Amsterdã

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sab 21 Maio 2016 - 16:20

Apesar dos olhos repousaram sobre Aled, Albion olhava de forma ampla a todos, não o surpreendeu quando a jovem lupina respondeu  dizendo que a segurança da aldeia vinha acima das vontades é desejos, seus olhos eram firmes.

― Não me entenda errado a aldeia é importante sempre, mais existem situações que só poderão contar com seus companheiros, a aldeia pode ser refeita em qualquer lugar mais as pessoas que perdemos não.

Ela continuou falando de seu autocontrole, e desejo de vingança e as palavras não condiziam com suas ações desde que se encontraram, ela não parecia se importar com nada, realmente não existia de fato uma unidade entre eles, havia uma preocupação dos mais velhos para com a mais nova, é ela parecia aproveitar disso, mas Albion apenas a ouviu sem nada dizer.

Antes que pudesse argumentar Aled simplificou as palavras da jovem, o alfa apenas assentiu com a cabeça para com tudo até mesmo sobre a bebida que fora oferecida, assim que a agua começou a chiar, o mesmo se levantou indo a cozinha enquanto a garota antes em pé se aproximou sentando ao lado do lobisomem , dizendo que a resposta era sim.

― Bem sendo assim, irei contar a vocês tudo que precisam saber, sobre o que de fato faço, aqui, a presença de Lydia é sobre o que aconteceu com o seu bando, pois acredito que tudo isso tenha certa ligação.

Falou Albion olhando para Hannah, depois Throst, e por última para Lydia enquanto Aled preparava o café ele sabia que o mesmo podia escutá-lo.

― Primeiramente como dito antes vocês serão direcionados a colônia onde estão concentrados o maior número do bando, é quase como uma pequena cidade oculta da maioria das pessoas, porém para isso precisarão de um guia, uma vez que minha tarefa aqui se mostra ainda longa, Lydia precisa de um lugar seguro, resolvi que talvez seria uma forma de realizar duas coisas.

Albion fez uma pequena pausa, olhando diretamente para Hannah a quem ele sabia que iria mais dificultar tudo aquilo, o ímpeto rebelde dela era grande.

― Em outras palavras ela será a guia de vocês até a colônia, na verdade ela será uma missão de vocês escolta-la e garantir que nada aconteça a ela, vampiros estão se movendo por todo mundo, alguma coisa está acontecendo, por esta razão vocês precisam se reunir na colônia enquanto eu resolvo ainda alguns problemas para me juntar a todos, como já havia  mencionado Lydia os levará, pelo menos até parte do caminho, pois precisarão passar na Grã Bretanha, lá vocês encontraram meu filho é meu  melhor guerreiro, com eles vocês se reagruparam com os demais lobos...

Albion Daiki

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sab 21 Maio 2016 - 23:29


          Novamente, Albion conseguia escolher as piores palavras para se expressar, mas começava a me acostumar com aquilo. Acabou falando que a historia da protegida dele havia algo a ver com o que houve com o meu bando, o que uma humana órfã teria a ver com a destruição de um grande bando que vivia longe e em outra cultura da dela?
 
          Apenas por respeito, continuei em silencio. Ele falou que iria ser direcionados a aldeia, então ele não nos levaria e para piorar ainda como primeira missão nos usaria como guarda costas de uma humana? Aquilo parecia ser piada e começava a achar que aquele bando só era grande porque Albion dava uma de orfanato, abrigando todos com algum problema.
 
          Falou que ela seria nossa guia, começava a gostar mais da ideia de só proteger que ter ela como guia ― Na grã Bretanha? ― Disse Aled da cozinha, o cheiro do café já pairava em todo o apartamento, um cheiro aconchegante e quente, agradável. Então me surpreendi com a noticia, Albion possuía um filho e encontraria com ele juntamente com o “melhor” guerreiro do bando que estava para entrar. Olhei para Throst, aquele era o melhor guerreiro do meu antigo bando, ele mal se moveu com a noticia, como se não se importasse com aquele titulo e de fato, estava ficando velho e sabia que seus dias de gloria estava a poucos anos de se esgotar.
 

           Sentei para trás olhando para Albion ― Se não me engano, escolta foi o primeiro trabalho que Matt te deu, não foi Hann? ― Única coisa que fiz foi balançar a cabeça e lembrar daquela palhaçada que foi uma missão de iniciante. Eu e Caleb tendo que escoltar uma velha senhora até outro bando, aquilo foi complicado além de irritante, mas trazia boas lembranças, talvez aquilo fosse um sinal, primeiras missões iguais? Com um leve sorriso olhei para Aled, que trazia o café em uma bandeja, tantos modos e refinações para um velho lobo mercenário, hilário no mínimo ― Então... Se queremos passar desapercebidos teríamos que ir de carro... Mas se quisermos ser rápidos, vamos de avião... ― Disse throst, como se aceitasse aquilo numa boa, enquanto eu estava perdida no meio dos três. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 22 Maio 2016 - 13:05

Era esperando que aquilo tudo soasse estranho e confuso, porem não havia muito tempo para explicar todo o desenrolar, da cozinha Aled  repetiu o lugar para onde teriam que ir, isso fez Albion se perguntar se ele conhecia ou sabia do que estava acontecendo por lá.

O cheiro do café já podia ser sentido, o olhar de Hannah era fixo em Albion, mais quem falou foi Aled dizendo sobre o primeiro trabalho que a jovem receberá foi escolta, ela balançou a cabeça confirmando, enquanto revelava um sutil sorriso para Aled o que não passou despercebido por Albion, enquanto ele trazia um bandeja com café.

Albion pegou o dele, assim como Lydia é os demais, quem se pronunciou foi Throst, dizendo que se queriam passar despercebidos teriam que ir de carro mais se quisessem ser rápidos teria que ser de avião.

