Amsterdã

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Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Sab 16 Jan 2016 - 16:06

Finalmente aparecia quem realmente controlava todo aquele teatro, nos meus lábios se formou um belo sorriso. O recém chegado não era nada discreto ao falar “mentalmente” com Josh, me tirando uma leve risada – Se depender da falta de conhecimento e do instinto dele de escolher vitimas, estará morto assim que você virar as costas... –Meu olhar ia para Josh, se ele contasse nosso “segredinho” certamente não duraria até o próximo por do sol.
 
Buscava meu celular no bolso do roupão vendo uma mensagem de Ethan, uma reclamação bem na real, Alice não estava se comportando e ainda reclamava quase que todo tempo que estava acordada do porque eu havia sumido sem dizer um “tchau” – Essas crianças mimadas de hoje em dia – minhas palavras poderiam ser incutidas tanto em Alice como em Josh – No meu tempo eles estariam já correndo por suas vidas deprimentes sem ter o luxo de uma babá! – Disse como uma leve provocação, escrevendo para Ethan tomar cuidado com Alice, ela era esperta de mais para ser subestimada alem de escrever o nome do recém chegado vampiro “Vladmus Speranza”; Saberia meu adorável espião algo sobre ele?
 
Eu continuava de pernas cruzadas na cama, como se nenhum dos dois representasse algum real perigo, por mais que eu não desejasse saber o quão forte era a babá de Josh e muito menos lembrar dele nas memórias; Senti uma leve vontade de morder Josh novamente, arrancar cada informação dele, pois eu soube no momento que Vladmus entrou no quarto que aquela visita a Amsterdã não era uma simples transação de uma empresa.
 

- Josh me chama de Helena... Se quiser podes me chamar deste adorável apelido, Sr. Speranza... – Eu guardava o celular no bolso felpudo do roupão, me levantando da cama, infelizmente aquele belo vinho não seria degustado por mim, porem felizmente Leonard teria alguma informação está noite, tomará que seja de alguma utilidade para o mesmo, até porque Josh conseguiu me esconder o que realmente importava como pude ser tola? Pela segunda vez aquele vampiro me enganou, a terceira vez ele irá pagar com a vida – Então seria o senhor o responsável por transformar alguém tão chamativo em um de nós? Não me parece muito inteligente chamar tamanha atenção, ainda mais após se alimentar de um drogado.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sab 16 Jan 2016 - 16:52

O velho esperou enquanto  que ela se virasse, ela lutou contra seu comando, mais acabou se virando, ela parecia travar uma luta interna consigo mesma, de olhos fechando cobrindo os ouvidos ela balançava a cabeça negativamente, pedindo para parar, como se nem mesmo ela sabia o que queria que parasse.

― Escute apenas a minha voz, foque nela... Você esta perdendo o controle, como um recém transformado você precisa canalizar sua  energia, somos dois em um não um que se transforma em outro, entenda isso é talvez poderá aceitar a parte que se nega ver.

Albion tirou a mão dos bolsos, seus olhos brilharam em tom de vermelho, suas pressas cresceram é ele rugiu! seu rosnar tinha o poder de fazer com que outros lobisomens ativassem sua transformação, e assim ele o fez, precisava conhecer a extensão da força e limite daquela garota, se ela não estivesse sozinha teria que repreender seus tutores que pareciam não ter ensinado a ela como se conter.

― Você precisa se transformar sem perder a consciência, se o fazer, será apenas um animal, agindo por instinto é se isso acontecer, eu a matarei aqui é agora... Consegue entender?

O tom de voz era grave e profundo, ainda mantendo sua forma semi transformada, seu rugido fez os pássaros ocultos nas sombras se assustarem.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sab 16 Jan 2016 - 18:56

Toda a gente é
capaz de sentir os 
sofrimentos de um amigo. 
Ver com agrado os seus êxitos 
exige uma natureza muito delicada.





Quando estava prestes a deixar aquela fera assumir o controle, foi quando escutei Albion praticamente rosnando... “recém formado” “somos dois e não um que se transforma em outro” Aceitar suas palavras era a mesma coisa que aceitar o que fiz naquelas condições, aceitar que eu não passava de um recém formado e eu não sou isso!
 
Quantas vezes Matt já fez isto comigo? Meu orgulho estava mais que ferido por aquele velho lobo, sentia as presas roçarem nos meus lábios e meus olhos não se tornarem mais o verde floresta, aquela besta assumiria o controle e parecia ganhar mais força com aquele rugido estúpido, eu fitei Albion com tanto ódio que chegava a tremer.
 
Respirando em arfadas, pronta para atacá-lo, mas tal como suas ameaças eu sabia que morreria fácil pelas garras daquele homem. Forçava-me a pensar em uma saída, lutar contra aquela besta desenfreada, mas como? Albion estava literalmente me empurrando ao desfiladeiro a chutes! “Não somos dois... Todos somos um” lembrei de Caleb enquanto fitava Albion, inflando os pulmões, chamando minha matilha, uivei alto, uivei pela minha vida!
 
Era questão de tempo até Aled e Throst aparecessem, eu só tinha que agüentar, de alguma maneira! Poderia fugir... Rs ele me buscaria antes que eu desse o segundo passo! Eu poderia... Poderia... Transformar-me. Cai de joelhos no asfalto, já cansada de tanto lutar naquela luta injusta. Olhava minhas garras crescerem e eu rosnar sem nem motivo ter. Preciso manter a calma!
 
Calma! Você consegue... Ela não é inimiga, ela é você... Vamos Hann!” as palavras de Caleb eram como uma brisa suave tocando minha consciência – E.. Eu tento.. Eu juro que estou tentando! – Minha lagrimas me cegavam novamente, estava mentindo, eu não tentava, eu nunca tentei... Eu não me transformo porque eu não quero, eu tenho medo. Logo eu já não lutava, e assim caia em um precipício e as sombras me dominavam, certamente eu não acordaria, não faz mal.
 
O gosto de sangue transbordava minha boca e eu posso jurar que escutava Aled gritar – Transforme-a de volta!
 






Mesmo de longe dois velhos lobos acompanhavam as aventuras da garota, voltas e mais voltas naquelas estradas sem fim. Ela deveria ter voltado, mas seguiu direto para seu predador. No momento exato que aquela fera flexionava os joelhos para atacar o Alpha a quem direcionava toda a raiva, dois homens se posicionaram no meio dos dois, um recebeu diretamente as presas da loba soltando um urro de dor alem de alguns xingamentos, até parecia receber de bom grado aquela dor – Transforme-a de volta! – Gritou o mais baixo, enquanto o outro lutava para soltar as presas e as garras do corpo – Esqueça Aled! Ele nunca entenderia... – A voz do mais alto e forte vacilava em uma sensação de dor e raiva, puxando o cabelo da loba até soltar as presas e arremessar o corpo contra uma arvore próxima, algumas costelas quebraram com o impacto fazendo-a urrar de dor, mas logo que o corpo tocou o chão e sua cabeça bateu contra uma pedra perdeu a consciência e uma poça de sangue começava, lentamente se formar.
 

Alguns ossos do ombro de Throst estavam quebrados junto com algumas costelas, a jaqueta de couro estava inutilizada, fazendo-o ficar mais possesso – Só porque é Alpha não quer dizer que possa se meter no bando dos outros! – Rosnou Aled encarando Albion, furioso! 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Qui 21 Jan 2016 - 23:02

O calor daquele lugar era insuportável o ar estava difícil de respirar e a fumaça já tomava conta dos lugares fazendo lágrimas saírem dos olhos borrando a visão. Mas era preciso achar uma saída, ela sabia que precisava escapar das chamas.
 
― Socorro! Socorro!
 
Escutava alguém pedindo ajuda, mas não conseguia ir adiante o calor e a fumaça a impediam de sair de onde estava.
 
― Quem é? Por favor me diga onde está para que possa te ajudar! ―  Gritava desesperada, tinha que ajudar aquela pessoa, pois sentia que era alguém importante. 
 
Mas ninguém respondia, ficavam apenas os apelos por ajuda ecoando no ar. De repente a fumaça se fez menos espessa e pode olhar ao seu redor e o que viu a gelou. Era a casa de seus pais, os pedidos de socorro eram deles clamando por ajuda em meio as chamas que consumiam sua pele. 
 
― Vovó!!  Papai!! Mamãe!! São vocês onde estão por favor me digam. – Enquanto grita avança em meio a uma casa destroçada, cinzenta e irreconhecível a primeiro olhar. 
 
Se atirado em meio ao fogo foi em busca dos pais e da avó, mas era tarde o fogo os havia consumido e a estava consumindo suas pernas, mãos e braços estavam em chamas. Iam lambendo rapidamente sua pele deixando visível os ossos. Quando chegou até a sua família o que viu a desesperou. 
 
Tudo que restara deles eram formas deformadas sobre um esqueleto visível, sabia que havia chegado tarde ela os havia perdido a todos. Um lamento de dor emergiu de seus lábios.
 
