Amsterdã

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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Dom 7 Fev 2016 - 16:55

ERICK BARCELLOS

Erick a observou fechar a porta, e caminhando até o centro da casa, e se lembrava daquele lugar, mas se entristecia ao ver como aquele lugar havia ficado, ela puxou um dos lenções revelando um antigo sofá escuro, que deveria está com cheiro de mofo. Sem se preocupar ela se sentou, falando para ele se sentar, mas que não teria um café para oferecer devido a chegada repentina, ela perguntou o que havia acontecido.

Erick não se sentou continuou de pé ficando de costas para ela, como se tentasse achar as palavras certas para começar aquela conversa. O tempo passou como se estivesse impaciente ela mandou ele dizer de uma vez o motivo de estar ali, pois estava ficando preocupada, a verdade é que ela deveria.

Erick se virou para ela, deveria ter um metro e oitenta e cinco de cima ele parecia bem grande, seu porte físico era magro mais um magro com músculos, usava uma camisa de manga longa preta. Tinha um colar em forma da estrela de Davi em seu pescoço.

Seus cabelos castanhos curtos caído para o lado, contrastava com seu olhar escuro como as sombras, que naquele momento parecia mais sombrio, a luz fraca do lustre deixava um ar pesado no ambiente, ele se aproximou dela.

― Bhetia, você está correndo perigo, posso está me colocando em risco mais não poderia conviver comigo mesmo sabendo que poderia perder a vida sem sequer saber o que aconteceu.

Disse ele para ela, sua voz era forte e ao mesmo tempo parecia conter desespero.

― Você sabe que sua família sempre foi a líder do clã, e todos concordavam com isso, mas não apenas sua avó mais seus pais morreram, cabendo este dever a você, mais nem todos estão contentes com esta escolha, e isso pode levar a sua morte.

Passou a mão pelos cabelos ainda inquieto.

― A verdade é que acho que seus pais e sua avó foram assassinados, existe muitos boatos que existem membros querendo assumir o poder do clã, para conseguir isso eles estariam tentando desestabilizar a liderança, colocando uma garota inexperiente no poder parece ser bem fácil, e alguns do clã não querem aceitar que alguém que fugiu de suas responsabilidades tenha tal posto.

Ele olhou nos olhos dela com muita intensidade.

― Fiz uma promessa a sua avó de ajudar você quando voltasse, eu sabia que voltaria após a morte deles, eu so precisei esperar.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Seg 8 Fev 2016 - 13:29

A noite ainda era intensa do lado de fora,  Albion notará todas a possíveis situações, se estavam sendo seguidos ou se haviam outros como eles, ou vampiros pareciam estarem seguros, Caminhou ate o outro sofá e se sentou enquanto ouviu as palavras de Aled.

― Sei que buscam vingança, mas acima de tudo prezam a segurança desta criança, vocês abriram mão de tudo para manter este legado, vocês podem saber dos perigos desta cidade mais estão prontos para ela? Os vampiros são seres poderosos que apenas um bando pode atacar os mais fortes, os recém criados são mais fáceis.

Ouviu o homem grande suspirar dizendo que Hannah precisava de ajuda, talvez apesar do tamanho ele conseguia entender melhor a situação, Aled argumentou dizendo que ela tentaria fugir, e o outro completou dizendo que poderia matar alguém.

― Entendo o medo de vocês, porem sabem melhor do que ninguém o meio que vivemos, se viraram bem até agora, mas as coisas estão mudando, como Throst disse cedo ou tarde algo pode acontecer, é se suspeitas forem levantadas será difícil esconder, por isso minha oferta ainda está de pé.

Throst perguntou porque o alfa pedia sigilo é o que ganharia com aquilo, enquanto Aled completava a sincronia dos dois era assombrosa, quase dois braços que sabiam o que cada um ria fazer, ele perguntou porque ele gostaria de um lobo descontrolado, em seu bando a desconfiança estava presente em suas palavras ao dizer que não acreditar que queira apenas dela como um desafio, ele sorriu para Aled, ele via a perspicácia do lobo.

― Peço sigilo porque o que contar não pode ser vazado, isso e informação que poucas tribos dos lobos sabem, porém e informação que pode nos conceder uma certa vantagem conta nossos inimigos.

Falava Albion olhando de um para o outro, enquanto a luz do cômodo tornava seu rosto ainda mais sombrio.

― Acredito que os culpados pele massacre de seu clã seja um grupo de vampiros, minha proposta em treina-la é por ver o potencial dela, uma garota como ela cheia de sede de vingança, pode se perder com muita facilidade, as lendas sobre híbridas são verdadeiros, mas muitas delas foram fragmentadas entre os clãs, pois antes todos os lobos eram apenas uma única tribo, que por discordância se dividiram a muito tempo atrás.

Albion media bem as palavras ao falar com os lobos ele não poderia revelar demais antes de um comprometimento deles, porém se não passasse nada eles não iriam acreditar no que ele estava planejando fazer.

― Não posso dizer mais que isso se não se comprometerem comigo, eu irei aceita-los como parte do meu bando, sua força será a minha é a de vocês a minha, vocês sabem o quanto e difícil ser aceito por outros bandos, mas vi em vocês características que seriam muito úteis, a escolha e de vocês... Se quiserem saber mais do porque do ataque a seu bando, ou  dos segredos que envolvem as lendas antigas, além de uma chance de ajudar sua protegida este é o momento.

Albion Daiki

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Seg 8 Fev 2016 - 16:51

Não importa o quão
Poderoso você se torne nunca
Tente fazer tudo sozinho

Caso contrário ira falhar.





          As cartas finalmente eram postas na mesa, Albion dizia para eles dos perigos dos vampiros, tecnicamente era o mesmo perigo que corriam na Suécia, mas lá eram com os caçadores, eles quem matavam suas criar. Realmente Throst nunca enfrentou um vampiro agora que era um Omega, mesmo acreditando em suas capacidades, sua força não era a mesma sem um bando, conseguiria enfrentar um beta apelando para a força bruta e as habilidades de combate que adquiriu durante a vida, mas um vampiro era outra historia.
 
