De volta ao lar

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De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Qui 29 Out 2015 - 20:42



É nas velhas casas,
onde parece flutuar ainda
 a penumbra dourada do passado, 
que se recebe,
 mais perdurável e mais viva, 
a impressão da família e do lar.


Em uma época em que a única preocupação era com o tamanho da bronca que levaria de seu pai, apos desobedecer a uma de suas regras, onde o horário de dormir era pré-estabelecido... Uma vida humana, normal como deveria ser, uma família que vivia próxima a uma floresta, onde o sustento vinha dela, das caças que o homem da casa trazia de tempos em tempos. O casal possuía três filhos, um homem mais velho e duas meninas, mas não precisamos nos apegar aos outros, apenas ir direto ao ponto, a casula da família.
 
Uma garota que desde pequena sempre almejou o desconhecido, fugia de casa para se aventurar na floresta; Está historia se repetiria por dezenas de vezes até que finalmente, a pequena que não era mais uma criança, se visse nos braços de um homem que lhe entregaria de presente à eternidade, em troca de sua vida. As vidas da família continuam, mesmo com o luto de sua filha casula, tudo teve que continuar, afinal, não era assim que funcionava o fluxo da vida?
 
Os filhos do casal tiveram filhos, e seus filhos outros filhos... Até que aquela casa perto da floresta fosse tomava pela própria floresta que um dia encantava o coração da pequena menina. De tempos em tempos, eu aparecia por lá... Tentando me recordar do calor do abraço de minha mãe, das brigas com meus irmãos... O tempo era cruel com minha velha casa, após 200 anos, só existiam ruinas do fogão a lenha e de algumas paredes, mas eu me recordava exatamente onde era cada parede, cada móvel, por mais que minha imortalidade levasse embora os rostos de quem um dia tanto amei.
 
Aquela área já era de uma matilha de lobos, o que não era mais seguro eu continuar visitando, mas por querer me prender a minha vida mortal, ao coração que um dia batia no meu peito eu teimava em ir.
 
Naquela noite fria do inverno, a lua cheia clareava as ruínas do local que um dia eu chamei de lar. Eu estava parada exatamente onde era à entrada do portão, que apenas eu conseguia ver, que o tempo já havia consumido, a nostalgia me consumia por inteiro, ainda mais escutando o rio que corria poucos quilômetros daquele local, onde nos dias quentes de verão brincava com minha irmã.
 
Infelizmente meus minutos ali no meu mundinho, no meu passado, já estavam contados, estava na mira de um lobo, era questão de tempo até ter um confronto ali, ele já devia sentir suas presas rasgando minha pele... Respirava fundo olhando para o chão, aquele local era sagrado para mim, como uma igreja para um cristão, eu não queria lutar ali e se pudesse, nem lutar iria.
 

Caminhava calmamente até o que seriam os fundos da casa, passando por onde estariam as paredes, tocando um antigo carvalho “Eu voltarei para visita-los” dizia mentalmente com um pequeno sorriso nos lábios – Se não se importar, dei-me mais alguns minutos com eles – Dizia em voz alta para que o lobo me escutasse, mas porque eu tinha a falsa esperança que ele iria me escutar? Nunca tive muito contato com lobos, mas ainda sim acho impossível ele atender meu pedido, porem não custava tentar. Mantinha uma mão no bolso do sobretudo e a outra tocando a arvore, com um semblante triste, hábitos que adquiri ainda viva que me perseguiriam pela eternidade. 

Quanto tempo ele levará para aparecer?

Sophia Hills
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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sex 30 Out 2015 - 10:20

A noite estava fresca, era apenas mais um treino de controle da fera interior, Jhaeson ainda era hoje se comparado aos demais lobos, ele havia sido mordido diferente de muitos do clã que eram nascidos lobos, para ele tudo era mais difícil, mais intenso, mais mortal, em uma de suas excursões pelo território do clã ele sentiu um cheiro estranho, fora apenas uma leve brisa mais o suficiente para despertar a curiosidade dele, ele parou em sua forma semitransformada.

― Pessoal vão na frente; vou fazer umas coisas é logo nos encontramos.
Disse dando meia volta é seguindo o cheiro estranho e adocicado que sentira, ele trajava apenas uma calça de moletom é uma regata branca, na luz da lua sua pele parecia brilhar prateado.


Corria como o vento enquanto seus pés tocavam o chão úmido, seus olhos brilhavam em dourado, como ouro derretido em poucos instantes alcançara o dono daquele cheiro, ele parou e observou na sombra de uma árvore. Viu os lábios da mulher se contorcer em um sorriso que não era de alegria ou de empolgação era mais um sorriso de tristeza é saudade.

Jhaeson sabia o que ela era, ela pediu alguns minutos, ela parecia se perder no tempo, como se visse algo que apenas ela fosse capaz de enxergar, ele saiu das sombras revelando seu cabelo comprido caindo sobre os olhos, de pés descalços quebrava galhos secos enquanto se aproximava mais dela despreocupado.

Sorriu e escorou em um tronco de árvore mais próxima da criatura que poderia se passar por um mortal, uma garota indefesa vagando na floresta, mas ela não era isso, cruzando os braços ele disse:

― Você tem muita coragem de invadir o espaço protegido de um Lobisomem, está buscando a morte em sua vida imortal?

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Sex 30 Out 2015 - 13:39

Enquanto me apegava àqueles últimos momentos de lembranças, meu caçador finalmente aparecia, e revelando das sombras, mas estranhamente ele não parecia ser tão agressivo, seu jeito estava mais para curiosidade sobre mim do que propriamente raiva. Porem a nossa natureza ainda eram inversas, ora caçador ora caça, dois mundos misturados... Duas criaturas rivais, mas rivais de que? Meus instintos sempre gritavam para nunca me misturar com eles, mas que razões e pensamentos o criador de tudo estava na hora de colocar duas raças tão fortes, uma contra a outra? Talvez sobrevivência? Bom, isto nunca saberia.
 
Quando o mesmo abriu a boca, suas palavras me confundiam me despertavam do passado. Meus olhos vagavam pela floresta até repousarem sobre ele, seu corpo era forte, tal como de todos outros lobos e seus olhos belos, sempre gostei daquela cor, despertava-me curiosidade, olhos de caçador, de lobos com muita experiência a tais qual meu pai sempre me alertou para manter distancia, um sorriso mais alegre despertava em meus lábios.
 
Olhando para traz, em um movimento com a cabeça chamava a atenção para as pequenas ruinas que nos cercavam, mas aparentemente, apenas eu dava importância – Ali está o que resta da minha vida mortal... – Minhas palavras eram tremulas, não tinha porque mentir, logo o resto da matilha dele estaria aqui para ajuda-lo, meus olhos voltavam para a criatura, esperava ver alguma reação, nem que fosse a de me atacar – É uma pena que chegou alguns séculos atrasado, talvez se naquela época vocês já estivessem aqui... Eu estaria do outro lado do tabuleiro – Digo como uma pequena brincadeira, eu sabia melhor do que ninguém, que de um modo ou de outro pagaria o preço por minha curiosidade, fosse lobo ou vampiro, meu caminho era seguir pela imortalidade. Esboçava um sorriso surpreso de quem a muito não tinha com quem falar, ao contrario dos lobos que andavam em bando, os vampiros sempre foram solitários e era difícil achar alguém com consciência para trocar algumas palavras.
 

