Amsterdã

Página 3 de 9 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Qui 7 Jan 2016 - 1:46

Os efeitos da minha sede pelo desconhecido estavam indo longe de mais, Josh mal se mantinha acordado, resmungando que desejava se alimentar não se importava se fosse um daqueles três zumbis reféns do meu transe.
 
Eu levantei o rosto olhando para ele, o olhar azulado sumira e os rubis estavam fracos de mais. Abusei dele de uma forma tão mesquinha e no fundo eu não me sentia culpada, poderia fazer aquilo pela eternidade e ainda sim não seria o suficiente.
 
Afastei de Josh sustentando seu corpo pelos ombros até um dos três recém chegados assumir meu lugar, pressionando os ombros do vampiro contra a parede de tijolos avista. Fiz um sinal para os outros dois saírem caminhando, quando amanhecesse os dois acabariam recordando a consciência ou após andarem o suficiente para a ligação ser desfeita. Rasguei o casaco no pescoço do garoto e aproveitei para perfurar o pescoço até verter o liquido vermelho. Estava com duvida que o novato iria se atinar a morder.
 

Observei enquanto minha hipnose ia deixando de fazer efeito, até o  garoto começar a recobrar os sentidos, se debater e gritar de pânico. Aquele pavor todo daria mais pressão no coração e assim o sangue iria satisfazer mais rápido a grande fome que o vampiro possuía, alem de ser um ótimo tempero: Adrenalina, pânico e as interrogações de não saber o que estava acontecendo davam um gosto especial aquela saborosa refeição. Enquanto Josh usurpava a vida daquele garoto com toda a selvageria de uma fera aprisionada mantinha-me estática, admirando o espetáculo perdida em meus próprios pensamentos.
avatar
Sophia Hills
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 150
Reputação : 1
Data de inscrição : 20/10/2015
Idade : 26

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Joshua Ford em Qui 7 Jan 2016 - 2:41

Sophia me guiou até a fonte e não tive sequer o trabalho de abrir o rapaz para drena-lo. Não importava quanto ódio ela teria e nem por quantos séculos mais ela o alimentaria quanto aquela noite. Aquilo significava algo, como se fôssemos namorados e ela tivesse me perdoado após uma escapada conjugal. Mulheres respeitáves dificilmente faziam isso e quando o faziam era uma única vez. E seu preço bem alto. Naquele momento, naquele momento sanguinolento enquanto eu me fixei na ferida como se minha vida dependesse daquilo - e de fato dependia - eu soube que nossos destinos estavam interligados para além daquela noite holandesa. 

Eu segurei o viciado com uma mão puxando sua franja para a direção contrária do lado ferido e com o outro braço, quando ganhei alguma lucidez, o abracei a apertei tanto sua caixa torácica que cheguei a sentir seus ossos estralando sob pressão. Nem ao menos era necessária tamanha dominação uma vez que o sangue parecia jorrar rumo a minha garganta, mas como se controla isso quando você está incontrolavelmente faminto ?

O sangue dele não era bom, forte ou consistente mas a adrenalina o tornava suportável. E sejamos francos, qualquer vampiro encararia aquilo ainda que fosse para ter forças de chegar na esquina e fazer outra vítima. Minutos se passaram, eu sentia cada vez mais o sabor da química presente nos tóxicos que aquele rapagote parecia ingerir há tempos. 

E sem qualquer condição de larga-lo antes de secar suas veias eu soube que iria mata-lo se nada ou ninguém me detivesse. 
Busquei o olhar de Sophia, não na intenção de pedir sua ajuda ou aprovação, mas curioso de saber se ela ainda estava ali nos observando.
avatar
Joshua Ford
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 26/12/2015
Idade : 35
Localização : Detroit

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Qui 7 Jan 2016 - 3:35

Sentia como se eu fosse à professora e ele um aluno, observando-o de perto realizar uma tarefa; Ele estava sedento como imaginei, muito, diga-se de passagem! Única coisa que ecoava em meus rasos pensamentos, era que se eu não fosse mais forte que ele, se eu não possuísse forças o suficiente para arrancar suas presas da minha jugular... Eu... Eu acabaria naquele estado ou pior... Morta!
 
Observava a melhora instantânea do garoto, o escarlate assumindo seu semblante, cintilando a cada gole. Ele estava frágil e logo estaria tonto com as toxinas do drogado – Era só o que me faltava você sair de um estado deplorável para um pior! – Minha voz saiu um tanto irritada, sem paciência, ele parecia uma criança e eu uma baba! Se recomponha-se Joshua! cade aquele homem auto suficiente? Do bolso tirava um objeto negro que logo refletiu a pouca luminosidade que pode captar.
 
Segurei uma mecha de cabelos do moribundo e puxei sem delicadeza alguma, impedindo Josh de continuar a suprir suas energias e em um movimento simples, porem grotescos cravei o canivete onde estavam as marcas das presas, rasgando a carne e a pele, sumindo com qualquer sinal de uma mordida – Estamos em uma cidade com um Volker... Todo cuidado é pouco – Apenas abri a mão e o corpo caiu no chão como um saco de batatas. Estava acostumada a lidar com a morte que era o mesmo que cortar um pedaço de Alcatra para o churrasco.
 
- Temos que voltar para o hotel, afinal você possui um jantar muito importante, não é mesmo? – Eu tentava buscar desculpas para não pensar no que havia visto, abri a jaqueta e tirei a blusa grafite ensangüentada, depois vesti apenas a jaqueta, apertada no corpo, mas como dizia Ethan “é o que a casa oferece!”.
 
Dobrei a malha manchada com meu sangue e coloquei no bolso de Joshua, um presente para ele não esquecer o que havia feito comigo; Estando novamente perto dele, o suficiente para sentir as arfadas de ar que vinha de sua respiração agitada; Ele estava igual ou pior que o cadáver aos nossos pés; Com delicadeza limpei o sangue úmido dos seus lábios com os dedos, acariciando um pouco aquele rosto que eu, literalmente, vi crescer! Como podia sentir raiva dele... ou melhor... COMO PODIA NÃO SENTIR?! Sophia você só pode estar ficando maluca!
 

Como uma luz de razão, desviei o olhar e começava a caminhar, retornando o caminho de volta para o hotel, precisava de um longo banho! – Vamos Josh! 
avatar
Sophia Hills
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 150
Reputação : 1
Data de inscrição : 20/10/2015
Idade : 26

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Joshua Ford em Qui 7 Jan 2016 - 11:26

Não sei o que aquele drogado tomava, mas a voz de Sophia dava ecos na minha cabeça e toda sua figura parecia envolta por uma aura que se reproduzia dando a impressão de que ela se replicava enquanto agiu rápido. 