          Throst e Aled notavam as suspeitas de Albion, mas sabiam melhor que ninguém que a sorte daquele trio estava acabando e que se mesmo sabendo das condições da loba, a oferta ainda estava de pé. O alpha apostava que quem atacou a aldeia era um grupo de vampiros, dizia querer ver o potencial dela, treiná-la para não se perder. Citou a lenda dos híbridos, relembrou do passado quando todos os lobisomens regiam em uma só tribo, talvez nem mesmo Albion soubesse quando isto existiu, mas era algo real que ninguém poderia discordar.
 
          - Nunca tivemos problemas com Vampiros, os bandos são unidos para se protegerem deles... – Disse Aled se sentando na poltrona do lado – Fomos traídos isso sim... O cheiro de vampiros era evidente, mas não era somente o nosso bando que uivava naquela bagunça...  – Disse ele juntando as mãos enfrente ao corpo apoiando os cotovelos nas pernas, parecia rever todos os fatos que possuía e o pouco que progrediu naqueles 30 anos, mas Albion continuou a falar.
 
          Disse que ali era o limite do que podia revelar para quem não era do bando; Do quão difícil era ser aceito em um bando e de fato, era algo quase impossível com o temperamento e dificuldades de Hannah e ele iria aceitar tudo aquilo, alem de ajudá-los a achar aquilo que buscavam. Throst e Aled buscavam um bando como loucos, mas a decisão não cabia apenas a eles, mas sim a uma teimosa loba. Foi então que os três escutaram uma batida mais forte, vinda do coração dela.
 
          Os dois Omegas olharam para ela sem acreditar, devia ter dormido por mais algum tempo, se deparando com duas esmeraldas vidradas em Albion – Hannah! – Exclamou Aled ao levantar a cabeça, mas o cheiro que vinha dela não era de raiva como anteriormente, nem ansiedade ou confusão. Era simplesmente o cheiro incomum que vinha da pele dela, por isto não notaram que ela estava escutando.
 

          Levantou o corpo em um braço, apoiando no cotovelo e pela careta sentiu uma pontada nas costelas, resmungando baixo ao tocar o lugar onde estava a fratura que se curava. Abriu a boca, mas fechou em seguida, deixando os dois lobos estáticos esperando pelo pior. Estava assimilando cada palavra do homem, olhou para a janela onde a lua já aparecia majestosa dando seu toque sutil em prateado naquele apartamento, o céu escuro com poucas estrelas solitárias era uma visão perfeita, só perdia para as noites de lua cheia – Por quê? – perguntou ela, com uma voz calma e baixa, controlando a respiração para não sentir tanta dor – Você disse que iria me matar caso perdesse o controle... E eu perdi – ela fez uma pausa buscando o olhar do alpha desta vez, com um olhar lúcido e seu rosto refletindo aquela paz de espírito que sentia, como se finalmente alguém pudesse escutá-la de verdade, sem ter que fazer birras para ter atenção ou brigar para conseguir o que queria – Porque não me matou e agora oferece a única coisa que sempre nos negaram? – Ela se sentava sobre os calcanhares com a mão nas costelas, com a coluna reta e cabeça erguida, mas não desafiava ninguém, apenas mostrava que sabia quem era – Porque não nos manda desistir de tudo? – ela deu mais um tempo para Albion pensar e então – Ao aceitar isto, sabe que vou me descontrolar por vezes ferir seriamente alguém do seu bando... Gritar, te ofender... Levar-nos até o limite que meu corpo resistir, sem nenhuma garantia que vá dar certo... – Os ômegas olhavam para Albion e Hannah, imóveis prontos para se por entre os dois. Throst estava confuso enquanto Aled parecia encaixar as peças que faltavam em sua cabeça, preocupado e ao mesmo tempo aliviado – Não sou uma Hibrida na qual suas lendas buscam... Na verdade... Ninguém sabe o porquê não consigo controlar esta raiva que cresce desenfreada como fogo em palha. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Seg 8 Fev 2016 - 22:59

A suspeita que tenho de que aquele incêndio não havia sido tão acidental e sim uma conspiração contra os regentes do clã acabava de ser confirmada. Só que confirmar esta suspeita não me deixou nenhum pouco feliz, mas também quem ficaria feliz em saber que querem você morta.

Me entristecia que alguém lá fora, algum amigo era na realidade um inimigo. Mas não era hora de choramingar me ajeitando no pequeno sofá falei a Erick.

― Você tem alguma ideia de quem planejou ou está planejando essa rebelião?

Enquanto pensava em um milhão de possibilidades minha cabeça parecia que iria estourar. Havia um motivo de me chamarem de volta mesmo depois de ter fugido e esse motivo já não era um mistério.

A pessoa por trás desta trama estava lá fora só esperando eu morrer. A questão era em quem podia confiar.

― Para você vim até aqui deve ter algum suspeito. Agora me conte o que sabe Erick.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Qua 10 Fev 2016 - 18:39

ERICK BARCELLOS


Erick esperava que ele entendesse o perigo que estava correndo, mas a pergunta que ela vez foi, se ele tinha ideia de quem estava planejando o golpe.

― Não sei dizer, quem esta por trás disso e muito cuidadoso, mais digo; sua avó não iria morrer em um incêndio, porém ninguém quer falar ou se colocar em risco.

Frustrado ele se deixou cair em uma poltrona ainda com o lençol em cima, olhou para ela.

― Não posso culpar ninguém não tenho esta coragem, eu estar aqui vai contra os regentes do clã, o que posso dizer é que você terá trabalho caso queira seguir as vontades de sua avó, mas seria mais sábio se não tivesse voltado.

Falou com um tom serio para ela, se levantou, é seguiu para a porta.

― Sugiro que pense em tudo isso, descanse e decida com calma, pois uma vez dentro nisso pode não ter volta, e possivelmente possa tentar te matar.

Abriu a porta parando no batente olhando para ela.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Qui 11 Fev 2016 - 22:00

Albion esperava como os lobos reagiriam ao que havia revelado, sem surpresa nenhuma o primeiro a falar foi Aled, falando que nunca tiveram problemas com vampiros, algo sobre a união do seu bando, o que ele não sabia era que se eles não foram atacados é que provavelmente eles estavam preocupados com suas próprias batalhas, porem estes momentos acabariam cedo ou tarde.

