Amsterdã

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Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Qui 31 Mar 2016 - 23:07

Quando cheguei no meu quarto, não tive muito trabalho para juntar a roupa, mesmo jogadas pelo quarto ainda eram poucas. Limitei a guardar tudo, ainda faltava muito para o amanhecer e com isso não podia sair logo em seguida, iria parecer que fugia com o rabo entre as pernas.
 
Joguei-me na cama olhando para o teto branco, com o gesso fazendo o trabalho de deixar as luzes fantasmagóricas, gostava daquele tipo de tecnologia, me fazia lembrar quando era mais nova... Muito mais nova, na época dos castelos e quando a palavra valia mais que a própria vida. Como teria sido minha vida, se não conhecesse Leonard? Com que idade teria morrido? Quantos vampiros e lobisomens eu teria matado se seguisse os passos dos meus pais? Questões e mais questões...
 
Quase pulei da cama quando escutei o telefone do quarto tocar, ninguém sabia que estava ali... Como?! Levantei o fome e coloquei na orelha, se possuísse coração este estaria apertado. Em tempos não era surpreendida.
 
- Telefonema para senhorita Sophia – Disse a recepcionista, perdi a voz e engolia a seco – Pode passar – respondi.
 
O silencio durou pouco mais de trinta segundo, então escutei uma voz grossa e antiga, senti meu corpo todo arrepiar – Sophia Hills? – Perguntou, respirei fundo... Nada mais que um velho habito de quando era humana.
 
- Sou eu... Quem fala? – Falei com a voz pouco convicta, fazer o que? Não sou acostumada a ser descoberta e quem fez isto, certamente era alguém que deveria temer.
 
- Quem transformou seu criador, desejas lhe conhecer – Disse a voz, então eu gelei. Leonard já era um vampiro bastante poderoso, seu mestre deveria mais poderoso – Onde? – respondi, a curiosidade falava mais alto que o próprio perigo que eu estava correndo, mas de certo, negar não era uma opção, se me achou aqui... Acharia em qualquer buraco.
 

- Pegue o próximo avião para Holanda... – ele respondeu – Quando chegar lá, receberá mais informações – Então desligou o telefone. De fato, Leonard tinha de onde puxar esse lado misterioso. Peguei minha mochila e desci, Holanda ai vou eu! 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 3 Abr 2016 - 13:04

Albion estava muito cansado sentia seu corpo pesado, seus olhos ardiam, mesmo sendo um lobisomem, ele não era mais nenhum garoto, e tanto tempo sem o devido descanso estava fazendo efeito em seu corpo, porém o chá de ervas aqueceu seu interior trazendo um frescor suave a cada golada, ele esperava que Lydia continuasse, ele não a apressou.

― Albion... Sei que está querendo saber o que aconteceu, se tenho algo para dizer que possa ajudar mais a verdade é que não sei, desde que nos mudamos para cá, Jimmy estava determinado a fazer a diferença, dentre isso ele disse que não queria me envolver, quanto menos soubesse melhor.

Ela segurava a caneca que ainda liberava fumava, seu reflexo se distorcia no liquido verdade em seu interior, Albion balançou a cabeça, compreendo o que ela estava dizendo, ela mordeu o lábio inferior frustrada.

― Eu acredito que Jimmy foi morto por vampiros, e os relatórios feitos para encobrir isso foram forjados, sabemos como os vampiros podem ser bem meticulosos...

Falou Lydia com sua voz quase falando, mais se poda ver raiva, dor e medo em seu interior.

― Lydia... Você não está sozinha, sei que você acha isso após perder seu irmão mais está enganada, seus pais eram amigos queridos meus, humanos que não sabia o que o mundo escondia é foram pegos, prometi que cuidaria de vocês, e mesmo assim permiti que isso ocorresse com Jimmy.

― Você não poderia fazer nada Albion... Não poderia está em todos os lugares mesmo que quisesse, sabe que Jimmy pediu para fazer isso sozinho, para provar que era capaz a ele mesmo, ele sabia que se tivesse lobos por perto, o cheiro que ficaria nele os denunciaria. Desta forma seria mais fácil passar despercebido.

Albion notava o quanto a garota tentava ser forte, a verdade que ela era mais forte que muitas pessoas que o velho homem conhecera.

― Irei fazer uma varredura pela região, sugiro que você volte comigo para o bando, poderemos protege-la lá, se os vampiros pegaram mesmo seu irmão, talvez saibam o que ele estava fazendo ou sobre você eles podem atacar, por isso não quero que nada te aconteça.

Disse Albion terminando seu chá olhando firmemente dentro dos olhos da garota a sua frente.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Dom 3 Abr 2016 - 19:48


         A água que caia do chuveiro era morna, relaxava meu corpo a medida que avançava. O cheiro do meu sangue seco no meu cabelo, ficou evidente com a água, evaporando um pouco com o calor da água, o vermelho manchando o piso grafite do chão do box do banheiro. As costelas estavam curadas, ou melhor, quase! Sentia uma dormência, isso significava que minha cura ainda estava funcionando perfeitamente e até rápido para minha condição.
 
         Forçava para lembrar exatamente o que havia passado noite passada, quando perdi o controle do meu corpo e aquela fera assumia o controle. Sentia apenas um forte gosto metálico na boca, aquele cheiro era de... Throst? Albion falava algumas coisas e Aled também, não conseguia lembrar de nada especifico era algo mais como flash desconecto. Frustrava-me!
 