Eu esperava como um gato acuado, escutando o mais longe que eu podia, mas nenhum outro lobo estava se aproximando, por quê?

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sex 30 Out 2015 - 14:17

Os olhos de Jhaeson a analisava como se tentasse desvendar seus segredos mais íntimos, aguardou a resposta de suas perguntas não tinha pressa de ataca-la, afinal ela era a primeira vampira que ele teve a chance de encontrar sozinho, é os lobisomens tinham o habito de matar primeiro é perguntar depois, ele queria saber mais sobre seu inimigo natural, o que os tornava tão diferentes, após alguns instantes ela falou, disse que aqueles escombros, que estavam praticamente cobertos por vegetação era uma lembrança de seu passo.

Jhaeson entendia isso, deixar o passado para trás podia ser em sua maioria muito cruel é doloroso, a voz da vampira era melodiosa, mesmo em seu ar mais frágil continha poder, era uma energia quase palpável, Jhaeson saiu de sua posição e caminhou em volta dela, enquanto fazia isso viu a vampira se lamentar, dizendo que poderia esta do outro lado, isso apenas mostrou sua peculiaridade, diferente dos vampiros que abateu com seu bando, ela possuía uma aura menos sanguinária.

― Você fala como se não gostasse de sua "vida" quero dizer... Como se não gostasse de sua imortalidade, deve ser interessante viver para sempre.

Jhaeson caminhou próximo ao que restará da casa, esticou sua mão é uma de suas unhas se tornou garra, ele sorriu para á vampira.

― Que tal deixar sua marca aqui, para mostrar que você passou por aqui, as vezes precisamos nos ancorar em algum lugar ou então nos perderemos, mais a alerto se ver outros lobisomens não pense que eles serão tão tranquilos quanto eu, apenas não tenho um bom motivo para mata-la, mesmo que sejamos inimigos naturais.

Se abaixou é arrancou uma pequena flor que brotava ao pé de uma das paredes.

― Faça suas orações ou despedidas é parta, antes que encontre um fim desagradável, os outros ainda não sentiram seu cheiro, mais o vento hoje está cheio de brisas é cedo ou tarde seu cheiro chegará aos narizes deles.

Disse entregando-lhe a flor.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Sex 30 Out 2015 - 14:45

Tal como eu, ele era em suma diferente dos outros lobos, ele não possuía aquele ar assassino, matar, matar e matar, algo que provava que ninguém é igual a ninguém, mesmo sendo de uma raça tão cruel como a minha e a dele.
 
Todos os mortais tinha a mesma pergunta, esta era quase como um disco arranhado “imortalidade”, como se isso fosse algo tão grandioso – Interessante? – eu respirava fundo olhando para uma pedra que em poucos anos sumiria com a vegetação – Realmente, posso viver o quanto eu desejar, caso não entre em lugares como este – Digo com um belo sorriso nos lábios, observando os passos do lobo – Mas viver na solidão? – Pergunto para ele, talvez ele não saiba, pois vive em uma matilha, mas minha realidade era diferente da dele.
 
- Imagine! todos que você conhece agora, morrerem em torno dos 70 anos... Nunca mais poder sentir o sol tocar sua pele – Eu caminhava ficando mais próxima a ele, estendendo a mão – Não sentir frio ou calor? Minha pele é fria, todos notam... Há alguns anos já tentei me aproximar de alguns mortais, mas seus preconceitos são tão grandes que logo desconfiaram que houvesse algo errado... – Eu sentia a brisa do vento tocar minha pele, fazendo meu cabelo dançar no ar – O preço da imortalidade é grande...
 

Ele dizia algo como deixar minha marca, ele sabia bem do que eu falava, ele possuía um passado por de trás das presas? Eu estendia a mão, pegando a flor com delicadeza – Ser um lobo pode ter suas vantagens... E posso sentir vocês se aproximando, esperava que você estivesse acompanhado... Ou na espera do resto da matilha, mas você está mais para um lobo solitário e curioso... – Ele era diferente, podia ser a única vez que eu teria um contanto desse tipo com um rival, queria continuar mais um pouco – Mas não aconselho se aproximar de outros vampiros desta forma... Podemos seus cruéis. 

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sex 30 Out 2015 - 15:04

Os olhos de Jhaeson acompanhavam cada movimento daquela vampira, ao entregar-lhe a flor ouviu suas palavras enquanto a mesma segurava a flor em seus dedos longos e finos, ela disse que ser lobo tinha suas vantagens, ele não discordava dela, Jhaeson se achava vazio muito das vezes em sua vida passada, a dedução que ele estivesse acompanhado não era totalmente errada, mas por escolha optou deixa-los.

Os músculos de seu corpo se retraiam como se quisesse desesperadamente avançar no pescoço dela, talvez este fosse o teste, sabe controlar sua animalidade, dominar a criatura dentro de si mesmo, ela se aproximou, sua voz agora quase como um sussurro mais alto do que o balançar de uma arvore ao vento.

Em instantes seu tom parecia diferente, como um aviso ela o alertou, para não se aproximar de um vampiro de forma tão negligente como a dele, Jhaeson sabia disso, é sobre as palavras que eles poderiam ser cruéis o fez sorri.

―  Não se preocupe comigo, sei me cuidar muito bem sozinho, é sobre os de sua espécie serem cruéis, bem posso dizer que sei muito mais do que gostaria, mas nós também somos...

Seus olhos brilharam ainda mais intensos como se o ouro de seus olhos escorressem, a lua parecia querer muda-lo, assumir a forma de um animal, mais ele não se permitiria a isso.

Se afastou dela olhando para as sombras da floresta mais adiante.

― Preciso partir agora, foi um prazer conhece-la. ― Sorriu para ela.

― A propósito me chamo Jhaeson.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Sex 30 Out 2015 - 15:54

Eu podia escutar o coração dele acelerado, por mais que corresse a floresta inteira, este pequeno tempo de descanso seria mais que o suficiente para se acalmar, mas não era mero esforço físico que o acelerará, minha presença, meu cheiro... Era isso que seu corpo almejava e naquela distancia isso seria como arrancar doce de criança.
 
Eu desviava o olhar para o céu, a lua estava em seu ápice, linda no céu cobrindo toda a floresta com seu manto prateado, me arrancando uma pequena risada, leve como se ligasse os pontos – Você é mais controlado que eu imaginei... – Meus olhos começavam a brilhar em rubro, via o perigo onde estava ele queria se distanciar, mas minha curiosidade gritava em minha mente.
 

- Vai abandonar uma dama em uma floresta perigosa? Não é muito cavalheiro de sua parte, Sr. Jhaeson... – Meu tom era calmo e delicado, quase sedutor; Claro que se o mesmo fosse um mero mortal já estaria sob meus encantos, mas não era meu lado vampírico que falava ali, mas sim aquela bela filha de caçador encantada com o perigo – Se está com medo pode ir... – Digo provocando-o, andando para trás até encostar-se a um tronco de arvore.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sex 30 Out 2015 - 19:40

Mesmo mantendo uma distancia ele sentia os espasmos em seu corpo suas presas cresciam, enquanto suas garras se manifestavam de costas para ela a ouviu elogia-lo se fosse um deboche ou não ele não se importou, se manteve em silencio enquanto comanda seus instintos fazendo suas presas recuarem.