― Nãooooooooo!!! ―Gritou Bhetia despertando de um pesadelo. 
 
Mais uma vez sonhava com a morte dos pais e sua avó. Banhada em suor e assustada com o sonho, que a alguns dias já não tinha, voltaram com mais intensidade fazendo-a chorar toda a dor que o sonho trazia. Lá onde ninguém poderia ver toda a sua saudade, amor e dor emergiu em forma de um pranto incontrolável. Se culpando sempre de não os ter salvados, acreditava que podia ter feito mais, a noite ainda corria do lado de fora.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Sex 22 Jan 2016 - 20:45


Vladmus Speranza

Vladmus observou a mulher diante seus olhos, ele podia sentir o poder de sua aura, ela poderosa e antiga, porem não tanto quanto ele mais era mais forte do que Joshua, a pergunta que realmente ficava no ar era o que este encontro poderia acarretar nos planos que estavam em andamento.

As peças se moviam por todo o tabuleiro, se eles estavam se movendo isso significava que qualquer desconhecido poderia ser um inimigo em potencial, sendo homem ou mulher ninguém estava fora disso.

Sua pergunta fora direta e sem rodeios perguntando se havia sido ele a transformar Joshua, e  questionando sua inteligência.

― Como o trata como uma criança posso dizer o mesmo a você, as vezes  apenas fazemos as coisas muitas vezes não tem motivo, talvez um mero capricho de uma vida mortal, acho que me entendi.

Vladmus sorriu para era, apenas de uma voz calma, seus olhos e sorriso revelavam o perigo que ele poderia se mostrar ser, seus olhos  pousaram em Joshua, mentalmente falou em sua cabeça para que apenas ele ouvisse em seu elo de criador e criação.

― Precisaremos ter uma conversa mais tarde...

Se virou novamente para a vampira.

― Minha cara Helena, creio que Joshua a chame assim por ser aficionado por contos gregos, é estas tolices de deuses, sendo este seu nome ou não terei que me desculpar porém, terei que interromper a diversão de vocês, Joshua terá que participar de uma reunião, como mantém a fachada de um executivo tem obrigações a cumprir, e preciso me encarregar para que ele não nos exponha.

Se aproximando dela lentamente parando diante seus olhos, seria fácil quebrar o pescoço dela, mais não seria sábio sem saber o que ela realmente representava, algumas ações precisariam ser tomadas, ele pegou uma mecha do cabelo dela.

― Por esta razão creio que precisará partir, gostaria que chamasse um motorista para você?

A voz de Vladmus parecia vibrar em um tom baixo mais poderoso.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Sex 22 Jan 2016 - 21:15

Poderia até imaginar que Josh possuía alguém forte por traz, mas não imaginei que o mesmo tentasse me intimidar; Homens se entregam com tanta facilidade. Dizia fazer algo por mero capricho, mas não via nenhum gosto por diversão naqueles olhares que percorriam para Josh, mas sim um desgosto sem igual;
 
Acabou tentando me provocar me chamando de criança, talvez até fosse, mas se ele me achava uma criança o que sobraria para Josh? Algo menor que um recém nascido.
 
Então finalmente ele dava a deixa para eu me retirar, algo que alguém com a minha experiência saberiam aproveitar sem nem pensar duas vezes, naquele quarto não existia nenhuma informação para que eu pudesse me aproveitar, alem disso, duvido que Joshua deixe seu “criador” tocar em mim com tamanha liberdade, nossos laços não eram mais de simples simpatia.
 

- Fico grata pela proposta, mas como sempre me virei... Não preciso de ajuda muito menos de um motorista... Algo que aprendi a desenvolver foi o gosto por carros e ser mero espectador disso chega a ser entediante, não acha? – Disse olhando diretamente para Vladmus, não demonstrava medo, até porque vivia desafiando Leonard e comparado a ele, este vampiro não era nada. Olhei para a mecha na mão do homem e sorri – Mas precisa de algo a mais? Mandarei alguém para recolher meus pertences logo mais – Passe a mão pelos cabelos fazendo a mecha ainda úmida deslizar pela mão do homem até voltar ao local original. Olhei então para Josh, que parecia petrificado ao ver seu criador diante de mim, mostrando seu poder de intimidação – Só peço que tenha mais cuidado, afinal... Banhar alguém com sangue perto de uma boate, não é algo que eu chame de ser discreto... Agora se me dão licença, tenho minhas próprias crianças para tomar conta – o resto da frase foi direcionado a Vladmus junto com um olhar de desconfiança; Tanto ele como eu tínhamos tanto a esconder, mas tenho certeza que ainda irei encontrar com esses dois.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sab 23 Jan 2016 - 21:23

Albion esperou, mas a garota era mais durona do que ele imaginava mesmo com a respiração entrecortada, ela rosnava baixo como se quisesse ataca-lo ela uivou o que pareceu mais um gemido desesperado, Albion sabia que isso faria os outros se mostrarem ele havia os sentidos a alguns minutos se aproximando agora mais rápido após o uivo.

O velho homem viu a garota se curva no chão, se abraçando suas garras cresceram, a voz dela era mais como um ronco de motor, balbuciando algumas coisas, algumas  lágrimas brotaram de seus olhos o que fazia Albion pensar o porquê de tanta relutância sendo uma nascida.

Ouviu uma voz impaciente querer uma ordem a Albion o mesmo se virou para ele.

― Quem você acha que é para me dar ordens?

Os olhos dele brilhavam rubro, em instantes se colocaram entre o velho homem e a garota que parecia querer destroçar Albion quando ele atacou  o mais baixo se colocou na frente recebendo a mordida em sua carne, o homem xingou baixo.

O outro pediu para muda-la mais ele não poderia fazer isso, ela estava quase em seu limite mesmo sem ele, cedo ou tarde ela perderia o controle.

― Ela precisa aceitar sua outra metade, vocês devem ser os tutores dela, mais não são alfas ou  fortes o suficiente para me enfrentar por isso se afastem apenas eu posso ajuda-la.

Disse  Albion olhando para eles, o que estava com a garota presa em sua pele disse que ele nunca entenderia, sua voz era forte, apesar dar dor que deveria sentir com a mordida dela, raiva parecia está transbordando por seu corpo.

Ele se desprendeu dela, puxando ela pelo cabelo arremessando o corpo dela contra uma arvore, fazendo um estranho som acontecer, revelando que poderia ter quebrado alguns ossos, ela gemeu o impacto a fez bater a cabeça em uma pedra a fazendo desmaiar enquanto sangue escorria formando uma possa.

Frustrado o lobo ferido se virou para Albion, dizendo que só porque ele era um alfa não significava que ela poderia se meter no bando dos outros, em instante seu pescoço foi agarrado em um aperto de ferro.

― Você e bastante petulante, eu sendo um alfa de coloca em submissão,  e que bando se refere três lobos que andam junto sem um alfa sendo que um deles sequer sabe se controla e outro tem problema com auto controle.

Disse apertando o pescoço do homem que estava com a jaqueta toda rasgada, suas presas cresciam poderia rasgar a garganta dele facilmente. Olhou para o outro e disse:

― E você se está pensando em me atacar aconselho a não tentar... Pois não teria chance fora que seu amigo aqui poderia ter a garganta rasgada com apenas um movimento, sua garota sugiro cuidar dela caso queira que ela se cure mais rápido.

Voltou para o homem preso por seu aperto e  rugiu revelando suas presas.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Seg 25 Jan 2016 - 1:56

Eu tento sempre 
estar um passo mais à frente. 
Tens que estar sempre 
muito atento neste mundo. 
É muito fácil passarem-te a perna.





          Throst não sabia segurar sua língua, muito menos quando o assunto dizia respeito a sua pupila, alem disso quem pensava mais era Aled e Hannah, não ele. Sempre foi um dos melhores guerreiros do bando e ali não era diferente, mas sabia que sua força não era a mesma, sem um alfa, sem um bando não tinha nem metade da força que possuía sob as ordens de Matt. Mesmo sentindo as garras de Albion a rasgar a pele e o sangue escorrer e manchar sua camisa branca, não parava de encarar o Alpha, mas diferente de Hannah tinha total controle sobre sua transformação. Seus olhos azuis brilhavam fitando sua presa com tanto ódio que se não fosse por Aled, já teria perdido a vida. Esperava pela ordem, do amigo para atacar, mas sabia que está nunca viria e pode relaxar um pouco o corpo, aliviado quando o Alpha tirou os olhos dele.
 