― Throst está certo, acredito que irem de avião seja a escolha mais sabia, chegando lá vocês irão  conhecer meu filho é sucessor, ele está em fase de treinamento mais já é um guerreiro poderoso e de bom coração, ele conhece a Lydia, então confiará em vocês.

Disse Albion bebendo um pouco de sua bebida quente, que acalentava seu interior.

― Voltando ao que aconteceu ao bando de vocês... O que tenho a dizer é que isso não foi um caso isolado, tem acontecido a alguns bons anos ou décadas. Apesar dos lobos viverem de forma discretas eles são inimigos naturais dos vampiros, por tanto sempre que se encontram confrontos ocorrem, porem eles descobriram as lendas de uma mestiça, e isso causou alvoroço entes os sem almas, para evitar que os lobos ficassem mais fortes, onde havia o boato  de uma criança mestiça eles atacavam, como eles agem ou fazem ainda é um mistério, porem acredito que estejam usando humanos para isso.

A voz de Albion era pesarosa, ao relatar como os lobos estavam sendo atacados, e sem poder fazer nada a respeito disso.

― Buscando entender o que tudo isso significa, estou reunindo informações,  assim como o irmão de Lydia estava, sua morde apesar de parecer algo sem importância, pode está relacionado com os vampiros, eles estão mais ocultos, pois alguma coisa grande está ocorrendo em sua sociedade, este é o momento de nos reagruparmos e decidir o que fazer, antes que mais lobos sejam atacados, e mortes ocorram...

Os olhos do Alfa passava por cada um naquele cômodo, como se ele tentasse ler a expressão de cada um.

― Tudo que precisarão saber, será dito a vocês, na colônia por isso não percam tempo, sigam rapidamente para lá, seguirei logo que resolver assuntos que poderão nos dizer mais sobre este conflito dos vampiros, é como as lendas dos lobos passaram a ser informação de vampiros...

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Dom 22 Maio 2016 - 18:43


          Peguei a xicara de café e me encolhi olhando para o assunto dos “mais velhos”, um costume que assumia quando precisava aprender. Olhava de um para outro, como se assimilasse cada informação e tentasse entender o porque de tais palavras e ações.
 
          Throst deu duas opções, uma rápida e não tão segura e uma demorada e cautelosa, na qual me agradava mais, porem Albion disse que teríamos que ser rápidos e iriamos de avião, senti uma pequena pontada por ter que me separar da moto, queria reclamar mas fiquei em silencio. Na grã Bretanha iriamos encontrar com o sucessor do bando dele e então seguir para a aldeia, uma pequena viagem para tantos perigos ― Onde seu filho está, não esta uma verdadeira bagunça? ― Perguntou Aled, mas os demais sabiam que era para manter distancia daquela cidade, ele se sentou no sofá ao lado de Lydia, terminando de ocupar os acentos do móvel.
 
          Então o Alfa disse que nosso bando poderia ter sido atacado por causa da lenda de Hibridos, que uma criança havia nascido. Meus olhos se fixaram em Aled, que chegou a trancar o ar, se ele concordasse a culpa da aldeia ser atacada era culpa minha ― Terá que me desculpar Albion, mas nossa aldeia foi atacada por caçadores e lobisomens, não vampiros... ― Disse Throst, no momento que o cheiro de conhaque subiu as narinas, ele estava misturando com o café.
 
          Aled se ajeitou na cadeira e estalou o pescoço ― Depois da morte do meu filho, ficou claro que ela ― Disse olhando para mim ― Não é nem perto de ser uma hibrida e confirmou a doença que ela teve na infância... Quem está passando as informações para os vampiros, são os traidores da nossa raça ― Disse ele tomando um gole de café, como se precisasse daquela pausa ― Nesses trinta anos, estive pesquisando... Como Matt não gostava dessa historia de misturar nosso sangue com humanos, existe os bandos que caçam esta quebra de “tabu”... Caçam tanto quem procriou com um humano como a própria criança e alguns acham mais fácil não sujar as mãos e deixam o trabalho sujo para os vampiros
 
          ― Estas crianças são azaradas, pois se um bando com más intenções as pegam viram escravas sexuais dos alfas, porem se fosse só isto... Ouvi boatos que essas crias tem grande porcentagem de erro... Então as Hibridas mesmo se forem bem tratadas, ainda sofrem, pois mesmo os poucos que conseguem chegar ao fim da gestação ainda correm o risco de serem deformados ou pior... E para uma mulher ver seu filho sair morto ou com problemas do seu ventre... Isto acaba com qualquer alma ― Disse Throst, olhando para a parede, como se conhecesse bem aquela historia ― Se forem pegos pelos vampiros, só deus sabe o que se passa na cabeça deles ― Fiquei surpresa em escutar aquela historia, toda historia que envolvia os híbridos era manchada de dor e sofrimento. Certamente era por isto que meu pai repudiava aquela lenda, se instinto de proteção com seu bando, seu instinto de pai falava mais alto que seu ímpeto por poder.
 

          Olhei para Lidya, será que ela conhecia tudo no meu mundo ou apenas aquelas historias básicas? Sentia certa pena por ela, perder o irmão não era algo fácil. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 22 Maio 2016 - 19:30

As palavras de Aled parecia confirmar que havia alguma coisa na Grã Bretanha que o impedia de querer ir para lá, mas respondendo à pergunta dele Albion continuou.

― A verdadeira bagunça ainda é um mistério, é verdade que houve um aumento alarmante de casos estranhos por lá, por isso mandei meu filho para averiguar, porem agora a presença dele se faz mais necessária na colônia, vocês irão apenas passar por lá. Dei a Lydia os contatos do meu filho e o outro lobisomem que está com ele, seu nome e Jhaeson.

