe aconteça. - Respondeu o garoto com os olhos fixos no homem definhando a sua frente.
 
Um dos soldados tomou posição à frente do homem, abriu um papel pesado e pôs-se a ler algo que parecia um ultimato fúnebre. Lev Kamenev era o nome do pobre homem, e pelo o que dizia o papel ele agora era um homem prestes a morrer. A menina soluçou e apertou ainda mais forte a mão do irmão.
 
 - Pai, por favor, me deixe ir embora!
 
 - Não seja covarde Mischa! Isso é para o seu bem.
 
E em um ritual nada cerimonioso um soldado pegou uma adaga e cortou friamente o pescoço do homem, sem qualquer manifestação de sentimentos. Após o trabalho feito voltou disciplinadamente para o seu posto. Mischa abafou um grito no casaco do irmão, suas lágrimas encharcaram o tecido. Ela podia sentir o medo como uma massa flutuante ao seu redor. Estava apavorada, seu estômago ameaçava falhar.
O homem de bigode grande abaixou-se elegantemente e encarou com intensidade a menina, puxando-lhe a face para si.
 
 - Preste atenção queria. Isso acontece quando alguém trai nosso líder. Todos precisam de um líder, precisamos para manter a ordem, sem ordem não podemos conviver em fraternidade. Nessa nova ordem as pessoas certas devem morrer, para que pessoas superiores como eu, você e a nossa família possam viver em segurança. Vermes como aquele homem não merecem respirar o mesmo ar que você. Nós somos a supremacia humana e todos que nos contradizerem devem conhecer esse destino. Você compreende Mischa?
 
 - Sim papai.
 
 - E você Yuriy?
 
- Sim Sr. Krovopuskov. Perfeitamente.
 
 - Você tem futuro menino. Em breve, quem sabe, poderá fazer parte da família Krovopuskov.
 
 - Ficarei honrado Sr.
 
 O General deu um meio sorriso embaçado pelo bigode.
 
 - Muito bem, agora leve Mischa para casa. E nunca se esqueçam do que viram aqui hoje.
 
 Certamente ela nunca esqueceria. A poça de sangue submergiu a sola da sua bota. E ao olhar fixamente para aquele líquido Mischa viu algo refletir na superfície rubra e foi suavemente puxada para uma visão. Estava profetizado, muito sangue inocente semelhante aquele seria derramado.
Isso acontece quando alguém trai nosso líder. Todos precisam de um líder..." havia dito seu pai.
Então todo aquele horror acontecia em nome do tal líder, por causa do poder. Aos dez anos aquela garotinha já havia visto a morte de perto e do modo mais cruel e desde aquele dia aquela mesma garotinha passou a odiar todo tipo de liderança, toda a forma de poder. Jurou para si mesma que lutaria com todas as forças para que jamais fosse igual ao seu pai.
 
Eu prometo
 
A luz do dia transpassava o vidro da caminhonete banhando seu rosto. Mischa abriu os olhos para o raiar do dia, detestava quando tinha aquele pesadelo, seu passado teimava em lhe assombrar constantemente.
 
Saiu do carro em direção ao hotel na esperança de que servissem o desjejum a não hóspedes. Estava a caminho da recepção quando sentiu uma forte energia magnetiza-la.
Subiu as escadas sem que fosse percebida e deixou que a energia a guiasse até uma porta de madeira surrada.
Bateu.
Sem muita demora a porta se abriu. Mischa esboçou um sorriso enorme.
 
- Quanto tempo!
 
 

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Seg 5 Out 2015 - 23:40

Depois que cortou o cabelo, Jhaeson seguiu para a parte mais distante da cidade, como se precisasse se sentir sozinho, em seu pensamento uma imagem se formava, uma garota preenchia seus pensamentos, uma parte da história que precisava ser encaixada.

Jhaeson queria se sentir livre, e apenas a natureza proporcionava isso, era como se houvesse uma ligação entre a mãe terra e os lobos, como se fizessem parte de uma só unidade, ele deixou o ar encher seus pulmões, enquanto a brisa gélida fazia seu cabelo recém cortado umedecer com tempo, seus olhos brilharam em amarelo ouro, sem pensar se deixou levar correndo pela floresta, como uma forma de extravasar.

Desde que deixara aquela mulher de suas visões, era como se faltasse uma parte dele, ele não conseguia acreditar que havia ficado assim por ela, isso não podia acontecer, seu clã era mais importante do que qualquer pensamento, desejo ou vontade, sem perceber a noite havia chegado.

Parou arfando, ele havia corrido sem pensar, sem ter um lugar para chegar deixando suas pernas seguirem um ritmo constante é normal, apenas correndo, parando somente ao sentir o pequeno aparelho em seu bolso vibrou o trazendo a realidade, pegou o aparelho e abriu o visor:

“— Onde você está? ”

Era o que dizia a mensagem, Jhaeson sabia de quem era, apenas não sabia dizer exatamente onde estava, olhou a sua volta, havia chegado próximo a uma estrada, viu uma placa que dizia que ele estava a pelo menos 80 quilômetros da pensão.

Com os dedos ágeis ele apenas digitou:

“— Estou  na Grã Bretanha, observando uma possível aliada.”

Falou enquanto caminhava para retornar, seu aparelho vibrou mais uma vez.

“— Encontrou Lucian?”

Jhaeson pensou se deveria dizer a verdade, sabia que Lucian estava agindo de forma que poderia dar a entender que não se importava com seu bando, Jhaeson não poderia permitir isso.

“— Ainda não mais estou perto”.

Falou ele por fim mandando a mensagem, o sol já havia se escondido, Jhaeson realmente havia perdido a noção de tempo, desde seu encontro com Aiko é o lobisomem no bar, as coisas estavam tão confusas que nada mais parecia fazer sentindo, uma outra mensagem apitou:

“— Continue com o planejado, eles começaram a se mover”.