         O banho demorou bastante, mas finalmente sai, envolvendo o corpo em uma toalha bordo, enquanto secava meus longos cabelos negros com o secador, lembrava-me que provavelmente seria o ultimo dia naquele apartamento, talvez os últimos momentos sendo um beta... Como me sairia em uma Alcateia? No bando de Albion?
 
         Sai do banheiro e no armário que estava na sala, peguei calças de esporte pretas, uma blusa de alcinha cinza e um blusão com fecho na frente, logico, roupas de baixo, sendo um top esportivo, teria que correr um pouco. Voltei para o banheiro e então me vesti, amarrando o cabelo em um rabo de cavalo longo. Calcei meus tênis preto com rosa neon e estava pronta.
 
         Peguei meu I-pod e os fones, coloquei o celular no bolso do blusão junto com as chaves, estava pronta para sair ― Vou buscar minha moto! Já volto! ― Gritei e escutei um “Cuide-se” dos dois. Sai do prédio e comecei a correr, uma corrida leve para inicio, até porque estava na cidade não podia pegar pesado!
 

         De inicio a corrida foi fácil com o movimento da cidade, admito, estava começando a ficar com sono, tantas emoções para uma noite só acabavam com qualquer espirito, fosse humano, lobisomem ou vampiro. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Qui 7 Abr 2016 - 0:08

O silencio durou mais do que o esperando com a minha declaração, eles pareciam tentar assimilar o que aquelas palavras realmente significavam, todos apenas se entreolharam como se chegassem a uma concordância silenciosa, a testa de Oliver franziu quando ele falou:

O que quer dizer com mudar as leis? Quem você pensa que é para querer mudar crenças, e tradições seguida a séculos. Um legado passado por gerações e gerações isso é uma blasfêmia! ― Falou Oliver indignado.

Mantive a postura, sem fraquejar, como ele ousava levantar a voz para mim, querendo ou não eu era a regente daquele clã pelo menos até uma decisão definitiva, mas se ele pensava que ainda era uma criança que iria se encolher diante dele, logo ele e os demais perceberiam seu grande engano.

Quem ela pensou que sou não...  Quem eu sou! Eu sou a regente deste clã, até que me destituem ou tente tomar o meu lugar, alguém quer tentar fazer isso? ― Levantei bruscamente afastando a cadeira que vez o barulho ecoar naquela sala.

Esperando que alguém me desafiasse abertamente, olhei para Erick que estava em silencio como os demais, ele era um dos poucos mais novos além de mim naquela sala.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Sex 8 Abr 2016 - 21:11

ERICK BARCELLOS

O que Erick imaginava aconteceu Oliver tomou a frente se mostrando ignorado com as palavras de Bhetia que parecia não entender o  perigo que se colocava, se isso era uma forma de separar os amigos é inimigos não estava se saindo bem.

Apesar dela ter razão em alguns pontos, Oliver também tinha, seria um duelo de forças que poderia durar por muito tempo, olhei para os dois os vendo se encararem, Bhetia falou que ela era a regente do clã até destituírem ou tentarem tomar o seu lugar, e desafio a tirarem.

Erick fechou o punho tentando conter a vontade de levantar é sacudir aquela garota maluca até ela cair na realidade, mas não podia fazer, isso precisava se manter a parte talvez assim poderia manter ela viva, mesmo quando ela tornava seu trabalho ainda mais difícil.

Ele viu ela afastar a cadeira, fazendo o barulho ecoar pelo salão, todos olharam para ela, até que uma mulher idosa de cabelos prateados e olhos azuis se manifestou.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sex 8 Abr 2016 - 21:33

O olhar de Albion dizia que não haveria discussão sobre lá voltar com ele para a colônia onde ficava seu bando era uma área afastada de todos, mas nada tão rustico que não poderia hospedar a jovem.

―Porém gostaria de descansar um pouco, depois terei que resolver um problema, tenho que resolver uma coisa antes de verificar os fatos que ocorreram com Jimmy, precisarei que faça algo para mim.

Falou Albion se levantando da cadeira, é caminhando pela cozinha.

― O que precisa que eu faça?

― Sei que vai parecer maluco, mais preciso que você guie alguns lobisomens para a colônia, você ainda sabe onde fica não saber?

― Sei sim... Mais acha seguro levar outros lobos? ― Perguntou Lydia.

―Não sei como explicar, mais acredito que eles são peça importante em tudo isso, eu os encontrei quando estava vindo para sua casa, isso será a prova de fogo deles quero que eles cuidem de você é que você os guie.

― De quantos estamos realmente falando?

― São três. Dois homens é uma garota, ela em aparência parece mais nova que você, mais pode ser mais velha, os dois são mais velhos como se fossem pai e tio dela, porem são membros de um clã exterminado.

― Entendo como se sentem...― Disse ela parecendo triste.

― Por isso acho que será bom que vocês  se conheçam, talvez você possa ajudar a garota, ele tem vários problemas que terei que resolver a respeito dela, mais isso é história para outro momento... Posso descansar?

― Claro que pode! Venha comigo... ― Disse ela me guiando pela casa.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sab 9 Abr 2016 - 2:16


          O inicio foi apenas aquecimento até sair da cidade, o que levou alguns longos minutos. Nos limites da cidade na floresta que beirava a estrada, parei para sentir o cheiro, buscava pelo cheiro do meu sangue, as pancadas da noite passada não eram de luta, mas algo com que meu corpo chocou.
 
