De volta ao lar

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Dom 15 Nov 2015 - 15:05

O lobo era tão teimoso quanto a vampira, suas personalidades se chocavam mais que seus instintos; Adversário natural ou simplesmente duas crianças birrentas; Era o que parecia tentando chegar a um acordo.
 
Sophia apertava sua própria mão olhando para o lobo com certo desprezo desviando o olhar para a lareira que logo se apagaria caso não fosse alimentada com mais lenha – Você já ficou cara a cara com um original, Jhaeson? – dizia ela com um pesar nas palavras, temia por sua existência, mas também por algo que perderia assim que o lobo cruzasse a porta de entrada. Seu olhar hesitava, escutava o coração da garota na casa que acordara com a agitação e se dispunha deitada na cama, escutando a conversa dos dois seres sombrios – Espero que tu nunca encontre um...  -Ela também nunca encontrou com um, ainda não tivera está sorte, mas suas futuras viagens estavam sendo planejadas para conhecer um; Mas escutava historias quando se juntava a um ou dois grupos de vampiros, sabia que era mais fortes que sua imaginação agitada e turbulenta pudesse descrever. 
 
A vampira caminhava rumo à cozinha, dando os ombros ao lobo, sentia uma pontada de decepção com a reação do homem, mas também não podia contar com um rival daquele porte. Mesmo inteligente ou se achando esperto, Sophia sabia mais que ninguém o perigo daquelas presas, não era a primeira vez que via um lobisomem, apenas a segunda, por assim dizer, que trocava palavras relativamente inteligentes com um.

- Desejo sorte a ti também e as dezenas de vidas que deixamos de poupar com isso – Ela era teimosa e muito orgulhosa, um defeito de fato, mas este era a herança deixada por seu passado mortal. A mão da mesma se dispunha no ar, mesmo de costas em um sinal de aceno como faziam os velhos para se despedir de um conhecido. Admitia que com Leonard solto estava em perigo, podia ser morta ou finalmente ter um mestre descente, não sabia das reais ambições de seu mestre; No fim aquela conversa só a deixou com uma duvida, quem de fato perdeu aquela batalha verbal? Jhaeson também saia perdendo, quantos dos seus protegidos viriam a ser mortos? 

Sophia Hills
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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Seg 16 Nov 2015 - 14:48

Jhaeson parou a porta, a chuva do lado de fora havia parado, o cheiro de terra molhada começava a encher os pulmões do lobo, fora surpreendido pela pergunta inesperada de Shophia se ele conhecia um original, a verdade era que nunca havia cruzado com um, é o aviso de Albion era para que se encontrasse um que ele corresse o mais rápido que pudesse antes que fosse tarde.

― Não tive este prazer ainda. ― Foi tudo que ele disse, em seguida com um tom melancólico ela disse esperar que ele nunca encontrasse um.

Sem mais ela caminhou por um corretor dando as costas a Jhaeson, as palavras finais dela foram um desejo de sorte sem muita verdade, um alerta silencioso do que aconteceria se ela não o ajudasse, muitas vidas seriam perdidas.

Jhaeson abriu a porta é uma rachada de vento entrou na casa.

― Não se preocupe eu encontrarei uma maneira, caso reconsidere você tem até o anoitecer de amanhã, caso não reconsidere lhe deixo um aviso fuja, para o mais longe, pois não terá apenas seu mestre em seu rastro mais uma matilha seguindo seu cheiro, não poderei ocultar este encontro dele, ele sentirá seu cheiro em mim, não poderei fazer muito por você a não ser que tenha alguma utilidade.

Fechando a porta atrás de si, saiu para a noite escura.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Sophia Hills em Dom 22 Nov 2015 - 18:02

Com uma brisa cruzando a casa aquele seria a despedida; Eu sabia que era questão de tempo até a matilha do lobo viesse a minha caça, o que seria demasiadamente divertido e também um ato de longe idiota. Sem parte dos lobos para proteger seu território, estariam entregando para meu mestre de bandeja a vida de tantos inocentes e lobos que o mesmo iria se deliciar com cada vida que pudesse usurpar.
 
Com uma despedida tão estranha quanto o laço que nos unia, Jhaeson me dava mais uma chance, mas esta já era em vã, meu orgulho e o dele se chocavam como dois trovões em uma tempestade. Por mais que fosse fácil aceitar aquele pedido, ficar presa a um desejo de um lobo não era algo que um vampiro podia querer, mas isso claro, se ele conseguisse cumprir com sua palavra; Caso contrario e ele falhasse, ambos estaríamos condenados ao fim de sua existência; Coisa que não estava em meus planos.
 