          Albion rosnava para Aled, dizia que se pensasse em atacá-lo iria matar Throst e depois dar cabo do outro lobo. Mas por sorte de Throst, o velho lobo nem pensava em desafiar um Alpha, ainda mais este sendo forte. Conheceu vários Alphas de bandos diferentes quando era o braço direito de Matt, sabia dos diferentes gênios e personalidade que rodeavam aquelas criaturas. Alguns dignos de terem sua lealdade, outros não eram dignos nem de seu pior desprezo! Mas todos eram extremamente fortes! Quanto maior o bando, mais forte ele era e era ainda mais cruel verdade o que Albion jogava na cara dos dois, três lobos não formavam um bando, fortes ou não, Omegas sempre estão no degrau mais baixo daquela escala, mas algo que podia se orgulhar era de nunca ter tratado nenhum lobo de forma diferente pela cor de seus olhos. Ambos saiam o quanto aquelas palavras machucavam, não sou o orgulho dos lobos, mas também a alma!
 
          Aled teve que engolir a seco cada palavra profanada daquele homem, usar todas suas forças para manter a calma, manter o foco! Throst tinha de cravar suas garras em suas próprias mãos para segurar a raiva ao escutar aquilo, como se eles possuíssem escolha, como se eles se orgulhassem de ter deixado o bando para trás para salvar uma única alma, estes eram os pensamentos daquele guerreiro, enquanto suas garras perfuravam a pele e fazia seu sangue verter como cascata para o asfalto ainda quente.
 
          - Nosso Alpha se sacrificou para salvar a filha... – Disse Aled buscando à calma que os outros dois não possuíam, sua respiração e voz se mantinham calmas, dando jus a seus anos de existência - Enquanto seu bando desfruta da paz de se transforma e age sobre sua vontade – Disse Aled olhando para o corpo desmaiado da protegida, caminhando em passos calmos na direção – Matt nunca teve essa paz! Sua própria filha amaldiçoada... Tachada de diversas formas, com ameaças não só de fora do bando como dentro dele – Disse ele, talvez tentasse justificar a falta de controle dos dois lobos, mas sabia que isto estava longe de ser verdade. Throst era um predador e agia pelos instintos nessas horas e Hannah... Era um caso a parte, talvez nem aquele Alpha, com pose tão “intocada” que buscava algo pelo medo tenha presenciado “algo” como ela - Nossa aldeia destruída por causa de algumas lendas ridículas – Disse o lobo, escolhendo cada palavra, pisando em ovos por assim dizer, sabia mais que ninguém que uma palavra errada seria o fim da promessa que fez a seu melhor amigo, seu líder! Dava os ombros para Throst, como se ele tivesse perfeitamente controle sobre a situação, ao contrario que Albion pudesse imaginar aquele lobo não encarava mais o Alpha, mas sim Hannah, como se ponderasse ter usado força de mais, teria machucado alem do necessário? Aquele trio parecia ser o mais louco a passar pelo caminho de Albion, Hannah realmente parecia uma criança mimada, com duas grandes babás que tentavam justificar seus atos, suas escolhas e seus medos.
 
          - Se você deseja-se nos matar, não teria oferecido ajuda para ela... Não teria dado o pontapé final para que ela se transformasse... Posso até apostar que seu bando lhe respeita por isto... Não governa pelo medo, mas como Matt, lidera lobos fieis e honrados que dariam suas vidas pelo seu líder – Disse ele parando ao lado do corpo estatelado da garota no chão, suas palavras possuíam um ar de sinceridade, mesmo depois de engolir as palavras daquele homem, ainda tentava acreditar que os melhores bandos, os mais fortes, ainda eram regidos por homens de honra - Mas é inútil, ela despreza está forma mais que a própria morte... Ela aceita de braços abertos sua outra metade... Mas não está – Disse Aled olhando para Albion por cima do ombro – Acha mesmo que nunca a forçamos a se transformar? Que pai que gostaria de levar seu próprio filho a um caminho forçado? – Disse o lobo puxando Hannah pela jaqueta, os braços da garota pareciam com dois pêndulos de um relógio, movimentados pela gravidade, o rugido do Alpha veio bem a calhar naquela hora. Hannah despertou totalmente atordoada, seus olhos brilhavam em um azul intenso, movia puramente por instintos como se buscasse salvar alguém ou obedecer a uma ordem direta de alguém que possuía sua maior lealdade. Por bem ou mau, ela reagiu a Albion lutando para se por de pé, sentindo a falta de equilíbrio, as pedras e areia embaixo dos pés não ajudando em nada apenas piorava a situação, entrou em um pequeno pânico e acabou arranhando a arvore ao lado, gemendo e se debatendo como um peixe fora d’água. Mas como o esperado, não demorou muito a voltar a desfalecer, o cansaço e a dor venciam sua vontade de ferro – Ela é forte... Já teve tombos maiores... –Aled falava calmo, mas estava surpreso com a ferocidade que ela reagiu ao ronco dos pulmões do Alpha, mostrava até certa estranheza em seu olhar, Throst não ficava para trás, tanto que ergueu uma sobrancelha com aquele acontecimento. Então Aled a soltava novamente e se ajoelhava ao lado da garota acariciando sua face angelical adormecido e afastando as mechas negras do rosto de Hannah, ela começava a se curar.
 
          Enquanto Throst observava tudo preocupado e surpreso, Aled por outro lado jogava com Albion um jogo de palavras que poderiam custar suas vidas – O Senhor deve ser observador e já devo concluir também que sua curiosidade já despertou sobre o cheiro peculiar que nossa pequena loba possui, alem da força de vontade para não se transformar... Digamos que este ultimo fato foi adquirido com anos de teimosia contra seu pai e irmão – Disse ele, que certamente cairia na gargalhada só de lembrar tudo que Hannah fazia para tentar segurar aquela transformação, a garota era tinhosa e astuta! Inventando as mais mirabolantes desculpas para o pai libertá-la de seu treino, mas como essa liberdade se dava apenas a menos de 10% das vezes, acabava por lutar contra a fera que possuía dentro de si, e sim... Acabava por perder o controle!  Aled olhava agora diretamente para Albion, esperando prender sua atenção e quem sabe ter a sorte que ele soltasse Throst – Desejas descobrir o que ela esconde? Que maldição flui nas veias dessa pequena loba? – Disse ele deixando escapar um pequeno sorriso no canto do lábio – Como pessoas civilizadas podemos conversar... E claro... Peço desculpas por Hannah E Throst, os dois possuem um gênio... Podemos dizer... forte!
 

          Os dados eram lançados. Aled podia parecer calmo, resultado de anos de treinamento para controlar os batimentos cardíacos, mas estava suando frio e por dentro tremia como uma vara na tempestade, um passo em falso podia perder tudo que lutou por anos! E Throst estava começando a ficar impaciente, odiava ficar fora da diversão, seus batimentos aceleravam e falhavam alguns batimentos quando sentia uma fisgada mais forte no pescoço. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Ter 26 Jan 2016 - 23:09


 Era difícil encontrar o sono novamente a lembrança daquele pesadelo insistia em voltar. Sentada na cama em meio a negra escuridão pensava na morte da avó a quem mais sentia falta não por não amar seus pais, mas por sentir que ela me compreendia melhor do que ninguém. E também da responsabilidade herdada de seus pais de comandar um clã de tocados.
 
Se perguntava como alguém que passou a maior parte da vida fora do clã iria mostrar seu valor e comprometimento para cuidar dele. Ela não conhecia nada do que era preciso saber, exatamente por isso os velhos Sábios designaram um “tutor”, que estava mais para um espião, na falta de um termo melhor um vigia para mais que ver se ela era capaz, informar o que se passava com ela.
 
 Erick era um homem já  na casa dos 30 anos, pele levemente morena cabelos negros e olhos verdes, olhos que fascinavam com seu brilho, tinha 1,85 e era de constituição magra. Os “Sábios” achavam que por ser nova havia a palavra idiota tatuada na minha testa, mas se enganavam. 
 
 Mesmo afastada do clã sua avó sempre lhe ensinou a usar muito bem a inteligência e seus instintos. Se achavam que iriam me manipular estavam enganados. 
 
― Aqueles Sábios iram ver do que uma Ramsay é feita. Não somos tão facilmente dobráveis como papel, não é mesmo vovó?

Falava sozinha em meu quarto, na escuridão da noite, apenas uma resposta possuía a minha pergunta, silêncio.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Qua 27 Jan 2016 - 21:26

Vladmus Speranza

Vladmus sabia que ela não aceitaria um motorista é porque o faria, ela podia andar mais rápido do que os carros, ainda mais nos engarrafamentos que sempre aconteciam na selva de pedra. Ela agradeceu dando sua justificativa para não aceitar.

O homem sorriu de forma compreensiva e esperada, enquanto a vampira o olhava diretamente, não mostrando nenhum sinal de dúvida, medo ou incerteza permaneceu impassível, o que deixa Vladmus ainda mais certo que ela poderia se tornar uma pedra no caminho, porém não era o momento nem o lugar para fazer alguma coisa.

Ainda com a mecha de cabelo em mãos ela disse que mandaria alguém pegar os pertences fazendo um movimento que tirava o cabelo dos dedos longos do vampiro, o cabelo dela ainda estava úmido pingando sobre o chão, Joshua ficava parado olhando para o desenrolar, se perguntando se seu mestre poderia de alguma forma saber o que ele havia feito, a expressão de Vladmus era impassível sem qualquer expressão que denunciava isso.