Após as revelações sobre os casos envolvendo híbridos, Albion viu rapidamente os lobos mais velhos  se desdobrarem para  justificar o ataque de sua aldeia, os olhos do alfa pousaram sobre os de Aled o fazendo lembrar do pedido de não contar nada sobre aquilo. Apesar de Albion achar que esconder isso dela não seria a coisa mais sabia a fazer.

― Bem como disse estes ataques vem correndo a muito tempo, sua aldeia pode ter sido pega no fogo cruzado, como disse os vampiros estavam usando até mesmo humanos, criar um atrito entre caçadores é lobos para causarem isso.

Dizia Albion enquanto terminava sua bebida, é ouvia os relatos que eram o que corria todos os cantos envolvendo os híbridos.

― De fato os relatos que contam são parecidos com outros que já ouvi de outros clãs, por esta razão acredito que os vampiros estejam temendo uma mudança neste equilíbrio, não podemos deixar que façam o que bem quiserem, se vocês tiverem alguma pergunta ou dúvida podem falar, gostaria que partissem ainda hoje.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Dom 22 Maio 2016 - 19:57


          Achava estranha aquela conversa e os relatos de Throst. O alfa falou sobre a grã Bretanha, por algum motivo Albion não queria nos dizer o nome do filho ou nos dar os dados, aquilo me incomodava, afinal, confiava em nós ou não?
 
          Ele falou sobre os ataques, que humanos e lobos podiam ter atrito ― Os caçadores e os clãs viviam em guerra, então isto não é estranho ― Disse Throst parecendo ainda estar incomodado com alguma coisa ― Então você quer que nos três escoltemos uma humana até a grã Bretanha, buscamos seu filho e depois partimos para a aldeia... ― Perguntei, tentando entender realmente como seria aquela missão, Aled olhou para mim sabendo que logo viria a pergunta verdadeira ― Porem os contatos de tudo fica com ela? ― Aquilo chegava a ser ridículo! Como ele tinha a cara de pau de pedir confiança se ele não seguia as próprias palavras? ― Hann, não se estresse com esses detalhes bestas...
 

          ― Hannah tem certa razão, Albion ― Disse Aled, largando a xícara na mesa de centro ― Quer nos confiamos em você, porem nos mandar para uma missão as cegas, não me soa muita confiança de sua parte ― Disse meu mentor, olhando Throst que desistira de tomar o café e já tomava a garrafa no bico. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 22 Maio 2016 - 20:20

A conversa que parecia seguir sem grandes problemas, começava a tomar rumos mais intensos, as palavras de Throst, sendo acompanhadas logo em seguida pelas da jovem lupina, revelavam que a tempestade se aproximava.

Porem seu ponto não estava totalmente incorreto, Albion deixou de fora algumas informações para se resguardar, porém não poderia manter assim, mesmo com Throst parecendo não se importar, foi as palavras de Aled que revelou que  Albion precisava falar mais alguma coisa.

― Entendo a apreensão de vocês, se não dei muitos detalhes sobre isso é que como eles estão em uma missão de reconhecimento, poderiam tratar vocês como inimigos, o contato direto seria a Lydia para evitar isso, meu filho podemos dizer que tem sempre um pé atrás com as coisas em sua maioria.

Depositando a xicara sobre a mesinha de centro olhou para Aled.

― As informações que estão com a Lydia são simples, apenas o contato de telefone dos dois, caso vocês o queiram posso passar, assim como os nomes, a missão em especifico é reagrupamento, não haverá confronto, morte, ou ataque desde que sejam rápidos e discretos, eu estou confiando em vocês mais do que possam imaginar... Estou depositando em vocês a segurança de Lydia é o paradeiro do meu filho, tudo isso sem contar que estarão indo para a colônia, um lugar que nem todos conhecem ou tenham acesso.

Após um segundo de silencio Albion se virou para Hannah.

―Acredito que isso pode ser difícil para vocês, porem peço que me ajudem e confiem em mim, eu tenho uma forma diferente de lidar com as coisas, porém não colocaria a vida de ninguém em risco, nisso vocês podem acreditar. Estou mandando vocês para lá porque sinto que algo pode está acontecendo, e quanto mais rápido souber que todos estão bem mais tranquilo e fácil de lidar com as coisas será.


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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Dom 22 Maio 2016 - 20:56




          ― Se você tem o contato com eles, poderia informar que vamos encontra-lo... ― Disse Aled tentando ser logico, se fosse a uns cem anos até podia entender que não existia muitos meios de comunicação, mas hoje em dia é quase impossível achar alguém que não tenha um celular!
 
          Throst se levantou e chegou perto, o cheiro de conhaque era forte, mas duvidava que aquilo realmente o deixava bêbado ― E nós deixamos em suas mãos os últimos lobos do bando de Matt ― Disse ele colocando o celular encima da mesa, deixando explicita a mensagem que ele queria o contato ― Nossa confiança também é grande... ― Ele olhava pela primeira vez para Albion nos olhos, estava serio.
 

          ― Então partimos daqui uma hora... Antes que a noite caia ― Disse levantando e levando as xicaras para a pia. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 22 Maio 2016 - 21:47

Os lobos estavam receosos sobre a partida, porem algo mais parecia está envolvido ali.

― Poderia avisa-los sim... Porém creio que meu filho não iria partir apenas com um pedido, preciso que ele entenda a gravidade das coisas, e vocês estando com a Lydia ele poderá repensar um pouco, sem que eu tenha que ir pessoalmente, mesmo estando com Jhaeson ele sabe ser cabeça dura.

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa Throst se aproximou trazendo consigo o cheiro de bebida, ele falou sobre o bando do Matt, é colocou o celular em cima da mesa dizendo que queria os contatos mesmo que isso não fosse dito, terminou dizendo que a confiança deles eram grande.