          Fiquei a um quilometro para dentro da floresta, ali onde começaria a correr de verdade. Para alguém que cresceu em uma aldeia cercada pelos mais antigos carvalhos, onde a neve predominava boa parte do ano, correr naquela floresta era brincadeira de criança. Pula por cima de troncos caídos, desviar de arvores e pedras gigantes. Por um lado era extremamente perigoso correr daquele jeito no meio de um território que não era meu e pelo outro, era maravilhosa aquela sensação de liberdade sem precisar ser encima de uma moto, correr como fui criada, sentir o solo, os galhos cortando o vento enquanto desviava a cabeça para não ter um belo corto no rosto.
 

          Por mais rápido que corresse ainda sim a moto e o local estava longe, o cheiro se aproximava, mas lentamente, como se faltasse uma eternidade para chegar e de fato, um humano levaria quase a tarde toda para chegar ao local, contando que soubesse a localização exata, agora eu... Mal me lembro que cor de camisa Albion usava ontem, imagina o local onde ele me abordou? 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Dom 17 Abr 2016 - 11:35

ERICK BARCELLOS

A mulher que se manifestara era Brianna regente da terceira família mais poderosa, perdendo apenas para os Ramsay, é a família de Oliver, seus olhos pousaram sobre Bhetia, Erick aliviou um pouco a tensão, pois sabia que ela era uma amiga leal da Avó da jovem garota.

― Creio que todos estamos um pouco exaltados pelos últimos acontecimentos, sabemos que nosso clã está fragilizado é agir desta forma não irá nos ajudar.

A voz dela era suave apesar da idade por volta dos oitenta anos, ela conservava uma postura firme, sua voz era suave e firme ao mesmo tempo, como um canto relaxante.

― Brianna tem razão... Soube que alguns tocados em outros cantos do mundo tem sido mortos misteriosamente, isso me faz pensar quem poderia ser o causador disso, dentre minhas suspeitas estão os vampiros. ― Falou Erick chamando a atenção para ele.

― Isso não vem ao caso agora Erick, você é o mais novo dos presentes perdendo apenas para Bhetia, como tal deve entender que nossa prioridade primeiro para com o clã, não podemos ajudar externamente, se estamos frágil internamente. ― Falou a velha senhora.

― Está certa senhora Brianna... Me desculpe.

Todos os olhares se viraram para a velha  senhora.


OBS: A vez da Bhetia foi pulada devido a não resposta no prazo, segue a rodada normal, seguindo a mesma ordem.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 17 Abr 2016 - 11:53

Lydia levou Albion até um dos quartos da pequena casa que tinha apenas três quartos, uma era o dela, outro de Jimmy e o terceiro para hospedes, ao entrar ela mostrou  o quarto é  onde ficava o banheiro.

― Muito obrigado Lydia... Preciso descansar um pouco, pois faz alguns dias que não durmo direito, peço que não  saia, pois podem está  te vigiando, quando eu acordar mais a noite iremos partir, se quiser usar este tempo para arrumar suas cosias... ― Falou o Lobisomem.

― Entendi.. ― Disse ela com um ar pesaroso.

― Sinto muito Lydia, sei que gostaria de ter uma vida normal, mas neste momento como as coisas estão não é seguro, irei descobrir o que aconteceu com seu irmão, quando isso acontecer você poderá recomeçar onde desejar, mais por enquanto precisará ficar comigo.

― Eu entendo Albion, é só que é difícil... Vivemos aqui por apenas cinco anos mais foi como se tivéssemos achado nosso lugar. ― Disse ela indo até a porta.

― O seu lugar será onde você desejar que seja, onde se sentir bem por isso logo estará em seu verdadeiro lugar seja na colônia ou qualquer que seja o seu verdadeiro lugar.

― Obrigada... Agora descanse irei arrumar minhas coisas enquanto isso. ― Falou ela fechando a porta.

Sem muita enrolação Albion retirou parte de sua roupa, ficando o mais confortável possível ficando apenas com a calça jeans marrom, assim que se deitou, não demorou mais que cinco minutos para apagar.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Dom 17 Abr 2016 - 14:30


          Quantos quilômetros havia passado? Cinco ou dez? Naquela minha empolgação toda, com o cheiro de terra úmida da cerração da noite, os diversos tipos de arvores e vegetação, me dava uma nostalgia sem igual, talvez aquela ideia fosse boa, voltar a viver como um lobisomem, onde todos sabiam quem eu era o que eram, tecnicamente, iguais a mim. Não fingir ser o que não era.
 
          Quando dei por mim, já sentia o cheiro da moto tão perto que mal notei que também escutava vozes. Pelo cheiro estavam em três, discutiam a respeito da moto. Como levar, como colocar encima da camionete ou se faziam ligação direta! Serio que queria roubar o meu tesouro?
 
          Deveria ser mais precavida, chegar sorrateiramente como um caçador... Mas pra que? Simples humanos, simples ladrões... Isso me irritava de leve, mas seria um bom exercício caso partissem para cima de mim.
 
          ― Bom dia garotos! ― Disse sendo simpática, com um sorriso nos lábios. Mesmo tendo uma idade bem avançada segundo os cálculos dos humanos, ainda tinha a aparência de uma adolescente, por volta dos dezoito anos... Ou um pouco mais.
 