No mesmo instante sentia a energia em volta dela se intensificar, sua voz saiu mais melosa, é sedutora, Jhaeson já havia sido alertado por Albion que os vampiros possuíam o canto das sereias, ou o poder de Afrodite de encantar e seduzir homens, porem o controle dos vampiros era mais que isso.

Respirando fundo ele se virou revelando seu melhor sorriso para ela.

― Se você fosse uma dama, ou uma humana eu poderia acreditar que estaria correndo perigo, mas não é o caso, não ache que somos amigos ou coisa do tipo, estou longe de ser um cavalheiro talvez uma fera, um animal se encaixe melhor em minha definição.

Mesmo assim ela o desafio, dizendo se estava com medo que podia ir embora, Jhaeson era impulsivo é não gostava de ser desafiado, seguiu a passos pesados rumo a vampira, deixou suas presas e garras crescerem, assim que aproximou acertou suas garras na arvore próximo a ela arrancando lascas.

― Não se esqueça do que sou! Acha mesmo que tenho medo de você? Que por alguma razão tem alguma influência sobre mim... Não se engane, não tenho afeição por vampiros, apenas não ajo sem pensar.

A voz de Jhaeson era grave e profunda mais como um rosnado do que uma voz humana.


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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Sab 31 Out 2015 - 0:13

Minha tentativa de conseguir alguma coisa dele foi descartada acompanhada de uma ofensa, mas não perdia a pose, apenas um pouco do interesse. Talvez eu tenha me expressado de forma equivocada, mas foi à coisa mais interessante que aquele animal poderia ter me mostrado.
 
Ele foi impulsivo e violento, mostrou sua natureza, talvez por confiança ou simplesmente por ficar surpresa meu corpo não se moveu um milímetro. As lascas voavam e eu sentia uma brisa suave em meu rosto ocasionado pela movimentação violenta dele, o coração dele estava acelerado e sua pressão sanguínea cada vez mais rápida, seu tom de voz...
 
Por alguns segundos pude sentir a vontade quase incontrolável de atacá-lo, colocar o cão em seu lugar; Os instintos eram incríveis, memórias de uma raça querendo florescer apenas como uma reação adversa; Naquela hora meus olhos já brilhavam tanto quanto o luar e meus caninos estavam afiados o suficiente para rasgar a pele daquele homem na minha frente. Ele tinha a estranha noção que eu teria tentado hipnotizá-lo, ou trazê-lo para meu lado; O que ele se esquecia que consciente daquela forma era mais interessante.
 
 
Tanto ele, quanto eu sabíamos que logo iríamos agir como dois seres irracionais, com demonstrações de poder inúteis, afinal, nenhum dos dois queriam lutar, ou seria outro equivoco meu? Fitando-lhe os olhos – Não sente afeição por mim, mas também não me atacou... Em outras palavras não sente nada... – digo desviando o olhar antes que eu o atacasse, se isso acontecesse tempos atrás, este local já teria virado um campo de batalha, mas eu estava aprendendo a me controlar, aqueles impulsos não iria me dizer o que fazer, muito menos um titulo taxado a mim  quando aquele miserável me envenenou   – E não seja tolo... Eu não o vejo como um animal... Se apenas consegue ver este meu lado... – E em um piscar de olhos eu aparecia atrás dele, tinha essa vantagem, minha velocidade era boa, de costas para o mesmo – Mas se me despreza tanto... Fica aqui um adeus – Meu andar era silencioso, apenas podia sentir o cheiro adocicado do meu perfume que o vento teimava em levar - E apenas para deixar claro... Sou apenas uma criança comparada a outros vampiros, o dia que eu ter ou tentar ter alguma influencia sobre você... Você usará uma coleira no lugar de um colar... – Eu falava olhando-o de canto com uma pequena pausa, com essa brincadeira ele certamente tentaria me atacar.
 
 Aquele local me trazia minha tola e inocente mortalidade, talvez seja aquela nostalgia que eu havia citado a pouco que me deixava com esse tom de infantilidade, de pensar ter uma conversa agradável com um lobo.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Sab 31 Out 2015 - 19:21

O movimento de Jhaeson não foi o suficiente para assustar muito menos surpreender a vampira, recuando seu braço, reconheceu suas garras mantendo os seus olhos ainda dourados. As palavras seguintes dela foram diretas, se ele não sentia nenhuma afeição por ela e nem a  atacara  tudo que sentia era o “nada” o vazio de não sentir absolutamente nada.

Aquilo não era inteiramente mentira, tudo que o moveu foi sua curiosidade, ela desviou o olhar enquanto ele abaixava o braço, ela disse não vê-lo como animal mais ele sabia que todos os vampiros tinha estava visão dos lobos, mais o que eles eram de verdade era a magia real da natureza, antes que ela completasse sua fala se moveu em um piscar de olhos, aparecendo atrás dele, mesmo com sua velocidade Jhaeson não a perdia de vista, mais não se virou, quase como um sussurro em seu ouvido ela deixou o seu adeus.

Enquanto se afastava silenciosamente, Jhaeson se virou para ela agora em sua forma totalmente humana, mesmo assim conseguiu sentir aquele cheiro doce que irritava suas narinas, ela parou se de lado e disse que era apenas uma criança se comparada aos demais vampiros, o mesmo poderia ser dito de Jhaeson se comparado aos demais lobos era um filhote.

As palavras que soaram mais como um desafio, que ele usaria uma coleira no lugar de um colar, talvez ela falava da corrente militar que ele usava em seu pescoço, seu olhar era de deboche e desafio.

Ele sorriu para ela, se manteve em silencio, quando ia falar ouviu um uivo o alertar se virou sem dizer mais nada e apenas desapareceu nas sombras da floresta.

― Espero que cruzemos nosso caminho novamente, irei mostrar para você que esta cachorro, não será domesticado. ― Sorriu para a noite enquanto corria.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Sab 31 Out 2015 - 21:50




Quando finalmente as provocações começavam a tomar jeito, um Uivo me fazia arrepiar, como apenas um chamar podia me dar àquela sensação? Minha mente gritava para correr, sumir dali, haviam me percebido?
 
Aquele era um adeus um tanto estranho; Poucos minutos atrás, estávamos nos segurando para não nos matarmos, por fim trocávamos provocações e sorrisos sínicos; Ditos duas criaturas das sombras, fardados ao mesmo destino, a mesma guerra; O destino podia ser cruel, nos colocando em uma estrada já demarcada, manchada de sangue e terror, mas... Aquela guerra não era minha.
 
Ele achava graça da minha provocação, seria mesmo eu capaz de domesticar aquele cão? Um sorriso sínico se desenhava em meus lábios vermelhos; Eu podia ver que o mesmo também se divertia, nos últimos segundos antes de tomarmos nosso rumo. Ele ia rumo às sombras onde se escondia um lobo alfa, algo que, definitivamente eu não queria encontrar e eu? Bom, seguia como o vento, sem um destino certo, longe das lembranças da minha antiga vida.
 