Os olhos dela seguiram para o recém-criado, com se esperasse uma reação que não aconteceu, para finalizar ela disse que pedia para ter mais cuidado, para não haver um banho de sangue perto de uma boate, e que não era algo discreto, o que de fato não era.

Pedindo licença, ela terminou dizendo que tinha suas próprias crianças para cuidar, isso de alguma forma era uma informação que poderia ser usada em algum momento, ela olhou para Vladmus com ar de desconfiança, ele sorriu.

― Não precisa correr também...  Pode se vestir tranquilamente. ― Falou ele se sentando em uma poltrona.

Ele olhou mais uma vez para ela antes de seus olhos notarem a garrafa de bebida.

― Vejo que foi pedido uma bebida, que tal bebermos antes que parta, creio que mal não irá fazer, gostaria muito que se pudesse, nos encontrássemos um outro momento de forma adequada, se me permitir e claro.

Disse com uma voz mais afável e elegante, talvez a abordagem inicial não seria a melhor opção, alguns minutos de conversa foi notado que ela não temia a morte, os vampiros não a temiam, as poucas coisas que assustavam um vampiro era seus inimigos naturais ou vampiros mais velhos, e isso não a intimidou, então decidiu que era  melhor seguir por outro caminho
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Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Qua 27 Jan 2016 - 21:51

Estranhamente Vladmus mudava completamente sua postura, algo mais sutil e convincente, se não fosse um vampiro mais antigo diria que estava tentando apaziguar sua entrada pomposa e agressiva. Sabia melhor que ninguém que os piores eram os vampiros mais antigos, não apenas por sua força extraordinária, mas também pelo seu intelecto, este então era uma velha raposa me rodeando, buscando uma falha ou brecha!
 
Ele falava que eu não precisava correr, mas eu queria! Queria sair deste quarto aquilo poderia acabar mais perigoso que o esperado, infelizmente aquele vampiro tinha um modo sutil de convencer as visitas a ficar. Speranza dizia para desfrutarmos daquele belo vinho que Josh pedira, certamente deveria estar divino! Seria perigoso ficar, mas também não sou do tipo de baixar a cabeça, seriam ótimas as informações que poderia obter daquele homem.
 
- Podemos, o vinho deve estar pronto para ser servido... – Disse com um sorriso gentil nos lábios agora desprovidos de qualquer maquiagem, como se eu precisasse. Olhei para as taças – Mas só temos duas taças... E eu estou impossibilitada de vestir minhas roupas, fico desconfortável nesta situação, é estranho ficar apenas de roupão enfrente a alguém de alta classe como o senhor – Minha voz estava calma e controlada, mantendo um tom baixo sem parecer agressiva, se ele estava tentando manter um diálogo porque não?
 

- Porque não marcamos depois da reunião de tomar um vinho no bar do hotel? Depois de certa hora aquele lugar é agradável e bem reservado... O senhor não prefere? 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Qui 28 Jan 2016 - 21:14

Após o alerta de Albion ele viu o outro lobo manter sua posição mais não antes de sentir o cheiro de sangue que vinha dele enquanto gotas pingavam ao asfalto, ele se pronunciou de forma calma, dizendo que o alfa se sacrificou para salvar a filha, o velho lobo sabia o que tal sentimento era capaz de fazer, quando um pai precisa fazer mais que o possível para proteger os seus filhos.

Albion viu o lobo olhar para a garota desacordada, ele falou que o bando do alfa gozava de paz e tranquilidade, realmente eles desconheciam os perigos que se ocultavam nas sombras, o homem caminhou  na direção dela.

Revelando o nome do alfa dizendo que sua filha era amaldiçoada, isso fez o velho lobo entender que talvez ela fosse quem ele estava procurando.

Disse que a aldeia deles havia sido destruída por lendas ridículas é esta foi a deixa para Albion.

― Lendas ridículas? Serio que está dizendo isso... As lendas são fragmentos de uma história um passado que as pessoas insistem em esquecer seja quem forem, humanos, lobisomens ou vampiros, aceitar o legado porem molda-lo é importante mais esquecer suas origens é um fracasso que chega cedo ou tarde.

O aberto no pescoço do homem se afrouxou o bastante para que ele respirasse, enquanto o outro falava se ele quisesse mata-los não teria oferecido ajuda a ela, não teria dado a última parte da transformação dela, ele queria jogar com ele usar conhecimento que ele achava saber sobre como era o bando.

― Você fala como se pudesse saber como é ser um alfa, Matt eu ouvi histórias sobre ele apesar de um bom alfa se negava a ver as coisas como realmente são querendo uma paz sem lutar, infelizmente a paz só chega para aqueles que lutam, eu não quero mata-los se o quisesse já estavam mortos, vocês que chegaram como se não soubesse seu lugar, vocês são apenas ômegas agora... estão sempre em desvantagens.

Albion não gostava de agir assim, mas como alfa ele sabia que tinha que fazer coisas que não gostava, demonstrar fraqueza era um luxo que ele não poderia se dar ter, ele ouviu o homem falar que ela despreza o que ela é, perguntando se ele não achava que tivessem tentando.

― Se vocês tentaram foram fracos, por ser a filha ele deve ter pegado leve, mais ele deve ter esquecido que quanto mais amamos mais cobramos deles, para estarem preparados, como uma nascida despreza o que é... Há não ser que ela seja especial.

Deixou a frase morrer no silencio da noite, o homem ficou de costas para Albion se abaixando ao lado da garota puxando a pela jaqueta, ela despertou assustada seus olhos ainda brilhava como duas safiras, após se remexer um pouco ela desmaiou novamente. Ele se levantou e olhou para Albion dizendo que ela era forte já teve tombos maiores.

― Vocês a mimam, e com isso a deixam fraca sabe porque seu bando sucumbiu porque vocês viviam de uma forma a negar parte do que são, tentar viver uma fachada, os tombos que diz que ela tomou não são nem de perto tombos reais, mas devo dizer que ela realmente e forte.

Aquelas palavras precisavam ser ditas se eles quisessem se manterem vivos, pois se continuassem assim eles acabariam morrendo, o homem  tocou no ponto que estava esperando o porquê ela e diferente, porque possuía um cheiro diferente.

― Por mais que a vejam como uma criança ela não poderá ser trata assim para sempre, notei o cheiro peculiar dela sim isso me intrigou e quando disse ser uma nascida isso me deixou ainda mais interessado em saber o porquê.

Ele perguntou se queria descobrir o que ela escondia, que maldição fluía nas veias dela um sorriso brotou nos lábios dele, Albion sabia que não era mentira o que ele estava falando;

― Pois bem... Você tem uma chance para me convencer caso contrário eu mesmo irei descobrir a minha maneira.

Soltou o homem que ainda estava suspenso sem tocar no chão.

― Pegue a garota, vocês devem estar morando próximo, vamos para lá para termos “ uma conversa civilizada”, depois de ouvir a história direi se aceito ou não as desculpas.
Falou Albion olhando com certa admiração.

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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sex 29 Jan 2016 - 21:41

Não somos sempre 
o que queremos, 
mas o que as circunstâncias 
nos permitem ser.





As palavras do Alpha eram cruéis, mas os dois Ômegas podiam se acalmar no fim.
 
Primeiro o Alpha falava sobre as lendas, Aled e Throst não desfrutavam da mesma opinião que ele, mas era melhor não contrariar, afinal os ânimos estavam tão aflorados que uma discussão sobre um lado e outro da moeda era inútil. Depois provocava sobre Matt, um alpha pacífico que não gostava de usar a força, Throst teve que segurar a gargalhada, mas não o sorriso cruel que formou em seus lábios.
 
Era tanta informação para assimilar que era melhor colocar os pingos nos Is só quando tudo estivesse sob controle. Cada palavra era escutada com o dobro de atenção, tudo seria explicado... Tudo em seu tempo. Albion acusava o bando de Matt de falhas e no fim, quem era aquele lobo para apontar falhas? Apenas quem viveu os problemas na pele são capazes de julgar e isto era algo que Albion não poderia julgar.
 
No fim, as idéias implantadas pro Aled serviam como uma luva na consciência do Alpha, jogos de palavras sempre foram à especialidade de Aled, quantas vezes teve esta habilidade posta à prova? Inúmeras. Quando Throst pensava que não iria mais escutar asneiras, ele se enganava profundamente. Infelizmente existem pessoas que por serem mais fortes não enxergam o que está abaixo do seu nariz e era por isto que Matt carregava dois Betas sempre consigo. Talvez se Albion soubesse do poder dos mais fracos não cometeria tantos erros, talvez se todos os alphas descessem dos seus pedestais veriam o mundo.
 
Quando Throst ganhou sua liberdade caiu com tamanha destreza no chão que não vacilou, não cambaleou, apenas ajeitou sua jaqueta e caminhou para o encontro da protegida parando com desgosto no meio do trajeto, Throst assumia repudia pelo Alpha que se segurava para não cometer outra gafe.
 