          Eles me olharam, entrando enfrente a moto, vi o loiro estranhar, já podia imaginar o pensamento “o que uma garota daquelas fazia aqui?!”, este seria o mais perigoso e os outros dois morenos, me olhavam com certa animação, este sim eram idiotas.
 
          ― O que uma gatinha como você faz aqui? ― Disse um dos morenos, pela semelhança deviam ser irmãos, os mesmos olhos castanhos, a altura representava que o loiro era o mais velho ― Vim buscar minha moto ― Disse apontando para ela, ainda sorria, talvez eles fossem inteligentes e me entregassem? Não, logico que não! Como se eu já não os tirassem pra burros, os dois morenos me cercaram e eu lá com carinha de inocente.
 
          ― Sinto muito gatinha, mas acredito que ela seja nossa... Se você quiser pode ser minha também ― disse o mesmo babaca, o único que continuava encostado na moto era o loiro, olhando diretamente para mim, o único que não sorria...
 

          ― Nem eu, nem minha moto serão sua... Então, não quero me incomodar, então peço que siga seu caminho e esqueçam essa historia de moto ― Disse para o idiota, mas encarava o loiro de volta. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Sex 22 Abr 2016 - 22:15

Vi Brianna levantar-se e olhar para todos na sala e quando por fim falou disse algo que estava na mente de todos os presentes. Realmente a ausência de seus pais e avó realmente havia fragilizado o clã e era necessário pensar em algo para mudar isso.

Desculpe Brianna, sei que tem razão, mas perco a razão quando querem me controlar como uma marionete. – Falei calmamente a ela enquanto virei-me novamente para todos.

Erick então se pronunciou e falou algo que vinha pensando há algum tempo. Realmente têm iniciados sumindo fora do clã, mas não iria demorar muito para alguém de dentro do clã desaparecer também. Pois se realmente são os vampiros os causadores deste mau haviam chegado mais alguns na cidade logo isso viraria catástrofe e era necessário evitar isso é apenas nós os tocados conseguiram fazer isso.

Mas a velha senhora não gostou da insinuação e repreendeu Erick, assim como os outros anciões a primeira ideia é sempre se proteger o máximo que puder sem ligar para o que acontece ao redor.

Eu sei que estamos fragilizados e precisamos nos unir. Mas devemos pensar nos de fora também eles podem ser de ajuda mais para frente ou ate se unir a nós tornando nosso clã mais forte. Pensem nisso. – Falei olhando para ela.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Dom 24 Abr 2016 - 10:57

ERICK BARCELLOS

Os ânimos de todos pareciam exaltados demais, não era para menos os vampiros estavam se movendo nas sombras, não apenas tocadas estavam sumindo, mais o aumento de desaparecimento de humanos estava crescendo de forma alarmante, muitas das mortes que jamais seria registradas.

Bhetia se desculpou, mais manteve se ponto de que o clã estava fragilizado, e que precisavam se manter unidos, até ai era um fato está colocação, mas unir todos os tocados era uma tarefa um pouco mais difícil do que ela imaginava, talvez caberia a Erick mostrar.

― Ouçam... Como todos não acreditam que Bhetia seja uma boa escolha para regente, ou melhor dizendo alguns acreditam nisso. ― Falou Erick olhando para Oliver.

Se levantando enquanto os demais permaneciam em seus lugares olhando diretamente para ele.

― Podemos seguir as tradições neste caso, no passado a escolha do regente era feita através de testes, vamos permitir que Bhetia passe pelo ciclo dos seis.

Todos os olhares se arregalaram de surpresa ao entenderem o que Erick estava propondo.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 24 Abr 2016 - 23:29

Albion usou o tempo que tinha para descansar ele precisaria está recuperando para o que viria, ele sabia que os outros lobos entenderiam mais a jovem garota era rebelde poderia complicar ainda mais a situação.

O plano era leva-los até a colônia pessoalmente, porém com as descobertas de Jimmy ele não poderia perder tempo indo até a colônia e voltar, o tempo era precioso demais, ele teria que resolver isso de alguma outra forma.

Se deitou com estes pensamentos na mente, mais nem mesmo eles foram capazes de mantê-lo acordado por muito tempo, apagando após alguns minutos, Lydia por sua vez começou arrumar suas cosias para a viagem que levaria algum tempo.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Seg 25 Abr 2016 - 0:44


          Senti que os dois se irritaram, menos o loiro que mantinha sua paciência intacta, talvez por não se importar com as palavras de uma garota “tão” nova como eu aparento.
 
          ― Por bem ou por mal terei o que quero! ― falou aquele idiota, veio para cima de mim tentando me segurar, claro que primeiramente tentaria não me ferir, era mais bonita intacta. Com um passo para um lado e para outro, um pouco de agilidade e ele se irritava mais ― Fique quieta se não quiser se machucar ― Aquelas palavras foram interessantes.
 
          ― Vocês não sabem o real significado de dor... Parem de brincadeiras e se mandem ― Falei começando a perder a paciência. Para minha surpresa ele desferiu um soco. Desviei o rosto, mas segurei o pulso dele. Vi seu rosto se transformar em um misto de surpresa e dor ― Serei boazinha com vocês... Mas ― Disse começando a apertar o pulso do homem, que começou primeiro a gemer de dor, mas logo já perdia a força das pernas e berrava como uma criança ― Apenas que isto sirva de aviso... As aparências enganam... ― Disse olhando pertinho para o idiota, meus olhos chegaram a brilhar, fazendo ele gritar de terror.
 