Aquele lobo me deixara tão inquieta, nervosa, excitada? Não sabia, não conseguia, não queria definir aquilo, apenas sabia que há muito tempo não me sentia tão viva... O perigo era meu pior vicio. Logo que chegava a cidade, caminhava solitária por entre as ruas fria, podia apenas escutar o estalar das minhas botas ao caminhar, meu olhar, meus instintos não voltavam ao normal. A cada esquina procurava uma vitima: Uma velha, um drogado, um bêbado, uma prostituta... Nenhum que agradasse meu refinado paladar, apenas em um beco escuro encontrava o pior dos humanos. Um homem e uma garota, o cheiro de medo era tão embriagante quanto uma garrafa de rum, entre os soluços podia escutar os pedidos por clemência dela, ali estava a minha vitima; minha primeira peça naquele xadrez para brincar com aquele maldito lobo.
 
Aquela humana veria o inferno com seus próprios olhos, com as roupas já rasgadas ela podia ver meus olhos próximos aos dela, aquele lugar estava escuro o suficiente para que ela só sentisse um liquido tocar seu corpo jovem, ela estava hipnotizada, mas apenas para se manter paralisada, não demorou muito para o homem cair aos nossos pés sem vida, sem mais sangrar, ela via o brilho do luar em minhas presas e meus lábios escarlates sujos com o mesmo liquido que escorrerá para seu corpo – Os anjos atenderam seus pedidos, cara tola... Servirá a seu mestre pelo resto da sua curta e miserável vida... Ou desejas se juntar a seu Affair? – Os melhores servos eram aqueles que estavam batendo na porta do inferno, se apegavam as suas vidas patéticas como se a morte pudesse ser o pior dos castigos; Os humanos são dignos de pena!
 
Ela me seguia como um cachorrinho abanando o rabo, ela não passava dos onze anos, uma criança que provavelmente fora vendida por seus pais por algumas moedas, uma mercadoria de má fabricação, descartada com um preço barato, como alguém coloca preço em sua prole?  Se não fosse por mim, não viveria para ver o sol nascer.
 
Como meu novo brinquedinho, eu a treinava para ser uma dama, se portar como uma princesa diante dos vermes da sociedade, porem meu tempo era curto, precisava dela ainda com esse ar inocente, pequena, frágil... Uma criança, um filhote por assim dizer, em seu corpo a única marca seria nas costas a de uma flor, a mesma flor que me fora dada por um lobo e a letra S.
 
Como a imortalidade era estranha, uma brincadeira que para os mortais deveria durar alguns meses; Eu podia gastar o tempo que fosse apenas por diversão, podia roubar uma vida da morte e dar-lhe a liberdade que precisava. Exatamente dois anos daquela noite, enviava um presente aquela floresta, a jovem iria ser meu mensageiro, vestida de branco com um perfume adocicado, seus cabelos dourados amarrados mostrando sua marca nas costas, coisa na qual ela se orgulhava. Seu vestido cheio de babados estava manchado com meu sangue, aquilo chamaria a atenção da matilha que vivia naquela floresta mas como era humana esperava que não a matassem, por mais que fosse descartável, ela ainda era minha. Em suas mãos meu presente ao lobo, na direita segurava uma corrente de prata, que brilhava com a luz do sol do meio dia, era bela como uma joia longa o suficiente para passar folgadamente enfrente ao corpo da jovem até prender a uma coleira grossa preta de couro, era bem rústica com uma placa também de prata como a identificação do animal:
 
Mestre: S.
Nome: J.
Ele entenderia o recado, ela deveria entregar a qualquer lobo que encontrasse e voltar para mim, acompanhada ou não.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Dom 1 Nov 2015 - 12:17

Enquanto corria pela noite, imaginou se aquela vampira sobreviveria, aquele uivo era o chamado do alfa, eles teriam percebido a presença dela, Jhaeson não se importou apenas continuou correndo. Ao chegar encontrou Albion a sua espera, os outros lobos não estava com ele.

― Onde estava? ― Perguntou ele.

― Desculpe precisei resolver algumas coisas é queria ficar um pouco sozinho. ― Jhaeson não iria dizer que encontrou uma vampira, é que a deixou viver.

― Foi apenas isso mesmo? ― A pergunta era como se ele soubesse que ele escondia algo.

― Sim apenas isso, alguma novidade por aqui? ― Falei controlando minha respiração para manter os meus batimentos regulares.

― Infelizmente sim... Soubemos que algumas cidades próximas estão sofrendo estranhos ataques, em algumas cidades estão dizendo se tratar de algum animal, em outras seriais Killers, mas nós sabemos exatamente o que é. ― Disse ele em tom sério.

― Vampiros. ― Foi tudo que disse...

Após esta noite Jhaeson é Albion reuniu um grupo de lobisomens para fazer viagens para as cidades próximas, afim de dar cabo de qualquer vampiro que estivesse acabando com as vidas de inocentes, esta jornada levou dois anos, longe de sua cidade, assim como daquele lugar que encontrará a vampira.

Jhaeson não cruzou mais com ela é se perguntava se ela havia se transformado em pó, mas alguma coisa em seu instinto lhe dizia que não havia acontecido isso.

Assim que voltou para casa, soube de estranhos casos isolados na pequena cidade que fazia divisa como território dos lobos, enquanto fazia uma pequena excursão com seus companheiros, sentiu o cheiro daquela vampira, mas não fora o único o alfa sentirá também, e levou o bando até o mesmo lugar onde Jhaeson a havia encontrado.

Diante dos escombros, havia uma mulher ou melhor uma jovem, com um vestido branco, encharcado de sangue, se não fosse pelo seus batimentos poderíamos tê-la confundido com um vampiro, ela parecia estar em transe, pois não parecia nenhum um pouco de assustada, Albion deu uma ordem e todos pararam, ele voltou a forma humana é se aproximou dela, meus olhos seguiam cada detalhe e movimento dela, alguma coisa estava errada.

Jhaeson notou na mão da garota uma corrente de prata, que brilhava mesmo com a pouca do sol que atravessava as copas das arvores, seguindo a corrente até sua extremidade viu que a mesma terminava em seu pescoço onde havia uma coleira, de couro preto, havia uma pequena placa de prata.

Albion olhou bem para a jovem que sequer se moveu, Jhaeson deu um passo adiante, mais o olhar de Albion o fez recuar, o alfa tocou o colar, é sua mão queimou.

― É prata. ― Disse ele circulando a jovem. ― No colar estava escrito, Mestre S, nome J. O que isso significa?

Os olhos de Jhaeson se arregalaram em surpresa, mesmo que não houvesse um nome especifico, Jhaeson se lembrou da conversa que teve com a vampira, ela o estava desafiando, mas a perguntava que permanecia é, ele devia partilhar isso com o bando ou cuidar da situação sozinha...

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Dom 1 Nov 2015 - 19:41

Com o olhar de uma criança que via o mundo...