Ele falou também que sabia que sua aldeia havia sido atacada por vampiros, porém não só eles ele queria dizer nas entrelinhas que outros lobos estavam junto ao ataque, isso não surpreenderia Albion muitas tribos estavam tentando eliminar a concorrência mesmo que está concorrência fosse os de sua espécie, alguns tinham a tola ideia de se aliar aos vampiros era uma boa escolha, mais eles não passariam de cachorrinhos de estimação.

Ele juntou as mãos, apoiando os cotovelos na perna, um sinal claro de preocupação assim como Throst os dois olharam para a garota desacordada, enquanto Aled falava seu nome um pouco surpreso, afinal a garota não estava tão apagada quanto pensaram, Albion sorriu a ver ela se levantar parcialmente se apoiando com um dos cotovelos sobre o sofá fazendo uma careta.

A primeira coisa que falou foi um simples porque, sua voz era baixa e calma, ela relatou as palavras de Albion que ele a mataria se perdesse o controle.

― É verdade... Porem seus “guarda-costas” aqui não deixaram você decidir se conseguiria se controlar ou não, e não teve tempo o bastante para saber se realmente havia perdido.

Ele sorriu para ela tranquilamente não era uma forma de ofensa mais de divertimento, ela olhava nos olhos do alpha, ele sustentou o olhar enquanto ela continuou.

― Como disse você está em um caminho difícil, onde precisa fazer uma escolha, entendo que seus tutores querem seu bem, mais infelizmente eles não poderão ajuda-la mais do que já estão fazendo, os outros negaram por duas razões... Uma por achar que tê-los seria uma fraqueza, e segundo por não conhecerem a extensão dos dons...

As palavras fluíam com simplicidade, mas o peso das mesmas era muito grande, ela se sentou levando a mão as costelas, firmando seu corpo assim como sua cabeça, ela queria saber porque ele não a mandava desistir de tudo, ele esperou que ela concluísse sua linha de pensamentos dizendo que aceita-la, ele sabia que ela iria se descontrolar, e por vezes até ferir alguém do bando dele, gritar e ofender, além de leva-los ao limite do corpo dela sem garantia de sucesso.

― Você já está descontrolada, meu bando é mais resistente do que pensa, você é forte mais sem controle é o mesmo que ter uma espada afiada e usar o lado cego dela para atacar, gritar com certeza irá, me ofender no começo mais aprenderá a possuir respeito, é uma coisa é evidente você será levada ao seu limite ao extremo a tal ponto que desejaria estar morta, porem você não irá sucumbir porque tem uma motivação. Me perguntou porque não mandei que desistisse? Bem a resposta é simples não temos o direito de desistir, somos guerreiros... todos nós! Acredito que você terá êxito quando acreditar que o que possui não é uma maldição mais um dom, não negue esta parte de você.

Os olhos dos lobos estavam sobre Albion, ele não se importava com o que pensavam a respeito de suas palavras, porém se colocaram entre os dois como se qualquer faísca pudesse adiar fogo em todo o lugar.

― De fato você não é uma hibrida, nem me apego totalmente as lendas sempre tenho uma mente aberta, porém não as renego, quero acreditar que podemos sim fazer a diferença de alguma forma, sua raiva é algo de seu próprio interior nada tem a ver com sua natureza, na minha opinião a grande verdade é que seu lado humano tem mais raiva que seu lado animal, desta forma você acredita que achar que a alguma coisa errado é mais fácil.

Albion acreditava realmente que ela poderia ser ajudada, porem ela precisava acreditar e querer isso realmente, se ficasse presa ao passado, ao medo ou vingança, ela seria consumida, é um dia se tornaria um lobo, mas seria apenas isso, um lobo comum sem o poder e o coração de um guerreiro.

Albion Daiki

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sex 12 Fev 2016 - 22:44

Por mais doloroso que seja o caminho
Continuarei a acompanhar
meus companheiros.





          Albion falava em um tom calmo, por algum tempo imaginei que falasse de igual para igual, mas não me engano mais com os Alphas, até mesmo Matt conseguia assumir aquela posse quando desejava algo.
 
          Ele explicou do porque não me matou, agora só não entendia do porque ele me queria no bando, não desejo fazer parte de nenhum, porem do jeito que estava seria mais fácil apontar uma arma para minha cabeça e puxar o gatilho. Meu controle estava cada vez menor, Aled e Throst apenas colocavam “panos quentes” para aliviar, mas eles não possuíam força para me ajudar.
 
          O Alpha parecia me conhecer muito bem, para quem havia trocado apenas ameaças até agora. Falou sobre seu bando e confirmou o que eu disse, mas estava disposto a pagar para me ajudar. Por algum motivo ele via minha força, exatamente como Ragnar e Matt viam, algo que eu nunca acreditei, sentia meu coração bater mais rápido ao pensar neles, não tinha controle sobre minha raiva, quem dirá sobre meus batimentos! Baixei meu olhar, ele estava certo, mais do que eu queria admitir.
 
          Sentia o olhar dos três sobre mim, não era só Albion que queria uma resposta, os dois lobos que me acompanhavam também queriam uma resposta. Aquilo era difícil para mim. Aceitar um bando seria quase o mesmo que dar meu pai e irmão como mortos, o que fazia meu coração doer mais que aquelas malditas costelas quebradas, mas algo pesava mais, muito mais que aquela aceitação.
 
          Lobos sem um bando não duram muito, Aled fez um ótimo trabalho nestes últimos anos e mesmo ele sendo o mais velho e experiente, ainda deixava as escolhas nas minhas costas. Respirei fundo antes de falar – Por mais que eu busque vingança, ainda sei que continuar com esta vida, de lugar em lugar... Sem um alpha, um bando para nos proteger, sem alguém para nos guiar... Vamos acabar mortos, seja por vampiros, lobisomens ou por alguma burrada que  eu fizer! – minha feição estava triste, melancólica e pensativa – Alem da vingança existe mais um motivo para eu continuar seguindo em frente – Dei uma pausa, odiava admitir minhas fraquezas, meus sentimentos – a segurança desses dois, eles são a única família que me restou... - Voltei a fixar os olhos em Albion, duas esmeraldas que buscavam saber a verdadeira razão de tudo aquilo – Se o senhor me prometer que ira protegê-los como se fosse teus próprios Betas – Respirei, fundo buscando coragem, afastando a dor. Minha voz ficou firme e decidida – Aceitarei sua proposta!
 