          Agora entendia o porque aquele loiro estava tão calmo, mal terminava a brincadeira com o idiota e um barulho alto veio da direção dele. O cheiro de pólvora se misturou com a umidade do ar e eu senti uma dor gigante no abdômen ― Quer morrer? ― Disse soltando o pulso do homem e colocando a mão encima do ferimento ― Você atirou em mim!
 
          Pela minha reação, os três entraram em pânico! Adorava assustar os humanos. Dei alguns passos em direção a ele com um sorriso nos lábios ― Já que me feriram, acho que posso proporcionar a mesma dor a vocês... Talvez até pior ― Para eles, eu devia ser o próprio demônio personificado em uma garota, tanto é que saíram correndo e gritando.
 

          A dor incomodava bastante, mas já sofri milagres de acidentes e não sendo de prata, aquilo não iria me matar. Subi encima da moto e liguei o motor, por sorte o capacete havia passado desapercebido por eles, pude coloca-lo e dirigir para casa, arrumar as malas e esperar pelo Alfa finalmente nos levar para a tão falada aldeia. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Qui 28 Abr 2016 - 22:41

Vi Erick levantar-se e olhar para todos na sala e o que disse a seguir pegou a todos de surpresa, eu ainda mais que os outros. Sabia que a maioria dos anciões não me aceitava como regente, mas fazer a prova do ciclo dos seis era extremamente diferente.

Primeiro me ligam, depois de anos para me dizer que a única família que tinha morreu. Logo após me elegem como regente. E quando minhas ideias não batem com a de vocês já querem me depor. O que querem de mim afinal? ― Indaguei ao grupo seriamente.

 Mas como não era a regente definitiva poderiam sim pedir a prova. Que consistia em que os conselheiros votassem em  seis desafios para provar minha liderança e sabedoria.

Mas entendo que vocês tenham o direito, assim basta escolherem o dia e os desafios. – Falei determinada.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Dom 1 Maio 2016 - 14:17

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Bhetia não entendia o que tudo aquilo significava ninguém ligou para ela, para que ela se tornarem regente foi apenas para avisar a morte de sua avo, além de que o direito de regente era dos descendentes, porém não era a única forma de se tornar um regente...

― De você só queremos que entenda, você não está pronta para reger um clã, nem sequer está a par diante de nossas tradições, suas ideias contrarias não é nem o problema, mais que quando as dificuldades chegarem você se quebrara e com isso o clã.

Como se tivesse irritada com as palavras ela apenas disse entender o que era dito e que tinham este direito, bastava escolher os desafios é o dia.

― Não é assim tão simples... Teremos que analisar isso, se realmente fazer o teste do ciclo do seis, não é uma tarefa requisitada a pelo menos umas quatro gerações. ― Disse Brianna.

― Mais é o único jeito...

― Pode ser, mais não é assim que agimos, Bhetia poderia por favor retornar pra sua casa, vamos nos reunir e escolher o que será feito, assim que escolhido será avisada. ― Sorriu Brianna para ela.

Os demais apenas concordaram com aquela decisão é nada disseram apenas balançaram a cabeça.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 1 Maio 2016 - 14:37

Albion havia dormido algumas horas ele precisava deste descanso, espreguiçou, saiu do quarto e encontrou Lydia no telefone, assim que o viu ela desligou.

― Alguma coisa errada? ― Perguntou Albion cruzando os braços.

― Não... era minha chefe, estava dizendo que aconteceu um imprevisto e precisaria viajar, ela disse que poderia tirar o tempo que precisava.

― Isso é muito bom, espero que tudo seja resolvido rapidamente, já arrumou suas coisas? ― Disse o lobisomem se aproximando.

― Quase tudo, você gostaria de tomar um banho antes de ir? O Banheiro fica no final do corretor.

― Obrigado... Acho que estou precisando sim. ― Sorriu para ela.

Seguiu para o banho a deixando sozinha, minutos depois retornou de banho tomado e roupa trocada.

― Podemos partir quando quiser... ― Falou Lydia.

― Muito bom... Vamos encontrar alguns novos amigos. ― Falou Albion.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Seg 2 Maio 2016 - 17:52


Queria dar uma ultima volta nas estradas de Amsterdã antes de ir para outro lugar desconhecido, porem nem sempre o que queremos acontece. Acelerei até a entrada da cidade, não demorou muito para chegar no loft, mas em vez de estacionar na garagem, deixei na frente, ao lado da picape dos velhos lobos.
 
Quando fui desce da moto, senti uma fisgada no abdômen, a cura começava a agir, mas precisava tirar o projetil para voltar ao normal. Fui caminhando com dificuldade até o elevador. Quando entrei e esperava chegar à cobertura, vi um desenho novo talhado na madeira, um Ying Yang. Estranhei bastante, mas dei os ombros, já imaginava a bronca que iria levar.
 
Mal a porta do elevador abriu e vi os dois, fora do apartamento de braços cruzados, cara de bravos. Baixei o semblante olhando para o acoalho.
 
Bonito Senhorita McGraw ― Disse Aled, seus olhos castanhos fixos em mim. Já throst se limitava a respirar fundo ― N-não é o que parece! ― Disse, parecendo ser flagrada por uma traição.
 