Naquela noite no beco, eu vi minha vida acabar, aquele homem que me arrancará de casa e me levou para lá era meu assassino, um antigo conhecido da família, alguém que eu cumprimentava quase toda semana. O cheio de álcool que exalava dele era insuportável arrancava minha roupa e beijava meu corpo, almejando algo que eu desconhecia, mas algo me dizia que após conseguir o que queria ele iria me mata, então que Sophia apareceu.
 
Só via seus olhos, estava paralisada e finalmente o homem caia no chão, morto ou não eu não me importava, eu estava a salvo! E ela fazia uma pergunta, com aquela resposta eu tive os melhores anos da minha vida, não passei mais fome, ela me ensinava tudo que eu precisava saber: Ler, escrever, como me portar... Mas no fundo eu sabia que ela de anjo não possuía nada, era um demônio que ceifava vidas todos as noites, porem se deus me deu as costas, porque sub julgá-la? Todas as noites antes de eu ir dormir, ela me lembrava que em troca da minha vida, eu teria que servi-la até que finalmente meu corpo não aguentasse mais, não me importava, ela foi a única a quem me olhou nos olhos até hoje.
 
Finalmente chegou o dia da minha primeira missão, por um mês eu os estudei, por um mês soube com o que teria que ficar frente a frente. Viajamos para longe perto das florestas, um lugar lindo e naquela madrugada ela me deixaria em uma hospedaria, mostrou-me em detalhes como chegar ao lugar desejado e o que fazer, no meio da madrugada ela me vestiu com um lindo vestido branco, passou algum tempo penteando e prendendo meu cabelo, cortou suas próprias mãos e me abraçou por trás, manchando o vestido na frente de vermelho, logo em seguia repetia o corte e me abraçava pela frente, acariciava meu rosto e beijava-me a testa, era suave como uma rajada de vento, ela é simplesmente linda, dócil e amável... Como ver um demônio ali?
 
Eu seguia para a floresta, os dias eram mais quentes que as noites naquela região e Sophia me alertou que eu não deveria ficar na floresta quando o sol baixasse. Ela não estava mais na cidade, havia se retirado na mesma noite que chegou, então quase chegando ao meio dia, onde o sol estivesse centralizado no céu, eu entrava na floresta, não era longe o local, mas meu coração estava acelerado, quando finalmente via as ruínas do local marcado por ela eu parava, contava até 10, então eles apareciam.
 
Como ela havia me dito, estariam em bando, naquele momento meu corpo parou, estava travada, olhando para frente, meu coração parecia que sairia pela boca, estava com muito medo; Sophia venha me salvar mais uma vez!
 
Os olhares eram cruéis,  quando finalmente um dos lobisomens voltava a forma humana, se aproximando mais de mim, sua mão chegou perto do meu rosto, lendo a plaquinha na coleira; Meu corpo tremia, eu tentava manter a calma... Mas era impossível, ele estava perto o suficiente para eu sentir o cheiro dele, não queria estar ali, quando ele finalmente falava, sua voz me dava calafrios, agora entendia porque Sophia não podia vir aqui, aqueles sim eram demônios! Logo um deles arregalava os olhos, eles iriam me matar!
 

Finalmente meu corpo resolvia se mexer, meus pulmões inflavam de ar e eu gritava, minha voz era de medo, terror! Abaixava-me colocando as mãos em meus ouvidos e fechava os olhos já úmidos pelas lagrimas que corriam – V-v-ocê só precisa entregar... e.. E vo-voltar! – eu repetia isso até finalmente me acalmar, eles não me matariam foi o que ela disse...  Praticamente arrancando a coleira do meu pescoço entregando ao homem, demônio, seja lá o que fosse que estava me analisando, ok... Eu não entreguei, eu praticamente joguei nele, levei até seu corpo, a coleira e a corrente, e soltei me virando e correndo, estava apavorada chorava como um bebê, tola como uma criança corria pouco mais de dez metros e me escondia atrás de uma arvore, não tinha preparo para correr mais que aquilo, minhas pernas tremiam e eu não parava de soluçar tentando engolir o choro. Sophia, eu consegui! 

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Dom 1 Nov 2015 - 20:23

Jhaeson permaneceu em silencio, a pergunta do alfa, a garota que parecia está em silencio começou a gritar enquanto se encolhia no chão cobrindo os ouvidos enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas, ela falava coisas sem nexo algum.

Enquanto gaguejava as palavras saiam entrecortadas, assim que terminou se acalmou como se tentasse se recompor, ainda fungava o nariz, em um movimento rápido ela tirara a coleira ela jogou sobre Albion que por instinto segurou, a corrente de prata caiu diretamente em sua mão, deixou a coleira cair, deixando a mostra as marcas perfeitas dos anéis de cada elo da corrente, mas o mesmo durou apenas instantes quando se fecharam como mágica.

Neste segundo de distração a garota correra, Albion nem precisou falar nada, um movimento de cabeça era a ordem que precisavam dois do bando foram atrás dela, enquanto ficava ali apenas Jhaeson, Albion e mais um outro lobisomem.

Com a coleira no chão Albion olhou para Jhaeson, nada disse, poucos minutos depois os outros dois voltaram com a garota.

― Menina quem foi que a enviou aqui? Porque usava esta coleira é porque o se vestido tem sangue de vampiro?

Perguntou Albion olhando fixamente para a garota.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Dom 1 Nov 2015 - 20:44

Era obvio que eu não conseguiria fugir daquele bando de cachorro, mal parava para respirar e já tinha um do meu lado, me fazendo gritar novamente, meu grito era agudo e ecoava pela floresta, fazendo alguns pássaros voarem nas copas das arvores.
 
Eu me debatia quando o mesmo me agarrou, me fazendo gritar mais ainda. Em um piscar de olhar estava de volta na frente daquele homem estranho – Me solta!! Me solta seu cachorro inútil! – gritava enquanto tentava chutar qualquer coisa que minhas pernas alcançavam. Quando o mesmo me colocava no chão eu tentava correr, inutilmente, pois era segurada novamente.
 

O olhar daquele homem me dava arrepios em todo o corpo, ele então me fazia três perguntas com a mesma resposta, Sophia, mas não podia entregar assim de bandeja para um lobo – Não falo com assassinos! – Dizia mostrando a língua para ele, em um ato totalmente infantil e novamente tentava chutar o lobo que me segurava; Como sabia que ele era um assassino? Intuito de criança, quem tinha aquele olhar não era alguém bom – S-só porque parece um homem acha que vou simpatizar com você? – Digo parecendo alguém muito irritada, mas no fim não passava de birras de uma criança com medo – V-Você é mau e deixa teus cachorros me assustando! – Na metade da frase minha voz voltava a ser de choro, minha brava coragem       acabava quando olhava diretamente para o homem, enchendo os olhos de lagrimas e voltando a chorar alto.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Dom 1 Nov 2015 - 21:42

Albion aguardou a resposta enquanto a menina se debatia, ela pediu para ser solta, pelas palavras ela sabia o que eles eram, mesmo com seus esforços eram inúteis, ela não conseguiria fugir por mais que tentasse.

As palavras seguintes dela trouxeram uma sensação ruim ao Albion, quando fora chamado de assassino, aquilo não era mentira, em suas mãos havia sangue de inocentes mais não se abalou por estas palavras, mas se surpreendeu quando ela lhe mostrou a língua, ele não pode conter um sorriso que se transformou em uma gargalhada.