O cheiro de cachorro molhado havia impregnado aquela casa da mesma forma que o cheiro de eucalipto estava impregnado na velha lareira. O dia fora longo, enquanto em me abrigava nas sombras do sótão e descansava, meus pensamentos não me davam trégua. Trair a minha espécie e entregar um vampiro de valor para me ver livre de parte de uma sina, ou seguir pelo caminho dos meus instintos e ir ao encontro do meu mestre e ver até onde iam os planos do velho vampiro. Todos me acatavam risco, todos teriam conseqüências grandiosas no futuro.
 
Era por volta do meio dia que meus pensamentos me davam trégua e eu conseguia adormecer para tomar meu rumo. Ária seria a mais atingida, mas eu tinha que me acostumar, a vida humana era curta de mais para me apegar e como sua ultima missão iria entregar a resposta ao lobo, em uma carta, pois suas memórias já estavam corrompidas, não lembrava mais nada do seu pesadelo de quase morte, dos lobos da floresta ou mesmo de sua mestra, apenas uma historia de que vivia naquela casa que o lobo conhecerá sozinha e se sustentava com a herança de sua avó. Pelo menos isto podia controlar até sua maioridade ela teria dinheiro para se alimentar e um bom teto para se abrigar. As vezes ela podia sonhar com a vida que possuía comigo, não tive coragem o suficiente para apagar a existência dela em minha vida, mas ao passar do tempo aquele seria apenas um sonho que acabaria por esquecer.
 
Na carta dizia que eu negava seu pedido, com palavras que ele iria desprezar mesmo que houvesse verdade, ele era tão imaturo quanto eu, talvez algum dia pudéssemos ter outra conversa, mas esta estava longe de ser amigável; Prometia que iria diminuir as mortes em agradecimento a sua “preocupação” e “tentar” me ajudar, claro que estava provocando-o, não seria eu se não o fizesse. Para finalizar um “com Carinho Sofy”, tal como mandava o figurino. 



A liberdade só existe
quando todos os nossos actos
concordam com todo
o nosso pensamento.




Já havia se passado cem anos daquele encontro, estava mais madura e forte, voltar aquela cidade era algo fenomenal, nostálgico! Como os humanos evoluíam em apenas cem anos, cada vez mais rápido, logo não precisaria de tanto tempo para ter uma alteração significativa nos avanços. Naquele meio tempo, havia encontrado meu criador, ele possuía planos para meu futuro e em nenhum deles era me libertar, estava ficando forte e ele não podia perder um bem tão valioso como este, após alguns anos, dezenas anos junto dele, cometendo diversas calamidades e aprendendo o porque seu nome ficava tão popular entre os lobos. Ele não possuía medo destas bestas, atacava onde desejava, sabia que apenas um lobo não era pareo para ele, mas não era tolo de deixar a matilha se aproximar.
 
Por varias vezes o vi matar lobos e humanos, sem poder mexer um dedo para salvar qualquer vida que fosse; Se era por desejo próprio ou do meu criador, era algo que eu realmente não pensava. Fomos para outro continente quando os lobos ficaram em nossa trilha, tínhamos um a honra a velar, mas acima disto, nossas cabeças! Seguimos para as novas ilhas, Estados Unidos e sua imensa onipotência, se achavam donos do mundo e por muitas vezes valiam seu poder. Haviam tantas tribos naquele continente como na Grã Bretanha, os lobos eram tão ferozes como os da minha terra natal, mas aqui não tinham nosso cheiro nos focinhos, podemos seguir livres por boa parte dos anos. Era divertido, o grupo que se juntava a nós estava longe de ser unido, mas conheci vários tipos de vampiros, dentro dos mais ferozes que vivia para matar, até os mais nobres, que cultivavam suas vitimas a alcance os olhos, era incrível a particularidade de cada um, alem das brigas movidas pelos mais novos e desprovidos de inteligência.
 