Sem hesitação Albion pegou o aparelho e sorriu para o grande homem, enquanto digitava os números no aparelho. Enquanto ouvia Hannah dizer que partiriam em uma hora, enquanto se levantando e indo para a cozinha.

Albion se levantou, e entregou o aparelho para Throst.

― Aqui está.― Entregou o aparelho enquanto se aproximava de Aled.― Por favor cuide delas... Sei que pode parecer muito o que estou pedindo mais preciso que isso seja feito, como pai, acho que me entendi quando uma sensação o alerta que algo pode está acontecendo?
Em seguida se aproximou de Lydia.

― Querida, espero que tudo corra bem, eles irão ajudar, lembre-se de tudo que falei.― Albion a abraçou por alguns instantes antes de se afastar.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Seg 23 Maio 2016 - 20:21


          Albion falava sobre seu filho como se fosse uma criança birrenta, seria por isto que tinha paciência comigo? Throst mesmo não sendo tão delicado conseguiu arrancar um sorriso do Alfa, talvez as coisas estivessem progredindo, a passos rasos, mas andava.
 
          Enquanto eu lavava as xícaras e as colocava no escorredor escutei as palavras dele com Aled, apelando para o lado paterno do meu tutor, para cuidar “delas”? Ele me colocava nesta lista? Bom, alem de estranho era obvio... Ou será que teria mais alguém?
 
          ― Não precisa se preocupar, Hannah pode ser cabeça de vento, mas é uma boa garota... ― Como assim cabeça de vento? ― Protegerei as duas e seu filho também, pode ser um alfa ou quase um... Mas ainda sim, pelo que falou, faltam alguns anos de juízo na cabeça dele...
 
          Aled parecia tranqüilo com tudo aquilo, o mesmo de Throst que parou ao meu lado secando as porcelanas ― Pare de se preocupar tanto... Você sabe muito bem que quem faz esse trabalho melhor que ninguém é Aled e não nós ― Disse ele, me empurrando com o ombro, para brincar ― Eu sei...
 

          Vi sobre o ombro, Albion abraçar a humana, tinha carinho por ela e isto era visível ― Albion... Você falou o nome de um... Mas esqueceu de falar o nome do seu filho ― Perguntei desligando a água e secando as mãos, ainda perto da pia. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Seg 23 Maio 2016 - 22:10

As palavras de Albion parecia ter sido entendidas por Aled, falando que Hannah era cabeça dura mais mesmo assim uma boa garota, porem mesmo assim era bom tomar um cuidado extra, ele disse que protegeria seu filho também o que mostrou outro sorriso para Aled, de um companheirismo simples e direto.

― De fato nem todo o poder e o bastante, as vezes apenas a experiência e o tempo ensinam o que nós pais não conseguimos.

Mesmo concentrado na conversa Albion ouviu a fala dos dois na cozinha, mais não deu importância, virando apenas quando Hannah perguntou o nome de seu filho.

― Meu filho se chama Lucian... Foi um nome dado a minha falecida esposa.― Disse Albion com um certo pesar na voz.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Ter 24 Maio 2016 - 3:19


          Aled parecia entender o real significado da frase “falecida mulher”, se bem me lembro sua esposa havia morrido no parto do filho e alguns anos mais tarde acabou por perder o filho... Encostei-me na pia olhando para o chão logo após Albion me responder ― Você tem sorte de poder criar seu filho... Um legado deixado por sua esposa ― Disse meu tutor, sentindo o peso das palavras e saudade da família.
 
          ― Bom Aled... Parece que em vez de termos nossas férias merecidas, teremos mais crianças para cuidar ― Disse Throst tentando quebrar aquele ar pesado, arrancando um sorriso do velho amigo. Aquele assunto nunca era fácil para nenhum de nós.
 

          Throst terminou de secar a louça e voltou para perto dos dois outros lobos, entregando a Albion um cartão preto com a escrita de caneta em branca ― Para não dizer que se esqueceu de pegar nosso contato, ai está o meu numero e o de Aled... ― Mesmo com aquela posse de marrento, ele tentava ser responsável ― E você Senhorita... Pronta para viajar? Onde estão suas malas? 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Ter 24 Maio 2016 - 14:21

As palavras de Aled eram de pesar também, afinal ele conhecia a dor de se perder alguém, alguém próximo e essencial, dizendo que Albion tinha sorte de poder criar seu filho, que ele era um legado de sua esposa.

― Sim ele é um legado, tão que puxou muito dela é isso as vezes me dar um pouco de dor de cabeça.

Sorriu Albion enquanto Throst falava que eles não teriam as desejadas férias, mais sim mais uma criança para cuidar.

― HÁ HÁ.― Aquilo realmente tirou gargalhadas de Albion.― Não se preocupe meu filho não é mais criança posso lhes garantir, porem algumas vezes ele age como uma, mas quase sempre ele é alguém confiável, vocês verão.

Assim que se calou viu Throst se aproximar, entregando um cartão a Albion, dizendo que ali estava os contatos deles.

― Obrigado... As vezes sou um pouco desligado com estas tecnologias, mais irei guardar pode deixar.― O grande homem se virou para a garota ao lado do alfa perguntando se estava pronta para viajar, e onde estava as malas.

― Elas estão no carro não é muita coisa, vocês podem usar o meu carro caso queiram, acredito que o que o Albion fará precisa ser discreto, o que um veículo não ajudará.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Ter 24 Maio 2016 - 21:36


          A garota havia dito que poderíamos usar o carro dela, Throst acabou com um meio sorriso ― Passamos em um lugar e vendemos os carros, já que aqui não nos fará uso e o dinheiro poderá pagar a passagem e mais o que desejar... ― Disse o grandão ― Eu não vendo a minha moto!
 