O sorriso pareceu deixar ela mais inquieta ao dizendo que não simpatizar por ser homem, o sorriso desapareceu da face de Albion, a menina parecia ter uma lista de insultos a eles, chamando eles de cachorros, Albion se aproximou.

― Garota... você sequer sabe o que dizes, nos chame mais uma vez de cachorro é irei mostrar o que é um cachorro de verdade, se acha que somos os vilões você está realmente confusa, somos os que protegemos as pessoas mais isso não importa.

Albion se endireitou-se afastou alguns passos enquanto falava.

― Meus garotos aqui so seguem minhas ordens, se está assustada é por sua vontade, porque não conta o que estava fazendo aqui com esta coleira, é o que estas letras querem dizer, se não me contar as coisas podem ficar bem complicadas, mesmo sendo uma criança ainda, minha paciência nunca foi muito grande.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Dom 1 Nov 2015 - 22:15

As gargalhadas haviam me pego de surpresa, com o aproximar dele eu recuava, colando no lobo que estava atrás de mim, por uma estranha razão aquele homem me dava mais medo que os demais. Eu queria ir para casa, era só entregar e voltar, porque ele me segurava?
 
Engolindo o choro mais uma vez, eu tinha que ser forte – Vocês protegem as pessoas? Onde você estava quando estava prestes a ser morta? – eu respondia logo após as palavras dele, para mim eles não passavam de demônios, cães do inferno... Mas Sophia me disse para não tratá-los de tal forma, eles não eram animais daquele modo que eu me referia.
 

Eu engolia a seco a ameaça dele, parando de me debater e ficando em silencio por alguns segundos – Eu não sei o que significam essas letras... Apenas me foi dito para entregar para o primeiro lobo que visse e voltar... – Dizia olhando para o chão por mais que falasse sem pensar, apenas de olhar para eles sentia medo, era como um conto de fadas onde o vilão estava me cercando – Peça para eles voltarem ao normal – Sussurrava, estranhamente eu lembrava as palavras dela, que eles não iriam me matar, eu confiava nela, mas desconfiava que ela estivesse enganada desta vez – Sou apenas uma criança que é usada como um mensageiro em uma brincadeira de vocês...

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Seg 2 Nov 2015 - 10:48

Albion esperou as respostas da garota, ele a viu se aproximar ainda mais do lobo que a segurava, parou de chorar e fungando disse que se eles eram aqueles que protegiam as pessoas, onde eles estavam quando ela estava para ser morta, não havia resposta para aquela pergunta, pois infelizmente eles não conseguiam proteger a todos,mas aquilo pelo menos revelou que a garota passou por algum trauma, mesmo que pequeno já era uma informação.

em seguida ela falou ser uma mensageira, que havia recebido aquilo para entregar que não sabia o que as iniciais significavam, mas para saber que deveria entregar para um lobo, provavelmente poderia ser apenas um vampiro, os olhos da garota estavam fixos no chão enquanto falava, em seguida pediu para que os outros voltassem a sua forma humana, mesmo que estivessem apenas de forma parcial.

― Podem voltar... ― Disse Albion, em seguida os olhos, orelhas, presas e garras voltaram ao normal.

― Me diga quem foi que entregou isso para você, quando foi lhe entregue e como era esta pessoa, qualquer resposta será til, afinal se não sabes quem fez isso como você pode voltar é se isso acontecer posso garantir que não será nada gentil.

Falou para a Garota, os olhos de Jhaeson observavam tudo, mesmo sem saber o nome daquela vampira, o cheiro tanto do perfume como do sangue, se isso não fosse o suficiente a coleira era prova mais que revogável que ela esta envolvida naquilo tudo, mais porque envolver aquela criança, ela estava brincando com fogo, se Albion soubesse dela, ela estaria realmente morta.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Seg 2 Nov 2015 - 14:12

Pelo menos eles voltavam ao normal, assim alguns músculos do meu corpo se soltavam, estava mais confortável, por assim dizer. Ele falava como se Sophia estivesse me machucando, como se ela tivesse me assustado, então eu olhava para a coleira atirada no chão.
 
- Quem fez o que? – Perguntava caminhando em direção a coleira – Quem quase me matou há dois anos? – Eu o olhava, lembrando daquele dia como se fosse ontem – Um amigo do meu pai, que pagou algumas moedas pela minha vida... – Meu olhar não possuía remorso, simplesmente era vazia quando citava minha antiga família, as pessoas que impuseram um preço para sua prole - Mas não precisa se preocupar, ele está morto... Seu óbito foi assinado no momento que aquela pessoa entrou naquele beco... – novamente eu fitava a coleira, a plaquinha com a inicial de Sophia – A partir daquele dia, nunca mais passei por nada de ruim, cuidou de mim como se fosse seu filhote... Sempre diz que nunca me daria à eternidade, pois é um fardo que não poderia ser dado a alguém querido.
 

Eu passava por ele pegando a coleira no chão, abrindo alguns botões do meu vestido na frente para baixar a manga e mostrar minhas costas, uma flor do campo e a mesma inicial – Eles não a mataram, não são bestas assassinas, aquele olhar dourado não poderia machucar uma doce criança Então me deu um beijo na testa... E sumiu, há essas horas já deve estar longe o suficiente para que não a busquem... – Eu olhava para ele, no fundo eu sabia que não sairia viva, mas Sophia me dizia que a melhor saída sempre foi falar a verdade, mesmo para um falso anjo, era o que eu seguiria – Eu sei quem é, mas não me deixou endereço para voltar, apenas o suficiente para eu viver por alguns anos e me virar... Porem não sei de quem seria a plaqueta... Isso se realmente existe esse alguém, ou será apenas um presente para o tumulo que mandou eu visitar? – Eu apontava para as ruínas, o que seria aquele lugar? – Quem sabe um aviso? Vocês podem ter matado alguém querido a ela, possuo minha marca... De quem seria esta? – Minha imaginação viajava, afinal, eu vim todo o trajeto pensando sobre isso, apenas colocava-os em palavras. Eu segurava a coleira, esticando a mão novamente entregando a ele, não chorava mais, pois agora estava envolta de “humanos” como eu, tola ilusão – Agora o que fará comigo? 

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Lucian Daiki em Seg 2 Nov 2015 - 14:27

A paciência de Albion estava se acabando com aquela jovem, a garota parecia confusa demais, com um aceno os outros a soltaram ela caminhou  ate a coleira, ela a segurou e falou um pouco de sua historia, nestas poucas palavras Albion entendeu que se tratava de um vampiro, que a estava manipulando, fazendo isso da forma mais cruel, a iludindo para que acreditasse em tudo, mas de forma mais cruel porque ela não estava a hipnotizando mais a prendendo em teias de mentiras.

Albion pensou nas palavras da garota, uma de suas sobrancelhas se ergueram quando ela lhe ofereceu a coleira, ele pegou na parte de couro.

― Você criança esta livre para ir, mas lhe dou um aviso, não conte o que viu ou acha que viu a alguém, ou poderão achar que esta louca.

Dizendo isso a deixou partir, enquanto seguia com os outros caminhando lentamente, em tom baixo falou a Jhaeson.