E os humanos? O que dizer deles? Cada ano que passava estava mais certo que eram a raça mais forte a pisar neste mundo, que dominavam tudo! A ignorância era uma bênção para aqueles tolos, quanto mais inteligentes mentalmente e fisicamente, mais fracos espiritualmente, as igrejas se multiplicavam, mas hoje em dia estava cada vez menos se ver crucifixo pendurado no pescoço dos humanos. A humanidade caminhava para a era do Caos, fardados a pagar por sua ignorância e alimentar-nos com mais facilidade. Quando Leonard me deixou ir, voltar a ser dona do meu destino, deixou claro que iria voltar e era para eu me manter na linha. Não tive duvidas que queria voltar para a terra onde eu nasci, era lá onde eu me sentia em casa, era lá onde eu me via livre.
 
Não tardou para procurar noticias sobre aquela humana que eu havia protegido e a casa na qual havia lhe presenteado. Infelizmente sua vida não durou muito, fora vitima de um assassino quando beirava os vinte anos, ela já estava fardada a morrer cedo; Após visitar o cemitério, me lembrei daquele lobo idiota, será que estava vivo ou tomará o mesmo caminho que aquela criança? Demoraria a sentir meu cheiro e vir ao meu encontro? Bom, isto não era problema que ocuparia meus pensamentos de imediato, tinha que arrumar um lugar para me sentir segura, aquela cidade ainda era uma área sem donos, era quase impossível contar quantos vampiros se escondiam naquelas ruas, mas não ousariam chegar perto de mim, minha existência já não dava a liberdade para qualquer vampiro cruzar meu caminho.

Retomava meus velhos hábitos, mesmos restaurantes e lugares para passar as noites frias e solitárias daquela minha vida pacata, diria que eu estava de férias de tanta carnificina que presenciei diante desses últimos cem anos; Voltar a me acalmar e tomar consciência dos meus atos era fácil, ainda mais quando degustava um belo vinho em uma noite chuvosa.

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Re: De volta ao lar

Mensagem por Jhaeson Blayke em Ter 24 Nov 2015 - 21:05

Após a última conversa de Jhaeson com Shophia ele retornou para seu bando, informou que seguira a garota é descobriu uma ligação com uma vampira, porém, a mesma não se alimentava dela, a tratava como uma dama de honra. Explicou sua proposta é de quem ela era subordinada, Albion ponderou na oferta é decidiu dar uma chance é esperar para ver o que aconteceria.

Porém a vampira não apareceu deixando claro sua posição sobre a oferta, quando viu a garota adentrar na floresta com uma carta, o cheiro dela foi reconhecido por todos, eles alcançaram ela rapidamente, ela estendeu a mão com o papel, Albion o pegou é leu a carta em voz alta.

Ao final disse com desgosto a última frase “com carinho Sofy”, ele voltou seu olhar para Jhaeson, se mantendo indiferente Jhaeson ficou em silêncio, o alfa amassou o papel, olhou para a garota é disse:

― Vá agora, é não volte. Não serei tão misericordioso.

Assim que a menina se foi Albion se pronunciou.

― Acredito que sua oferta esteja evidente nesta carta que fora negada, uma aliança com qualquer vampiro é um erro, quando cruzar com um mate primeiro, pergunte depois, se qualquer um ver esta vampira ou seu mestre tem carta branca para atacar, porém não sejam irracionais, não ataquem sozinho, assim que confrontarem qualquer um deles chamem os demais fui claro!

Todos responderam em uníssono, Jhaeson sabia que seus atos teriam consequência, que teria que arrancar com elas e explicar o que aquelas palavras significavam para Albion, não ali é não daquele jeito.

― Jhaeson teremos uma conversa depois, agora iremos ficar de olho nesta garota talvez ela nos leve novamente a esta vampira é desta vez não haverá palavras apenas ações. Lucian logo deve retornar de sua viagem, antes disso precisamos dar cabo deste vampiro e sua cria.

O que Albion não sabia era que a vampira não mais procuraria a garota. Que sequer viveu tempo suficiente para saber que havia sido largada, pois havia sido morta alguns anos depois, Jhaeson se lamentou por não ajudá-la, as palavras dela quando se encontraram pela primeira vez ainda ecoavam em sua mente.

Desde o encontro final com a vampira cem anos se passaram, é com o tempo muita coisa mudou é muitas outras permaneceram intocáveis, Jhaeson seguiu o conselho de Albion de não confiar nos vampiros, Lucian havia retornado, porém nem o mestre nem Shophia haviam sido encontrados, apenas boatos circulavam as províncias próximas, mostrando que a onda de ataques ainda continuava, sempre que os lobos se aproximavam deles seus rastros desapareciam.

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Re: De volta ao lar

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