          Quando disse isso, os dois chegaram a revirar os olhos, como se lidasse com uma criança ― Ela também não é criança... ― Disse Aled cruzando os braços, mas aquilo seria uma outra discução ― Vai terminar de arrumar suas coisas Hannah... Depois falamos sobre a moto ― Disse meu tutor sendo mais rígido, bufei e fui para o quarto ― Vou marcar as passagens.
 
          Eu não estava sendo muito sociável, mas viagens de avião não eram muito bem vindas para mim, preferia correr de moto que voar, fui para o note de Aled marcar as quatro passagens, pelos horário, haveria um que sairia quando o sol estivesse baixando, chegaríamos lá por volta das vinte de três horas, então encontraríamos os dois só no outro dia.
 

          ― Se a aldeia não for longe da Grã Bretanha chegaremos dentro de três dias... ― Disse Aled pensando no plano, já imaginando o que teria que fazer ― Se precisar pode usar o apartamento enquanto está na cidade, ele está em nome da Hann então não terá problemas com ser discreto. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Ter 24 Maio 2016 - 21:59

Todos já faziam planos para o antes, durante e depois da viagem, o que era uma coisa boa, mesmo que Hannah parecia estar relutante em vender sua moto, a oferta de Aled de usar  o apartamento seria bem-vindo caso ele precisasse.

― Obrigado pela oferta, se me deixar uma chave devolvo quando nos encontrarmos, porém e muito improvável que vá usá-lo, porém é bom ter uma segurança.

Albion  falava com tranquilidade, mas o que esperava ele poderia ser um caminho só de ida.

― Espero que tudo corra bem para todos vocês, logo iremos nos encontrar então se cuidem. Não passei meu numero para vocês, pode me passar algo para anotar, caso tenham problemas me liguem...

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Qua 25 Maio 2016 - 20:11


          Peguei o note e sentei na sala, escutando os papos e marcando as passagens. Vi Throst entregar novamente o telefone para Albion, certamente devia ter colocado o numero lá junto com o do filho.
 
          Via nos sites como vender os veículos de uma forma rápida e sem deixar rastros, como os dois me ensinaram, mas só de pensar em destruir minha moto já me dava uma dor grande no coração ― O avião parte em uma hora e meia, Lydia poderá usa um dos meus documentos falsos para pegar o avião, assim não levantaremos suspeitas quanto a ela e a nós... ― Disse entregando uma carteira de habilitação onde a foto estava borrada com o nome de Anita Peterson, daria para passar ― O agiota estará aqui dentro de quinze minutos para comprar os carros... Ele pagará um terço do que valem, mas assim mesmo que procurem não haverá mais rastros deles ― Throst me olhou com uma cara de sínico ― E a moto? ― Maldito!
 
          Aled já se virava para mim, esperando a explicação de como eu iria livrar minha moto de uma ida sem volta ― Deixo no apartamento! ― Disse como se fosse algo plausível ― Vai vender! ― Disse Aled sendo seco e ríspido, se eu possuísse orelhas e uma calda como os animais, agora estariam ambas abaixadas! ― Ok... ― Resmunguei. Podia parecer que eu era uma mimada, mas sabia a hora de ceder, mesmo que precisasse tomar esporro dos dois.
 

          ― Quando ele chegar, nós descemos e pegamos suas malas... E partimos para o Aeroporto de taxi... Se despeça de Albion enquanto pode ― Disse Throst para a humana ― Quando partirmos até chegar a aldeia, você será outra pessoa... Nada de ligar ou deixar rastros, não queremos ninguém, seja vampiro ou lobisomens atrás de nós ― Mudanças eram coisas complicadas, sem despedidas e sem deixas, única coisa que ficava era um apartamento vazio que logo seria vendido. 

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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Qua 25 Maio 2016 - 22:32

Era inegável a habilidade é facilidade com que eles se desprendiam e se organizavam na arte de ir para um lugar para outro mesmo com a relutância de Hannah em vender sua moto, a velocidade com que organizaram tudo surpreendeu Albion.

Quando Throst disse para que Lydia se despedisse de Albion foi o que ela fez, se aproximou dele e falou algumas coisas em seu ouvido, tão baixo que apenas ele poderia escutar, após isso se afastou com os olhos marejados.

― Não se preocupe Lydia, quem causou a morte de Jimmy pagará por isso. ― Falou Albion.

― Tenha cuidado... Não quero que você também acabe como ele.― Disse ela secando o início de lágrimas.

― Não se preocupe sou um alfa, não permitirei que me levem antes de revê-la.― Sorriu bagunçando levemente o cabelo dela.

Se voltou aos outros lobos,  estendeu a mão para cada um deles, até mesmo Hannah.

― Sei que tudo isso é repentino, porém creio que seja tempo de mudanças, com sorte está nossa união fará com que todos ganhem com isso, quando chegarem a colônia, conheçam o lugar vejam as semelhanças e as diferenças que possuímos, afinal a muito tempo atrás éramos apenas um só bando.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Qui 26 Maio 2016 - 4:10


          Albion cuidava daquela humana da mesma forma que um filho, claro que eu estranhava! Matt sempre teve uma postura firme com os demais membros do bando, únicos que ele demonstrava aquele tipo de afeto era comigo e com meu irmão, precisava demonstrar que ele era forte e não sentimental, aquele lugar congelado e esquecido por qualquer tipo de deus possui suas próprias regras e a qualquer sinal de fraqueza do Alfa poderia ser o fim. Como foi...
 
          Ficava sempre cabisbaixa quando pensava no meu pai, não sabia se ele estava vivo ou morto, se estava, o que o impedia de me buscar? Quem foi que nos separou? Aquilo fazia meu sangue por horas ferver e outras, vontade de cair na cama e chorar até perder todas as forças, porem agora era hora de seguir enfrente. Fechei o note e guardei na mochila de Aled, escutando o interfone tocar duas vezes, pausa e mais três, como o combinado.
 