Volker. 
Hm... 
Volker. 
Ah... um Original ? 
Então era certo que eu estava sendo enviado para uma armadilha específica. Fantasma não havia inventado uma história só para que eu tivesse alguma outra surpresa. O assombro se daria de fato pela presença, caso eu conseguisse, encontrar o tal Volker. 

- Eu já jantei... duas vezes ... - no momento em que as palavras saíram da minha boca tive a certeza de que Sophia arrancaria meu coração, mas não consegui controlar a infame piada. Comecei a rir baixinho e não conseguia controlar. Só podia ser o efeito da maldita droga. 

Senti quando ela colocou algo grande o suficiente para ser sentido a cada passo que eu daria, era macio e ... depois que vi sua jaqueta colada entendi sem ter que retirar para ver. 

Quando ela tocou minha boca eu tentei fazer uma carícia com os lábios em seus dedos, a feição dela ficou enraivecida e então recuei, sem nem ter coragem de dizer nada. 

Era como se eu tivesse tomado o meu primeiro porre. Não sentia náuseas, mas o controle motor estava limitado e eu abestalhadamente risonho. 

Logo eu a estava seguindo, com alguma dificuldade, e nem mesmo me atinei para onde. 
Estava muito afetado, subia e descia da calçada, acenava em pedido de desculpa para um carro que parecia ter tirado uma fina do meu pé e ... acompanhava a silhueta da morena, ainda mais evidente, que inadvertidamente gingava as ancas sem querer. 

Aquilo não era sedução, era um movimento natural que atraia a atenção de qualquer um que a enxergasse. Andar como um bêbado sorridente atrás dela não estava ajudando em nada. 

Estiquei o paletó e cobria a boca, mordendo a parte interna do tecido, mas sem conseguir disfarçar completamente. Meus olhos me denunciavam como uma criança atrevida.
avatar
Joshua Ford
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 26/12/2015
Idade : 35
Localização : Detroit

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Qui 7 Jan 2016 - 18:33

Que grande karma eu carregava, todos os homens que eu encontrava tinha um sarcasmo do tamanho do mundo! Leonard, Jhaeson, Ethan... E agora... Josh! Aquela piadinha me arrancou um olhar assassino, querendo aniquilar cada partícula da existência daquele imbecil!
 
Não esperei alguma resposta do débil vampiro e estava caminhando, passos lentos para que ele pudesse acompanhar, seria uma pena se ele se perdesse e acabasse virando pó ao amanhecer... Talvez assim eu me livre dele mais rápido e finja que isso nunca aconteceu! Um, dois... três passos mais rápidos e... Um buzina me trouxe de volta para aquela rua escura.
 
Josh acenava para o carro com um sorriso travesso... Meu espanto era inevitável, meu queixo chegou cair levemente, isto não poderia ser só efeito de um drogado, seria? Dei mais alguns passos e logo minha pele era contemplada pela luz da rua principal. Se uma era silenciosa, calma e sem vida, aquela era seu oposto! Carros e pessoas andando, a conversa e os passos davam vida aquele lugar, sem contar as luzes! Belas e capaz de mostrar até mesmo um bêbado me seguindo...
 

Meus olhos correram para Josh, fitando-o com certa preocupação e indignação. Deixá-lo andando deste modo atrás de mim chamará a atenção da policia... Ai encontrarem uma blusa coberta de sangue e ele todo drogado? Isso seria capaz de gerar filmes daqui alguns anos! Vi-me obrigada a ajudar o vampiro, caminhando até ele. Deixando-o me abraçar, apoiar seu corpo para pelo menos andar reto! Seriam duas quadras apenas... Duas eternas quadras até o hotel, depois largá-lo-ia em seu quarto e adeus!
avatar
Sophia Hills
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 150
Reputação : 1
Data de inscrição : 20/10/2015
Idade : 26

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sex 8 Jan 2016 - 21:56

Ainda fora dos limites da cidade de Amsterdã a noite havia chegado mais rápido para aquele homem, mas a noite era apenas o começo enquanto seguia para seu destino em busca de informações importantes que o ajudariam na sua difícil missão, sentiu um cheiro diferente que inflava suas narinas, o cheiro era fraco mais característico demais, porem havia algo de diferente naquele cheiro alguma coisa não se encaixava.

Seguindo pela floresta ele ouviu o ronco do motor a quilômetros de distância, o vento estava a seu favor, tornando aquele cheiro ainda mais  forte, os faróis  iluminaram a estrada, o homem parou no meio da rua, se ele era louco ou não era um mistério, mais parecia querer se matar parando diante de um veículo em movimento, com as mãos em seu casaco ele esperou.

― Interessante...
avatar
Albion Daiki

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 06/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sex 8 Jan 2016 - 22:36

O meu mundo não é como o dos outros, 
quero demais, exijo demais, 
há em mim uma sede de infinito, 
uma angústia constante que eu 
nem mesmo compreendo, 
uma alma que se não sente bem onde está, 
que tem saudades... sei lá de quê!





          O céu já se fazia em degrade, um tom alaranjado e rosado anunciando a noite que viria; Não podia ver muito das cores festivas por detrás da viseira negra do meu capacete. “Mais uma volta” foi o que eu pensei ao perder a ultima entrada para voltar à cidade, aquele apartamento que se resumia a minha alcatéia; Lobos sem um objetivo, sem uma finalidade, lobos sem um alfa... Omegas!
 
          Forçava mais uma vez o motor da moto, nada me impedia de continuar alem de um pequeno peso na consciência, algo tão insignificante que pude afastar com o piscar dos olhos; Uma coisa de bom existia em ser um lobisomem solitário... Era livre!
 
          Segui uma curva após a outra, via as placas como facas de dois gumes que cortava a paisagem assim que a moto passava. O farol proporcionava uma vaga iluminação, como se eu precisasse! Naqueles momentos eu não carregava fardo algum, era apenas eu e o vento... Minha adrenalina era meu prazer momentâneo, escape de toda a raiva que habitava meu espírito, onde aquela fera adormecida se misturava com meu ser e eu podia ver alem.
 
          A ultima curva foi feita com perfeição e então foi onde eu vi: Um homem parado no meio da estrada, olhando na minha direção! Algum maluco metido à suicida? Não... Ele estava longe de estar enfeitiçado por alguma loucura momentânea, seu olhar me invadia o espírito e no fundo eu sabia que desafiá-lo não seria bom, meus instintos eram como sinos de uma antiga igreja e fui obrigada a parar, derrapando os pneus da moto até ficar de lado para ele.
 
          Cinco míseros metros nos separavam, mesmo que eu estivesse ciente que era algo perigoso, aquela maldita fera que dividia meu espírito me forçava a encará-lo, talvez no fundo eu quem queria intimidá-lo ou mandá-lo embora.
 