Não? Então me diga qual a outra desculpa para você estar com cheiro de pólvora e sangue? ― Aled parecia meu pai e sua repreensão era digna dele! ― Eu... Eu... ― Eu não tinha resposta ― Passa pra dentro! Throst de um jeito nela enquanto eu arrumo as coisas.
 

Passei de cabeça baixa no meio dos dois, tirando o moletom e a blusa, ficando apenas de top branco. Quando deitei no sofá, vi duas malas de couro perto da porta do quarto dos dois. Aquilo me lembrava todas as vezes que nos mudamos nos últimos trinta anos. Cada cidade uma vida diferente, cada vez mais longe das nossas raízes, atrás de quem havia atacado nossa aldeia. Agora iriamos para outra aldeia, não gostava daquilo, mas precisava me controlar, apenas depois conseguiria a vingança que eu buscava. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Dom 8 Maio 2016 - 21:12

NARRADOR

Sem muito o que fazer ou dizer Bhetia saiu da sala de reunião deixando os demais membros em reunião fechada, sem isso ela não tinha o que fazer a não ser voltar para casa e esperar qual seria a resolução de tudo aquilo.

Erick apesar de ter sugerido o teste pensou que poderia escolher algo que ela falhasse sem grandes danos para protege-la, ou que sua missão a levasse para longe para assim impedir que algo perigoso pudesse ocorrer a ela.

O dia se seguiu assim, enquanto Bhetia esperava o desenrolar e veredito do que iria acontecer com o desejo de sua avó, e seu lugar como regente.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 8 Maio 2016 - 21:44

Albion é Lydia saíram quando o sol estava se pondo no horizonte, Lydia tinha um carro  era um jipe verde musgo, ela deu a chave para que Albion guiasse até onde eles precisavam chegar, após ajudar a pôr as coisas no carro eles partiram.

― Lydia... Não se preocupe tudo logo se resolverá, sua casa estará segura, então poderá voltar para ela ou refazer sua vida onde quiser. ― Disse Albion ligando o carro.

― Sabe Albion. Não sei se gostaria de voltar para esta casa, existem lembranças dolorosas demais, pois tudo me faz lembrar de Jimmy, isso está sendo difícil por mais forte que tente ser afinal éramos sempre eu e ele, é agora sou apenas eu...

― Eu entendo Lydia, mais não está sozinha quando deixei que morassem aqui não foi porque os queria longe, mais porque os queria seguros para terem uma vida o mais normal possível, mas percebo que talvez fazer isso tenha sido meu erro. ― O carro começou a seguir em direção a estrada enquanto os faróis eram ligados.

― Você não errou Albion, meu irmão e eu somos muito gratos por tudo que fez por nós quando perdemos nossos pais, se não tivesse nos ajudados talvez tivéssemos crescido em um orfanato é sabe-se lá como teria sido isso. ― Falou  ela com uma voz suave enquanto ligava a rádio do carro.

Ela tentou por alguns minutos sintonizar em uma rádio que tocasse alguma música legal, até que ela deixou uma música que não era muito agitada nem tranquila demais. Porem a letra parecia ser um reflexo do que ela sentia, a música se chamava “Best Of You”, enquanto ela preenchia o carro a letra atravessava a mente dos dois de formas diferentes.

A música falava que todos tinham suas correntes que as prendiam, da perda era uma letra que não melhorava o ânimo mais parecia de alguma forma fazer colocar para fora tudo que reprimiam, após esta música tocou mais umas quatro antes que Albion desligasse o carro na frente do apartamento dos lobos, desligou o farol.

Lydia desceu olhou para o lugar ainda desconfiada, e seguiu Albion para o lado de dentro.

― Não precisa se preocupar.― Sorriu ele para ela.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Seg 9 Maio 2016 - 17:05

O destino é uma lei 
cujo significado nos escapa, 
porque falta uma 
quantidade imensa de dados.

          Senti a pinça de metal entrar na pele para tirar o projetil, era angustiante e terrivelmente doloroso, poderia gritar feito um bebe, mas me limitava a fincar as garras no sofá de couro, minha cama onde eu dormia nos últimos três anos, fixa com os olhos no teto que um dia foi branco, agora um pouco amarelado dos vícios de Throst. 
 
          Enquanto meu corpo sentia a dor, minha mente viajava por lembranças. Era melhor me perder em pensamentos que me fixar naquela dor, de sentir a agulha costurando o tecido para cicatrizar mais rápido. Olhava para um pôster na parede, com a moldura fina de madeira negra, uma anja, de cabelos encaracolados cor de sol, pele branca como a minha, vestia uma blusa branca regata e um short jeans, estava de costas com suas asas brancas imaculadas fechadas em um terraço. Pulseiras de couro enroladas em seu pulso com vários pingentes prateados, de braços abertos para o nascer do sol, em uma cidade, com o céu em degrade, azul, amarelo e rosa, a cidade abaixo escura com algumas luzes acessas. Ganhei em um parque de diversão que estava na cidade onde morávamos antes. Aquilo para mim representava a liberdade que um dia desejava ter novamente, antes correr na floresta com a minha família, agora presa nesta selva de pedra... Nem aquela dor de ter a pele furada, por uma agulha ou por um tiro, chegavam a dor de estar aprisionada pela raiva, pela perda e pela vingança. 
 
          ― Faz tempo que não a vejo chorar ― As palavras de Throst me acordaram, daquele pequeno transe que estava tendo com aquele pôster, olhei para ele, abrindo a boca mas só consegui inflar os pulmões e sorrir, como uma boba, como uma criança que foi pega de surpresa ― A machuquei quando fiz o curativo? ― A preocupação nas palavras dele, eram reconfortantes, como quando minha mãe cuidava de mim, balancei a cabeça em sinal de não, estava prestes a desabar chorando, estava perdida e parecia que por mais que eu lutasse sempre era assombrada pelos fantasmas do passado, estava farta de lutar contra alguém que parecia não existir ― Fui muito duro com você? ― perguntou Aled se sentando no sofá e me puxando, me obrigando a sentar, passando o braço por detrás do meu pescoço. Balancei novamente a cabeça em sinal de não, e eles sorriram. Eles eram minha família, não poderia estar perdida com eles ao meu lado. 
 
          ― Você ainda é uma criança Hann... Não tente carregar o peso do mundo nas costas ― Disse Aled puxando minha cabeça para deitar em seu ombro ― Não foi uma criança ― disse em sussurros, enquanto sentia ele soltar meus cabelos e afaga-lo ― Claro que é... Ainda é um bebê... Aquela linda bebê que Matt nos mostrou parecendo um idiota ― Aquilo me fez rir ― Vamos lá... Pense nisto como apenas um passo a ser dado... Quantas vezes nós já nos mudamos? Vamos chegar onde queremos... Para isto precisamos dar um passo de cada vez ― Disse Throst, colocando a mão encima da minha perna e piscando para mim, se levantou e foi arrumar a casa. A rotina de sempre, desligar o gás, trancar as janelas, olhar nos armários e gavetas se esqueceu algo. 
 
          Depois de recuperada de um ataque sentimental, me levantei e fui fazer as malas. Diferente deles, minhas malas eram mais modernas e maiores, algumas roupas e caixas sendo de joias ou porcarias juntadas ao longo dos anos. Deu uma mala e uma mochila. Tomei um banho para ficar pronta para a tal mudança. Vi o sol sumir e a lua começar a reinar no céu, aquela cobertura era fascinante, me perguntava como seria aquela aldeia, igual a minha antiga? Casas de madeira, com soleiras? No meio da floresta perto de um córrego? E o clima? Sentei no sofá calçando as botas e a jaqueta de couro preta. 
 

          Ele chegou no horário, escutei as engrenagens do elevador se moverem ― Ele não está só... ― Disse Throst abrindo a porta, parecia mal humorado, era falta de respeito levar um desconhecido a casa de outros ― Pelo cheiro é uma fêmea... Uma acompanhante... ― Disse Aled querendo acalmar os ânimos do colega, me levantei tirando o pôster da parede, abri a moldura e enrolava o papel, próxima parada ele pararia na parede do meu quarto, ou quase isto. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Seg 9 Maio 2016 - 22:55

[justify]Em silencio entraram no elevador que os levaria até os aposentos dos novos membros, ou talvez não seria a escolha deles, Albion estava fazendo uma escolha perigosa, porem ele sentia que isso era o certo a fazer, seguir seus instintos era parte do que o tornava um alfa.

Assim que o elevador se abriu, ele seguiu até a porta, o lobisomem sabia que levar uma outra pessoa poderia soar como uma ofensa ou qualquer coisa do gênero, porém não era apenas ele que precisava ceder, eles precisavam cooperar é mostrar seu valor.

Fazerem ser reconhecido, não apenas por sua força mais por um conjunto de habilidades que dirá se poderão esta prontos para o que está por vim, diante a porta Albion bateu na porta, não demorou para a mesma ser aberta e revelar um homem imenso e musculoso, a cara que o mesmo fez revelava o desgosto não apenas por Albion como pela sua acompanhante.

Mais para Albion isso não importava, não precisava aceita-lo de imediato, apenas entender que ele seria aquele que eles seguiria.

― Desculpe chegar assim é ainda mais com uma visitante, mas medidas inesperadas nos pedem ações inesperadas, posso entrar?― Perguntou Albion tranquilamente do lado de fora.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sex 20 Maio 2016 - 21:24


          Estava de pé ao lado de Aled quando o Alfa finalmente apareceu, enrolava o pôster com a maior calma do mundo, enquanto Throst fazia sinal para os dois entrarem ― Sentem-se ― Disse Aled olhando para os dois, não parecia tão animado quanto de inicio, incomodado com a intrusa, ou seria acompanhante? Dei os ombros, apenas pelas palavras do lobo sabia que algo não estava certo.
 
          Throst fechou a porta e se atirou na poltrona de couro que vivia sentado ― “Medidas inesperadas”? ― Perguntei com calma, acompanhando o Alfa com os olhos ― Se não nos avisou que viria acompanhado quando saiu... ― Disse encostando na parede ― O que mudou? ― O cheiro que vinha da acompanhante era estranho, não parecia ser algo comum, seus sentimentos estavam confusos, tristeza se misturavam com medo?
 

          Aled estava olhando para a moldura na parede, agora era um quadrado preto na parede cor de grafite ― Onde estão os modos, pequena? ― Disse Aled me cobrando modos, se o próprio Alfa não teve ao trazer alguém desconhecido ― Uhn... Seja bem vindo Senhor Albion... ― Disse em um tom sem muita empolgação, aquela pulga atrás da orelha não me dava muita animação. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sex 20 Maio 2016 - 22:23

Apesar de não ser um vampiro e precisar de convite para entrar nas casas, Albion era apito dos velhos costumes e cortesia, assim que lhe foi concedido a entrada o lobisomem entrou com a jovem Lydia ao seu lado, como esperado os lobos não gostaram da visitante.