          Escutei o coração dos dois ômegas falharem uma batida, sem acreditar. O cheiro deles passou a ser de orgulho e não mais de nervosismo, não vi, mas o olhar de Throst era tão carinhoso que podia sentir uma calma tomar meu coração. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Dom 14 Fev 2016 - 18:27

     Fiquei esperando pela resposta de Erick, enquanto ela refletia se queria mesmo saber quem era o traidor. Mas o que veio a seguir a surpreendeu quando ele disse que que não sabia quem poderia ser o traidor, e que ele deveria ser muito cuidadoso, mais nem foi isso o que mais chocou, mas sim dizer que sua avó não iria morrer em um incêndio.

     Tomada por um choque não ouviu sequer o resto da frase. Ele vinha até sua casa em plena madrugada para dizer que eu estava em perigo e quando pergunto se ele sabe quem é me diz não saber de nada? 

     Quando tomei consciência novamente de Erick ele havia se sentado na poltrona a esquerda da sala como se fosse tomado por um cansaço súbito. Ele parecia muito preocupado comigo. Eu tinha que reconhecer que era necessária muita coragem para quebrar as regras, todos sabiam as consequências e não eram nada boas para quem quer que fosse pego fazendo isso.
 
     Sem, mas nada a dizer vi Erick virar-se e ir embora quando chegou ao batente virou-se um última vez para olhar-me. Aquilo me deu um mau pressentimento. Eu sabia que se ficasse minha vida estaria em perigo, pois assim como ele eu não achava que vovó morreria por um simples incêndio. Sentada ali em silêncio o vi partir para o frio da noite sem mais nenhuma palavra.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Seg 15 Fev 2016 - 22:00

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Saindo para a noite fria, Erick ajeitou o casaco, a rua estava praticamente deserta, ele torcia para que Bhetia fosse esperta e tomasse a melhor escolha, afinal ela viveu fora daquele mundo de clã por tanto tempo por que voltar? Apenas para morrer como sua família pereceu...

Mais ele não podia deixar de sorrir, ela havia ficado ainda mais bonita desde que lembrara dela, se ela resolvesse ficar ele teria que a ajudas, apesar de saber que existem membros fieis a família Ramsay, existem aqueles que não são.

É aquilo o preocupava, se o alerta dele fosse vazado, ele poderia estar em maus lenções, mas não importava, a pesa r do alerta Erick não conseguiu entregar a carta que sua avó deixará para ela, era muita coisa para ela assimilar é aceitar de uma vez.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Ter 16 Fev 2016 - 21:04

As palavras pronunciadas da jovem loba, agradaram os ouvidos de Albion, ela era esperta e corajosa, com uma impetuosidade que o lembrara Jhaeson em sua juventude, pois o mesmo diferente de muitos de seu bando era um lobisomem transformado, sem bando e sem alfa antes de Albion o aceita-lo.

Olhar da garota era distante e meio triste, como se refletisse em uma questão importante de vida ou morte, o que poderia ser aquele momento, ela disse ter mais um motivo além de vingança, mais a segurança daqueles que a acompanhava, aquilo o deixou ainda mais certo de sua escolha, se preocupar com o seus é uma característica que todos do bando deve ter, se não o bando se desfaz como um castelo de areia.

Após um silencio curto onde ninguém falou nada a jovem continuou encarando o olhar firme do alpha, seus olhos verdes lembram a Albion os olhos de sua falecida esposa, um olhar determinado e cheiro de vida, ela disse que aceitaria a proposta de se unir ao bando se prometesse proteger seus tutores, aquilo fez um sorriso de formar nos lábios de Albion.

― Escute Hannah antes de você acordar estava dizendo aos seus “guardiões”, que seria uma boa ideia eles se juntarem ao meu bando, diferente de muitos que se limitam a ter um círculo fechado, eu acredito que a diversidade é um fator que nos possibilita evoluir, vocês três são uma boa equipe, mas são apenas isso, comigo vocês serão membros de uma família.

Albion se levantou, a noite corrida para seu desfecho final, ele ainda precisava encontrar uma pessoa, antes da noite ter seu fim, colocou a mão no bolso e encarou os três.

― Se vocês confiarem em mim, eu confiarei em vocês, sempre tive um bom faro para as pessoas, me traiam é isso nunca mais se repetirá, me emprestem sua força e minha força será a de vocês, darei um tempo para que conversem, e assimilem bem o que estou propondo, irei me estabelecer em Amsterdã por um tempo, amanhã no final da tarde voltarei, caso estejam convictos de sua escolha, irei revelar coisas que podem responder perguntas que tanto procuram.

Dito isso se dirigiu para a porta, parando com a mão na mesma se virou para Hannah.

― Use este tempo para se curar, tenha isso em mente... Se você se juntar ao meu bando, você não estará esquecendo de onde veio, apenas estará mantendo vivo aquilo que lhe foi transmitido, espero que entenda que o bando vem acima de tudo até mesmo de sua vingança... O caminho que estou percorrendo pode levar ao que tanto deseja, porém terá a escolha de  ajudar o bando ou realizar sua vingança, espero que faça a escolha certa.

Dizendo isso fechou a porta atrás de si, descendo pelo elevador para a noite fria.

Albion Daiki

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sex 19 Fev 2016 - 19:20

Todos agem não apenas 
sob um constrangimento exterior
mas também de acordo 
com uma necessidade interior.





          Os olhos dele me penetravam a alma, sentia-me como se minha vida dependesse daquela troca de olhares, meu coração acelerava a cada segundo que passava, não era ansiedade nem curiosidade. Sentia a força dele, a força do líder que ele possuía a nostalgia de ter um alpha olhando para mim! Não sentia o amor e carinho que Matt e Ragnar tinham quando me captavam os olhos, mas também não sentia o desrespeito e desprezo dos outros Alphas das aldeias que conheci, ele era diferente, era direto e decidido. Sabia o que queria e acima de tudo, sabia onde queria chegar.
 
          Mantive minha respiração calma, ou melhor, mal conseguia respirar e por teimosia ou por coragem nem mesmo meus olhos hesitarão. Aquela espera que parecia uma eternidade finalmente chegou o fim quando o homem começou a falar, Albion repassou a conversa, mas apenas a parte na qual eu havia captado e por fim fez um comentário que certamente faria meu sangue ferver, mas naquele momento uma alteração grande de humor poderia custar mais do que eu estava disposta a pagar. Falou que não estaríamos entrando para um grupo, mas para uma família, não recebi aquilo de bom grado, mas no fundo era verdade.
 