          Tirei o capacete e meus longos cabelos escuros desceram feito uma cascata negra em meus ombros e costas. Não conseguia desviar os olhos daquele homem, parecia ser mais velho que aparentava, ele era um lobisomem... Mais um? Quantos Throst e Aled ainda iriam colocar no meu caminho?
avatar
Hannah McGraw
Lobisomens
Lobisomens

Mensagens : 94
Reputação : 1
Data de inscrição : 02/12/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sex 8 Jan 2016 - 23:05

O homem esperou é como previsto logo a luz se aproximou era uma moto, rugindo pela estrada até ter seu caminho interrompido pelo velho homem. Sem se mover um milímetro ele esperou enquanto a moto derrapou em alta velocidade fazendo os pneus cantarem, se fosse uma estrada movimentada uma sequencia de vários acidente aconteceriam em apenas segundos.

Fumaça saia do chão a distancia que os separava era pequena, sentado naquela moto estava o dono daquele odor, retirando o capacete se mostrou ser uma mulher de longos cabelos negros, o homem se aproximou dela com tranquilidade ainda com as mãos  dentro do casaco.

― Você é apenas uma criança, então este cheiro era seu... Onde está com seu bando?

Perguntou o homem que caminhava em sua direção.
avatar
Albion Daiki

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 06/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Joshua Ford em Sex 8 Jan 2016 - 23:35

Eu soube no momento em que ela se aproximou que estava farta. Suas narinas dilatadas e o olhar de desaprovação eram nítidos, mesmo para alguém no meu estado. Durante o restante do trajeto procurei firmar os passos, endireitar a postura e forçar uma caminhada de velocidade moderada ainda que por momentos pisasse torto ou devagar demais para acompanhar minha suporte por duas quadras.

Duas quadras que foram percorridas com a ajuda de Sophia sem ao menos olhar para o lado. Meu andar empertigado era de alguém que tentava disfarçar uma assadura forte ou desarranjo intestinal. Vexatório e memorável. Era evidente que para ela eu nada era além de um boçal e como eu não estava num espírito em que isso realmente importasse apenas me controlei para não irrita-la ainda mais. 

Me lembro de ter visto o porteiro quase perder a compostura quando se deparou com nós dois subindo os degraus antes de alcançar a porta giratória com pegadores clássicos e dourados. Fingi não ter visto e soube que ele nada diria a fim de evitar ser deselegantemente sincero. Sabe quando você vê nos olhos da pessoa que ela quer chamar um táxi ? Então, era algo assim e se ele estivesse tão desatinado quanto eu teria oferecido mesmo que eu tivesse como destino um quarto do sexto andar. Um bom trabalhador digno de nota que certamente jurei relatar elogios por escrito. E alguma boa gorjeta seria dada antes da minha partida.

O que parecia para qualquer um que nos fitasse é que saímos do bar do hotel para algum outro lugar e eu havia lavado a alma com álcool etílico e cevada. Meus pés afundavam no carpete do elevador que pegamos juntos, "Helena" e eu, e assim que as portas revestidas por alumínio escovado se fecharam me escorei ao lado do painel para apertar o número 6. Levou algum tempo e eu quase afundei o botão mas logo depois ali estava ele destacado por uma luz pálida indicando que minha ção havia sido um sucesso. Segurei o riso e soube que as drogas que aquele rapaz havia consumido me impediriam de sair novamente aquela noite. 

- Foi uma aventura Sophia, você tem que admitir. Boa ou ruim, mas foi uma aventura - eu a olhava através do espelho que estava no fundo do elevador e sabia que se deixasse a frase morrer ali teria uma resposta das mais atravessadas - Eu faria quase tudo novamente... tirando a parte em que ... - então sinalizei com os dedos em Vê para o pescoço dela sem querer entrar em certos méritos sabendo que havia geralmente havia câmeras no interior de elevadores ainda que não registrassem áudios - Jantar... daqui três noites por minha conta ? Seria minha mais simplória forma de me desculpar mas... - dei de ombros sabendo que parecia um garoto se desculpando pela ejaculação precoce. 

Eu não tinha esperanças de fato. Imaginei que a porta se abriria em algum momento e ela desceria mesmo que não fosse em seu andar.
avatar
Joshua Ford
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 26/12/2015
Idade : 35
Localização : Detroit

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sex 8 Jan 2016 - 23:54

Quanto mais se ama mais se sofre. 
A totalidade das dores possíveis 
para cada alma é proporcional 
ao seu grau de perfeição.





          Olhos de um caçador. Era isso que me mirava, o toque do desconhecido agradava aqueles olhos que me tiravam o fôlego, cada passo que ele dava meu coração parecia falhar, mas nem por isto desviei o olhar... Já assumi meu destino e não iria vacilar.
 
          Sua voz saiu calma como a dos meus tutores, me chamando de criança... Por quanto mais tempo ainda seria esta minha alcunha? Mas não foi isto que me fez desviar o olhar e serrar o punho! Como apenas uma palavra podia me tirar tanta coragem? Meu bando, minha família... Mortos, massacrados por alguém que eu nem ao menos conhecia, alguém que eu jurei destruir. A dor que invadia minha alma era de um buraco deixado por aqueles que eu tanto amei... Uma palavra, mais que o suficiente para fazer aflorar minha raiva e minha paixão... Quem dirá que um completo desconhecido com uma pergunta mais que besta podia acordar aquela fera dentro de mim? Mirando o chão de asfalto ao lado do homem, escutando seus passos no asfalto, se aproximando lentamente até estar próximo o bastante para receber novamente minha atenção;
 

          - N.. Não possuo um... Se estiver atrás de um Alfa, veio na direção errada! – Minha voz era carregada por um pesar que se misturava com certa irá. Sentia meu coração galopar em meu peito pela adrenalina que me alimentou a tarde inteira, ou seria pelo ódio que aflorasse cada vez que eu penso neste assunto? Podiam ter se passado trinta anos ou mais de cem! E eu sei que aquela dor nunca iria me abandonar. E afinal, porque eu não colocava o capacete e ia embora? Quem era aquele homem, que se aproximava cada vez mais? Que me deixava tão inquieta?
avatar
Hannah McGraw
Lobisomens
Lobisomens

Mensagens : 94
Reputação : 1
Data de inscrição : 02/12/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Sab 9 Jan 2016 - 0:18

Eu era uma total anônima naquele mundo agitado, Sophia Hills não existia naquele mundo. Morreu há muito tempo em um ataque de um animal qualquer que meu pai inventou para poder esconder o terrível fim que sua princesinha havia tomado. Não me importava, nem mesmo por uma fração de segundos, com os olhares dos demais.
 