Os dois Ômegas cruzaram os olhares, fitaram-se por cerca de quinze segundos – Está bem... Não dou um piu! Mas sabe melhor que eu, que ela não vai obedecer! – rosnava Throst começando a correr o caminho de volta a cidade enquanto Aled balançava a cabeça com um sorriso nos lábios, respirando aliviado.
 
- Moramos na cidade, Amsterdã não chega nem perto de onde viemos... – Disse Aled escondendo a moto branca da loba atrás de alguns arbustos, pela manhã ela buscaria reclamando do perigo de ter deixado seu tesouro a deriva no meio da madrugada – As historia que se espalharam do meu antigo bando não parecem ser nem perto da verdade... – Aled voltava e pegava o corpo da loba no colo, ela se aninhava perfeitamente no peito do homem.
Mesmo ele sendo o menor dos três homens presente, Hannah parecia uma criança indefesa nos seus braços, a musculatura dos dois era totalmente diferente até a tonalidade na pele dos dois era diferente – Somos descendentes dos nórdicos, viemos de lá... Suécia para ser mais exato! É um país com uma população alta, mas nos centros urbanos, as regiões mais afastadas... Nos Alpes e nas grandes florestas a situação é contraria...  – Albion já escutava o barulho do motor de uma picape, afastada se aproximando com velocidade – Os bandos de lá são pacíficos entre si por pura sobrevivência... Mas posso afirmar que o sangue dos Vikings corre em nossas veias, disputas que levam a morte são freqüentes nas aldeias, algo comum até... Matt não era diferente, não se tornou um Alpha apenas por ser filho de um... – Uma picape Duster vermelha travava ao passar por Albion, cantando pneu fazendo fumaça levantar, Throst ainda irritado batia a porta com força, quase a lacrando! O motor continuava ligado e então pulava para a caçamba deitando emburrado, aguardando para chegar em casa, não trocou mais uma palavra até o loft.
 
Aled por outro lado parecia desapontado com o colega, fazendo um sinal para o Alpha entrar no veiculo e acomodava o corpo desacordado da garota no banco de trás, só depois então sentando no lugar do motorista. Parecia um velho, colocou o cinto, ajeitou o banco, ligou o ar condicionado e trancou as portas, tudo como manda o figurino e vestindo uma calma que faria Throst arrancar os olhos – Onde paramos? – Perguntou o lobo olhando para o Alpha, como se pedisse ajuda, mas era a sua cabeça a quem direcionava aquele apelo. Estalou os dedos – Ah claro! Hannah! – Fez o retorno e começou a pequena viajem até a cidade.
 
- Primeiro vou te contar do porque Matt não falhou no treinamento da filha... Depois o porque ela é especial – Aled fazia aquilo parecer um passeio, nada lembrava a ameaça de morte do Alpha – O sangue dela não chega nem perto de ser “puro”, na verdade o próprio nascimento dela é uma incógnita para todos os anciões do norte, uns levaram a crer que ela era uma hibrida, uma filha concebida de uma humana! A mais pura asneira que alguém podia dizer... Só porque não conseguia se transformar. Possuía força e agilidade, se curava, lentamente, mas se curava... Mas sua força não chegava nem perto de alguém da sua idade! Ela treinava com os betas da sua idade e seu irmão, Caleb...E... Ela era a pior da turma! Sem comparação! – Disse ele ao trocar de marcha e olhar para Albion – Quando os novatos diziam para ela desistir! Que ela foi criada para dar a luz a algum tipo de salvador, ela esmurrava o chão, arrumava forças até da terra se fosse preciso! Gritava irritada que era uma guerreira e não uma “cadela para dar cria– Um sorriso irônico surgia nos lábios do velho lobo ao se lembrar da protegida quando criança, dos olhos dela brilhando de raiva! Mas nem sinal de mudarem de cor - Desde a infância ela tem esse temperamento irritante – Disse Aled segurando a risada – Também cresceu como uma criança frustrada, sem se transformar e com fracassos atrás de fracassos... Então ai que eu afirmo, nem tudo que acontece em nosso mundo são repetições, por vezes as forças que regem nosso planeta, tem um estranho jeito de alterar o rumo dos acontecimentos... Se não fosse esse rotulo, teríamos seguido outro caminho... – Disse ele com uma pequena pausa, para então prosseguir aos finalmente - Aos quinze anos, ela se transformou da pior forma possível... – O olhar e o tom de Aled sofriam uma drástica mudança, um pesar nas palavras e seus olhos ficarem opacos.
 
O silencio levou um pouco mais de um minuto, até que ele reunisse forças para tocar no assunto - A Suécia é um local perigoso não só para os humanos, mas para nós também... Os lobos adultos não têm muitos problemas com os caçadores, mas nossas crianças muitas vezes vêem seu fim na lamina de uma espada de prata – Disse ele com uma amargura nas palavras – Meu filho e Hannah acabaram em uma emboscada de aproximadamente 20 caçadores... Rakin Arian! Era o nome do desgraçado que massacrou meu filho enfrente dela, duas crianças... – As mãos de Aled se fechavam ao volante com força, suficiente para escutar o couro estalar, se controlando, mas seu coração o entregava em batidas fortes e constantes, agitadas – Hannah perdeu pela primeira vez o controle... Se transformou e mesmo assim Rakin foi pra cima dela... Precisou de duas semanas para ela se curar parcialmente do ocorrido, com a ajuda de dois Alphas... Matt e o pai dele, Ragnar... Quase que ela morreu aquele dia... – Albion podia ver Aled fitando Hannah pelo espelho – A partir daí ela só piorou... Ragnar treinava ela como se treina o Beta mais teimoso... E ela se descontrolava! Gritava, esperneava... Levou incontáveis surras para manter o controle, diversos meios para se controlar, pesquisas e mais pesquisas de como controlar esta raiva desenfreada que vive dentro dela... Treinava dia e noite, ela era a meta daquele velho lobo! O ultimo beta que ele colocaria na linha... Era o que ele dizia e também o maior desgosto de toda a aldeia... – Aled continuava com o pesar nas palavras buscando um modo gentil de passar a informação – Como confiar em um lobo que se descontrola? – Disse ele olhando para Albion como se esperasse uma resposta.
 
- Muitos mandavam desertar ela, que Matt desse as costas a própria filha e ela se transformaria em uma Omega... Sozinha morreria antes da próxima lua cheia... Mas HellDora nunca deixou... A mãe adotiva – Disse ele tentando situar Albion – Ragnar então apelou para uma técnica perigosa, apagar da memória dela o dia que ela se transformou... Seu corpo lembraria como fazer, mas a mente não... – Entraram finalmente na cidade, dobrando uma e outra rua – Mas nem Ragnar e nem nenhum dos outros cinco Alphas do conselho do norte conseguiram alterar aquela lembrança... Ela esquecia, dois ou três dias e aquele fantasma voltava assombrá-la! – Ele respirava fundo, não era por falta de tentativas – Por meio de sonhos, visões, flash... Cada vez uma... Cada vez pior... A um sentimento que reviveu por dezenas de vezes... De inicio a descrição daquela noite era grotesca... Pouquíssima informação... Mas na ultima vez ela pode descrever cada detalhe, cada cheiro, sentimento... A dor que meu filho teve... Ela associou a transformação à morte do Rick...Por isso ela não se transforma – Disse ele desligando o motor enfrente a um prédio, muito antigo de tijolos avista – Pelo menos é a única explicação que achamos.
 
- Chegamos! – Disse Aled olhando para o banco de trás, Throst já pegava Hannah no colo levando-a para o elevador as presas para se ver livre de Albion – Quando a aldeia foi destruída viemos para cá, seguindo pistas de quem acabou com o nosso bando - Aled atrasava o Alpha de propósito! Deixando Throst pegar o primeiro elevador, então saia do carro e seguia para o elevador forçando-os a pega o segundo.
 
- Ainda não nos apresentamos... Aled Karlsson – Disse o lobo estendendo a mão ao Alpha, por pura gentileza, não esperava que ele retribuísse, era apenas um homem educado – A propósito... Sobre o cheiro dela... Poucos sabem, nem mesmo Hannah e espero que continue assim – Ele fez uma pausa dramática olhando para Albion, esperava captar a curiosidade do Alpha - Ela não é filha legitima de Matt... Nem de um lobisomem... Tão pouco foi mordida... Como disse, ela existir é uma incógnita... Todos betas que eu já conheci, tinham um limite... o dela está muito além – Disse Aled apertando o botão, antes das portas se fecharem e as engrenagens rodarem para o ultimo andar
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Dom 31 Jan 2016 - 17:33


Não havia mais como dormir depois do pesadelo. Levantou-se e ligou as luzes estava agradecida por ter eletricidade. Sem ter o que fazer trouxe sua mala para a cama, a abriu e deixou que tudo caísse sobre a cama, decidirá arrumar suas coisas, pois aquela noite tinha a impressão que seria longa, e se manter ocupada seria uma boa opção.  
 