          Ele então se levantou e eu me mantive sentada, com a mesma pose de coragem, sendo que esta estava começando a me deixar, provavelmente mantinha-me assim por pura teimosia de me por no meu lugar,  no lugar de um Omega. Ele falou sobre confiança, certamente não confiava nele, na verdade não confiava em ninguém que não fosse Aled e Throst.
 
          Falou que era para eu tomar o tempo que nos daria para me curar, certamente usaria para isto, costelas quebradas alem de doerem bastante, limitavam meu movimento. Falou sobre o que era um bando e o que significava.
 

          - Albion, no atual momento a única coisa que posso lhe dar é minha palavra que não somos traidores, mas confiança? Está é construída pouco a pouco. Poderia dizer para confiar em você como nós confiaríamos, mas está seria mentira... Está apenas o tempo pode construir – Me levantei tomando a frente era a mais fraca daqueles três, mas ainda sim era a filha do Alpha, era meu dever prezar pelos dois e isto eles nunca me deixaram esquecer, a ultima palavra sempre foi minha – Pelas minhas experiências, aprendi que o que é construído lentamente pelo tempo, dura para sempre... Então, como diz o ditado “não vamos colocar a carroça na frente dos bois”... Agradeço pelo tempo que me dará – Disse com um aceno de cabeça – Até amanhã, Albion.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Dom 21 Fev 2016 - 0:17

     Assim que Erick saiu eu ainda fiquei ali parada por algum tempo sentada no pequeno sofá olhando a porta por onde ele saído. Algo me dizia que havia mais nessa história do que parecia. Olhei meu relógio de pulso pequeno e simples com pulseira de couro preto. Já estava quase amanhecendo e o novo dia não seria fácil. 

     Levantei do sofá e subi as escadas, precisava dormir nem que fosse por pouco tempo quando o sol raiasse teria uma reunião com os anciões do clã. Provavelmente isso iria levar muitas horas e haveria muitas discussões. Aqueles velhos sabem me irritar. 

     Segui caminho para o quarto refletindo no aviso de Erick, sabia que se ficasse muito provavelmente morreria. Diferenciar amigos de inimigos seria ser uma tarefa difícil, mas o que ninguém sabe ainda é que eu estava disposta a ariscar minha vida para descobrir quem traiu minha família.

    Quando cheguei ao quarto fui até a cama já bagunçada e me deitei me cobrindo e adormecendo quase que imediatamente. O que era bom, pois o dia seguinte prometia muitos acontecimentos, muitos deles não muito agradáveis. 

     Depois do que pareceu apenas minutos meu relógio despertou já havia amanhecido, já era hora de me preparara para a reunião, que ocorreria as 10:30  na grande casa do clã usado para este tipo de acontecimentos, um lugar que nunca havia ido quando mais jovem.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Seg 22 Fev 2016 - 17:41

ERICK BARCELLOS

Erick chegou em sua casa, a mesma que pertencerá a sua família por três gerações, e agora só havia ele mesmo nela, sua mãe havia mudado de lá para não ser assombrada pelos fantasmas do passado, após a morte de seu pai que a consumiu mais do que ela mesma queria assumir.

Sua irmã havia mudado para uma irmandade assim que entrou na faculdade, Erick poderia ter fugido de tudo aquilo, mas ele sabia que cedo ou tarde seus fantasmas voltariam, ele tinha um compromisso mais profundo do que ele mesmo sabia com a família Ramsay.

Ainda no escuro ele seguiu para seu quarto, se deitou e deixou o sono invadir seus pensamentos logo depois de programar seu celular, a noite passou em um piscar de olhos, oito horas seu celular o acordou o obrigando a ir para o banheiro escovar os dentes e tomar um banho para seguir para a grande reunião do clã.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Ter 23 Fev 2016 - 9:04

Albion seguiu seu caminho, seu destino inicial, a ida a Amsterdã era para encontrar um velho conhecido, um informante por assim dizer, ele relatou que havia descoberto coisas interessantes que poderia ser exatamente o que o lobisomem estava buscando.

Porem encontrar um grupo de lobisomens desgarrado com potencial e perdidos poderia ser uma bomba em ebulição, para tudo ocorrer bem  o alpha sabia que precisava ser discreto, muitos poderiam acreditar que os lobos estavam negligenciando  sua origem ao serem inimigos naturais dos vampiros.

Mais a verdade é que eles estavam se fortalecendo para um confronto onde equilibraria parte deste tabuleiro, os vampiros os notavam é claro mais não davam muita importância, pois parecia haver alguma coisa mais sombria acontecendo dentro de sua sociedade, Albion sabia disso parcialmente.

Enquanto caminhava para a casa de seu informante, se deixou refletir se fora uma escolha sabia deixar aquele grupo sozinho, mas esta preocupação logo se dissipava afinal eles ficaram um bom tempo; sozinhos e sobreviveram não seria muito perigoso dar a eles o tempo necessário para pensar na oferta dada. Albion teria que explicar algumas coisas ao bando mais eles aceitariam... Ele precisava dar um voto de confiança para receber isso também.

Quarenta minutos depois quando o sol estava quase nascendo ele havia chegado ao seu destino, uma cabana afastada da cidade, com uma espessa vegetação, difícil de chegar em dias chuvosos, deu duas batidas e aguardou, Albion ouviu o coração batendo no interior da casa, lentamente seus passos ecoaram, parando diante a porta respirando fundo antes de abrir.

Alguns segundos a porta se abriu revelando diante do lobisomem, uma garota de no máximo vinte anos, cabelos ruivos e olhos castanhos escuros ao vê-lo um sorriso se desenhou em seus lábios, sem pensar se jogou no pescoço dele o abraçando fortemente enquanto era erguida por ele com facilidade e sorria também.

― Como vai Lydia... Desculpe a demora precisei resolver umas coisas no caminho. ― Albion sabia que estava tarde.

A garota após alguns instantes se afastou, seus olhos pareciam marejados olhou para ele disse.

― Não tem problema... O importante é que está aqui agora, podemos conversar depois que você descansar estaremos seguros com a luz do dia, entre.