―Fique de olho nela, siga se for preciso, sinto que ela esta escondendo algo, se estiver certo quem quer que a esteja usando vai a parecer de novo.

― Sim senhor...

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Seg 2 Nov 2015 - 14:53

É claro que eu estava mentindo sobre a parte que não sabia onde ela estava, mas Sophia sabia que eles também não iriam cair; Novamente livre aquilo era como um alivio em meu coração, como se um fardo saísse dos meus ombros e podia respirar fundo.
 
Eu corria para fora da floresta, com varias pausas – Eu juro que vou aprender a correr mais rápido! – Reclamava da forma que eu era péssima em fugir. Possuía algumas horas para sair da floresta, voltar a hospedaria.  Na beira da estrada, havia um homem me esperando, ele possuía um olhar estranho, como se não possuísse sentimentos, era de dar arrepios, lá eu podia tirar aquela roupa suja de sangue, colocando outras mais quentes e queimava o vestido como haviam me ordenado. Seguia para a hospedaria e de lá pegava o trem para o outro lado do país.
 
Será que estava sendo seguida como planejado? Bom, eu não parava de pensar se ela tinha realmente certeza que eu não seria morta, será que ela não brincava com a minha vida? Ela realmente tinha esse direito? Eu tenho medo dos humanos, eles são criaturas cruéis e imparciais. Sophia me salvou e cuidou de mim, aqueles lobos por mais que eu os insultassem se quer me arranharam... Será que os demônios não são os humanos?
 

Em pensamentos eu acabava adormecendo, acordando na minha cidade natal, onde Soph se escondia, a lua já estava iluminando as ruas escuras, entrava em um restaurante na rua principal, iluminado a luz de velas, bem rústico mostrando toda a beleza e sedução que a noite podia trazer, Sophia estava na mesa de costuma, no segundo andar .

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Seg 2 Nov 2015 - 22:09

Assim que ficaram longe da vista da garota, Jhaeson se separou dos outros é começou a segui-la, ela corria pela floresta pausando de tempos em tempos tentando adquirir um pouco mais de ar, entre ofegos ao longe Jhaeson podia ouvir ela reclamar de sua coordenação.

Ele viu ela encontrar com um homem, rapidamente ela adentrou na hospedaria assim que chegou, Jhaeson se manteve do lado de fora, algo lhe dizia que pela pressa dela ela estaria se preparando para fugir, olhando de um dos prédios ele viu o quarto dela, em uma lixeira de metal, viu a garota atirar o vestido branco e colocar fogo no mesmo, ela abriu a janela para que a fumaça saísse.

Alguns minutos depois ela saiu entrou no carro com o mesmo homem que a havia levado a hospedaria, Jhaeson os seguia enquanto saltava os prédios, para que as pessoas nos o vissem, após se afastarem da cidade, ele se colocou a correr pela floresta, da lateral da estrada, neste tempo todo o sol começava a se perder no horizonte, ampliando sua audição viu a garota pegar um bilhete, em uma cabine e se colocar dentro de um trem que soltava fumava, que estava para sair da plataforma.

Ao entrar no trem se acomodou, Jhaeson correu junto ao trem, até que não podia ser visto, saltou para a parte traseira do trem, o sol sumia no horizonte enquanto o céu se manchava de várias tonalidades de laranja e amarelo, entrou na cabine e viu a garota ela estava dormindo, ele se manteve distante mais sem perdê-la de vista.

Assim que o trem parou fazendo um barulho forte a fazendo balançar a acordando, ela acordou desnorteada, a luz da lua já estava no céu, não era dia de lua cheia mas a lua já fazia as ruas ganharem uma fraca iluminação, ao sair do trem, a garota pegou um táxi, com a noite o poder de Jhaeson era maior, seguir um carro e se misturar nas sombras era fácil, ele viu quando ela desceu próximo à rua principal, o movimento era fraco, a garota entrou em um restaurante, parcialmente sofisticado, com várias pedestais com luz de vela, Jhaeson assim que se aproximou sentiu o mesmo perfume.

― Então realmente era ela... .

Falou Jhaeson seguindo os passos da garota, quando subiu o segundo andar, assim que ela se sentou na mesma mesa que a vampira estava, em sua mão parecia está segurando uma taça, sem perder tempo, se aproximou dela, tudo que usava era uma calça jeans, camiseta preta, e botas.

― Então realmente era você, tem muita coragem de envolver uma criança em seus jogos sujos... ― Falou Jhaeson ao se sentar do lado da garota olhando para a vampira.

― Sabia que poderia arrancar seu coração aqui mesmo sabia disso! Realmente deixar você partir aquela noite foi um erro mais não cometerei este erro novamente. .

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Ter 3 Nov 2015 - 0:45

A noite chegava e junto com ela o cheiro da minha pequena criança e do meu antigo conhecido. Tudo saiu como planejado, estava aflita, afinal, eles não a matarem era uma aposta, mas se o fizessem iria dar o troco.  
 
Sentia a presença dos dois um pouco antes de chegarem a cidade, me fazendo sorrir, pedindo um vinho sentada a mesa, eu olhava pela janela do segundo andar a lua no céu, bem diferente do ano anterior, com certeza ele iria chegar reclamando, ou ele era do tipo quieto? Como será que foi com a alcateia? Não devia ter chamado tanta a atenção, mas se mandasse outro tipo de pessoa eles a matariam sem nem pergunta o nome.
 
Eu observava o táxi chegar no restaurante, a jovem subia as escadas as presas, conhecia o local e o lugar onde eu sempre sentava, ela corria e se sentava ao meu lado, olhando estranho para a mesa, três lugares montados.  Ela me olhava com cara de interrogação e depois sorria – Segui tudo como mandou e consegui entregar Senhorita Sophia! – Ela estava animada, eu tocava seu rosto acariciando-o; Sim, deu mais certo que eu imaginava pena que ela não notou que o lobo a seguira.
 
Finalmente o lobo aparecia, estava nervoso, chegou como uma tempestade puxando a cadeira na minha frente e se sentando, a mesa era pequena, deixando-o frente a frente a mim – M-mas... Como?! – Dizia a pequena olhando para ele assustada, seus olhos arregalavam com facilidade, inclinando o corpo para o meu lado.
 
Eu estava com um vestido preto simples de alcinha, com uma gargantilha, cabelo solto apenas olhando para o lobo com um sorriso curioso, provocativo, tomando um gole do vinho enquanto ele falava irritado, me arrancando risadas – Calma Ária... Eu não disse que ele era diferente? Ele não vai machucá-la ... Eu disse para não ter medo deles...  – dizia com um sorriso, minha voz era doce e carinhosa, realmente tinha afeição pela criança, meu olhar fixo no lobo, ele não iria fazer nada imprudente dentro de um restaurante, logo o garçom servia a taça que estaria na frente do lobo com vinho e de suco para a criança e se retirava, mera formalidade.
 