Mais primeiro precisava de alguns produtos de limpeza, desceu as escadas até a cozinha velha a procura de um pano, uma vassoura ou qualquer coisa que fosse útil para tirar a poeira e teia de aranha dos armários. Na cozinha revirou gavetas e portas, mas não havia nada, apenas os moveis antigos ficaram.

Bhetia subiu frustrada novamente a seu quarto, veria se tinha alguma toalha que desse para usar em meio as suas roupas. Revirou as malas até achar um velho trapo que avia esquecido, abriu o closet e se pôs a trabalhar. Ali era apenas o começo de uma grande faxina, que toda a casa teria que passar antes de voltar a ser apresentável.
 
― Vou ter que ir à cidade amanhã comprar utensílios além de comida. – Refletia Bhetia para si mesma.
 
O armário era como um quarto pequeno, possuía prateleiras e gavetas em três das quatro paredes, um tapete que um dia foi magnifico decorava o são e um sofá que permitia sentar-se dos dois lados coberto por um lençol se encontrava no meio. 

Ali começou a tirar algumas tralhas e caixas ocultas no fundo do armário, lentamente tirava e empilhava ao lado enquanto passava o trapo para limpar a poeira e a teia de aranha.
 
 Foi quando ouviu uma três batidas na porta a assustando ela não esperava ninguém, não tinha avisado ninguém que chegaria aquela noite quem poderia ser?
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Dom 31 Jan 2016 - 18:25

Vladmus Speranza

Na poltrona Valdmus observou a vampira, ela pareceu aceitar bem a proposta, disse com um sorriso que o vinho estava pronto para ser servido, isso revelou um gosto e paladar refinado para bebidas, seus olhos seguiram para a garrafa, quando ressaltou haver apenas duas taças e que estava impossibilidade de vestir suas roupas  e que ficava desconfortável naquela situação.

Seu tom era baixo, a verdade para Vladmus era que ela não tinha tal inibição apenas precisava de uma desculpa que pudesse ser usada, antiga como ela se estivesse vestida ou nua não faria nenhuma diferença, Vladmus sorriu para ela como se compreendesse o que ela dizia.

― Não se preocupe com isso, pode vestir suas roupas no seu tempo, esperamos bem aqui.

Falou ele para em seguida ouvir ela dizer que poderiam marcar algo após a reunião, para beber alguma coisa no bar do hotel que fica muito atraente quando se visita no lugar certo.

― Pois muito bem... Joshua e eu iremos sair agora, pode ficar à vontade, se vestir é tudo mais, deixarei meu cartão aqui em cima, caso queira entrar em contato para marcamos um horário seja hoje ou um outro momento.

Falou Vladmus colocando um cartão pequenos é preto com alguns detalhes azul sobre a mesa de vidro.

― Joshua, por gentileza se vista apropriadamente, enquanto está pela jovem me faz companhia, estamos em nosso horário, você esquecer suas obrigações não é de seu feitio.

Olho para o recém-criado com certo pesar na face, como se ele soubesse de alguma coisa. Com aquele pedido Joshua se colocou porta a dentro para se trocar, sem dizer uma palavra.

― Espero que Joshua não tenha sido muito atrevido, a vida mortal dele ainda e uma lembrete constante em sua nova existência o que as vezes pode fazer com que esqueça que não é mais um humano.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Seg 1 Fev 2016 - 20:53

Vladmus teimava em me segurar, mas mesmo assim não perdia a postura. Olhei para o cartão com certa curiosidade, pegando o pedaço de papel preto e analisando-o. Por isto gostava de vampiros do meu tempo, eles ainda possuíam  aquele charme e educação que os mais novos nem sequer sabiam que existia. Guardei o cartão no bolso, por ser de alta qualidade a leve umidade do tecido pomposo não iria danificar.
 
Tomando coragem pus-me a andar, peguei o decantador pelo meio e peguei uma taça por baixo, deixando o pé dela entre os dedos para servir a taça até a metade; Repeti o processo com a outra taça, depois as peguei perto da borda entregando uma para Vladmus – Faça as honras – Disse com um sorriso simpático nos lábios – Faço companhia então Josh se recupera dos efeitos e se veste... – Sentando-me em uma poltrona que fazia conjunto com a que Vladmus estava sentado, cruzei as pernas e me encostei para trás, sem querer a abertura frontal do roupão deslizou suavemente deixando a mostra minhas pernas; Fazendo-me sentar de lado e cobri-las novamente, não tinha intenção alguma de me mostrar para ele e nem mais para Josh, apenas de me “socializar” e me mandar!
 
Speranza falava como se realmente se importasse comigo, como o que Joshua pudesse ter feito comigo; Mas vamos ser realistas! Ele não dava a mínima se eu me sentiria ofendida ou não, estava mais preocupado em conseguir o que quer do modo mais rápido possível e tal como qualquer outra cria, Joshua não passava de uma ferramenta, um pouco arredia e desajeitada, mas ainda sim algo descartável! Até mesmo Ethan daria um vampiro melhor que Joshua. Joshua possuía uma inteligência acima da media e uma fortuna que logo seria deixada de lado, o tempo faria ele se afundar no anonimato e aquilo poderia enlouquecer alguém que sempre viveu sendo paparicado por deus e o mundo! Ethan praticamente não existia mais, era muito inteligente e sabia se virar por conta... Gastaria no Maximo uns três anos para adaptá-lo a nossa natureza e teria um ótimo aliado sob meu domínio!
 

- Não tem com o que se preocupar, Sr. Vladmus... Já conheci vários recém criados e também já cacei as falhas do meu mestre... Se como me cuidar com eles – Disse ainda com aquele sorriso nos lábios, degustando um pequeno gole de vinho – Só me surpreendi ao ver alguém como ele ser um transformado, mas claro, se ele não me dissesse seu nome nunca saberia que era famoso... Gosto dos carros, mas como muitos, pouco me importo com quem fabrica. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Seg 1 Fev 2016 - 23:09

Albion notou a troca de olhares entre os lobos mais nada disse, ele sabia que Aled tentava ganhar tempo para alguma coisa, ele viu o homem que chamava Throst correr sem olhar para trás, poderia parecer que estava fugindo mais Aled não pareceu preocupado enquanto sorria.

Explicou que moravam na cidade de Amsterdã, que não era de onde vieram, seguiu até a moto da garota a empurrando com facilidade para as arvores e arbusto, a cobrindo com alguns galhos, enquanto isso ele falava sobre as histórias que se espalhavam como chama sobre palha, pegando a garota em seguida a aninhou como se fosse uma criança pequena.

Os olhos de Albion havia voltado ao normal ele parecia tranquilo é relaxado enquanto ouvia o homem falar que eram descendentes dos nórdicos, uma história extremante fantasiosa difícil de acreditar, aquilo não era importante mais resolveu não interrompe-lo, logo um veículo poderia ser escutada ao longe, alguns minutos depois ela despontou na estrada, enquanto Aled justificava características dos bandos  da  Suécia, falando de sangue de Viking e coisas bárbaras, ali veio uma informação interessante ao falar que Matt não era um alfa de nascença.

― Posso dizer que tínhamos algo em comum, sabe se tornar um alfa galgando a matilha não é uma tarefa nada fácil.

Assim que se aproximou Albion viu que se tratava de uma picape vermelha que não reduziu freando bruscamente cantando pneu fazendo levantar fumaça e cheiro de borracha queimada, Throst ainda parecia tentar se controlar, saiu do carro deixando o motor ligado olhou de relance para eles e saltou para a caçamba se deitando em silêncio.

Os dois eram dos extremos a fúria e a tranquilidade se colidiam naqueles dois, enquanto colocava a garota atrás do banco pediu com um gesto para que Albion entrasse, em seguida se colocou no lado do motorista, colocou o cinto, aceitou o banco fez tudo que precisava, como se um acidente poderia realmente mata-los, ele voltou ao tema Hannah, o único falto que parecia realmente intrigar o alfa.

Não havia como falar de Hannah sem mencionar Matt de fato ele tentava justificar a falha de seu alfa dizendo não ter falhado no treino de sua filha, dizendo que ela era especial, isso Albion começava a notar, ela havia resistido ao seu comando, Aled revelou era ela não era uma nascida que seu sangue não era puro, que  o nascimento dela não havia como explicar, o nome hibrida segurou ainda mais sua atenção enquanto se focava na estrada.

Ele falou das duras penas dela, do irmão enquanto as marchas eram passadas fazendo o carro acelerar, aquilo mostrava a parte que Albion gostava de notar nos jovens a força e determinação para enfrentar o que lhes parece impossível, o homem sorriu enquanto dirigia como se recordasse de algo divertido.