Estava concentrada de mais para reparar em um casal que cochichavam algo a respeito de como o homem estava pendurado em meu pescoço, ou como aquela jaqueta colada me fazia parecer uma garota de muitos homens, ou até mesmo no porteiro que não ajudou uma garota a carregar seu namorado bêbado até o quarto.
 
Josh teve que reunir forças para conseguir apertar no numero 6, o andar onde o mesmo estava hospedado; Minha mão parou próximo ao botão 4, mas não apertava apenas fitava o botão como se estivesse decidindo minha vida. Se não fosse pelo pequeno estrago que Josh fez em meu pescoço, não pensaria duas vezes em arrastá-lo para meu quarto, buscando a privacidade dos lençóis para acobertar nossa louca paixão, mas agora pensava se seria algo bom ajudar o homem a chegar ao seu quarto.
 

Pisquei quase três vezes para conter a surpresa de escutar a voz do vampiro, de fato aquilo superou qualquer expectativa que eu tinha quando deixei a vaga segurança do meu quarto; Por um momento pude vê-lo cabisbaixo; Naquele momento deixei-me levar, estreitei Josh por trás, subindo minhas mãos em seu peito e pousando uma em seu peito, sendo delicada como uma dama e encostando a testa em suas costas – Terá que me pagar muito mais que um simples jantar – Sussurrei um pouco antes de escutar o “Plim” do elevador evidenciando que estávamos no sexto andar – Vamos... Te levo até seu quarto.
avatar
Sophia Hills
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 150
Reputação : 1
Data de inscrição : 20/10/2015
Idade : 26

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Joshua Ford em Sab 9 Jan 2016 - 1:28

E de repente eu parecia ter tirado a sorte grande. Ou estar prestes a encontrar a morte final. Seria fácil para a vampira redecorar o quarto que eu ocupava utilizando uma paleta de cores abastecida por meu sangue, orgãos, fluídos e entranhas antes mesmo de eu me recuperar daquela viagem tóxica. O que realmente fazia diferença é que eu estava disposto a pagar o preço, ao menos por enquanto.

Meus lábios se esticaram num sorriso curto e maroto, puxei sua mão e beijei a palma soltando um rápido estalido e apenas caminhei para fora um tanto mais refeito diante da expectativa e alerta por não saber se Speranza estaria em seu quarto. Acaso estivesse ainda poderia respeitar minha privacidade, o que era comum, ao saber que eu poderia estar no meio de uma refeição. 

Não soltei Sophia e numa tentativa heróica de conduzi-la enrijeci o corpo e a guiei até a porta do quarto 67. Retirei minha carteira do bolso interno do paletó e depois o cartão de acesso. Passei a tarja na tranca e a porta emitiu um clique antes que eu forçasse a maçaneta retangular para baixo. Fiz uma mesura, me coloquei ao lado e com um gesto simples indiquei que aguardaria sua entrada. 

Podia ser o exercício da caminhada, a dissolução da química ou a euforia de apesar de tudo ter conseguido leva-la para o quarto, pouco importava, eu estava quase radiante por te-la ali.

Não sabia qual a opção dentre os quartos era o ocupado por ela mas observei orgulhoso as janelas que iam do piso ao teto e permitiam uma boa vista Amstel particularmente bem iluminado naquela noite. Eu havia escolhido uma suíte com sistema media hub digital integrado e roupa de cama de qualidade suprema . De bônus utilizava um armário laqueado em preto, estantes de ônix retroiluminadas e um minibar completamente abastecido. O trivial também estava disponíveis através de um telefone sem fio com função de mãos livres; luz de ambiente com controle personalizado; cômodo salão; área de escrivaninha; serviço de quarto com bar e cofre-forte. Tudo isso ocupava o espaço de 32 metros quadrados com grande refinamento.

A parte mais irônica de tudo aquilo é que Sophia sequer se importaria, ainda mais se estivesse ocupando uma suíte semelhante. Da mesma forma que não daria a mínima para nada daquilo que materialmente eu estaria apto a lhe oferecer. E de fato isso era algo que eu adorava nela. 

- Há roupões e chinelos no banheiro. Caso queira utilizar a ducha faço questão que vá primeiro enquanto eu descanso um pouco por aqui... - eu não ouvia qualquer som e tampouco pressentia a presença de Speranza ao lado, mas enquanto ela se banhasse eu certamente iria conferir e me certificar de que ele não entraria de sobressalto ou bateria na porta de acesso que eu certamente trancaria - Posso abrir um vinho se quiser ou pedir serviço de quarto.
avatar
Joshua Ford
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 26/12/2015
Idade : 35
Localização : Detroit

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Sab 9 Jan 2016 - 15:00

Em todos os meus anos de vida, algo que eu sentia falta era do aconchego das pensões de alguns séculos atrás, o luxo em cada tapeçaria e as grandes camas com lençóis de linho feito tudo a mão. O que falta atualmente é aquele trabalho feito com paixão, onde você coloca um pouco da sua alma em tudo que você faz.
 
Mesmo aqui em um dos quartos mais caros da cidade, ainda se via a frieza nos detalhes, falta de características! Nenhum vaso com as flores recém colidas de uma colina próxima, nenhum quadro que a filha do dono pintou para decorar ou simplesmente uma colcha costurada a mão por uma artesã, que gosta tanto do que faz que você possa sentir um carinho apenas quando o tecido toca sua pele.
 
Dizem que os objetos podem trazer boas vibrações e podem mesmo! Mas aquele hotel era um icebergue da falta deles e tudo se representava naquele quarto, em primeiro instante enchendo os olhos de quem vê, mas não tocando nada além da luxuria que vive dentro de cada um... Bom, não posso dizer que a primeira vez que vi uma tecnologia deste tipo não fiquei deslumbrada, mas no fim mesmo... Aquilo não importa quando você tem a imortalidade correndo em suas veias; Enquanto Josh enchia o peito ao me mostrar seu quarto de ponta, eu achava graça de como ele parecia uma criança ao fazer aquele gesto.
 
Iria apenas deixa-lo na porta para então regressar ao meu quarto no quarto andar, mas quando dei por mim, me encontrava no meio do quarto, olhando a cidade e as pessoas lá embaixo como um formigueiro que aos poucos ia diminuindo sua movimentação – Um banho seria bom! – As palavras saíram sem eu pensar, poderiam passar séculos! Mas ainda sim eu amo a sensação da água morna acariciando meu corpo com os cheiros mais diversos de perfumaria.
 