          O Alfa apertou a mão de todos, meus tutores pegaram as malas e foram para o elevador levando a humana com eles, me deixando apenas com a minha mochila de couro para carregar, então chegou minha vez.
 
          Quando apertei a mão dele, no meio estava meu chaveiro com três chaves do Loft, uma da porta de entrada, uma da sacada e uma da porta de entrada do prédio com um chaveiro de metal de uma lua crescente, escrito nas costas “Hann” ― Os dois já devem ter te dito pelo que eu já passei... ― Disse em uma voz baixa, apenas para Albion escutar ― A lista dos que eu já perdi não é pequena... Então Albion ― Disse olhando para os pés, por mais que relutasse, ele queria me ajudar e sendo do bando dele, seriamos uma família ― Sei que está cidade guarda perigos piores dos que estão na Grã Bretanha... ― Minha voz começava a falhar. Abusada como sempre, dei um passo à frente, encostando a testa no peito do velho lobo para não mostrar meu semblante choroso ― Volte para a aldeia vivo... Por favor ― aquilo saiu como um sussurro tão baixo, que se fosse um humano talvez não escutasse.
 
          ― Vamos Hann! ― Disse Throst quando o elevador chegou, não levante o olhar, apenas me afastei, peguei a mochila, meu I-pod encima da mesinha e sai do apartamento. Como combinado estavam lá os três homens, um estava com uma mochila no ombro e o notebook já ligado encima do capo da picape ― Hannah!― Disse o mais velho ao me ver, eu sorri e fui até ele enquanto Throst seguia para o carro da Lydia para pegar suas malas ― Espero que a senhorita não seja apegada ao carro, pois nunca mais o verá ― foi o que pude escutar de longe, enquanto falava com o senhor a respeito dos carros. Não sabia como era o da humana por isto tivemos que discutir o preço ali.
 
          Demorou pouco mais de cinco minutos até ter negociado dos dois carros e a moto por um preço um pouco maior do que o homem queria pagar e ainda incluir que nos levassem até o aeroporto, usando a própria picape que era dos meus tutores, ele transferiu o dinheiro direto para três contas distintas minha. Fiz o nosso Check-in pelo celular mesmo e quando chegamos no aeroporto, apenas precisamos despachar as malas e meia hora estávamos dentro da aeronave, sentei na janela com Aled do meu lado e no banco de trás estava Lydia na janela e Throst.
 

          Liguei o I-pod no aleatório para me isolar dos outros três e assim fomos para Grã Bretanha...

Hannah McGraw
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sex 27 Maio 2016 - 23:07

Em meio a toda aquela despedida, e mudanças acontecendo de forma tão rápida, ver Hannah se preocupar com Albion com certeza foi algo que o pegou de guarda baixa, enquanto entrava a chave do apartamento para ele, quando ela encostou a testa no peito dele, ele sentiu a pele quente dela.

Ela evitava olha-lo nos olhos, ela pediu para que ele voltasse vivo, aquilo era o que ele queria, porem o destino era incerto e apenas  as dúvidas permeavam a mente do lobisomem, quando Throst a chamou ela saiu sem olhar para Albion o mesmo apenas sorriu vendo ela se afastar.

Enquanto Albion ficava no apartamento olhando o desenrolar da venda dos carros e da moto pela janela, viu Lydia o olhar de dentro da picape, enquanto Hannah ligava os fones de ouvido, com a chave em mãos Albion trancou tudo e desceu pelo elevador...

― Creio que Esta na hora de encontrar algumas pessoas.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Azrael Mors em Seg 30 Maio 2016 - 4:26

Voar realmente é um ato com um grau de prazer enorme, apesar de que preferia estar vendo as nuvens iluminadas pelos deleitáveis raios de sol tão temido pelos vampiros, mas que da uma “luz” a paisagem. No entanto eu não estava viajando sozinho, Uriel se encontrava em meu jato. Após nossa partida do castelo sem muitos comentários seguimos eu e o bastardo rapidamente para o aeroporto onde embarcamos em meu jato na qual eu mesmo pilotei o que reduzia a tripulação somente a mim e Uriel, que estava livre para se deleitar do estoque de bebidas que mantinha no bar do avião. Uma vez no ar apenas me guiava pelos instrumentos pois a visibilidade era nula, era como olhar para um grande véu negro que se estende não somente ate onde conseguimos olhar, mas ate o mais fundo que conseguimos chegar em nos mesmo. Um manto de trevas que juntamente ao silencio que a grande altitude proporcionava, deixava sua mente livre a pensar e sentir em meio a uma paz sombria. Em meio disso pensava em quanto tempo não enfrentamos algo de tamanha proporção, mas o quão perto estávamos de resolver o maior dos problemas que tivemos tal qual nos deixou ocupados por quanto tempo possamos nos lembrar. Estar diante disto me deixava animado, entretanto poder voltar à ativa era o que me incentivava de maneira que agora eu poderia ser o que sempre fui. Dei um sorriso confiante e logo peguei novamente os controles afinal, estávamos chegando.

Irma, minha querida irmãzinha! Que se esconde do mundo dentro de seu castelo esperando por nosso pai enquanto se delicia em seu lindo jardim. Como vai se bom revê-la! Comecei a aproximação para o pouso e assim chamei Uriel.