O tom e olhar de Aled haviam mudado havia chegado ao ponto onde tudo foi desencadeado, relatando o que aconteceu aos quinze anos, quando ela se transformou da pior forma, ele mencionava os perigos dos humanos é como os jovens sofriam as vezes tendo seu fim na ponta de uma espada de prata. Ele falou da perda de seu filho, Albion o viu apertar no volante o amassando levemente.

― Sinto muito pelo seu filho... É uma dor que não se pode mensurar.

Continuando a relatar disse que Hannah perdeu o controle pela primeira vez, que ela saiu muito ferida e quase morta aquele dia, o olhar de Aled seguiu para o fundo as picape para ver a garota desacordada no banco traseiro, tudo aquilo de alguma forma parecia fazer sentido, Albion se lembrou do passado, retornando quando Aled falou: “como confiar em um lobo que se descontrola”.

― Todos nós travamos constantes lutas pelo controle desta fera interna, ela é um dom e uma maldição um legado que precisa ser carregado e mantido e sua colocação de fato faz sentido.

O assunto mudou para um tempo mais a frente onde Matt tinha que fazer uma escolha de dar ou não as costas a sua filha, mais que a mãe adotiva não deixou que esta ideia sequer fosse cogitada, apesar do alfa se o homem era sempre a mulher que tinha a última palavra, isso arrancou um sorriso sutil dos lábios de Albion.  A conversa havia chegado ao ponto onde as revelações eram feitas sobre a decisão de apagar a memória da garota, onde ela não se lembraria de nada daquele dia, porem ela acabou lembrando em flash e visões onde ela narrou tudo que aconteceu é associou a morte do filho de Aled com a transformação criando uma espécie de inibição e bloqueio a impedido de acreditar que a transformação era um coisa ruim.

Quando terminou o carro estacionou, desligando o motor a frente de um prédio antigo de tijolos, ele afirmou que havia chegado, o olhar dele foi tão sutil que olhos desatentos não notariam nada, mais Albion além de alfa carregava os anos de experiência, Throst pegou Hannar no colo e se apressou pelo elevador. Aled falava que estar em Amsterdã não era mero acaso, pois algumas pistas o haviam levado para lá.

Parados Albion viu Hannar subir mais Throst, olhou para Aled dizendo que não havia se apresentado ainda, ele estendeu a mão para o alfa.

― Muito prazer... Sou Albion Daiki. ― O aperto era firme mais sem agressividade.

Albion era diferente de alguns minutos atrás, ainda segurando a mão do tutor de Hannah ele explicou que o cheiro dela ser diferente era uma coisa que gostaria de manter em segredo.

O olhar era fixo e determinado para Albion ― Não se preocupe não direi nada. Por enquanto pelo menos...

Por vim a revelação que o velho alfa precisava saber que a menina não era filha legitima de Matt, ou de nenhum outro lobisomem, ou nem sequer mordida foi, que ela era diferente dos betas que ele conheceu. Caminharam para o elevador apertando o botão antes das portas se fecharem.

― Isso não me surpreende, ela e diferente mais não é uma híbrida, isso a torna algo sem precedente, mais não me surpreenderia se descobrissem que seu bando foi aniquilado por causa dela, as lendas que rejeitam dizem que uma híbrida pode ser o ser que fará a diferença entre os de nossa raça, talvez eles estivessem acabando com esta possibilidade.

Disse se calando enquanto pensava naquela possibilidade, se fosse realmente verdade seus planos poderia ter que ser adiantados, pois a calma que esperaria propor a uma certa união teria que ser repensados, antes que seu próprio bando fosse atacado...

O som do elevador soou revelando o andar escolhido se abrindo com um “plim”.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Ter 2 Fev 2016 - 18:55

O destino é uma lei 
cujo significado nos escapa,
porque falta uma 
quantidade imensa de dados.





          Por todo o trajeto, Albion ficou pensativo como se ponderasse sobre todo o relato sobre a garota que dormia no banco de trás. Ele sabia que aquilo não era nem metade do soneto, mas ainda sim estava atento. Sua atenção foi presa quando a palavra “hibrida” foi pronunciada, Aled estava certo quando apostou suas fichas na curiosidade do Alpha.
 
          A cada quilometro rodado parecia acalmar o Alpha e diriam os mais otimistas, pensar em realmente ter uma conversa relativamente comum com o trio em questão. Ele dizia que sentia muito pelo filho do velho lobo alem de fazer caras e bocas ao assimilar cada informação recebida. Até ao se apresentar ele foi educado e cordial, Aled começava a ver a luz no fim do túnel quando sentiu o aperto firme do Alpha, mas ainda era muito cedo para chegar a uma conclusão, ainda mais sabendo da personalidade agressiva e agitada da protegida, não sabia ao certo como ela iria agir quando acordasse e visse o homem que deu o ultimo empurrão para ela se transformar sentado na sala tomando um café. Aquela cena seria digna de um filme e Aled iria assistir de camarote! Por isto não sabia dizer se ficava apreensivo ou curioso, mas sabia que se Albion soubesse das condições de Hannah não iria atacá-la sem pensar duas vezes.
 
          Finalmente a revelação foi feita e entrou no elevador, o velho lobo estava com seus olhos voltados para Albion, tentando saber o que realmente passava na cabeça daquele curioso homem e do porque parecia ter mudado tanto. O Alpha falava sobre a lenda dos híbridos e colocava em questão que o bando fora atacado por causa da garota, por acharem que ela era uma hibrida.
 
          - Sim, é possível e até mais provável que imaginas que a aldeia foi aniquilada por causa dela... Por uma lenda que atormenta a vida dela, mas ela já carrega um fardo demasiado pesado para colocar isto em pauta – Disse Aled olhando marco da porta vendo os andares passar com as luzes acendendo e apagando a cada andar que passavam, o elevador era de madeira e rústico – O único que acreditava que Hannah não era uma hibrida era Ragnar, uma vez ele relatou para os mais velhos que o mundo está mudando e talvez às lendas estejam fracas para segurar o que vem por ai... E como tudo está em perfeito equilíbrio, Hann nasceu para equilibrar as raças – Disse Aled ao desenhar o Yin Yang na madeira do elevador, aquele símbolo significava mais que apenas o bem e o mal, o homem e a mulher, as forças que se completam, mas também o equilíbrio que rege o universo – Basta saber o que ela realmente é e o que pode fazer.
 
          Neste momento, o elevador fez o Plim e abriu para um hall com uma porta de metal vermelha, tão antiga e pesada que devia ranger ao abrir. Estava entre aberta revelando uma sala ampla com uma janela de vidro que ia do teto até o chão e que ocupava um terço da parede de fundo. Todo apartamento era de tijolo avista. Uma cozinha no lado esquerdo ao fundo com a pia com pedra de negrito preto, os armários em preto e branco com a geladeira de aço escovado.  O chão era de pedra da cor grafite, no centro da sala um conjunto de estofado de couro preto, composto por duas poltronas na direita e um sofá grande o suficiente para servir de cama enfrente e uma mesa de pinos baixa no meio que possuía algumas revistas e papeis jogados. Na parede direita existiam duas portas, uma o banheiro e outra um quarto e mais ao fundo uma porta, que dava para a varanda atrás do vitral. E ao lado da porta de entrada um armário de pinos grande.
 

          O apartamento era grande, mas bastante vago de moveis, Hannah já estava deitada no sofá de lado e sem a jaqueta, apenas a blusa branca e a calça jeans, ainda desacordada respirando calmamente com o coração em constante batidas fracas. Throst estava sentado na mesa de centro limpando o sangue que manchava a pele alva da jovem. Ignorou por completo a chegada dos dois, mais preocupado com a tarefa que executava, talvez um modo de se controlar. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Qui 4 Fev 2016 - 23:19

Não tinha nenhuma vontade de atender a porta quem poderia ser àquela hora da noite? Ou tinha insônia como ela ou não dormia a noite. Voltaram a bater na porta e com um suspiro de resignação levantou-se do chão se dirigindo a escada.
 
Lentamente desceu as escadas indo até a porta, a entre abriu para ver quem era, neste momento quase sofreu com o impacto das batidas na porta, ao ver me surpreendi com quem era, apesar de diferente era impossível não reconhecer. Abri a porta.

― O que está fazendo aqui uma hora dessa? Por acaso está acontecendo algum incêndio para ter toda esta pressa ou urgência! ― Falou ela com um tom rabugento em sua voz. Ele sempre tirava o meu pior.

Uma brisa fria correu naquele momento, a lembrando que esta com uma roupa bem curta, para dormir, o frio arrepiou sua pele, enquanto os olhos de Erick parecia registrar cada detalhe como se comparasse o que ele lembrava dela e o que ela mudou. 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Sex 5 Fev 2016 - 21:05

ERICK BARCELLOS

Aquela não era a recepção que ele esperava dela, após tantos anos, enquanto ela havia fugido ele ficou ali, sabia que precisava continuar o que muitos outros antes dele começaram. Ela demorou abrir a porta, do lado de fora o vento frio o fazia esfregar os braços.