Ela deu espaço para que ele entrasse em sua casa, cuidadosamente ele entrou enquanto ela fechava a porta atrás de sí os primeiros raios de sol começavam a nascer no horizonte.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Qua 24 Fev 2016 - 16:59

A amizade desenvolve 
a felicidade e reduz o sofrimento, 
duplicando a nossa alegria 
e dividindo a nossa dor.





          Nunca que imaginaria encontrar um Alpha enquanto andava de moto, aquela ultima volta poderia ter me custado caro, mais caro do que me custou. Meus tutores continuaram com a vida novamente, indo arrumar algo para nos comermos. Eu estava faminta de fato! Mas aquele sentimento era consumido por preocupação.
 
          Enquanto Throst abria a geladeira e pegava os ingredientes para preparar o café da manhã mais cedo, eu acompanhava o barulho do elevador, as engrenagens se movendo para levar aquele homem até o térreo. Larguei o corpo, o deixando cair no sofá. Em vez de um sentimento de alivio veio uma terrível dor , que me arrancou um gemido de dor e arquejei o corpo ― Até parece que nunca quebrou uma ou duas costelas, Hann ― Disse Throst misturando farinha e ovo.
 
          ― Podia ter pego mais leve comigo, né? Sabe como isto dói! ― Resmunguei me deitando e usando uma das almofadas como travesseiro ― Mais do que já peguei? Você precisa aprender a se controlarAgora não tenho mais opção! ― Resmunguei, estava frustrada e tenho que admitir, ansiosa! Trinta anos sem sentir o gosto de ter um bando, o alivio de ter um Alpha para nos guiar, seria bom... Mas ao mesmo tempo aquilo doía.
 
          Em menos de nada, sentia a adrenalina começar a deixar meu corpo e sentir o peso, o cansaço, a dor e a respiração pesada. Logo adormecia no sofá do jeito que eu estava, sentindo o cheiro dos ingredientes e o cheiro do shampoo no banho de Aled. Não tive sonho, apenas apaguei como em um desmaio, meu corpo estava exausto e minha mente seguia o mesmo desfecho.
 

          Acordei com o sol no rosto e o barulho alto da TV que vinha do quarto dos meus tutores  ― Nem me acordaram pra comer ― Resmunguei me levantando, a dor virou um pequeno desconforte e eu segui para o quarto dos dois. Era simples com duas camas de solteiro, mais parecia um quarto de hotel. A TV pendurada na parede passando desenho da manhã, coisas idiotas que arrancam risadas de qualquer um que olhasse. Aled estava sentado na cama, mexendo no notebook, enquanto Throst o incomodava com o som elevado do desenho ― Bom dia bela adormecida! ― Disse Throst de bom humor e sem nenhuma garrafa de bebida por perto, o que eu estranhei. Cambaleando fui e deitei na cama do grandão ao lado dele ― Então, o que vem agora?  

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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Seg 29 Fev 2016 - 21:35

Levantei da cama, ainda estava cansada da longa noite. Mas estava quase na hora de ir a reunião e ainda precisava ir a cidade para obter uma refeição decente. Levantei e coloquei uma camiseta branca e uma calça jeans assim como um tênis. 

Saindo de casa tranquei a porta. A cidade era um pouco longe, mas indo a pé já dava a minha rotineira caminhada, o caminho era de terra. Quando alcancei a cidade estava toda suada era mais longe do que pensava. 

Entrei na primeira padaria que encontrei era aconchegante com tonalidade de bege a marrom claro no interior com pequenas mesas dispostas no interior. Comprei um copo de café bem forte e dois sanduíches, sentei-me em uma mesinha perto da porta enquanto tomava café da manha.  

Olhei para o relógio e já era tarde precisava ir para casa tomar banho e me trocar para a reunião. Estava ansiosa não havia estado muito na casa das reuniões. Já eram 10 horas quando terminei de me arrumar a hora havia chegado. 

A casa onde eram realizada as reuniões e encontros do clã ficava no centro da pequena vila que formávamos. Era grande com muitas salas, quartos e janelas. Era estranho estar entrando lá como chefe, sendo que nas raras ocasiões em que foi até lá nunca me deixaram entrar nem mesmo como convidada . Subi as escadas e abri a porta era a hora da verdade. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Qua 2 Mar 2016 - 9:05

ERICK BARCELLOS

Após fazer todas as suas ações diárias desceu para a cozinha, preparou seu café tranquilamente, e sentou tomando um pouco do seu café, enquanto se perguntava que caminho  Bhetia tomaria, conhecendo ela como ele conhecia a respostas era clara, isso ficou evidente quando ele a viu, apesar de sua mudança os olhos ainda eram os mesmo.

Isso tirou um sorriso de seus lábios, ele tinha medo de que as viagens a tivessem mudado mais parece que a viagem apenas refinou o que ela já possuía, após, o café, pegando suas coisas saiu em direção à reunião.

As ruas já estavam com algumas pessoas indo é vindo, outras abrindo comércios, após meia hora de caminhada, chegou aos portões da casa onde haveria a reunião do clã, o abriu sem cerimônia é entrou, o caminho já lhe era mais que familiar, se dirigiu ao salão principal, onde já havia pelo menos doze pessoas, assim que entrou seus olhos se voltaram para ele.

Com aceno discreto e um sorriso de canto, encostou-se à parede esperando que estivesse por vim.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Qua 2 Mar 2016 - 23:16

Já do lado de dentro Albion ficou em pé enquanto a jovem se sentava em um sofá aveludado, oferecendo uma poltrona para que o lobisomem se sentasse, sem cerimônia ou negação ele se sentou, reclinando na mesma de forma confortável.

― Lydia... Antes de mais nada queria me desculpar pela morde de Jimmy... Ele morreu tentando ajudar o clã dos lobisomens, jamais me perdoarei por isso.

Falou o alpha fechando as mãos em forma de oração, a frustração estava estampada em seu semblante, até aquele momento o home se mantinha calmo e sereno, mas agora a visão era diferente.

― Albion eu não o culpo... Acredito que nem mesmo Jimmy culparia, ele escolheu ajudar e eu apoia-lo, devemos tudo a você quando nossos pais morreram você cuidou da gente, não deixou que nada faltasse mesmo com a condição de vocês você fez o possível.