- Realmente sinto em dizer isto, mas se esta bebendo alguma coisa eu aconselho que logo termine, infelizmente tenho que pedir que se segure. – O céu se abriu e já era possível visualiza um lindo castelo tão gracioso quanto o meu, porem o que chamava atenção era o grande e bem iluminado jardim de rosas que se estendia pela extensão da área construída e provavelmente até um pouco mais. – Olha que belo jardim! Iluminado e expondo suas lindas cores vivas que não se apagam nem na escuridão da noite, não concorda? – Perguntei retoricamente para Uriel enquanto mostrava um sorriso ansioso que inutilmente tentava esconder. – Olhando daqui até parece uma pista de pouso.

O avião se aproximava rapidamente do inicio do jardim que serviria com uma linda pista de pouso, não seria como pousar no asfalto do aeroporto... Na verdade seria completamente diferente, porém ainda sim interessante. A aproximação assustou alguns servos que estavam no jardim e o primeiro contato foi algo incrível, uma chuva de flores destruídas batendo no vidro da cabine assim como a terra que voava e freava o avião que apesar das rodas estarem em solo... Digamos que as flores não dão muito tração. Liguei o freio e reverti os motores, porem o suficiente para que o avião parasse antes do jardim terminar, o chacoalhar era algo intenso e certamente faria qualquer um que não estivesse preso ao banco cair assim como algumas das bebidas que cederam à gravidade e pude ouvir se quebrando durante o processo. Instantes depois de muita “emoção” o avião parou, o enorme rastro de destruição se tornou visível à medida que a poeira abaixara. Rapidamente fui ver se Uriel estava bem, apesar de que seria agradável que ele tenha ignorado a parte do apertar os cintos.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Uriel Ivanov em Ter 31 Maio 2016 - 9:02

As coisas caminhavam de forma lenta porém caminhavam, Uriel subiu no helicóptero, sem falar nada, a viagem não demorou mais que uns quarenta minutos até o aeroporto aonde um jatinho os esperava, Uriel não se surpreendeu quando o próprio Azrael se propôs a pilotar.

Mais algumas horas de voo estaria em Amsterdã, onde nos encontraríamos com a irmã do meio de Azrael, o vampiro de olhos azuis não estava nada contente com aquilo, porem era um mal necessário, no avião se serviu das bebidas que tinha a sua disposição, se sentou em uma poltrona e assim ficou até avistar o castelo que começava a entrar em foco.

Ouviu Azrael perguntando que se tivesse bebendo alguma coisa para terminar logo, pois teria que se segurar, olhou  para o copo, é o virou de uma só vez, a luz começava entrar em foco, o jardim era bonito, o avião se aproximava do mesmo pela a parte do fundo, fazendo algumas pessoas correrem para todos os lados, sem pensar o original avançou com jatinho no campo, arrancando flores, e pedregulhos do solo criando um enorme rasgo até parar.

Uma enorme cortina de poeira subiu, dentro do avião varias garrafas viraram, Azrael apareceu olhando para Uriel que continuou sentado na poltrona, quando a poeira abaixou, Uriel sorriu, e apontou para fora da janela.

― Acho que aquela linda, loira e perigosa mulher não irá perdoar o que você fez com o jardim dela, ainda mais se chegou sem avisar sequer, espero que esteja preparado para isso, sou mero telespectador.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Azrael Mors em Qui 9 Jun 2016 - 19:38

Para sorte ou azar ainda não sei bem qual, Uriel estava bem! Sua afirmação de que minha irmã não perdoaria o fato deu ter destruído uma parte de seu jardim com meu pouso improvisado e bem sucedida fora dada com veemência de forma que ele mesmo tirou a culpa de qualquer envolvimento nisso.

- Caro Uriel, não fique tão à vontade. – Disse dando um sorriso. – Você sabe como é fácil fazer com que as coisas ruins sejam atribuídas a você, até parece que a natureza ajuda neste quesito.

Faz muito tempo que não vejo minha irmã, ela não é muito de se expor ou se evolver com qualquer coisa. Quase que um oposto de mim ela se mantem o mais longe dos humanos e de seus assuntos quanto pode, sendo ela uma original se imagina que ela faz isso muito bem. Eu amo minha irmã, mas o fato dela se iludir quanto ao nosso pai as vezes consegue me irritar o que por sua vez não é uma conquista que muitos expõem por ai. Não por sua fé, mas por sua falta de realismo. Entretanto me pergunto o que fez ela por todo este tempo? Como deve estar? Entretanto quero saber uma coisa acima das demais, será que ela vai entender a importância que temos de resolver este assunto afora que os planos de Maquiavel incluem Caim da pior maneira possível? Estava ansioso, porém outros sentimentos me dividiam derivados de outros problemas que ainda não se resolveram.

- Vamos logo Uriel, temos muito que contar. – Falava enquanto com um empurrão arrancava a porta do avião emperrada em seu mecanismo, fiz com mais força que planejava, pois a mesma fora ejetada do avião como uma rolha de champanhe ao ser estourado.  – E temos uma provável irmã furiosa pra encarar. – Logo desci do avião saltando bela abertura e indo em direção ao castelo.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Uriel Ivanov em Qui 9 Jun 2016 - 22:01

Uriel sorria de forma provocativa enquanto Azrael se aproximava o mesmo sorria dizendo para que ele não ficasse tão a vontade, completando ao falar que deveria saber como e fácil atribuir coisas ruins em seu nome,  como se a natureza dele fosse diferente.

― De fato isso é extremamente fácil, mais acredito que até mesmo eu teria um limite em meus riscos, acredito que sua pequena irmã, sexy e sensual saberá ver quem foi o culpado desta pequena travessura.

Azrael caminhou até a porta de saída do avião chamando Azrael, dizendo que tinha muito a contar para sua irmã. Empurrou a porta com força e a mesma saiu voando com velocidades, se estivesse alguém próximo poderia ter sido a última coisa que veriam.