Ela perguntou o que ele estava fazendo ali àquela hora, fazendo piada se havia algum incêndio para a urgência dele, mas se ela soubesse o que estava acontecendo ela também teria urgência.

Outra brisa soprou, ela se arrepiou e Erick viu os pelos se eriçarem além de ver o corpo dela com aquelas roupas curta.

― Não temos tempo para isso.― Entrou porta a dentro.

Não esperou ser convidado nem pediu permissão, aguardou do lado de dentro.

― Vai ficar ai parado tremendo ou vai fechar esta porta para conversarmos?
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Re: Amsterdã

Mensagem por Fantasma em Sex 5 Fev 2016 - 21:32

Vladmus Speranza

Ela pegou o vinho e serviu uma taça para Vladmus e outra para ela, o vinho tinha um aroma refinado e um sabor ainda mais saboroso, mais nada tão saboroso como o  sangue fresco retirado diretamente da veia, pensou Valdmus.
O vampiro não deixou escapar o movimento de pernas dela, revelando suas pernas delicadas e bonitas, um brilho diferente nos olhos que durou muito pouco, tão rápido que talvez ela não teria sequer notado.

Ela falava tranquilamente, ela falava dos recém criados, falando das crias que precisou caçar, que saíram do controle de seu mestre, disse sabendo como cuidar  deles, ele sorriu para ela, ela sorriu dizendo se sentir surpresa com ele por ter transformado alguém como Joshua era evidente que ela queria mais informações.

― Creio que foi um desses momentos que nos vemos entre a cruz é a espada sabe, espero que isso não lhe cause uma má impressão minha.

Sorria descontraído mais com olhos sempre afiados, Joshua apareceu alinhando em um terno elegante, me levantei da poltrona.

― Creio que apesar de curto nosso tempo foi muito bom, espero que possamos repetir logo mais. Assim que sair pode se vestir tranquilamente e sair no seu tempo.

Falou Vladmus  se aproximando da vampira e beijando sua mão.

― Então até, mas ver.... Vamos Joshua.

O recém-criado olhou para a vampira, como se falassem silenciosamente, enquanto acompanha o velho vampiro porta a fora.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Sophia Hills em Sex 5 Fev 2016 - 21:51

Por mais que eu tentasse, nunca iria arrancar nada daquele velho vampiro. Disse que eu não devia ter má impressão dele, mais do que aquela palhaçada toda? Esperava que eu fosse o que? Como Josh que aceitava e acatava qualquer ordem dada pelo criador? Mesmo irritada sorria, como se nada não passasse de uma conversa entre amigos.
 
Josh finalmente aparecia, entre um termo e outro transformava sua aparência sempre igual, talvez devesse se vestir como os homens de sua idade quando descesse para beber, chamaria mais a atenção. Ele não pronunciou mais nenhuma palavra, mesmo que o encarasse continuaria como um fantoche. Respirei fundo quando ele se despediu – Claro! – Disse em resposta, palavras vazias jogadas ao vento por assim dizer. Enquanto eles saiam acompanhava com o olhar, escutei a porta fechar e os passos até o elevador, só fiquei aliviada quando sumiram do andar.
 
Levantei-me as pressas, tomando o vinho em um só gole – Mesmo se eu procurasse não acharia nada... Nada mesmo! – resmunguei descrente, Vladmus nunca iria anotar algo e deixar em um quarto de hotel, ainda mais com uma vampira sendo deixada para trás. Fui até o armário do banheiro e dentro de uma das portas peguei um saco de lixo, deixado para trás sempre pelas camareiras para ser mais fácil de organizar. Coloquei minha jaqueta dentro e não me esquecendo da blusa que havia deixado com Joshua, não deixaria meu sangue a dispor de alguém.  Coloquei a calça com calma e fui nas roupas de Joshua, ele não daria falta de um camisa, não é mesmo?
 
Peguei uma preta de linho, muito bonita e elegante por sinal. Novamente no armário que as camareiras usavam, peguei um conjunto de linha e agulha, dando alguns pontos na camisa na parte de trás, para dar cintura e pronto! Um look perfeito para sair sem ser notada, como se isso realmente me importasse!
 

Fui para meu quarto, iria sair daquele hotel antes do amanhecer, mesmo não tendo medo, não iria deixar minha vida nas mãos da sorte.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Albion Daiki em Sab 6 Fev 2016 - 16:49

Albion pensava no que tudo aquilo significava, antes do plim do elevador soar ouviu Aled falar que talvez o fato da aldeia ter sido destruída por culpa dela era algo que a atormentava, mais que ela encarava aquele fardo pesado, de ser diferente para saber que  todos que conheciam foram mortos talvez por causa dela.

Albion entendia o que ele queria dizer, mencionou no nome  Ragnar, que tinha uma visão interessante sobre  as lendas, Albion achava o mesmo que as lendas precisavam sempre se renovar, mas não serem esquecidas, pois elas faziam parte de um passado orgulhoso por todos que viveram e passaram por elas.

Assim que as portas se abriram caminharam por um hall, parando diante a uma porta de metal vermelha, ela estava entre aberta, ao abri-la pode ver a janela de vidro que ia até o chão.

A garota estava deitada no sofá respirando calmamente, enquanto o imenso homem chamado Throst cuidava dela com tanta delicadeza que parecia ser uma boneca de porcelana, limpando o sangue de seu corpo, nenhuma marca visível era notada em seu corpo.

Albion se virou para Aled surpreso.

― Estou surpreso que vivam em um loft... seria mais sábios estarem na floresta ou cavernas, ficar na cidade é um perigo constante, sabe que esta cidade possui vampiros? Recebi relato que nela vive um dos três grandes membros da elite Volker os originais.

Falou Albion caminhando até a janela olhando as redondezas.

― Como Hannah se encontra ela pode perder o controle facilmente, mesmo com vocês cuidando dela, tenho certeza que entendem que ela precisa de um alfa um treino que a ajude quebrar seus traumas, posso oferecer exilio com meu bando mais precisarei contar com sua lealdade é sigilo.

Falou Albion olhando de Aled para Throst.
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Re: Amsterdã

Mensagem por Hannah McGraw em Sab 6 Fev 2016 - 22:22

O destino conduz
o que consente 
e arrasta o que resiste.


Albion parecia surpreso com a moradia dos três e Aled pode jurar que ele ficou admirado com a janela que iluminava todo o local e Throst por outro lado olhou de relance para a dupla, não parecia muito feliz, mas estava conformado.
 
O alpha comentou sobre o perigo que aquela cidade reservava, não só isto, mas da importância de precisarem de um Alpha, de Hannah precisar de um treinamento adequado. Isto fez os dois Ômegas se entreolharem, Throst claramente não gostava da idéia, já Aled deu um pequeno sorriso de canto de lábio.
 
- Nós sabemos melhor que ninguém dos perigos desta cidade, mas somos caçadores e nossa caça é escorregadia... Não posso me dar ao luxo de viver em uma floresta enquanto quem destruiu minha aldeia ainda respira – Nesta hora Throst soltou um longo suspiro – Mas Hannah realmente precisa de ajuda... – O grandão parecia deixar sua rixa de lado apenas para o bem da garota – Mas também sabemos que ela vai tentar fugir quando tirarmos os olhos dela - Ou matar alguém – Os dois pareciam em uma faca de dois gumes, vendo os pros e contras, na qual mais parecia pesar os contras. Até finalmente o dois lobos olharem para Hannah e depois seus olhos se fixarem em Albion.
 

-Porque quer nos dar sigilo? O que você ganharia com isto? – Perguntou Throst sem ser muito delicado e Aled completando – Porque quer um lobo descontrolado como Hannah no meio do seu bando? Desculpa, mas não acredito que o Senhor queira apenas treiná-la como um desafio... 
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Re: Amsterdã

Mensagem por Bhetia Ramsay em Dom 7 Fev 2016 - 16:27

Quem ele pensava que era para entrar na casa dela daquele jeito como se fosse o dono, é toda aquela arrogância que sempre a irritou nele.  Fechando a porta com força se virou para ele se dirigindo a sala de estar. Onde tirou os lenções que ainda estavam sobre os sofás se sentando em um deles no canto direito.
 
―Já que está aqui porque não se senta? Não posso te oferecer uma xícara de café porque não tive tempo de ir a cidade fazer compras digamos que cheguei meio tarde. Agora diga o que foi que aconteceu? ― Falava Bhetia sarcasticamente .

Enquanto esperava Erick se sentar ela refletia em como ele havia mudado desde o tempo em que eram jovens. Mas sua expressão séria a estava preocupando, algo grave deveria ter acontecido para esta visita tão inesperada. 
 
― Anda logo desembucha o motivo de estar aqui Erick, já está me deixando preocupada? ― Pedia ela sem sarcasmo agora enquanto o encarava, e o silencio preenchia o ar, enquanto um antigo relógio de parede, soava o seu passar de tempo com um leve:  “tic,tac”.
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