Segui para o banheiro, trancando a porta para então abrir a jaqueta. Minha pele e lingerie estavam manchadas em um tom avermelhado. Cheguei perto do espelho analisando Josh havia cravado suas presas, procurava vestígios daquela profanação. Olhei, olhei, acariciei a pele, mas nada mais existia apenas a lembrança da dor e do prazer se misturando em uma dança afrodisíaca... Em contra tempo tirei as botas, calça e novamente avaliava meu corpo, buscando por marcas que poderia ainda existir, Josh conseguia ser violento em suas caricias. Terminei por tirar a lingerie e segui para o banho.
 
A pressão da ducha era forte como de costume naqueles lugares, a agua em meus pés se misturava ao meu sangue manchando a porcelana branca, até dos meus cabelos saia aquele tom avermelhado. Tive que me segurar no apoio de mão de inox do box para não cair quando a minha visão ficou turva; Esqueci completamente! Entre a raiva e a preocupação com Josh eu não havia me alimentado e ainda pior, minha forças haviam sido drenadas pelo vampiro! Mas eu teria que aguentar nada que uma boa noite de sono para recuperar as forças e amanhã poderia me alimentar devidamente. Uma noite sem me alimentar não seria o pior, quantas vezes já fiz isso?
 

O perfume de erva-doce do sabonete era perfeito para esquecer o cheiro de sangue que estava meu corpo! Demorei pouco mais de vinte minutos no banho. Sequei meu corpo com uma toalha pomposa branca com o logotipo do hotel e depois cobri o corpo com o roupão cor de champanhe que estava dentro de um dos armários – Está bem animado Josh... Só espero não ter mais surpresas esta noite! – Disse ao abrir a porta para voltar ao quarto, a fumaça da evaporação da agua saia junto comigo e senti o ar gélido invadir meus pulmões com a mudança de temperatura, o quarto estava gelado em comparação ao banheiro.


Última edição por Sophia Hills em Sab 9 Jan 2016 - 17:56, editado 1 vez(es)
avatar
Sophia Hills
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 150
Reputação : 1
Data de inscrição : 20/10/2015
Idade : 26

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sab 9 Jan 2016 - 17:35

O homem se aproximou parando próximo a ele, seu tom era calmo e tranquilo porem potente, aguardou a resposta da garota, quando respondeu não possuir um bando, e se estiver procurando um alfa estava na direção errada, ele sorriu para ela.

― Então é um ômega sozinha? Não creio que teria durado muito tempo, é não estou procurando um alfa não se preocupe.

Falou o homem avaliando-a com os olhos, a estrada estava vazia ela havia pegado um trecho que passavam poucas pessoas, o homem havia escolhido aquela estrada justamente por isso.

― Me chamo Albion, sinto em suas palavras certa tristeza, o que aconteceu com o seu bando? Sabe que andar sozinha é perigoso os lobos são muito territorialistas, poderia ser atacada, jovem como é mesmo até que se fosse mais velha, contra um bando não teria vez.

Esperou pela resposta dela.
avatar
Albion Daiki

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 06/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sab 9 Jan 2016 - 18:20


          Ele me intimidava a cada olhar, cada respiração! Pareceu não acreditar que não possuía um bando, não estava mentindo apenas não considerava algo como três lobos juntos um “bando”! Acredito que se fosse qualquer outro lobisomem teria abaixado a cabeça, mas eu não... Já passei por de mais para baixar a cabeça, agüentava a intimidação e até podia dizer que a retribuía, quão maluca eu estava?
 
          Albion, este era o nome do lobo que me fazia suar frio! Entre uma respiração e outra pareciam ser uma eternidade, seu olhar me penetrava! Falar e pensar no bando de Matt era algo quase que proibido para mim, aflorava meus instintos ao ultimo e apenas com um longo suspiro pude falar sem rosnar junto – Não é da sua conta os perigos que corro por andar sozinha... E muito menos lhe diz respeito o fim que levou meu bando – Ao contrario do que parecia, eu estava começando a ficar com medo, mas não conseguia desviar o olhar, era uma espécie de auto defesa que adquiri durando a vida, ao enfrentar os olhares de desaprovação.
 

          Conseguia escutar os músculos das mãos se retraírem, estava me controlando e infelizmente toda a minha tarde de meditação, pararam no lixo a esta altura – Agora se não tem mais nada o que me interrogar... Peço licença! – Por mais que eu tenha dado um fim à conversa, não conseguia me mexer, porque não dei um fim aquela corrida desenfreada? Estaria agora desfrutando de um ótimo banho ao contrario de estar em uma estrada abandonada com um maluco na minha frente!
avatar
Hannah McGraw
Lobisomens
Lobisomens

Mensagens : 94
Reputação : 1
Data de inscrição : 02/12/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Joshua Ford em Sab 9 Jan 2016 - 19:23

Enquanto Sophia se recolheu para o banho retirei o paletó e atirei sobre uma poltrona, sua blusa grafite do bolso e deixei sobre o paletó por sua vez e arranquei os sapatos após me sentar na beirada da cama. Esfreguei as têmporas por uns trinta ou quarenta segundos e me aproximei da porta extensiva ficando quieto procurando ouvir qualquer sinal de Speranza. 

Nada. 
Nada ouvi além do som da ducha abafada da vampira. 

Abri a porta sem qualquer cerimônia e olhei para dentro do ambiente. Uma cópia exata e invertida do meu se mostrou bem organizada e ... vazia. Adentrei a suíte e olhei na escrivaninha e nada vi além de um post it onde via a letra do meu criador estampando uma nota: "Diavolo Palazzo - 11:30 pm". Nenhuma memória daquele termo surgiu então me virei e retornei para os meus aposentos. Fechei a porta e tranquei como havia planejado. 

Disquei para a recepção e avisei que não deveria ser incomodado até a noite seguinte e depois pedi serviço de quarto. 
Pensei em pedir algo para comermos mas o cardápio não me ajudou a escolher nada sozinho. Preferi pedir o vinho tinto que em pouco tempo fora entregue a solicitar uma ceia completa e notar aquele olhar de desprezo que Sophia tão facilmente transparecia. 

Eu estava de olhos fechados quando ouvi sua voz. Ela já saia pela porta vestindo o roupão e com aquela aura de limpeza e icei meu corpo com grande sacrifício após descansar breves minutos na cama. 

- Sem mais surpresas - estendi as mãos como se estivesse prestes a ser revistado - Eu garanto. Quer dizer ... se você não considerar um tinto com reserva de 150 ou 160 anos que uma delas - apontei para uma mesinha de canto próxima ao frigobar onde estava disposto um balde de gelo com a garrafa inserida e duas taças com bordas douradas ao lado - Não é nada surpreendente mas o cardápio está disponivel num tablet do hotel em cima da escrivaninha... - esperei que ela algo respondesse antes de seguir para o banho e tentar eliminar aquele mal estar que devia ser muito mais mental do que físico. Não pude deixar de admirar seu semblante aveludado e a beleza desta com seus cabelos lavados. Eu poderia perder a cabeça e recepta-la no meio do caminho uma vez que ainda não estava absolutamente recuperado, mas era inteligente o suficiente para não faze-lo. 