Enquanto o vento preenchia o avião com o cheiro de campo e flores, o volker finalizou disse ter uma provável irmã furiosa para encarar, ele saltou do avião enquanto Uriel o seguia logo atrás, caminhou poucos passos quando um vulto surgiu diante de Azrael o pegando de surpresa e o arremessando no chão com força.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Aysha Kriyëva em Sex 10 Jun 2016 - 22:43

Aysha não conseguia acreditar o que seus servos disseram quando interromperam seu jantar, ela estava se servindo de uma taça de sangue que havia sido misturada com a melhor safra de vinhos, quando um mordomo, adentrou ao grande salão de seu castelo, e disse que um jatinho se aproximava.

A princípio ela não conseguiu acreditar que fora interrompido por isso, todos em seu castelo eram vampiros, a vampira odiava se misturar com os humanos, após anos sendo apenas uma vampira guiada por instintos, ela evitava ficar perto daqueles seres nojentos, pois sempre se lembrava de como atacaram seu vilarejo e consumiram tudo e mataram a todos, se não fosse por Caim ela seria apenas mais uma vítima.

Saindo pelas grossas portas duplas de madeira, viu que o jato não estava desviando, pelo contrário se aproximava cada vez mais em direção ao castelo, quando o mesmo abaixou as rodas de pouso ela se perguntou o quão tolos aqueles humanos poderia ser, quando o avião pousou arrancando parte do seu gramado e jardim erguendo mais que uma neblina de poeira, seus olhos já brilhavam em vermelho escarlate pronto para partir ao meio quem quer que fosse.

Quando a porta saiu voando ela sabia que não era um humano, seu pensamento se confirmou quando um homem saltou do jato como se aquilo não fosse nada seguindo por outro logo em seguida, mas sem sequer dar tempo a eles, ela usa sua velocidade e os surpreende, o pegando pelo braço direito e o arremessando contra o chão, segurando seu preço enquanto pisava em cima do seu peito com o seu salto.

―Você tem muita ousadia para vim a minha casa, e estragar meu jardim sem qualquer aviso... Será que esqueceu que não gosto façam coisas que eu não goste? E saiba que chegar de forma tão espalhafatosa como esta é uma delas, você tem alguma coisa a dizer em sua defesa?— Olhou do vampiro no chão para o outro logo atrás que apenas ergue as mãos em sinal que não tinha nada a dizer.

― Me responda é me dê um bom motivo para não descontar minha raiva que estou sentindo em você.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Azrael Mors em Sab 11 Jun 2016 - 3:38

Mal tive tempo de apreciar a terra firme antes que me tirassem dela novamente. Uma enorme força me tirara e me arremessara a solo novamente, no ar tive apenas um único pensamento – Minha irmãzinha! – E lá estava ela diante de mim, sexy, sensual, linda, como sempre. Seus pés apoiados em meu peito enquanto segurava meu braço. Queria falar para minha irmãzinha que muitos desejariam ter uma visão tão privilegiada quanto a minha e o quanto queria estar em meu lugar, tirando a raiva é claro.  Enfim falou-me sobre minha ousadia de ir ate sua casa e estragar o seu lindo jardim sem qualquer aviso, tudo bem na próxima eu aviso que destruirei seu mar de rosas. Após isso perguntou sobre minha recordação perante o fato de que ela não gosta que façam coisas que ela não gosta, mas me pergunto se existe alguém que goste que façam a ele algo que não goste... E por fim confirmou que meu pouso improvisado não era algo de seu completo agrado. Enfim a questão...  Se tenho algo a dizer em minha defesa?

― Me responda e me dê um bom motivo para não descontar minha raiva que estou sentindo em você.

- Em minha defesa? – Disse me recuperando da surpresa. – A culpa foi dele... – Disse com a voz lamentosa enquanto apontava para Uriel. – Mas quer saber um bom motivo? – Disse com a voz firme e feição mais seria e confiante.

Logo com um rápido movimento agarrei o braço da original que segurava ao meu, e com um movimento de corpo auxiliado do meu braço livre girei meu tronco me levantando e passando o braço da mesma por cima de minha cabeça o forcei contra as costas da própria em uma posição não natural forçando uma imobilização. Tive que usar minha força de maneira intensa afinal ela era de fato a mulher mais forte existente e sua força era possivelmente até maior que a minha, no entanto a falta de conhecimento de batalha dava uma grande desvantagem não somente a ela quanto a meu outro irmão que preferiu se afastar do mundo e controla-lo por de dentro de seus castelos exuberantes. Já eu desde sempre mantive um contato direto com o mundo humano, participando de todas suas guerras, cada batalha, cada conquista histórica! Também tinha meus castelos, no entanto passei toda minha existência resolvendo os problemas que requeriam a interferência direta dos Volkers, Lobisomens, tocados, vampiros, caçadores, esse ultimo em especifico não chegou ser nem de perto um desafio, enfim se os originais tivessem que agir, era mim que solicitavam. Foi com isso que adquiri a alcunha de “Primeira Muralha” o que me deixou temido entre os seres caminhantes sejam sobrenaturais ou humanos conhecedores de nosso mundo. Todavia voltando a minha irmã...  Uma vez com a situação invertida falei perto de seu ouvido.

– Pois você precisa no mínimo mais dez mil anos de experiência em combate pra chegar perto de fazer algo parecido comigo. – Disse de maneira seria, no entanto tranquilo. Mas logo voltando a um tom de brincadeira. – E não é assim que se trata a família, eu estava com tanta saudade que nem consegui esperar ir ate o aeroporto. – Logo soltei seus braços e continuei enquanto limpava e ajeitava meu terno. – E Além disso irmãzinha, tenho certeza que ira querer ouvir as novas informações sobre os planos do nosso não tão querido irmão bastardo Maquiavel, ainda mais agora que envolve nosso pai Caim.

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