Foi tudo que dizia a mensagem, A corrida que Jhaeson havia feito fora mediana, ele não estava concentrado, agora focado ele corria duas vezes mais rápido, chegou na pensão e seguiu para seu quarto, sentia a presença de Lucian, ele precisaria contar algumas coisas a ele, so não tivera oportunidade, tomou uma ducha quando sentiu uma estranha energia, ela parecia está próxima de Lucian mais não era hostil, Jhaeson aguardou esperando alguma coisa acontecer.
Lucian retornou a seu quarto, sem pensar duas vezes, após se vestir adentrou ao quarto dele, sem bater na porta.

— Lucian no que é que você está metido?

Jhaeson Blayke
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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Qua 7 Out 2015 - 22:53

Lucian, retornou ao seu quarto seus pensamentos estavam viajando em várias teorias, a presença da mãe de Rhiannon, despertou em seu interior duvidas e medos, talvez Rhiannon estive mais em perigo do ele pensava.

Não teve tempo sequer de tomar um banho quando ouviu a porta se abrir e fechar rapidamente, diante seus olhos apareceu um Jhaeson com olhos cautelosos e ao mesmo tempo preocupado.

A pergunta fora feita sem rodeios, pegando Lucian despreparado, olhando para Jhaeson tudo que ele pode fazer foi suspirar, fechando os olhos passou a mão nos cabelos, ele sabia que não seria nada fácil explicar para ele o que estava prestes a fazer.

— Jhaeson... Rhiannon foi sequestrada, sai do quarto dela agora, pois encontrei com a mãe dela. Antes que me diga que deveria ficar de fora disso, saiba que não poderei fazer isso, existe um motivo a mais para me fazer ir atrás dela, parece que Rhiannon foi sequestrada por um Original.

Falou Lucian com pressa, temendo ser interrompido por seu amigo.

— A mãe dela veio para resgata-la, mas temo que contra o inimigo ela não terá muita chance é por esta razão que quero que você venha comigo, teremos maior  chance desta forma, e se algo acontecer preciso que avise meu pai... Tenho um mal pressentimento sobre tudo isso.

Completou Lucian se sentando na cama, seus ombros se curvaram para frente, sem saber se era de cansaço ou apenas de desanimo devido a todos os acontecimentos.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Mischa Krovopuskov em Qui 15 Out 2015 - 22:22

Foi fácil para Mischa sair do hotel coma mesma forma inibida com que entrou. Voltou após algum tempo e trouxe uma mala enorme que logo chamou atenção da recepcionista.

— Estou de mudança. Ainda a procura de uma boa casa. — Explicou Mischa com um sorrisinho condescendente. — Pretendo hospedar-me aqui até encontrar a casa dos sonhos.

A recepcionista sorriu de volta e começou a tagarelar sobre os tantos imóveis que haviam pela cidade e que o marido de sua amiga era um ótimo corretor e com certeza acharia a casa ideal de acordo com seu gosto.

Com muita naturalidade Mischa anotou o número do tal e recusou ajuda para levar a mala para seu quarto, afinal, era lutadora de artes marciais e sabia se virar muito bem com esse tipo de situação.
De fato a mala não aparentava estar tão pesada com o auxílio das rodas. A recepcionista não questionou.

Mischa adentrou seu quarto ao anoitecer. Percebeu que na parte exterior ao hotel havia uma escada de acesso para emergência que conectava cada quarto a uma rua discreta e pouco iluminada. Uma paisagem típica da Grã- Bretanha nunca fora tão conveniente.

A mulher de cabelos negros acendeu um cigarro e suspirou para a noite, inundada de pensamentos sombrios. Sabia que para atingir seu objetivo teria que fazer escolhas que lhe escapariam de certas convicções, mas não iria fraquejar, estava determinada a honrar seus ideais, determinada a não deixar que homens como aquele de seu sonho continuassem a morrer por tão pouco ou quase nada. Nem que para poupar tantas vidas fosse necessário o sacrifício de poucas outras.

— Alguém tem que fazer o trabalho sujo. — Falou para si mesma.

Pegou uma garrafa de whisky de cima da mesa, abriu habilidosamente e voltou para a janela onde fitava a rua escura banhada por um céu nublado.

— Essa é pra você Lev Kamenev , o homem que me faz reconhecer a dor e injustiça da morte pela primeira vez! — Exclamou erguendo a garrafa para o céu e em seguida tomando uma boa dose no gargalo. — E esse é pra você Dlyla Hefaidd, a mulher que tornou a morte justa pela primeira vez! — E deu outro gole ainda mais longo que o anterior.

A noite arrastou-se amando a insônia, parecia ter sido conduzida pelo próprio Eros, mas enfim deu-se conta da inconveniência e resolveu deixar que as primeiras cores da manhã tingissem o céu europeu. Mischa fez o desjejum cedo no restaurante simples do hotel, era estranho que a moça ainda estivesse com a mesma roupa do dia anterior após ter trazido uma mala tão grande, mas a recepcionista não questionou, afinal, as pessoas tinham hábitos esquisitos.

— Bom dia sta. Carter. — Mischa havia se registrado com nome falso. Era muito cuidadosa e extremamente meticulosa. Tinha uma variedade de documentos falsos escondidos em certas passagens secretas de seu carro.

— Bom dia! Eu achei esse envelope em frente ao quarto ao lado. Achei melhor trazer à recepção, nunca se sabe a índole das pessoas. — Piscou Mischa.

— Ah, obrigada! Vou entregar a hospede.

Mischa encarou-a com seus tais olhos azuis penetrantes. Tinha uma aparência um tanto bizarra, mas suas feições eram simpáticas. Não parecia de algum modo uma má pessoa.

— Espero que sim. Tenha um bom dia.

— A sta também.

Após a saída da hospede a recepcionista avaliou o envelope que trazia escrito no exterior “Para a recepção”. Achou melhor abrir, afinal, não era uma pessoa das mais discretas.

“Devo desculpar-me profundamente, mas tive que sair pela madrugada e não encontrei ninguém na recepção. Deixei a quantia das diárias anexada a esta carta no envelope. Agradeço a hospitalidade. Dlyla Hefaidd”

Agora Mischa encontrava-se parada em frente a uma porta de madeira do mesmo hotel, mas desta vez não estava sendo guiada por energias boas ou ruins. Noite passada havia dado início ao seu plano, porém a continuidade dele dependeria do que ocorreria após entrar naquele quarto.

Era como um jogo de xadrez, seus movimentos haviam sido meticulosamente calculados. Ao contrário do que chegou a pensar não sentiu que havia ganhado uma peça adversária, ao contrário, era como se houvesse perdido uma peça do próprio jogo. “Era um sacrifício necessário” tentou convencer-se mais uma vez, aliás, era uma frase que havia ecoado a noite inteira em sua mente. Não era fácil para ela ser indiferente a morte.

Ignorou um arrepio na pele, engoliu em seco e bateu na porta. Um homem alto e com músculos expostos abriu-a, lançando-lhe um olhar desconfiado de uma tonalidade excêntrica de laranja.

— Olá cachorrinho. Meu nome é Mischa Krovopuskov. Estou aqui a pedido de Dlyla Hefaidd e vim para ajudar.

Mischa Krovopuskov
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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Sab 24 Out 2015 - 16:44

Jhaeson nada disse, apenas ficou encarando Lucian, talvez pensando o quão inconsequente ele podia ser, afinal ele era um alfa o clã vinha acima de tudo até mesmo de suas vontades é desejos, mas Lucian não podia ir contra isso algo em seu interior o fazia seguir adiante, talvez um instinto ou apenas um medo terrível de assumir que talvez ele pudesse perder Rhiannon, é desta vez não poderia fazer qualquer coisa.

Lucian aguardou qualquer palavra de Jhaeson, é aquele silencio o estava corroendo.

— Jhaeson, não temos muito tempo, a mãe de Rhiannon logo irá aparecer para irmos atrás dela, tenho uma informação que pode nos levar ao seu encontro ou o mais perto disso, é com o poder dela provavelmente conseguiremos, mais o que preciso saber é, está comigo?

As palavras possuíam poder e determinação, mas não um comando Lucian jamais faria isso com Jhaeson, se ele escolhesse ir teria que ser por sua própria vontade.

— Sei que tudo isso é muita loucura, somos a única força capaz de rivalizar com os vampiros, para que nascemos, neste processo tentamos proteger as pessoas, mesmo  que isso seja um trabalho impossível é ingrato. Quero que saiba que se algo me acontecer quero que você assuma a matilha.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sab 24 Out 2015 - 17:03

Os pensamentos de Jhaeson vagavam entre passado é presente, antigamente teria recusado tal proposta, mas nos últimos tempos se viu preso a algo semelhante a um sentimento que o faria arriscar tudo, mas em sua mente a reprovação de Albion era clara como água.

O que ele diria caso Lucian sucumbisse neste ataque suicida, se o inimigo fosse mesmo um original a batalha não seria fácil, é  dois lobisomens é uma mulher não seria bastante,  as palavras finais de Lucian o pegaram de surpresa.

— Seu idiota! Acha mesmo que vou deixar você morrer? Se isso acontecesse seu pai mataria trazer você de volta só pra ele mesmo te matar,  se eu for cúmplice disso é lógico que ele vai me matar também. Por isso você limita minhas opções seu grande filho de uma mãe.

Bufou diante ao amigo, mais que o alfa Jhaeson via em Lucian um irmão, um que nunca teve, mas que ganhou mesmo sem laços sanguíneos.

— A mãe de Rhiannon é especial não é? Pude sentir a energia dela, a força e diferente dos lobisomens ou vampiros, e uma energia mais mística, ela seria uma tocada?

Antes que Lucian tivesse tempo de responder, uma  energia nova começou a se aproximar, tal força alertou os dois, os olhos brilharam instantemente e ao mesmo tempo como um alerta, duas batidas na porta ecoaram pelo quarto, Jhaeson que estava próximo se aproximou se virou para a porta, Lucian já havia se colocado de pé.

caminhou a passos lentos até a porta, assim que abriu a porta se deparou com uma mulher de cabelos longos, suas roupas estranhas diziam ser ou hippie ou cigana, Jhaeson ouviu as palavras dele não se dignou a esconder o brilho de seus olhos.

Ela se apresentou, dizendo ser uma enviada de Dlyla, Jhaeson sentiu o instinto o alertar, sua mão voou no pescoço da mulher a colocando contra a parede do lado de dentro do quarto, suas garras cresceram, o aperto era firme é perigoso.

— Seja lá quem você seja, tem muita coragem de vim até aqui, nos chamar de cachorro e simplesmente achar que tudo ficaria bem.

A voz de Jhaeson era profunda, meio animalesca, mais ele parecia saber exatamente o que fazia, a energia dela era diferente da outra mulher, é isso apenas deixou Jhaeson mais apreensivo.

— Não sei se sua ajuda seria necessária, afinal não a pedimos,  uma coisa que aprendi dos humanos é que eles não fazem nada de graça, qual o seu preço? Diga a verdade se mentir aliviarei o peso dos seus ombros arrancando sua cabeça.


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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Sophia Hills em Qui 29 Out 2015 - 14:31

O cheiro de sangue que emanava daquela cidade era quase um cartão postal para criaturas que se deliciavam com aquela substancia. Cada vez que o sol se dispunha a levantar e tocar o chão daquele local, fazia a pilha de corpos aumentarem, nada era poupado; Fosse uma prostituta que ganhava a vida como podia, um ladrão, um agiota ou simplesmente uma mãe que se virava e trabalhava como podia, em uma tarverna noturna.
 
A bagunça que toda manhã se revelava começaria a chamar a atenção não só de oficiais, mas também de alguns outros seres. Qualquer um que possuísse um olfato mais apurado, podia notar o cheiro que os cães possuíam ou o de um cadáver sem uma única gota da substancia rubra que deveria correr em suas veias. Uma cidade que clamava por ajuda? Bom, este era o meu destino.

Há alguns anos eu venho me escondendo, aperfeiçoando minhas habilidades de caça e psíquicas, estava mais que na hora de começar a me misturar. Chegando por volta da meia noite em um hotel do outro lado da cidade, onde parecia estar mais quieto, sem a presença de muitos seres, acompanhada de uma criança, uma pequena garota órfã, que me indicará o caminho, pobre coitada, seus pais adotivos queriam interna-la por loucura... Ou seriam eles os loucos? Os gritos da mulher ao ver seu marido morto foram histéricos o suficiente para me atordoarem até agora.
 
- Alice... Me diga mais uma vez o porque eu não devo te matar? E porque escolheu de um mundo inteiro, vir para cá? – Eu perguntava enquanto batia a porta do carro que era do casal que acolhia a pequena, ela não passava de seus 14 anos, mas seu olhar era tão profundo como de uma velha bruxa e caótico como de um assassino, talvez seja por isso que eles queriam interna-la, além de ser uma tocada era sádica o suficiente para me procurar e pedir para que eu matasse seus ditos “pais”.
 
- Porque depois de tantos anos de tédio você quer ter uma diversão, Soph... E aqui irei encontrar outros como eu... Claro que você terá companhia, quantos cachorros ou sanguessugas se escondem nessa cidade? Consegue sentir? – O tom de deboche era como uma navalha que me arrancavam risadas, ela estava certa, se ela buscava conhecimento era aqui o lugar certo, mas também era um lugar perigoso, além desses três detalhes, a cidade também estava cheia de caçadores.
 
Ela carregava consigo uma mochila, o barulho dos frascos de vidro me davam certos arrepios, até que ponto ela já foi por mera curiosidade? Nós duas entravamos na pensão, eu me dirigia a recepcionista, uma jovem garota que não passava de seus 20 anos, tão tola que mal consegui escutar sua voz desejando uma boa noite, hipnotizando-a e dando a ordem, sem dizer uma palavra ela me entregava a chave de um quarto, no terceiro andar, por eu não dar nome na recepção, ninguém conseguiria nos encontrar.
 
Após nos acomodarmos, deixava a garota a sós com seus brinquedinhos e ia a procura de diversão. Em uma praça, não muito longe, fazia anos que eu não passava por aquela cidade imunda. Eu sentava em um balanço que rugia ecoando pelo local, um barulho que lembraria os velhos filmes de terror do século passado, o ar gélido e as rotineiras noites perigosas, havia espantado todos daquele local, por um breve momento imaginei algumas crianças correndo por ali enquanto o sol estava preguiçoso no céu azul, uma cena digna de uma propaganda de manteiga da televisão – Apareça ou eu te mato, Ethan... – Um homem alto pela casa dos 30 anos aparecia das sombras, suas vestes negras e olha esverdeado deixariam qualquer mulher apaixonada, um informante vivo, que conhecia os perigos da noite.
 
- Antigamente era mais amável, Sophia... – Dizia ele em um tom cretino, ele sentava no balança ao meu lado com um belo sorriso cafajeste nos lábios – O tempo não foi muito agressivo com você... Mas ainda sim prefiro homens mais novos... – Digo como uma provocação, que nem sequer foi capaz de tirar o sorriso de seus lábios, como se eu fosse uma das mulheres idiotas que o mesmo brincava – Fiquei sabendo que a cidade anda bastante movimentada... Então... O que tem para mim, E-t-h-a-n? – Dizia pausadamente, quem olhasse de longe veria apenas um homem cantando uma jovem e inocente garota, mas para a sorte de todos, eu já estava alimentada e as informações que aquele homem podia me dispor era mais importante que um simples jantar.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Qui 29 Out 2015 - 16:01

Ethan Hammes

As noites na Grã Bretanha sempre eram frias, Ethan não gostava deste clima morto, sempre gostara de calor, ainda mais de um corpo quente de uma mulher, mas havia um trabalho para fazer, é sabia melhor do que ninguém que deixar um trabalho pela metade não era bom para sua reputação.

Havia marcado um encontro para passar o que havia encontrado, apenas não sabia se o que havia encontrado seriam boas noticias, mas como uma sombra ninguém o achava se ele não quisesse pelo menos não vivos. Trajando roupas escuras se misturavam a pouca iluminação do lugar.

Ao longe ele observou quando uma jovem se sentou em um balanço velho, o antigo brinquedo havia sido prejudicado pelo tempo é pelo frio, o mesmo rangia como se pedisse ajuda, o lugar estava quase deserto um sorriso se desenhou nos lábios de Ethan, caminhou ate a garota  saindo das sombras quando ela sentiu sua presença.

Algumas poucas palavras para quebrar o gelo, e caminhou até o balanço sentando ao lado dela, as correntes do balanço rangiam como se pudessem quebrar a qualquer momento sobre o peso dele, sem se importar balançou o corpo suavemente, enquanto ouvia a mulher perguntar o que ele tinha para ela.

― Bem minha querida, o que tenho para você não são noticias muito animadora, a movimentação da cidade não é por acaso, criaturas parecem estarem sendo atraídos; algo grande vai acontecer neste pequeno espaço de tempo, vim vampiros, lobos e tocados aparecem.

Falou Ethan enquanto fumaça sai de seus lábios, ele parou por alguns instantes assombrando suas mãos para se esquentar, retirou do casaco um maço de cigarros, colocou um nos lábios e acendeu o mesmo, a ponta do cigarro estalava em tons de laranja.

― Deve ser muito bom não sentir frio, não sentir medo, ter o poder em suas mãos não e mesmo? ― Falou olhando para a garota ao seu lado.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Lucian Daiki em Seg 2 Nov 2015 - 11:06

Lucian não teve de avaliar o que havia acontecido, quando as batidas soaram ele tinha duas pessoas em mente, ou seria a dona da pensão ou a mãe de Rhiannon, mas para sua surpresa era outra pessoa, uma mulher de profundo olhos azuis, Jhaeson como sempre não perdeu tempo, a segurando contra a parede, ele tinha o instinto de guerreiro, era evidente que logo avaliou a mesma como potencial ameaça.

Lucian se aproximou dela,  os olhos da mesma nao parecia ter medo, mesmo falando que a mãe de Rhiannon a tivesse mandado algo ali não estava certo é Lucian podia dizer isso com total certeza. Lucian segurou no braço de Jhaeson.

— Solte-a vamos ouvir o que ela tem a dizer, se ela mentir saberemos, desta forma poderemos agir como devemos.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Jhaeson Blayke em Dom 27 Dez 2015 - 15:26

Jhaeson ouviu as palavras de Lucian, enquanto soltava a mulher que caia sobre o chão, mas ele ainda não estava convencido se poderia confiar naquela mulher, havia algo nela que desperta um desejo quase incontrolável em Jhaeson de avançar no pescoço dela.

― Lucian, você precisa de ser assim, ouvir todos para depois agir, haverá momento que precisará confiar em seus sentidos, independente do que todos as provas indicam. Acho que esta mulher é um mal sinal, se quer fazer algo precisamos fazer logo!

Disse Jhaeson se distanciando da mulher enquanto cruzava os braços e se sentava.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Sophia Hills em Dom 27 Dez 2015 - 16:49

Ethan sempre foi um problema para seus pais, alguém com ânsia por poder, quebraria qualquer tabu para poder controlar tudo a sua volta; Problemático a ponto de ser expulso de casa com 17 anos e o pior não era isto, ele se virou maravilhosamente bem sozinho.
 
As informações não eram muito uteis, afinal, estava ali com apenas com o objetivo de cuidar da tocada; Uma tarefa particular que muitas vezes Ethan me questionava porque eu estava atrás daquela criança desde que os pais verdadeiros morreram em um acidente de carro quando a mesma tinha três anos – Sabe porque eles foram atraídos? – perguntava em um tom despreocupado, não eram meus assuntos.
 
Logo o cheiro de nicotina invadia meus pulmões, um vicio tão antigo que nunca saia de moda; Eu o olhava de canto de olho; A brisa gélida daquela noite acariciava os belos cabelos do homem, enquanto ele resmungava de frio; Ele desejava meu poder e era isso que o prendia a mim.
 
- Você sabe melhor que ninguém que é mais útil para mim vivo do que como um escravo inútil que anda a noite – Um dia eu teria que transformá-lo, afinal homens fieis como ele não se encontrava em qualquer esquina, se ele faz um ótimo trabalho como humano o que não conseguiria fazer como vampiro? Mais alguns anos era isso que eu descobriria.
 
Como de costume, meu celular tocava nas piores horas; Até o humano podia adivinhar o nome: “Leo” Com um longo suspiro deslizei a tela para atender a ligação; Com uma voz doce e sedutora, mesmo conhecendo-o a centenas de anos e o odiá-lo com todas as minhas forças, ainda era seduzida por ele.
 
- Minha bela criança... Desta vez seu novo destino é Amsterdã, e não me interessa se você está ocupada... Apenas siga minhas ordens minha amada – Como quase todas as vezes que eu atendia um telefonema dele, eu tinha vontade de quebrar o telefone, jogá-lo na parede!
 

- Terei mais informações de lá? ... Nessas suas brincadeiras eu acabarei virando pó – Minhas palavras não eram doces como as dele, que se divertia com a minha indignação; Me usar como um fantoche para suas brincadeiras me deixava possessa e o pior, ele começava a se meter em assuntos perigosos; Apenas obtive uma risada maldosa como resposta e o Bip da ligação finalizada; Queria mais que tudo descontar minha raiva, mas me controlava, não estava só, desta vez apenas o guardei o celular no bolso respirando fundo – Quer ter este poder todo e servir de cachorrinho para uma criança mimada? – pergunto colocando a cabeça para trás, fitando o belo céu noturno desta vez sem nuvens, apenas a fumaça do cigarro que dançava como uma bailarina com o vento gélido, sob o ranger do balanço guiado pelas minhas pernas; Largar Alice, uma criança de 14 anos em uma cidade cheia de Vampiros, lobisomens e caçadores; Bela tutora que eu era – Ethan... Já cuidou de crianças?

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Dom 27 Dez 2015 - 17:20

Ethan Hammes

Ainda no balanço ouviu a vampira falar que a reunião sobrenatural não era comum, eles haviam sido atraídos isso era fácil, mais  Ethan não se importava com isso, ele apenas queria ganhar seu poder, sua imortalidade, algo que desde que descobrirá se tornou obcecado.

Como se lesse sua mente ela o alertara de sua utilidade, que era mais valiosa como humano do que como vampiro, poderia até ser mais ele não gostava disso estava envelhecendo é queria ser imortal ainda jovem é com uma bela aparência, deu mais uma tragada em seu cigarro exalando uma neblina de fumaça quando o telefone da vampira tocou.

A voz do outro lado era tranquila e sedosa, a conversa dos dois apesar de cordial havia uma tensão escondida Ethan podia notar isso, mais ele não iria se intrometer neste assunto, afina poderia acabar morrendo por nada, ao desligar Shophia perguntou se ele gostaria de ter poder mais servir de cachorrinho, ele sorriu e disse:

― Se for para servir você eu não me importo, mais deixe lhe dar um conselho Amsterdã, é um lugar bem perigoso, lá é onde vi um dos originais, acho que sabe do que estou falando ouvi boatos por onde passei que o
vampiro de lá pode ser bem impaciente e direto com as falhas que julga prejudicar a sociedade dos vampiros.


Como se nem sequer o tivesse ouvindo perguntou se ele já havia cuidado de crianças;

― Shophia você não está pensando em deixar sua criança comigo, não é? Sabe que o estilo de vida que levo não cabe isso, daqui preciso passar em outros lugares.

Falou tentando arrumar uma desculpa.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Sophia Hills em Dom 27 Dez 2015 - 18:40

Ethan por um momento pareceu preocupado com a minha segurança, me dando informações a mais; De certo me proteger daquele modo era o mesmo que proteger sua prometida imortalidade.
 
O bom de manter pessoas inteligentes por perto é que não precisava mais que uma indagação para entenderem o que eu desejava; Quem dera só ter pessoas desse nível perto de mim. Meu sorriso maldoso seria o suficiente para responder aquela pergunta que mais soava como uma fuga; Como assim ele iria me desobedecer?
 
Levantava-me do balanço, fazendo-o ranger mais ainda, como se pedisse clemência pelo companheiro; Com um passo parava enfrente ao meu espião, não foi preciso força para quebrar as correntes do velho balanço, dando trégua as velhas correntes que o prendiam e como resultado Ethan caia de costas no chão, um barulho abafado e forte do corpo de um homem no chão.
 

- Então... Ethan... – Colocando uma perna de cada lado do corpo do humano, eu abria o sobretudo, como de costume estava de vestido, algo leve que não colava no corpo, azul celeste; Combinando perfeitamente com meus olhos, antes de se tornarem dois rubis. Ajoelhava-me com as pernas separadas pelo abdome do meu escravo, fitando-o os olhos, me inclinava sobre ele – Espero realmente que você não esteja pensando em me negar um pedido... Ou está? – minhas mãos deslizavam sobre o peito do homem, suas vestes estavam quentes e ele ainda reclamava de frio? – Façamos um trato... Você cuida bem da minha protegida... – Naquele momento minhas mãos já estavam acariciando o pescoço do garoto, sentindo o pulsar do seu coração, meus lábios desabrochavam um sorriso sádico e os olhos brilhavam ainda mais, um instinto primitivo que depois de muito treinamento tive controle – Darei o que deseja... 

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Dom 27 Dez 2015 - 19:13

Ethan Hammes

Ethan sabia que negar alguma coisa a ela poderia significar sua sentença de morte, mais existia coisas que realmente eram problemáticas demais, ele sabia que ela não conseguia hipnotiza-lo, por alguma razão desconhecida ele não era suscetível a hipnose.

Porem nem precisou isso, com um movimento mais rápido que os olhos a deixou de frente para ele com um aperto simples as velhas correntes cederam o derrubando no chão coberto por neve.

― Serio que precisava fazer isso?

Falou ele enquanto ela colocava  as pernas sobre o corpo dele abrindo o sobretudo revelando um vestido leve, que colava em seu corpo, os olhos dela estavam vermelhos como se estivesse ponderando se matava ou não matava ele.
Ela suspirou é resolveu negociar ao invés de ceder a seus impulsos.

― Shophia, não posso garantir a segurança dela você sabe disso não sabe? Contra o que tem nesta cidade eu sou menos que um obstáculo, mas posso manter as coisas em dia é olhar sua protegida de vez em quando, se algo acontecer posso te avisar mais que isso eu não consigo. Espero que me entenda.

Disse ele dando a última tragada em seu cigarro enquanto ficava com a vampira sobre seu corpo, tranquilamente.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Sophia Hills em Dom 27 Dez 2015 - 19:38

Por algum motivo ele conseguia me irritar com apenas palavras, não podia hipnotizá-lo e seduzir um homem que já era mestre nesta arte era algo totalmente inútil; O bom que ele sabia, ou deveria saber, que meus pedidos não podiam ser negados com tanta facilidade.
 
Ele reclamava da queda e ainda tentava tragar do cigarro; Por mais que eu tentasse manter a calma, eu ainda era infantil quando não tinha o que queria, por sorte dele não iria acabar com aquele belo rostinho.
 
- Então você é realmente mole em um trabalho que eu estou lhe passando? – Eu o olhava desapontada, a tarefa era fácil, ou no fim ele estava tentando me chantagear? – Bom, eu posso te morder agora mesmo... Se você sobreviver a ela terá que ir atrás de mim e me achar em menos de 24h ou você vai morrer... Mas pelo que eu sei, tenho que partir essa noite...
 

Eu olhava as brasas do cigarro que brilhavam forte quando ele tragava, um moleque tentando passar alguém que viveu muito mais que ele para trás, era isso que me atraia nele; Esperto e destemido – Ou então eu posso rasgar tua garganta agora mesmo... Mas só depois te de fazer sofrer a noite inteira... Mas vamos Ethan! – Colocando o meu peso sobre o peso dele apenas para chamar a atenção – Ou não quer mesmo ser Imortal servindo a mim? Sabe que não seria mesquinha como meu criador e até posso te ensinar coisas que sozinho levaria anos... E você conhece as regras... 

Eu estava sem tempo e ele era o que eu mais confiava naquele momento, pelo menos para este trabalho.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Dom 27 Dez 2015 - 20:16

Ethan Hammes

Shophia não tinha muita escolha, poucos sabiam dos trabalhos ocultos que ela tramava, mas mesmo assim ainda tentava intimidar Ethan a fazer o que  ela queria mais não seria assim como ela queria, por mais que tenha mais tempo de existência tinham coisas que apenas experiência conquistava.

― Shophia, a quanto tempo te conheço? Sabe muito bem que  sou bom no que faço e no que não sou eu me torno, porem o que está me pedindo é suicídio. Você pode me ameaçar me mordendo é deixando –me aqui para morrer mais não ganhará nada com isso sabe disso, se quiser me matar fique à vontade, porem você tem mais a perder do que eu.

Ethan não queria morrer era óbvio mais uma coisa que a vida lhe ensinou era que mesmo sem uma boa mão era preciso blefar as vezes.

― Eu conheço seu mestre também, eu sempre sou precavido você sabe, tenho um contato que se não receber instruções minha tem uma informações interessantes que seu mestre vai querer  saber.

Aquillo não era uma ameaça, mas apenas um alerta, Ethan conseguia mentir sem vacilar era difícil descobri pelas batidas de seu coração ou sua expressão.

― Para não dizer que sou um “monstro” posso contratar uma babá pra ela caso isso te conforte mais não tenho tempo pra cuidar dela, caso esteja muito preocupada, mande ela para um lugar seguro, ou leve com você porem devo lembrar que para onde está indo talvez nem você volte quem dirá ela. A escolha é sua.

Jogou o toco de cigarro fora enquanto expelia a fumaça de seus pulmões


Última edição por Fantasma em Seg 28 Dez 2015 - 10:43, editado 1 vez(es)

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Sophia Hills em Seg 28 Dez 2015 - 0:08

Ethan era um homem corajoso e inteligente, seria uma pena cortar a garganta dele; Eu o olhava como uma criança recebendo informações de um professor, bem atenta a cada detalhe, todos detalhes.
 
Primeiro uma propaganda barata a seu respeito, depois um ato de suicídio; Talvez eu devesse lembrar a ele que a morte não era o pior dos castigos? Depois algo mais interessante, uma ameaça, nessa parte eu deixava transparecer, aquilo me surpreendeu bastante; Da onde aquele imbecil tirava aquela coragem toda? Como se tudo aquilo não fosse o bastante ele tentava me dar uma alternativa. Eu o olhava atenta, tateava a cabeça dele e então...
 
- Você bateu a cabeça muito forte, não foi? –Dizia em um tom de deboche, como se uma ameaça fosse me deter – Ethan, você me conhece a o que? 15 anos? – Dava uma pausa para tentar calcular ao certo, mas seria basicamente isso – Leonard me conhece a mais de 300 anos... Então, por mais que eu tenha aprontado recentemente... Nada vai o surpreender!
 
- Mas acho uma boa você contratar uma babá para ela... E ficar encima, pois aquela diabinha pode fugir ou matar a babá... – Eu olhava para o homem deitado ainda na neve fria, suas roupas deviam estar encharcadas – Te contei que ela pediu para eu matar seus pais adotivos? Que sem coração... – Resmungo como se eu a assassina não fosse a pior parte – Bom, querendo ou não... Você será o responsável por ela... Faça o que desejar: contrate uma babá, jogue em uma cela, amarre... Só a mantenha viva até eu resolver tudo e voltar... Mas não acho que seja uma boa ela te odiar – Dizia como se pensasse alto.
 

- Que bom que entramos em um acordo... Quando eu voltar você será um vampiro – Dizia colocando a chave do quarto encima do peito de Ethan, ele provavelmente iria chiar e resmungar, mas sabia que me desobedecer seria pior e já estava decidido; Como se isso não fosse o bastante, tateava os bolsos dele e pegava o celular e as chaves do carro – No celular vou colocar meu numero particular... Vejam só como você evoluiu! Em vez de só falar comigo quando eu te procuro você agora pode me ligar... E o carro eu vou pegar emprestado – Mesmo se ele tentasse se mover, minha força seria superior e meu sorriso era bem agradável, não prestaria a atenção me mais nada; Abaixava-me dando um beijo rápido nos lábios dele – Continua doce... Até a volta querido! 

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Seg 28 Dez 2015 - 10:59

Ethan Hammes

Ethan sabia que estava jogando um jogo perigoso e arriscado, sua vantagem se é que poderia dizer isso, era que todo trabalho passado fora realizado com sucesso quinze anos era mais do que se pode esperar de qualquer funcionário, ele não estava ameaçando mais apenas plantando um elemento nova a equação.

Ainda caído na neve, sentia a mesma gelar sua roupa enquanto ela derretia e penetrava no tecido, Shophia deu uma desculpa rápida sobre seu mestre, porém Ethan sabia que não era bem assim mais não disse nada.

Sabe sobre sua pequena criança o fez pensar que haviam humanos mais cruéis que vampiros, é aquela criança era uma dessas, ele não iria pagar para descobrir se ele seria a próxima vítima, daria um jeito de cuidar dela de forma segura, pôs seu prêmio seria mais que merecido.

Sentiu ela colocar a mão no bolso pegando o celular e a chave do carro, ela digitou alguns números no celular é disse que ele  estava evoluindo que agora ele tinha uma forma de entrar em contato, e que pegaria o carro emprestado, isso não o agradou nem um pouco, mas não poderia fazer nada quanto a isso, ela colocou a chave do  quarto da pensão.

― Cuide direitinho da minha criança! Este carro não é qualquer carro.

Assim que terminei ela beijou seus lábios, falou algumas palavras é desapareceu como se nunca estivesse estado lá, ele se levantou sacudiu a neve de sua roupa é balançou a cabeça.

― Como eu me meto nestas coisas?

Pegou o celular e discou um número, chamou três vezes antes de ser atendido.

― Alô querida, acredito que vou precisar de sua cooperação por um tempo, pode me encontrar daqui a uns vinte minutos naquele restaurante que sempre jantamos?

Agora era torcer para nenhuma tragédia acontecer, mas com a sorte que parecia acompanhar Ethan recentemente ele não tinha um bom pressentimento quanto a isso.


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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Sophia Hills em Ter 29 Dez 2015 - 17:45

Finalmente eu estava livre para resolver os problemas de Leonard, que se acumulavam cada vez mais; Não esperava para escutar as ladainhas do meu empregado que certamente reclamava, dobrava a esquina e lá estava o sonho de consumo de qualquer homem.
 
Um Impala 67 preto com um motor 327 e o carburador Barrel quatro, seu interior totalmente original e sua lataria negra brilhava com o reflexo da lua, um carro sem igual que me deixava boquiaberta de como ele cuidava daquela linda maquina que se fosse minha estaria guardada a sete chaves, mas sempre pude dar uma volta naquela belíssima maquina com bancos de couro e um radio bastante potente ao ultimo volume, combinado com a play list de Ethan que nunca me deixaram na mão, era um ótimo carro para viajar e deixar em um estacionamento de um aeroporto.
 

Do celular marcava uma passagem só de ia para a Amsterdam, tive que viajar por duas horas até chegar a capital de Grã Betânia; O vôo partiria as 2:30 h da manhã teria tempo de sobra para me despedir desta beleza criada pelo homem! Mas não antes de usar e abusar do potente motor; Admito sou uma eterna apaixonada por este tipo de carro ainda mais em bom estado e Ethan, alem de ser um eterno apaixonado por mulheres, era mais apegado ainda aquela maquina. Assim me despedia da cidade, que pretendia voltar o mais rápido possível.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Dom 7 Fev 2016 - 11:55

NARRADOR

Os ânimos estavam exaltados no quarto de Lucian, em sua mente várias coisas passam em sua mente, dentre elas a preocupação com Rhiannon, sendo seguida pela mãe dela sumir daquela forma não parecia nada normal, a preocupação que ela demonstrou antes não poderia ser falsa, a não ser que ela quisesse agir sozinha, e aquela diante seus olhos fosse apenas uma distração.