Imaginei que tomaria do vinho e antes de eu voltar teria desaparecido e não quis dar motivos extras para que ela realmente fizesse isso.
avatar
Joshua Ford
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 26/12/2015
Idade : 35
Localização : Detroit

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Sab 9 Jan 2016 - 20:08

Era surpreendida com um vinho!  Pelo menos ele soube ler meu paladar, arrancando-me um belo sorriso e um olhar curioso; Retirei o vinho do balde de inox, onde a garrafa pingava a água acumuladas no fundo do balde, pequeno truque para ela deslizar com maior facilidade – Quase estragam o vinho! Que pecado! – Disse ao tocar a garrafa – Uma raridade desta deve ser saboreada com 18º graus! – Peguei o abridor de vinho, retirei o lacre com cuidado e depois penetrei a rolha com a espiral de metal – Se você tomar banho agora... Acredito que de para apreciar o vinho quando você sair – com auxilio dos ganchos do abridor puxei a rolha em três tempos até abrir sem usar força alguma.
 
Beber vinho para mim é quase um ritual, dependendo do vinho precisamos de certos cuidados, para potencializar a degustação do mesmo e era exatamente isto que estava fazendo; Retirei a rolha e então senti seu bouquet, estava em seu auge! Um vinho como aquele era quase o néctar dos próprios deuses! Despejei o liquido no decantador de cristal que acompanhava o conjunto – Trinta minutos ele estará perfeito para consumo! – Disse me virando para Josh, apreciando ainda o aroma na rolha.
 
Sentei-me na cama olhando para a porta do banheiro, a fumaça era evidente – O cardápio possui algum item com nosso alimento favorito? Se não dispenso! – Disse com uma ponta de esperança, mas sabia que nenhum restaurante serviria sangue humano. Iria esperar mais a noite para então regressar ao meu quarto, até porque minhas roupas estavam imundas!
 

Logo que escutei o chuveiro ligar sai a “passear” pelo quarto, em busca de algo que pudesse me distrair; Fosse uma noticia algo mais secreto do mundo automotivo ou qualquer coisa que eu pudesse passar o tempo lendo – Josh você não me disse ainda... O que te trás a Amsterdã? Diga-me as boas novas do seu mundo! – Falei um pouco mais alto para ele me escutar.
avatar
Sophia Hills
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 150
Reputação : 1
Data de inscrição : 20/10/2015
Idade : 26

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sab 9 Jan 2016 - 20:57

Albion observava com certa curiosidade aquela garota tão jovem e impetuosa, isso o fez lembrar de Jhaeson quando jovem, uma força selvagem, mais fora de controle, quando ela o respondeu, seu tom não era amistoso muito menos suas palavras.

Disse não ser da conta dele se ela corria perigo ou não, nem sobre o seu bando, isso o fez erguer uma sobrancelha, afinal muitos se sentiam acuados a sua presença.

― Ainda não sei o seu nome... Gostaria de dizer que o perigo está em todos os lugares, e ser um ômega e um risco mortal para seres como nós, não tem mais ninguém com você?

Disse ele esperando que ela entendesse a deixa de sua fala, mais ele notou os músculos dela se retesarem, como se tentasse se controlar, tentando desviar da pergunta ela queria partir mais não seria assim tão fácil.

― Ainda não terminamos, pelo que vejo ainda tem dificuldade de se controlar, você e uma transformada ou nascida?

Ele sabia que ela entenderia ao que ele estava se referindo.
avatar
Albion Daiki

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 06/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sab 9 Jan 2016 - 21:31

Não há dores eternas, 
e é da nossa miserável condição 
não poder deter nada que o tempo leva,
 que o tempo destrói:
nem as dores mais nobres, nem as maiores.

          Finalmente surgiu um ultimato, algo como “me responda eu você realmente estará em perigo”, odiava ter que admiti, mas ele estava no controle ou talvez sua reação com a minha resposta nada educada foi um sobressalto?
 
          E como se isso não fosse o suficiente queria saber mais sobre mim! Ora onde o mundo iria parar? Um velho querendo interrogar uma jovem garota na estrada vazia! Se fosse um humano diria que era um depravado, mas seu olhar não deixava lugar algum para brincadeiras;
 
          Respirando mais fundo ainda, abri a boca pensando em responder algo ainda mais impiedoso, mas talvez se eu desse o que ele queria, me deixava ir? Acomodei-me encima do banco da moto e puxei o pedal, para poder ficar sentada sem esforço – Ok Senhor Albion... – Minha voz mostrava minha inquietação e a raiva que começava a escapar do meu controle – Existem mais dois lobos que me acompanham e antes que o senhor pense em perguntar, são bem mais velhos que eu... Sim dois velhos lobos irritantes! E sou nascida... Atualmente orfã se é o que quer saber... A sim! Hannah McGraw! Acabou o interrogatório ou ainda quer saber um pouco mais da minha vida?! – Minha voz se alterava ao decorrer das palavras, no fim estava quase rosnando. Sentia meu coração bater cada vez mais rápido, aquelas informações eram fáceis de citar, mas o peso que carregavam era demais para carregar. Era o mesmo que espetar mil agulhas em uma ferida aberta.
 

          Perder o controle, eu estava perto de mais de fazer isto! Me levantei do banco da moto e dei as costas e três passos para me afastar da moto e do homem. Me sentia sufocada algo que poderia se assemelha a uma clastofobia em um lugar fechado. Respirava em arfadas tentando me controlar, passando as mãos nos olhos tentando apagar aquela cintilação que começava a pulsar – Só me deixa em paz! – Ao contrario que Albion pudesse esperar aquilo soava mais como uma suplica que como uma falta de educação.
avatar
Hannah McGraw
Lobisomens
Lobisomens

Mensagens : 94
Reputação : 1
Data de inscrição : 02/12/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Joshua Ford em Dom 10 Jan 2016 - 22:05

- Talvez , apenas talvez, já tenha corrido pelo hotel a notícia de que cheguei alterado. E eles preferiram se precaver e não cobrar o valor devido por algo que pela lógica eu nem mesmo beberia... - Me lembro de ter respondido com grande naturalidade com as mãos repousando na cintura, o corpo relaxado e o olhar distante. De alguma forma não deixava de pensar que uma vez cometida a transgressão uma sanção de sua pena seria aplicada. Quando e a que custos era a incógnita que latejava no meu lóbulo frontal tal qual tivesse saído de um ensaio acústico de black metal - Farei isso - disse e me retirei sem mais delongas. 