Assim que os convidaram a sentar em os dois se sentaram, Lydia olhava para eles com certa curiosidade, porem com um olhar distante e ainda vago, quem falou foi a jovem lupina  falando sobre medias inesperadas, palavras estas ditas pelo próprio Albion, apesar da calma era visível o questionamento que as acompanhava enquanto o encarava.

Sem se segurar ela continuou dizendo que se ele não os tinha avisado que viria acompanhado quando saiu, enquanto ela se encostava na parede, finalizou perguntando o que mudou, foi o mais sábio dos três que pediu boas maneiras a ela, quando ela devolveu de forma meio desanimada as palavras que poderia soar como deboche.

Albion se ajeitou desabotoado o casaco, olhou para Throst, depois Aled e por ultimo para Hannah, é nesta parou o olhar.

― Primeiramente quero que conheçam Lydia, ela é uma humana e sabe o que somos, segundo não somos donos da verdade e nem das ações que precisamos tomar, não os avisei porque já iria vim aqui para conversar apenas aguardei por isso, uma vez que também não me preocupei de pegar algum contato de vocês.

O lobisomem desviou os olhos da garota para voltar seu olhar para Aled, sabia que apesar de tudo ele era o que comandava tudo ali.

― Esta mudança aconteceu porque ela e parte do porque estou aqui como disse a vocês, infelizmente como vocês ela perdeu sua família, primeiro os pais, e recentemente o irmão, porem ela não está sozinha, aqueles que se unem na dor possuem laços mais fortes do que os do próprio sangue, a trouxe aqui por uma razão, e esta será ditas a vocês caso já tenham se decido...

Albion olhou em volta vendo as coisas serem guardadas, aquilo dava a entender que eles aceitariam a oferta do alfa, ou que apenas iriam para outro lugar, é Albion precisava ter certeza.

― Percebo a mudança, mas a pergunta que permanece, vocês se unirão a mim... Sim ou Não? Se a resposta for sim, vocês se ligarão ao meu bando a minha força, vocês compreendem o que isso significa? Estou sendo bem claro sobre isso, pois o que irei confiar a vocês e algo que coloca não apenas meu bando em risco, aqueles que gosto e que não são como nós...

Olhou para Lydia que parecia perdida, apenas ouvindo as palavras do velho homem.

― Mais advirto uma coisa, tento proteger o que é importante para mim, o que lhe s ofereço e a chance de se conectarem, assim descobrindo o que aconteceu com seu antigo bando, porém a vingança que almejam precisa ser balanceada com o dever que irão ser colocado sobre seus ombros, não quero ter que me preocupar com vocês não protegendo as costas de um companheiro quando a chance de uma resposta surgir... Garanto isso irá acontecer e poderá ser uma armadilha, caso aconteça eu mesmo os caçarei.

As palavras eram firmes, não era uma ameaça mais uma preocupação e promessa silenciosa de um homem que já havia sacrificado muita coisa.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sab 21 Maio 2016 - 0:26


          Albion possuía o dom de usar as piores palavras possíveis. Ele comparou a humana com nós, como se perder os pais e o irmão fosse a mesma coisa que perder a toda uma aldeia, coisa que o Alfa nunca sequer sentiu.
 
          Ele falou que não se importou em pegar contato com nós e assim não nos avisou. Aled parecia perdido em pensamentos ao contrario de Throst que se sentia incomodado e eu por outro lado, estava pensando no porque aquela humana estava ali.
 
          Varias teorias se formavam em minha mente, mas a pior era o fato de querer gerar um ser Hibrido, algo na qual eu fui taxada quando mais jovem. Lembro-me das dores de cabeça que Matt tinha com seu preconceito em misturar nosso sangue, nos tornar mais fracos perante as outras aldeias não era algo bom e humanos sempre foram mais fracos, ou eram transformados em betas ou afastados da aldeia, porem agora aquele alfa parecia apreciar aquela mistura.
 
          Ele falou sobre nossa lealdade e falava olhando para Aled, o lobo mais velho do nosso trio, mas aquelas palavras acabavam por ofender meu pai e antes dele conseguir puxar o ar para responder.
 
          ― A segurança da aldeia vem acima das nossas próprias vontades, nossos próprios desejos... ― Disse olhando para o Alfa, mas não o desafiava ― Posso não ter auto controle, porem sou uma caçadora... Sei e eles também sabem, que ir com muita sede ao pote pode levar a uma falha grave e até fatal... Se está preocupado que nós iremos largar tudo para ir atrás da vingança... Estas profundamente enganado ― Disse fazendo uma pausa, olhando para a humana e depois voltando ao alfa ― Minha antiga aldeia era organizada e mesmo em assuntos particulares, sabemos que precisamos... ― Fiz uma pausa para me corrigir ― ou melhor, podemos pedir auxilio ao alfa e dos mais antigos lobos...
 

          ― O que ela quer dizer Albion, é que fomos criados sabendo a importância da sabedoria dos mais antigos... ― Simplificou Aled ― Desejam café? ― perguntou ele, indo para o fogão, onde começava a chiar a agua. Aquilo quebrava totalmente meu pensamento, ajeitei a roupa e sentei na poltrona ao lado de Albion ― A resposta será sim...
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