- Se me matasse aquela noite, Ária estaria morta...Então tecnicamente ele tem parcela na sua salvação Aria – Digo com um tom calmo olhando para ele – E sobre ela ser criança... Se eu mandasse um adulto vocês o matariam, não estou certa? – O pensamento era simples, apenas escolhi a pessoa com menos chance de morrer, eu não era tão cruel como era tachada, mas era muito divertido brincar com o lobo, que mal se lembrava de mim, diga-se de passagem – Ele sabe! Eu contei pra eles como você me salvou! – Dizia Ariel disputando atenção com o lobo, me fazendo puxá-la e beijar-lhe o rosto – Porque não vai para casa e descanse? Você passou por poucas e boas hoje... Caso eu não apareça hoje, você sabe para onde deve ir, não é mesmo? – Ela me olhava um pouco triste, mas me obedecia resmungando um pouco, olhando para o lobo cortejando-o – Boa noite, Sr. J...  – Dizia ela correndo para as escadas, eu acompanhava com os olhos até pegar um taxi - Você podia ter deixado-a ir antes de me ameaçar, não é mesmo? – Olhava para ele com desaprovação, mesmo feito o que fiz, literalmente o entreguei na frente da matilha! - Você está se transformando em alguém irracional como descreveu aquela noite na floresta... Vai acabar com o encanto tão rápido assim? – Eu dizia voltando o olhar para a taça – E eu que pensei em me despedir antes de partir.
 
- Não espero que seja amigável comigo, até porque não serei apenas mantenha a calma para não chamar a atenção – Dizia com uma calma no olhar e na voz, diferente daquela na floresta - Vivo nesta cidade ha quatro anos... Quando cheguei aqui, era um inferno... Eles finalmente se acalmaram, um pouco, neste bairro – Eu falava para quebrar o silencio, por mais que aquela cidade fosse barulhenta, ele podia notar que aquelas quadras eram um pouco mais calmas, mas ainda sentia o olhar de alguns humanos sobre ele, eram maliciosos, gananciosos, não o temiam, criaturas tolas que provavelmente seriam facilmente mortas se chegassem perto da dupla; Eu acreditava que os vampiros e lobos podiam ser cruéis, até conviver de perto com a natureza humana.


- Mas me conte... Porque resolveu seguir Ária? Não vá me dizer que o Alfa não gostou da brincadeira?  - meu tom era sarcástico, provocando-o, aquele lobo era mais domesticado do que imaginava; Este era o lado bom de ser vampiro, após ser liberta pelo criador, não seguíamos ordens de ninguém, mas ainda não tive o prazer de receber tal graça de Leonard, ele simplesmente sumiu – Suas ordens são para me matar e voltar à floresta? 

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Ter 3 Nov 2015 - 21:27

O olhar de Jhaeson não era nem um pouco amigável, ele parecia se segurar para não ataca-la naquele restaurante mesmo, viu a garota ficar surpresa ao vê-lo mais nem se importou com isso, nem mesmo a beleza que parecia emanar da vampira conseguiu diminuir sua fúria.

Enquanto a encarava esperando uma resposta, ela apenas se direcionou a garota dando nome a ele, para se acalmar que ele não a atacaria era verdade mais isso até o ponto que ela não se tornasse uma ameaça, enquanto a mesma segurava sua taça de vinho, um garçom serviu Jhaeson e a garota com um copo de suco.

A vampira tentou se defender, não que quisesse de fato expor seus pontos, mas apenas como mera formalidade, dizendo que a vida da garota foi salva graças a ele não tê-la matado, é que se não fosse uma criança na floresta  eles poderiam tê-la matado.

― Não se engane, não somos animais, não matamos sem motivos, e nossa maior presa são os vampiros é não humanos.

Falou Jhaeson respondendo a pergunta da vampira, a garota se interpôs na conversa mais sua voz sequer foi registrada como importante na mente de Jhaeson, apesar de estar ciente de tudo, do homem que o olhava, as mesas ocupadas que cochichavam mais nada era importante para ele, a vampira pediu que a garota se retirasse uma ação sabia dela, a garota se levantou  fez uma breve mensura a Jhaeson dando boa noite com a Letra J, saindo correndo escada a baixo.

O tom de voz parecia de ofensa perguntando se não podia ameaçá-la depois que a garota fosse embora.

― Você realmente é uma figura, você arrisca a vida dela é tem medo de que ela saiba o que você é de verdade? Um ser que se acha no direito de pegar o que quer é quando quer?

Os olhos de Jhaeson já estava brilhando amarelos, quando sentiu as garras começarem ameaçar a crescer, a vampira pareceu notar e fez um comentário, ele fechou os olhos é respirou fundo, ao abrir os olhos ele estava normais, ela pediu para não chamar atenção.

― Não sei porque me pedi isso, provavelmente hipnotizou todos neste lugar.

Disse pegando a taça e cheirando o vinho, ele não parecia ter nenhuma substancia  irregular, sacudindo a mesma deu um gole na bebida.

― Minhas ordem eram para ver quem estava controlando a garota, eu tinha suspeita que seria você, por sorte ou azar o alfa me mandou ao invés de outro, estou decidindo o que farei ainda, por isso sugiro não me testar, me diga porque aprontou tudo isso?

Falava Jhaeson olhando para ela intensamente.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Ter 3 Nov 2015 - 22:17

- Não entendo essa rixa que vocês carregam por tanto tempo... Como se eu tivesse escolha de ser quem eu sou – resmungo cruzando as pernas; Era de fato injusto, o mesmo seria tachar uma vitima por se proteger em auto defesa, como assassino. Falava que não eram animais, mas também não eram muito racionais.
 
 Jhaeson estava mesmo virando um lobo qualquer, sua raiva sem motivo contra a minha pessoa, acreditava que eu iria mesmo perder tempo hipnotizando todos a minha volta; Era mais divertido observar a peça do que dirigi-la.
 
- Ela sabe... Ela sabe muito bem da minha natureza e da sua... A única influencia minha com ela, foi o fato de salva-la aquela noite, mas pouco me importo em você acreditar ou não... – Eu tomava mais um gole da taça – Eu não preciso controlá-la, como um alfa faz... Alguns humanos sabem das dividas que possuem e obviamente sabem como agir... São criaturas interessantes, mesmo que boa parte deles seja irracional.
 
Por mais perigoso que fosse, seus olhos dourados é o que me atraiam, gostava da intensidade que eles tinham; Eu o olhava com curiosidade e até mesmo encantado, ele tinha um ar poderoso por mais que não passasse de um cachorrinho em uma coleira.
 

- Gosto da tua honestidade – digo sorrindo – Você ainda me deixa curiosa, afinal, por mais que tente esconder, ainda conversa com alguém como eu... Antes de partir queria ver se continuava racional, provavelmente não nos veremos tão cedo... – Ele era a única pessoa viva que sabia das minhas raízes, provavelmente quando eu voltasse para aquela floresta, não restasse nenhuma lembrança física naquele lugar, mas aquele continente não me trazia nada de novo – E o senhor, ainda me compara com qualquer vampiro... Mas não pense que todos são iguais... Caso contraria teríamos nos matado aquela noite, ao invés de estarmos aqui... Como você teve seus motivos para não me atacar, eu também tive os meus... Ou acha que meus instintos também não gritaram para eu rasgar tua garganta? – Para terminar recitava uma frase que ele viva repetindo – Eu não sou um animal. 

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