Não me dei o trabalho de fechar a porta e pisei sobre minhas vestes antes de olhar no espelho e ver como meu semblante estava afetado. Dei de ombros e fui logo me banhar uma vez que nada mais poderia ser feito. Que noite. Ouvi Sophia dizer que em trinta minutos o vinho estaria no ponto após decantar e adquirir a temperatura correta. 

Eu esperava que ele não fosse ácido demais. O sangue daquele rapaz que Sophia executou após eu me servir era dessa natureza e minha boca estava amarrada desde sua ingestão. Parecia um castigo por ter ousado abocanhar a garganta de uma vampira muito mais velha. Do mel ao fel. 

- Duvido que tenha algo que lhe agrade. Pensei em alguma carne vermelha meramente flambada, mas não sei se você gostaria - falei em bom tom para que ela ouvisse com facilidade enquanto esfregava o meu couro cabeludo com as pontas dos dedos e completei entre dentes - Não, não agradaria. 

... 

Uma breve circulação levaria Sophia até a escrivaninha. Uma modelagem comum, com luminária,  gaveteiro e puxadores de âmbar natural que davam um destaque arrojado. Sobre ela um trio de canetas de luxo com detalhes em lascas de esmeralda, marfim e rubi assinadas por artesãos provavelmente desconhecidos para a vampira. Um bloco de notas continha rasuras e desenhos de peças e soluções automotivas. No meio dele um telefone escritos em guardanapo de primeira que provavelmente não havia sido utilizado, do contrário ali não mais estaria, e que exibiam marcas de batom junto ao nome "Marie"

Um olhar mais atento faria com que ela visse um notebook que estava em modo de descanso e que com um simples toque no mouse embutido revelaria um papel de parede padrão, ícones de softwares auxiliares utilizados para informar, calcular e emitir relatórios de consultoria. Uma varredura rápida no histórico nada novo. Documentos de áudio e imagem continham fotos e filmes de testes e desempenho de motores e aerodinâmica. Nem mesmo uma loura decotada, captura de momentos íntimos ou selfies, o que podia ser surpreendente.

Abaixo do eletroeletrônico havia um periódico impresso dois dias antes em NY cuja reportagem de capa estampava Josh numa fotografia de alta resolução com chamada para a página de negócios. Nela a pauta um tanto sensacionalista destacava pontos comuns para alguém em sua posição - citando cifras, posses e status - e apenas ganhava relevância ao abordar que ele deveria ser adepto de algum tipo de sono polifásico já que desaparecera por completo de eventos diurnos e jamais ficava horas a fio em eventos ou sob qualquer tipo de holofote. Trazia uma lista de nomes das suas últimas conquistas amorosas e nenhuma delas citava alguém em especial. O parágrafo final dizia que ele não era muito afeito a conceder entrevistas desde que seu pai desaparecera na Ásia. Também que Joshua Edmond Ford tivera que se dedicar a atividades distantes das pistas e laboratórios de engenharia mecânica e contrariando todas as apostas se mostrava o legítimo azarão de Detroit. 

...


- Negócios... sempre eles - respondi pouco depois de ouvir a pergunta dela e fechar o registro da ducha com um simples toque - Estou aqui para auxiliar na fusão ou abertura de uma rede de hotéis que faça juz ao crescimento do turismo comercial que a Holanda inteira vem apresentando. É algo bastante lucrativo e que traz benefícios que de outra forma demandariam a conquista de um contrato disputado por todas as demais montadoras - apesar de não completamente recuperado me sentia menos parvo - Toda a rede utilizará de forma exclusiva carros de passeio, utilitários e caminhões da nossa empresa... - me era certo que ela não se referia apenas a minha fachada existencial, no entanto, o que poderia querer saber que não tinha visto ? Achei que era o mais óbvio a ser respondido.

Não me enxuguei muito e logo vesti o roupão. Do meu corpo ascendia rumo ao teto o mesmo vapor que eu havia visto em Sophia e após atirar a roupa num cesto, passar uma colônia amadeirada e escovar os dentes saí do banheiro ciente que os trinta minutos ainda não eram completos.
avatar
Joshua Ford
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 26/12/2015
Idade : 35
Localização : Detroit

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Dom 10 Jan 2016 - 22:53

Josh não era o cara que eu poderia dizer interessante. Só pensava em carros, carros e mais carros! Está certo que era a empresa da família, mas existe algo chamado trabalho e outro ser obcecado!
 
Cliquei na tecla para o computador voltasse a tela de descanso e sem mais interesse me sentava no meio da grandiosa cama. Escutando sobre os assuntos de trabalho do vampiro, eu poderia revirar os olhos só de pensar em tantas reuniões e pesquisas para saber sobre um local exato para comprar algo. Certamente uma empresa deste tamanho iria à falência em dois tempos comigo no controle!
 
- Sua vida é um martírio! Mas você deve se divertir com garotas de 20 anos como eu, não é mesmo?  – Disse ao ver o homem sair do banheiro, seu corpo molhado apenas coberto pelo roupão que se assemelhava ao meu. Meu olhar era atrevido e um tanto provocador, tirando a piada – Pelo menos em uns 40 anos você se livra dessa vida maluca! – Disse me deitando para trás olhando para o teto, onde as luzes eram posicionadas estrategicamente para dar uma iluminação quase perfeita.
 

- Já pensou Josh? Viver sem esse monte de problema? Não imagina que vai conseguir enganar por muito tempo do porque você não envelhece, pois não? – Perguntei com um olhar de incógnita, certamente ele nunca parou para pensar no assunto; Talvez logo essa vida de luxo e riqueza teria que ser amenizadas, por isso gostava do anonimato... Se ninguém olhar, ninguém vai notar que continuo com a mesma aparência de 20 anos.
avatar
Sophia Hills
Vampiros
Vampiros

Mensagens : 150
Reputação : 1
Data de inscrição : 20/10/2015
Idade : 26

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Dom 10 Jan 2016 - 23:12

Albion aguardou a resposta da jovem diante seus olhos, seu tom não era tão respeitoso como suas palavras, ela parecia se controlar para não perder o comando de seu auto controle, ela revelou haver mais dois lobos, que a acompanhavam, isso soou como um bando aniquilado, era bastante comum ocorrer conflitos internos entre os clãs de lobos.

Ela disse que eles eram seus tutores, disse ser uma nascida o que intrigou ainda mais, pois os nascido nesta condição precisa ter um autocontrole ainda maior, assim como uma dominância mais rápida que os demais, pois nascem ciente de sua origem, mais ela parecia ser diferente, parecia oscilar neste quesito.

Disse se chamar Hannah e ela não estava mentindo Albion podia dizer isso apenas ao olhar para ela, a voz parecia oscilar em cada palavra, mas não por medo ou duvida mas por uma coisa que vinha de dentro como instinto.