― Mais mesmo o possível não foi suficiente! ― Falou Albion.

Os olhos da jovem começaram a verter lágrimas, ela colocou a mão na boca tentando conter as lágrimas.

― Eu... Eu... Sinto falta dele... ― Falou entre os soluços.

― Sei disso, seu irmão morreu para nos dar as informações que precisávamos, e isso não será esquecido, ele será vingado, os causadores desta dor não sairão impunes disso, eu prometo isso a você Lydia. Mais agora estou aqui para ouvir de você o que sabe é o que de fato aconteceu aquele dia.

Apesar do corpo cansado, Albion não conseguiria descansar se não soubesse de tudo por ela, ele foi informado por terceiros do ocorrido, mas não havia detalhes apenas informações desconexas que precisavam ser ligadas.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sex 11 Mar 2016 - 18:24

Não importa o quão
Poderoso você se torne nunca
Tente fazer tudo sozinho

Caso contrário ira falhar.





          Vi Aled e Throst me olharem com uma interrogação no olhar, como se eu falasse grego e eles estivesse preocupado com minha sanidade mental ― Digo! Vocês a tempos pedem por serem de um novo bando... Agora quem não sabe o que fazer sou eu! Nasci em um, lembram? ― Resmunguei como uma criança para seus pais, totalmente perdida e de certo, emburrada.
 
          ― O que tem de mais? Vamos entrar no bando do Alpha, nossa força vai aumentar! ― Disse Throst, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo! ― Vamos ser protegidos e proteger, vai demorar um pouco, mas logo se sentira em casa, Hann ― Disse Aled, notando que cada vez eu ficava mais perdida.
 
          Afundei a cabeça no travesseiro sentindo a grande mão de Throst afagar-me os cabelos ― Não precisa se preocupar, pequena! Estaremos sempre do seu lado! ― Disse ele, calmo e carinhoso como de costume, mas aquilo não me acalmava ― Não se preocupe, Albion disse que poderemos procurar os culpados pelo massacre que sofremos... Vou continuar as buscas e pistas, mas agora teremos um grande aliado do nosso lado... Entendeu? ― Aled parecia ler minha mente, talvez aquilo tivesse me acalmado, mas não.
 

          No fundo estava com medo de não ser capaz de me controlar, ferir pessoas que eu nem conhecia! E alem disso, ainda tinha que confiar em um homem que disse que iria me matar! Ótimo jeito de começar uma aliança!  ― Temos até o fim da tarde? Então vocês dois concordam comigo? Construir uma confiança com aquele homem? ― Perguntei me virando de barriga para cima, olhando de um para outro, que exibiam um sorriso, não era de felicidade ou alegria, mas de orgulho, como se eu estivesse crescendo. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Ter 15 Mar 2016 - 0:56

Entrei no grande ral da casa grande era tão conservador como imaginei que seria. Em tons de bege nas paredes com moveis em madeira escura. Já havia muitas pessoas quando cheguei, algumas trabalhavam ali, outras esperavam seu encontro com as anciões após nossa reunião. Bom agora era a minha vez de conversar com todos eles.

Havia uma moça me esperando ao pé da escada e sem um palavra começou a subir. Quando não a segui parou nos degraus e me olhou esperado. Comecei a subir seguindo-a. Ela me guiou a um corredor até a ultima porta, era uma porta dupla com cerca de 3 metros de altura, também feita com madeira escura assim como os moveis e ricamente esculpida. Parecia pesada, mas quando ela abriu a porte me pareceu imensamente leve. Ainda do mesmo modo silencioso me indicou para entrar e assim o fiz.

Dentro da sala estava eu frente a frente com os doze regentes o membro mais velho de cada família, respirei fundo e dei o primeiro passo. Erick estava lá num canto da sala foi à primeira coisa que percebi ao entrar a segunda foi que todos olharam para mim.

A sala tinha uma mesa oval com doze cadeiras nas laterais e uma maior na ponta. Possuía duas janelas amplas e aparadores com bebidas no lado oposto das janelas. Assim como toda a casa ate agora era um ambiente extremamente formal.

Erick me olhava com aqueles olhos que não sabia dizer se estava orgulhoso de mim ou decepcionado.

― Bom dia senhoras e senhores. Acho que Podemos começar... ― Falei enquanto me encaminhava para sentar a mesa.  

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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Ter 15 Mar 2016 - 22:15

ERICK BARCELLOS

Erick continuou encostado em uma das paredes mexendo em seu celular, olhava para ver se Bhetia não havia mandado nenhuma mensagem, então se dava conta que ela não tinha seu número, apesar dele ter o dela, após sua avó ter passado a ele.

Em sua mente ele torcia para que ela não aparecesse que todos não a vissem retornar é nem se sentisse compelidos a exterminar o que restou da família Ramsay, alguns membros já se colocavam em seus lugares, alguns estavam em pés conversando e outros sentados, na sala com uma mesa oval, que parecia ter saído de algum livro medieval teve seu ambiente invadido com a abertura da imensa porta de madeira.

Todos se calaram se virando para a recém-chegada, era Bhetia, Erick soltou um palavrão baixo, apesar do dia que começava a sala tinha a luz impedida por grandes cortinas nas janelas, seus olhos se demoram nos deles, ele apenas lamentava ao ver no problema que ela estava se colocando.

Ela comprimento todos de forma simples e direta, sua voz não soava nervosa, mas também nem muito decidida, ela caminhou para próximo da mesa, enquanto era fechada atrás de si, os que estavam em pé se colocaram a sentar dentre elas Erick.

“― Espero que compreenda, os risco disso...”― Pensou enquanto seus olhos a fuzilavam

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Qui 17 Mar 2016 - 21:09

Por um momento Albion aguardou que Lydia se recuperasse ele sabia como era difícil perder alguém, o irmão dela não havia falecido não tinha uma semana, é mesmo assim ela estava ali firme, ela deixou mais lágrimas rolarem antes de respirar fundo, é secar os olhos.

― Jimmy havia encontrando alguns vampiros, ele descobriu que o mundo destas criaturas está passando por alguma grande confusão interna, mais nem mesmo eles sabem dizer ao certo o que acontece.

Albion ouvia tentando imaginar o que poderia está acontecendo com os vampiros, mas nem mesmo todas as suas ideias seriam suficientes para esclarecer suas dúvidas.

― Lydia... Soube que Jimmy foi encontrado morto, em um bar com um corte na garganta, relatos disseram que ele entrou em uma briga e foi acertado por uma garrafa quebrada.

Albion a viu se remexer desconfortável na cadeira, ela mexia as mãos inquieta, como se lembrar disso era muito doloroso, as lágrimas voltaram a escorrer de seus olhos.

― Jimmy não faria isso!

― Eu sei Lydia, estou dizendo o que soube, mas quero saber o que aconteceu antes deste ocorrido ele falou alguma coisa?

Neste instante um som estridente começou a apitar.

― Deve ser o chá que estava preparando, me acompanha? ― Perguntou ela s levantando.

― Claro...

Se levantou Albion  acompanhando a garota para a cozinha, o sol já estava alto iluminando a cozinha, no fogão estava um pequeno bule, apitando e soltando fumaça, Lydia o desligo e pegou duas canecas, colocando o chá enquanto sentavam a mesa de madeira.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Qua 23 Mar 2016 - 1:36


 ― Já disse... Iremos te apoiar em tuas decisões... ― Disse Aled, voltando a digitar no notebook. Como se aquilo fosse me acalmar, cada vez mais nervosa e eles podiam sentir o cheiro ― Você é filha do nosso Alfa, mesmo que Matt não esteja conosco... Sabemos que você ― Disse throst tocando no meu nariz como se eu fosse uma criança de cinco anos ― Sabe onde está se metendo... Mesmo que Albion seja um homem tão formal, algo que não estamos acostumados... Precisamos dele, você precisa dele Hann ― Ele fez uma pausa, quando notou meus olhos fixos nele, fazendo-o engasgar ― Você é forte Hannah, decidida, esperta e sabe agir em bando... Se aprender a controlar essa fera que vive dentro de você ― Disse Aled tomando a palavra ― Será quase impossível perdermos!
 
 Perdermos o que? Não possuíamos mais nada para perder ― Tudo que ganharmos será lucro e vocês colocam muita esperança encima de mim... ― disse olhando para o teto, senti o olhar dos dois em mim. Aquela manhã e tarde levariam uma eternidade para passar, tínhamos dois caminhos a tomar: Fugir ou ficar e aceitar.
 
  Não trocamos mais uma palavra, Aled fixo no computador e Throst trocando de canal, e eu lá... Olhando para cima esperando que as respostas caíssem do céu. Este era meu ultimo dia como um beta, ultimo dia livre? ― Minha moto! ― Disse dando um pulo da cama, olhando para os dois ― Está no lugar onde deixou! ― Disse Throst me jogando a chave que estava em seu bolso ― Como!  Como puderam deixar minha moto no meio do nada! Estão malucos?! ― E lá estava eu tento um chilique por besteira e não tinha atenção de nenhum dos dois lobos.
 Respirei fundo e sai do quarto, batendo a porta com força. Mas antes de sair do apartamento, precisava de um banho. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Seg 28 Mar 2016 - 23:31

Me sentei na cadeira almofada, me ajeitei da melhor forma que consegui, todos seguiram o exemplo e se colocaram a sentar, uma vez que todos estavam levantei a mão para chamar a atenção de todos os presentes no grande salão.

Oliver um senhor de meia idade com cabelos grisalhos, e barba aparada, estava do meu lado direito, seguido por Roberta, Andreas, Renan, Sofia e Angus. Do outro lado estavam Helenice, Vitor, Brianna, Alec, Felix, e Erick na ponta mais afastada, comigo éramos doze famílias ancestrais do clã; olhei para cada um com um olhar avaliativo, buscando os inimigos e aliados se ali houvesse algum.

― Então creio que podemos dar início a esta reunião. ― Falei me sentindo extremamente nervosa com tudo aquilo.

Todos os olhares passaram de mim para Oliver a quem se pronunciou logo em seguida.

― Esta reunião é para tratar sobre a regência do clã, estamos preocupados que tudo o que prezamos e protegemos fique na mão de uma criança que fugiu, não aprendeu os costumes, crenças, habilidades e conhecimento necessário para ser uma líder, pois o que vemos diante nossos olhos é apenas uma criança um pouco maior.

Finalizou com uma voz calma é tranquila enquanto me olhava nos olhos, com um desafio silencioso.

― Antes de qualquer coisa deixe que eu o corrija sua observação caro Oliver sobre meu passado... Eu não fugi como todos pensam, eu apenas decidi conhecer e experimentar coisas novas, pois não queria ficar com uma mente fechada, afinal as coisas mudaram é continua mudando, vocês pararam no tempo. É fato que não sei todas as regras, leis, crenças o que quer que seja necessário saber sobre o clã, mais aprenderei.

Todos olharam para mim surpresos e chocados, enquanto respirava notei o meio sorriso de Erick tentando esconder o seu divertimento.

― Os tempos mudaram meus caros, apenas vocês não se deram conta disso, está na hora das leis também mudarem...

Quando terminei de me pronunciar o silencio era palpável. Esperei como quem espera a tempestade chegar.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Ter 29 Mar 2016 - 8:49

ERICK BARCELLOS

Erick ainda não conseguia acreditar que Bhetia tinha aparecido, ele ainda tinha esperanças que ele houvesse amadurecido é ficado esperta com o tempo, porém pela aparição dela suas esperanças eram inúteis.

A viu se acomodar na cadeira forçando dos os demais a fazerem o mesmo, seguiu para o seu acento se colocando a observar, assim como os olhares dos mais diversos em sua direção, alguns surpresos, outros curiosos e alguns raivosos.

Ela pediu para começar a reunião, porem quem se pronunciou foi Oliver representante intitulado pelo voto da maioria do conselho até a resolução de todo aquele processo de liderança desde a morte da avó de Bhetia.

Achei que ela recuaria de imediato assim que ele terminou apesar dos olhos inquietos sua voz soou firme, ela se defendeu de forma direta e simples sem dar muitos deles, mas a forma dita causou espanto, alguns se entreolharam, em seguida terminou dizendo que os tempos mudaram, e que eles precisavam mudar, assim como as leis, ela caminhava por um campo muito delicado.

Porem foi impossível para Erick conter certo divertimento na situação que acontecia naquele conselho.

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Re: Amsterdã

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