Quando Jhaeson a soltou ele se sentou na cama cruzando os braços para ouvi-la, em silencio os dois esperaram, até a mulher diante seus olhos que havia se identificado como Mischa, ela falou mais sobre a localização que precisavam seguir, e que Dlyla, teve que ir na frente, mas que eles deveriam decidir se iriam ou não.

Após dá o recado, ainda esfregando o pescoço aonde Jhaeson havia apertado se dirigiu até a porta, olhou para os dois e sorriu enquanto fechava a porta atrás de si deixando os dois a sós.

*Considerar todas as ações descritas*

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Hannah McGraw em Qui 26 Maio 2016 - 6:09


          O vôo foi demorado porem tranqüilo. Para quem era acostumada a andar horas e horas de moto, aquilo foi um verdadeiro tédio, acabei dormindo metade da viajem. Ao desembarcarmos meu aparelho já estava sem bateria e ainda teríamos que ir até o hotel.
 
          ― Poderíamos ficar no mesmo hotel deles ― Disse Throst, como se eu soubesse que diabos de hotel os dois estavam! ― Melhor dormirmos hoje e amanhã os procuramos quando amanhecer... O hotel que eu reservei fica perto do centro... E não... Não tem bar! ― Respondi antes que Throst perguntasse.
 
          Fomos de taxi até o hotel, era comum e sem nenhum luxo, como se precisássemos! Pedi dois quartos, um com duas camas para meus tutores e um com cama de casal para as mulheres. Quando entramos no quarto, pequeno com as paredes de cor pastel.
 
          ― Espero que não se importe, assim posso ficar de olho em você a noite... Não confio nesta cidade e nem em hotéis ― Se ela soubesse da regra dos vampiros saberia que em casa teriam que pedir para entrar.
 

          A noite foi tranqüila, mesmos barulhos que a cidade que estávamos, porem os cheiros eram diferentes, mesmo não acostumada com a cama acabei apagando rápido, afinal, o dia foi agitado. Logo quando amanheceu o dia, Aled bateu na  porta nos apressando, agora estava tudo nas mãos da garota. 

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Fantasma em Dom 29 Maio 2016 - 11:51

LYDIA PATTERSON

Há viagem havia sido longa em todo o trajeto Lydia se limitou apenas a responder ou falar o básico, ela não estava com ânimo para interação, não naquele momento, volte e meia seus pensamentos se voltavam para Albion, a forma como ele havia feito as coisas a fazia questionar algumas coisas, porém não expressou suas dúvidas.

Levaram grande parte da noite para chegarem a Grã-Bretanha, do lado de fora do aeroporto Throst disse que poderiam ficar no mesmo hotel que Lucian é Jhaeson exceto que eles não sabia onde ficava o hotel, quem trouxe a lógica foi a própria Hannah dizendo para ficar em um Hotel qualquer para depois procura-los, assim que o dia amanhecesse, ela disse que já tinha feito as reservas para um hotel no centro.

Pegando um táxi seguiram para o hotel, o lugar era simples mais limpo o que já era suficiente, foi pedido dois quartos, Lydia se surpreendeu ao ver que só havia uma cama no quarto dela que dividiria com Hannah, não gostou nada disso, porém não tinha muito o que fazer, ela perguntou se ela se importasse, pois assim ficaria de olho nela a noite toda, dizendo não confiar na cidade nem em hotéis.

De fato, ela não gostou daquilo mais não tinha muito o que fazer a respeito, disse não se importar, tomou um banho e se preparou para dormir, pensou que o sono iria demorar a chegar, mas com a cabeça cheia de tanta coisa o sono veio mais de pressa que ela imaginava. Porem fora repleto de pesadelos a deixando inquieta durante toda a noite, com as batidas na porta ela se levantou abrindo a porta era Aled.

―  O sol ainda nem nasceu direito... Não seria melhor esperar um pouco mais, os vampiros não podem sair a luz do dia, isso já evitaria uma parcela considerável de problemas.― Disse Lydia se sentando na beirada da cama, bocejando.

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Re: Grã Bretanha

Mensagem por Hannah McGraw em Dom 29 Maio 2016 - 21:08

A garota não havia gostado nada sobre meus modos de manter-la sempre sob minha vigilância, mas aquilo não era da ossada dela, vampiros eram sorrateiros e rápidos e para falar a verdade, eu pouco me importava se ela gostava ou deixava de gostar, devia estar grata por estarmos em um hotel e não em outro canto escondido.
 
Era por volta das cinco da manhã e dormir com ela pareceu ser a pior idéia, alem de se debater acabava resmungando a noite, levantei e fui para o banho. Escutava o movimento no quarto do lado, Throst já havia descido na cozinha do hotel para pegar o café e Aled ajeitava o que utilizaram na noite. Desliguei o chuveiro e me secava quando escutei as batidas na porta, o cheiro de café fez meu estomago reclamar!
 
A garota estava sonolenta, não devia ter descansado a noite por causa dos pesadelos e ainda explicou para um lobisomem sobre os vampiros, aquilo era hilário, mas fazer o que? Ela tenta...
 
Que vampiro iria atacar três lobos um pouco antes do nascer do sol? Só sendo maluco... ― Disse ele entrando no quarto e entregando um copo de café e alguns saches de açúcar para a garota com um sanduíche ― Pode não parecer mas eu era o segundo guerreiro mais forte do bando! ― Disse ele se gabando, tentando melhorar o animo dela, mas sem muito sucesso ― Olha Lydia, sei que você não gosta dessa historia tanto quanto nós... ― Disse ele colocando meu café da manhã encima da mesinha ― Mas quanto mais rápido terminarmos isto, mas rápido poderá voltar a seu luto... Ficar nesta cidade sem proteção é perigoso para qualquer um, não quero arriscar a vida de ninguém por algumas horas que perdemos na manhã... Agora se arrume que o dia será cheio ― Disse ele se virando e fechando a porta.
 

Nesta hora eu já estava vestida, calça jeans e uma blusa cor de vinho de alcinha. Sai do banheiro de pés descalços, secando o cabelo ― Bom dia! ― Disse com uma voz calma, indo atacar meu lanche! 

Hannah McGraw
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Re: Grã Bretanha

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