― Parece que ainda não assimilou bem esta perda, isso não é nada fácil, por isso é função do alfa proteger o seu bando, se três dos seus conseguiram escapar, ele deve ter sido um bom líder.

Albion sorriu, um sorriso mais de tristeza velada do que felicidade, ele a viu se levantar do banco da moto se virando de costas para ele, dando alguns passos à frente, o corpo dela parecia tremer como espasmos musculares, sua respiração estava descontrolada, ele viu suas mãos mexerem como se tentasse conter algo que estava prestes a se libertar.

O velho homem já havia vivido o suficiente para saber o que aquilo significava, e não poderia deixa-la em paz neste estado, descontrolada poderia causar muito estrago.

― Hannah, se vire para mim. ― Sua voz continha um comando.
avatar
Albion Daiki

Mensagens : 34
Reputação : 1
Data de inscrição : 06/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Seg 11 Jan 2016 - 1:18

De vez em quando a
 eternidade sai do teu interior
e a contingência substitui-a com o seu pânico. 
São os amigos e conhecidos 
que vão desaparecendo 
e deixam um vazio irrespirável.





            Balancei a cabeça algumas vezes, tentando afastar os pensamentos da matilha de Matt, meus olhos se enchiam de lagrimas cada vez mais, porque tinha que encontrar esse maldito homem? Tateei minha jaqueta de couro abrindo bruscamente em um pensamento vago de conseguir respirar melhor. Tolo pensamento! Sei que aquilo não era físico, era psicológico que estava a aflorar em meu físico.
 
         Para piorar Albion falava sobre Matt com um pesar em suas palavras, como salvar três justificava que era um bom líder? Ele se sacrificou para salvar toda a aldeia e só salvou sua inútil filha por mandá-la embora! Naquele momento me senti ainda pior! Como se a ultima chave para a porta se abrir estivesse sido colocada e só faltava girar; Escutava a fera uivando na minha mente, estava mais real e irritada que o normal.
 
            A voz de Albion se misturou a de Matt, de alguma forma me ordenou a olhar para ele e eu o fiz, aquilo era mais que comum para mim. Porque lembrei do meu pai com aquela forte entonação de voz? Olhava para Albion com a visão turva por causa das lagrimas.
 
          Aquilo não podia ser verdade, em um ultimo apelo fechei os olhos com força, colocando as mãos nos ouvidos balançando a cabeça em sinal de não! – Por favor para! – Sussurrei assustada de mais para conseguir distinguir com quem eu estava falando, se era comigo,com o que existia dentro de mim, com meu pai... com Albion.
 

          Eu... Eu não vou conseguir me controlar, talvez seja mais fácil apenas deixar fluir e esperar até que eu recorde a consciência e seja que estrago eu fiz; Aproveitar aquela estranha magia que estava fluindo em meu sangue, descarregar toda raiva que venho guardando há algum tempo, descansar dessa luta incansável de dominar meus sentimentos, de dominar a mim mesma. 
avatar
Hannah McGraw
Lobisomens
Lobisomens

Mensagens : 94
Reputação : 1
Data de inscrição : 02/12/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Seg 11 Jan 2016 - 20:22


Ali estava o velho casarão da família Ramsay, que em seu auge foi uma grandiosa e belíssima casa, hoje não passa de um amontoado de pedras por aqueles que passam e o viam. Mas essa era sua nova casa, na verdade uma antiga, pois foi ali que viveu seus primeiros anos com a avó. Ela amava muito esse castelo. Era de sua família a várias gerações.

A noite estava fria havia pousado a pouco mais de uma hora. Estar diante da casa, me deixava receosa, subi os degraus e parei diante da porta de madeira, destranquei-a e entrei com cuidado, o lugar era velho e fazia muitos anos que estava desocupado e esquecido. Ele ficava situado a algumas horas de uma das principais cidades da Holanda, uma cidade onde mais do que apenas humanos viviam.

Tudo estava como recordava, o rol de entrada ainda com o magnifico lustre já deteriorado pelo tempo, os tapetes no chão duro de pedra e todos os moveis cobertos pelos lenções, a poeira se amontava nos lugares uma camada espessa, mostrando o tempo que foi esquecido.

 ― Estou de volta em casa vovó. – Falei enquanto estava perdida em um tempo em que não poderia mais voltar. ― Espero ter feito a escolha certa. Avó por favor me proteja é me guie de onde quer que esteja.

Subindo as escadas foi a seu quarto iria primeiro descansar antes de limpar e ver o que era preciso consertar no casarão. Desde a morte de meus pais e avó não dormia direito pois sempre tinha estranhos pesadelos. Quem sabe com a sensação de acolhimento transmitido pelo lugar familiar pudesse descansar sem sonhos e pesadelos.[/center]

 Largou as malas em frente ao armário, trocou os lenções da cama e foi ao banheiro tomar banho e se trocar. Terminado o ritual foi dormir esperando que a novo dia fosse um recomeço melhor, já era madrugada, a casa afastada das outras trazia silencio e paz para sua mente e seu descanso.
avatar
Bhetia Ramsay
Tocados
Tocados

Mensagens : 16
Reputação : 1
Data de inscrição : 15/10/2015
Idade : 23

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Sab 16 Jan 2016 - 15:33

Vladmus Speranza

Vladmus havia saído para resolver alguns assuntos pessoais, afinal ele possuía uma "vida" além de servir aos desejos de Uriel é ser babá de um recém criado, porem ele havia se sentido ligado ao Joshua, talvez ele via nele o filho que perdeu quando era humano, a vida de seu primogênito e único filho sido tirada por uma doença que o teria consumido também.

Retornou aos aposentos, e viu a porta que separava os quartos trancada tirou a chave reserva é a destrancou, sem cerimônia adentrou ao quarto encontrando Joshua com um roupão é pegando a ultima pergunta da jovem que estava deitada.

― Minha cara ele ainda é muito jovem para pensar nisso, ele não conseguirá iludir a todos por muito tempo, torço que ele possa viver tempo o bastante para descobrir como é viver sem os problemas humanos.

Sorriu para ela, enquanto seu olhar se direcionava a Joshua, como se fizesse uma pergunta silenciosa, " O que ela esta fazendo aqui?", se virou novamente para ela se aproximando.

― Creio que não fomos devidamente apresentando me chamo Vladmus Speranza, muito prazer.

O homem elegante em um terno elegante se curvou para a vampira que estava na cama, sem se importar se havia interrompido alguma coisa ou não.
avatar
Fantasma
NPC
NPC

Mensagens : 132
Reputação : 1
Data de inscrição : 05/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Amsterdã

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 9 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum